14 de set de 2008

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 14 de Setembro de 2008
Exaltação da Santa Cruz (ofício da festa)
Exaltação da Santa Cruz



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém : «Quando for erguido da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32)

Leituras

Núm. 21,4-9.
Do monte Hor, os israelitas partiram pelo caminho do Mar dos Juncos para
contornar a terra de Edom, mas cansaram-se na caminhada.
O povo falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizestes sair do
Egipto? Foi para morrer no deserto, onde não há pão nem água, estando
enjoados com este pão levíssimo?»
Mas o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que mordiam o povo, e
por isso morreu muita gente de Israel.
O povo foi ter com Moisés e disse-lhe: «Pecámos ao protestarmos contra o
Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor para que afaste de nós as
serpentes.» E Moisés intercedeu pelo povo.
O Senhor disse a Moisés: «Faz para ti uma serpente abrasadora e coloca-a
num poste. Sucederá que todo aquele que tiver sido mordido, se olhar para
ela, ficará vivo.»
Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e fixou-a sobre um poste. Quando
alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze,
vivia.


Salmos 78(77),1-2.34-35.36-37.38.
Escuta, meu povo, os meus ensinamentos; presta atenção às minhas palavras.
Vou abrir a minha boca em parábolas e revelar os enigmas de outros tempos.
Quando os castigava, eles procuravam-no, convertiam-se e voltavam-se para
Deus.
Recordavam-se então que Deus era o seu protector, que o Altíssimo era o seu
libertador.
Mas logo o enganavam com a boca e lhe mentiam com a língua.
Os seus corações não eram leais com Ele, nem fiéis à sua aliança.
Mas Deus, que é misericordioso, perdoava-lhes os pecados e não os destruía.
Muitas vezes conteve a sua ira, e não deixou que o seu furor se avivasse.


Filip. 2,6-11.
Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual
a Deus;
no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo.
Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado
como homem,
rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que
está acima de todo o nome,
para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que
estão no céu, na terra e debaixo da terra;
e toda a língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!", para glória de Deus
Pai.


João 3,13-17.
Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do
Homem.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário
que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de
que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas
para que o mundo seja salvo por Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Efrém (c.306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja (?)
Homilia atribuída a Santo Efrém

«Quando for erguido da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32)

De ora em diante, pela cruz, as sombras estão dissipadas e a verdade
eleva-se, como diz o apóstolo João: «Porque as primeiras coisas passaram
[...] Eu renovo todas as coisas» (Ap 21,4-5). A morte é espoliada, o
inferno liberta os cativos, o homem está livre, o Senhor reina, a criação
está em alegria. A cruz triunfa e todas as nações, tribos, línguas e povos
(Ap 7,9), vêm para O adorar. Com o beato Paulo, que exclama : «Quanto a
mim, porém, de nada quero me gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor
Jesus Cristo» (Ga 6,14), encontramos nela a nossa alegria. A cruz traz a
luz a todo o universo, ela afasta as trevas e reúne as nações do Ocidente,
do Oriente, do Norte e do mar numa só Igreja, numa única fé, num só
baptismo na caridade. Fixada no Calvário, ela dirige-se ao centro do mundo.

Armados com a cruz, os apóstolos vão pregar e reunir na sua adoração o
universo inteiro, espezinhando todas as forças hostis. Por ela, os mártires
confessaram a sua fé com audácia e não temeram os ardis dos tiranos.
Carregando-a, os monges fizeram da solidão a própria morada, numa imensa
alegria.

Na hora em que Jesus regressar, aparecerá primeiro no céu esta cruz, ceptro
precioso, vivo, verdadeiro e santo do Grande Rei: «Então, aparecerá no céu
o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,30). Vê-la-emos, escoltada pelos anjos, a
iluminar a Terra, de uma a outra ponta do Universo, mais clara que o sol, a
anunciar o Dia do Senhor.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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