10 de ago de 2008

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 10 de Agosto de 2008
XIX Domingo Comum (semana III do saltério)
S. Lourenço, diácono, mártir, +258



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»

Leituras

1 Reis 19,9.11-13.
Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi
dirigida a
"Que fazes aí, Elias? Sai e mantém-te neste monte, na presença do Senhor;
eis que
Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave.
Ao ouvi-lo, Elias cobriu o rosto com um manto. Saiu e pôs-se à entrada da
caverna.


Salmos 85,9.10.11-12.13-14.
Prestarei atenção ao que diz o SENHOR Deus; Ele promete paz para o seu povo
e para os seus amigos e para todos os que se voltam para Ele de coração.
salvação está perto dos que o temem e a sua glória habitará na nossa terra.

amor e a fidelidade vão encontrar-se. Vão beijar-se a justiça e a paz.
Da terra vai brotar a verdade e a justiça descerá do céu.
próprio SENHOR nos dará os seus bens e a nossa terra produzirá os seus
frutos.
justiça caminhará diante dele e a paz, no rasto dos seus passos.


Romanos 9,1-5.
É verdade o que vou dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência
que, pelo Espírito Santo, disto me dá testemunho:
tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração.
Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo bem dos
meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne.
Eles são os israelitas, a quem pertence a adopção filial, a glória, as
alianças, a lei, o culto, as promessas.
A eles pertencem os patriarcas e é deles que descende Cristo, segundo a
carne. Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos
séculos! Ámen. Eleição dos patriarcas


Mateus 14,22-33.
Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra
margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a
noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado
pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram:
«É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu!
Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as
águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo,
gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de
pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu
és, realmente, o Filho de Deus!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Comentário ao Evangelho de Mateus, 11, 6

«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»

Quando tivermos suportado as longas horas da noite escura que domina os
momentos de prova, quando tivermos feito o melhor que sabemos, [...]
tenhamos a certeza de que, para o fim da noite, quando «a noite vai
adiantada, e o dia está próximo» (Rom 13, 12), o Filho de Deus virá até
junto de nós, caminhando sobre as ondas. Quando O virmos aparecer assim,
ficaremos perturbados, até compreendermos claramente que é o Salvador que
vem ao nosso encontro. Pensando ainda que vemos um fantasma, gritaremos de
medo, mas Ele dir-nos-á imediatamente: «Tende confiança, sou Eu, não
temais.»

Talvez essas palavras de conforto façam surgir em nós um Pedro a caminho da
perfeição, que desça da barca, seguro de ter escapado à prova que o
abalava. Inicialmente, o seu desejo de se aproximar de Jesus permitir-lhe-á
andar sobre as águas. Mas, tendo ele uma fé ainda pouco segura, estando
ainda cheio de dúvidas, aperceber-se-á da «força do vento», terá medo e
começará a afundar-se. Escapará porém a tal infortúnio, apelando para Jesus
com um forte brado: «Senhor, salva-me!» E, mal este Pedro acabe de dizer
«Senhor, Salva-me!», já o Verbo terá estendido a mão para o socorrer,
agarrando-o quando ele começava a afundar-se, censurando-lhe a falta de fé
e as dúvidas. Notemos, porém, que Ele não diz: «Incrédulo!», mas antes:
«Homem de pouca fé!», e acrescenta: «Por que duvidaste?», ou seja: «Tinhas
alguma fé, mas deixaste-te levar na direcção contrária.» E Jesus e Pedro
voltarão a entrar para a barca, o vento acalmará e os outros discípulos,
compreendendo os perigos a que escaparam, adorarão a Jesus dizendo: «Tu és
verdadeiramente o Filho de Deus» – palavras que só os discípulos próximos
de Jesus, os que se encontravam na barca, podem proferir.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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