15 de set de 2008

A IMPORTÂNCIA DA CONFISSÃO

Confissão - Dom Taveira

É o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido.

“Aqueles que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja, que feriram pecando e, ao qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações” (LG 11).



Cristo confiou o exercício do poder de absolver os pecados ao ministério apostólico. A este é confiado o “ministério da reconciliação” (cf II Cor 5,18). O apóstolo é enviado “no nome de Cristo”, e é Deus mesmo que, por meio dele, exorta e suplica. “Deixai-vos reconciliar com Deus” (II Cor 5,20b).



Para uma confissão frutuosa:

1 - Para confessar bem é necessária uma preparação imediata com a oração. Em seguida, faz-se um atento exame de consciência a partir da última confissão bem feita. Isto significa confrontar-se com a Palavra de Deus para distinguir as próprias incoerências, defeitos e fraquezas em pensamentos, palavras, atos e omissões frente às exigências do Evangelho;

2 - Sentir dor e aversão dos pecados cometidos com o propósito de não mais incorrer nos mesmos erros;

3 - Confessar ao sacerdote, “embaixador de Deus”, todos os pecados graves ou mortais segundo a espécie e o número; é muito útil confessar-se com freqüência, mesmo os pecados veniais, porque se recebe um dom da graça que dá força no caminho de imitação de Cristo;

4 - Fazer todo possível para reparar o mal. A absolvição apaga o pecado, mas não corrige todas as desordens que ele causou. Por isso perdoado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a plena saúde espiritual. O exercício penitencial que o confessor sugere não é dado só para expiação dos pecados cometidos e para reparar eventuais danos causados, mas também como ajuda para iniciar uma vida nova e favorecer a plena reparação da enfermidade do pecado.

Esta reparação é a expressão de uma revisão autêntica da vida, na qual o penitente procura suportar e reparar os efeitos maléficos de suas ações ou omissões, no seguimento de Cristo e em solidariedade com seus irmãos, sobretudo com aqueles diretamente atingidos pelos seus pecados.

Ela pode consistir em orações, mortificações e em obras de misericórdia.

Como confessar-se:

Depois que alguém se preparou para a confissão com a oração e o exame de consciência, aguarda pacientemente sua vez invocando para si e para o próximo, a Luz do Espírito Santo e graça de uma conversão radical. Aproximando-se do sacerdote, faz o sinal da cruz. O penitente pode escolher confessar-se com, ou sem confessionário, ficar de joelhos ou sentado (onde houver possibilidade).

Então pode iniciar a confissão dizendo:

Abençoa-me Padre, eu pequei”. Em seguida, diz com a maior precisão possível o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado…) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão. Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos, nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual.

Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência. São confessados primeiro os pecados graves ou mortais, segundo sua espécie e número sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais.

Agora se dispõe a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição. O penitente despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: “Demos graças a Deus”, e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.

Ato de contrição

“Meu Jesus, crucificado por minha culpa, estou arrependido(a) de ter pecado, pois ofendi a Vós que sois tão bom e mereci ser castigado(a) neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor! Não quero mais pecar!”

QUAL SUA DUVIDA SOBRE CONFISSÃO? ESCREVA QUE ESTAREI RESPONDENDO NO PROGRAMA DIÁLOGO DE FÉ NA RADIO CANÇÃO NOVA DO CORAÇÃO DE JESUS 690 AM.

Dom Taveira

Fonte: Blog do Dom Taveira: http://blog.cancaonova.com/dialogodefe/2008/03/04/a-importancia-da-confissao/

3 comentários:

  1. ótimo conteúdo!!!Que o nosso orgulho não impeça a graça de Deus. Confissão também é um exercício para a humildade...que possamos no mínimo confessarmos 1 vez ao mês, não nos rendendo aos obstáculos, se pedirmos a Deus, ele abrirá caminhos.

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  2. Há aqui muita confusão.

    Entre confissão e perdão.
    Entre «PODER para» e «DEVER de».
    Entre «DEUS» e «HOMENS».
    Entre »Apóstolos» (ou discípulos de Cristo) e a classe do clero.

    A confissão católica romana tem duas vertentes opostas.

    1) A positiva é apenas psicológica.
    2) A negativa é a vertente inquisitorial.

    Jesus nunca ordenou nem sequer aconselhou este tipo de confissão.
    Foi instituída pelo «clero» católico romano.

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  3. Pois é, o chamado sacramento da confissão ou penitência é fruto de uma evolução de conquista de poder por parte da classe clerical sobre a classe dos leigos.

    Os primeiros agarraram-se ao direito de ditar leis para os outros obedecerem e para os dominarem.

    Os segundos passivamente deixaram-se dominar pelos primeiros.

    Porquê?

    É que os primeiros alicerçaram o seu poder não no AMOR de Yeshua, mas a partir de Constantino na força das armas imperiais romanas.

    A confissão auricular faz parte de uma maquiavélica estratégia de diminio dos fracos pelos mais fortes.

    E ainda chamam a isto de cristianismo.
    Só se for de um Cristo inventado pelo clero romano, e segundo os seus interesses egoistas de classe.

    Basta! Já é tempo de parar! ...

    Meu povo ... meu povo ... que tanto sofres!!! ...

    (Apocalipse cap.18)

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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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