5 de set de 2008

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 05 de Setembro de 2008
Beata Teresa de Calcutá, religiosa, +1997



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «O Esposo está com eles»

Leituras

1 Cor. 4,1-5.
Considerem-nos, pois, servidores de Cristo e administradores dos mistérios
de Deus.
Ora, o que se requer dos administradores é que sejam fiéis.
Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por um tribunal
humano. Nem eu me julgo a mim mesmo.
De nada me acusa a consciência, mas nem por isso me dou por justificado;
quem me julga é o Senhor.
Por conseguinte, não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor. Ele é
quem há-de iluminar o que se esconde nas trevas e desvendar os desígnios
dos corações. E então cada um receberá de Deus o louvor que merece.


Salmos 37(36),3-4.5-6.27-28.39-40.
Confia no SENHOR e faz o bem; habitarás a terra e viverás tranquilo.
Procura no SENHOR a tua felicidade, e Ele satisfará os desejos do teu
coração.
Confia ao SENHOR o teu destino, confia nele e Ele há-de ajudar-te.
Fará brilhar, como luz, a tua justiça, e, como sol do meio-dia, os teus
direitos.
Afasta-te do mal e pratica o bem, e então viverás para sempre,
porque o SENHOR ama a rectidão e não abandona os seus fiéis. Os ímpios
serão dizimados e a sua descendência será destruída.
salvação dos justos vem do SENHOR; Ele é o seu refúgio na hora da angústia.

SENHOR os ajuda e liberta, defende-os dos ímpios e salva-os, porque nele se
refugiam.


Lucas 5,33-39.
Disseram-lhe eles: «Os discípulos de João jejuam frequentemente e recitam
orações; o mesmo fazem também os dos fariseus. Os teus, porém, comem e
bebem!»
Jesus respondeu-lhes: «Podeis vós fazer jejuar os companheiros do esposo,
enquanto o esposo está com eles?
Virão dias em que o Esposo lhes será tirado; então, nesses dias, hão-de
jejuar.»
Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém recorta um bocado de roupa nova
para o deitar em roupa velha; aliás, irá estragar-se a roupa nova, e também
à roupa velha não se ajustará bem o remendo que vem da nova.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho novo rompe
os odres e derrama-se, e os odres ficarão perdidos.
Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos.
E ninguém, depois de ter bebido o velho, quer do novo, pois diz: 'O velho é
que é bom!'»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão 83 sobre o Cântico dos Cânticos

«O Esposo está com eles»

De entre todos os movimentos da alma, de entre todos os sentimentos e os
afectos da alma, o amor é o único que permite à criatura corresponder ao
seu Criador, senão de igual para igual, pelo menos de semelhante para
semelhante. [...] O amor do Esposo, ou antes, o Esposo que é amor, apenas
pede amor recíproco e fidelidade. Que seja, pois, permitido à esposa
corresponder a esse amor. E como podia ela não amar, sendo como é esposa, e
esposa do Amor? Como poderia o Amor não ser amado? Ela tem, pois, razões
para renunciar a todos os outros afectos, para se entregar a um único amor,
uma vez que lhe foi dado corresponder ao Amor com um amor recíproco. [...]

Mas, mesmo que ela se fundisse por completo no amor, o que seria isso em
comparação com a torrente de amor eterno que brota da própria fonte? O
fluxo não corre com a mesma abundância daquele que ama e do Amor, da alma e
do Verbo, da esposa e do Esposo, da criatura e do Criador; não existe a
mesma abundância na fonte e naquele que vem beber à fonte. [...] Quer dizer
então que os suspiros da esposa, o seu fervor amoroso, a sua espera cheia
de confiança, que tudo isso é em vão, porque ela não pode rivalizar na
corrida com um campeão (Sl 18, 6), não pode querer ser tão doce como o mel,
terna como o cordeiro, branca como o lírio, luminosa como sol, e tão
amorosa como Aquele que é o próprio Amor? Não. Porque, se é certo que a
criatura, na medida em que é inferior ao Criador, ama menos do que Ele,
também é certo que pode amar com todo o seu ser; e, onde há totalidade,
nada falta.

É esse o amor puro e desinteressado, o amor mais delicado, pacífico e
sincero, mútuo, íntimo, forte, que reúne os dois amantes, não numa só
carne, mas num único espírito, de modo que eles se tornam um só, nas
palavras de São Paulo: «Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só
espírito» (1Cor 6, 17).




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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