26 de ago de 2008

ATENÇÃO CRISTÃOS!!!


Bento XVI pede orações pelo crescente clima de tensão internacional


Da Redação, com Rádio Vaticano

Diante da "crescente tensão" que se regista na situação internacional, com uma "progressiva diminuição do clima de confiança e de colaboração entre as nações", Bento XVI pede que, sem ceder ao pessimismo, se aprofunde "a consciência de estar irmanados num destino comum" e se rejeite a violência, reconhecendo antes "a força moral do direito". Foram as palavras pronunciadas depois da recitação do Ângelus dominical, ao meio-dia de hoje, 24, em Castelgandolfo.

O Santo Padre exprimiu sua preocupação pela crise nas relações internacionais, apontando alguns pontos e, pedindo orações por esta intenção. O Papa pediu que "se esconjure o regresso a contraposições nacionalistas que em outras épocas históricas produziram consequências tão trágicas", e que se ponha de lado "a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas".

Em sua mensagem, antes das Ave-Marias, Bento XVI recordou o Evangelho deste domingo, em que Jesus pergunta aos seus discípulos quem dizem as pessoas que ele é, e – depois – o que é que eles próprios dizem a esse respeito. "Em nome de todos, impetuosa e decididamente, Pedro toma a palavra para dizer: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo'".


Igreja deve tornar presente, no mundo, a Paz de Deus

"Solene profissão de fé que desde então a Igreja continua a repetir. Também nós hoje queremos proclamar com íntima convicção: 'Sim, Jesus, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!' Façamo-lo com a consciência de que é Cristo o verdadeiro tesouro pelo qual vale a pena sacrificar tudo: é Ele o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as mais íntimas expectativas do nosso coração. Jesus é o Filho do Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor. Como seria vantajoso para a humanidade acolher este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!"

O Papa comentou também as conhecidas palavras de Jesus, em resposta à profissão de fé do primeiro dos apóstolos: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas dos infernos não prevalecerão contra ela. A ti darei as chaves do reino dos céus". "É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão corresponde ao grandioso projeto de Deus de reunir em Cristo, numa só família, toda a humanidade".

"A missão de Pedro, e dos seus sucessores, é precisamente servir esta unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos; o seu indispensável ministério é fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma só nação, uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para tornar presente entre os homens, marcados por múltiplas divisões e contrastes, a paz de Deus, a unidade de todos os que em Cristo se tornaram irmãs e irmãs: esta é a missão particular do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro".

"Perante a enorme responsabilidade desta tarefa", advertindo "o empenho e importância do serviço à Igreja e ao mundo" que lhe foi confiado, o Papa pede aos fiéis que o apoiem com a oração.

Tensão internacional

Foi depois da recitação do Angelus, que o Papa evocou o crescendo de tensão na situação internacional: "Temos que constatar amargamente o risco de uma deterioração progressiva daquele clima de confiança e de colaboração entre as Nações que deveriam precisamente caracterizar as suas relações".

Adverte-se bem a grande fadiga que a humanidade revela em "formar aquela consciência comum de ser família das Nações" (na expressão de João Paulo II, dirigindo-se à Assembléia Geral da ONU).

"Há que aprofundar a consciência de estarmos irmanados num mesmo destino – que em última análise é um destino transcendente – para esconjurar o regresso a contraposições nacionalistas que em outras épocas históricas produziram consequências tão trágicas".

Bento XVI observou que “os recentes acontecimentos enfraqueceram em muitos a confiança em que tais experiências ficassem definitivamente relegadas no passado". Em todo o caso, logo acrescentou: "É preciso não ceder ao pessimismo!"

"É preciso antes empenhar-se ativamente para que se rejeite a tentação de enfrentar situações novas com velhos sistemas. Há que repudiar a violência! A força moral do direito, negociações équas e transparentes para dirimir as controvérsias, a partir daquelas ligadas à relação entre integridade territorial e autodeterminação dos povos, fidelidade à palavra dada, busca do bem comum: 'eis alguns dos caminhos a percorrer, com tenacidade e criatividade, para construir relações fecundas e sinceras e para assegurar às gerações presentes e futuras tempos de concórdia e de progresso moral e civil!'"

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