23 de out de 2008

Estabelecer o equilíbrio financeiro

Para manter as contas em dia, seguem mais algumas dicas


Fazer orçamento familiar é uma questão de sobrevivência, como vimos no meu artigo anterior. Hoje vamos falar um pouco sobre a elaboração do orçamento familiar.
1º. Para a elaboração do orçamento familiar é preciso envolver toda a família, porque é fundamental estabelecer objetivos comuns e conversar francamente sobre as finanças com todos, inclusive com as crianças. Pois esse é o caminho possível para que cada um esteja comprometido e faça sua parte, dessa forma, todos terão consciência da necessidade de manter um padrão orçamentário.
2º. Fazer um controle das despesas não significa que a família terá que passar necessidades ou ficar "apertada". Fazer um planejamento financeiro facilitará a compra de um carro novo, de um computador para seu filho, fazer aquela viagem tão sonhada ou aquele curso que lhe permitirá crescer profissionalmente e melhorar a renda familiar.
3º. Para manter as contas sob controle o fator de sucesso número um é: Definir prioridades. É extremamente importante que você pague todas as suas contas primeiro e, principalmente, todos os meses. Cuidado com custos irregulares ou custos regulares menos freqüentes, tais como: seguro de vida, da casa ou impostos. Tente reservar, todos os meses, um montante fixo para essas despesas. Também vale a pena reservar dinheiro para emergências ou surpresas (como por exemplo, dentista); quem sabe até pode ficar com algum dinheiro extra para o seu objetivo de poupança pessoal.
4º. REGRA BÁSICA: renda é o ponto de partida. Se você acha que a sua renda não lhe garante o padrão de vida que gostaria de ter: reflita sobre a situação. Caso esteja convencido de que não há possibilidade de cortar despesas, então você só tem duas alternativas: rever seu padrão de vida ou procurar fontes alternativas de renda. É importante ressaltar que limite do cheque especial, ou do cartão, NÃO É RENDA; muito ao contrário: trata-se de dinheiro emprestado, que, como tal, tem um custo.
5º. Tenha uma meta para despesas correntes: Na ânsia de cortar gastos, nunca deixe de alocar parte da sua renda para o lazer. Feito isso, procure estimar o quanto da sua renda está comprometido com despesas correntes essenciais, como, por exemplo: necessidade básica de comida e roupas, eletricidade, luz, telefone, aluguel, condomínio, combustível, seguros, impostos e lazer. Ainda que essas despesas não possam ser retiradas do seu orçamento, elas podem ser revistas. Reflita sobre o padrão de vida que a sua renda pode lhe assegurar e corte gastos que não reflitam esse padrão.
Mas, vamos ao orçamento familiar propriamente dito:
1º. Faça uma lista com todas as despesas.
2º. Após listar tudo, convoque toda a família, as crianças inclusive, para estudar cada despesa. Defina os gastos prioritários e onde a tesoura vai agir. Esse é o momento mais difícil. Sempre há discordância. Com paciência, entretanto, todos vão entender que sairão ganhando, garantindo tranqüilidade no futuro.
3º. Reúna os comprovantes de pagamento de todas as contas dos últimos três meses ou pelo menos do último mês, incluindo as faturas dos cartões de crédito e os extratos bancários.
4º. Anote as receitas, como salário ou rendas. Relacione, na coluna de despesas, todos os gastos do último mês.
5º. Compare o valor total das despesas com a receita do mês e calcule o saldo (ou déficit): Se houver sobras, defina com sua família o que vão fazer, onde vão investir. Se a conta estiver zerada, comece a planejar uma redução dos custos, de modo a garantir sobras para o mês seguinte. Se a conta estiver negativa, prepare-se para reduzir as despesas.
6º. Faça uma tabela: crie duas colunas, uma para "orçamento previsto" e outra para "orçamento executado". Na primeira, enumere todos os seus gastos no próximo mês, já considerando eventuais cortes. Terminado o mês, relacione na coluna "orçamento executado" todas as despesas no período para confrontá-las com as previstas. Se os ajustes feitos não forem suficientes para garantir uma sobra de caixa ou pelo menos reverter o déficit, corte novos gastos e comece a economizar.
Se necessário, faça cortes nas despesas. Seguem algumas dicas práticas:
• Dê um basta nas compras feitas por impulso ou por hábito. Não se deixe seduzir pelar publicidade. Analise bem as ofertas.
• Faça uma lista das suas prioridades de consumo, aproveitando o máximo do dinheiro que você possui. Antes de ir às compras de supermercado, verifique a despensa e faça uma lista das suas reais necessidades. Consumidor no supermercado sem lista de compras acaba comprando por impulso e além da conta!
• Tente negociar ou reduzir as grandes ou pequenas dívidas.
• Seja econômico, controle os gastos com celular, internet, TV a cabo, energia elétrica.
• Reduza a quantidade de cartões de crédito.
• Se está pagando juros altos (cheque especial, cartão de crédito, agiotas, etc.) procure substituir por empréstimo mais barato (desconto em folha ou o crédito parcelado, por exemplo).
• Mesmo endividado, não deixe de estabelecer objetivos e metas, eles são importantes para motivá-lo a organizar-se e a planejar.
Para manter as contas em dia, seguem mais algumas dicas para você:
• Habitue-se a anotar diariamente todos os gastos.
• Não gaste mais do que ganha. Só assim você conseguirá se livrar de eventuais apertos e terá dinheiro para investir e planejar viagens e compras futuras;
• Procure pagar todas as dívidas, inclusive as do cheque especial antes de entrar em novos financiamentos.
• Se não tiver necessidade imediata do produto, espere e poupe dinheiro para comprar depois, à vista. A economia com os juros será significativa.
• Lojas de artigos de segunda mão ou de quinquilharias podem ser uma boa opção. Certifique-se de que os produtos estão intactos e em boas condições.
• Se todos os meses reservar algum dinheiro para os presentes de Natal, não terá que se preocupar com as suas despesas durante essa época.
• Para concluir, não deixe de rever o valor de suas “pequenas despesas”. Faça as contas antes de dizer que uma despesa é pequena. Habitue-se a somar esse tipo de gasto ao longo de um mês e a comparar o total com a sua renda. Você poderá ter uma surpresa. Compare sempre e de muitos modos; quando o assunto é dinheiro, comparar é preciso.
Espero que essas dicas ajudem você. Afinal, temos que fazer a nossa parte, para conseguirmos aproveitar, o melhor possível, a ação da divina providência em nossa vida.

Manuela Melo


Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

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