4 de out de 2008

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 04 de Outubro de 2008

S. Francisco de Assis, diácono, +1224

Livro de Job 42,1-3.5-6.12-16.

Job respondeu ao Senhor e disse:
«Sei que podes tudo e que nada te é impossível.
Quem é que obscurece assim o desígnio divino, com palavras sem sentido? De facto, eu falei de coisas que não entendia, de maravilhas que superavam o meu saber.
Os meus ouvidos tinham ouvido falar de ti, mas agora vêem-te os meus próprios olhos.
Por isso, retracto-me e faço penitência, cobrindo-me de pó e de cinza.»
O Senhor abençoou a nova condição de Job, mais do que a antiga, e Job chegou a possuir catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.
Teve também sete filhos e três filhas;
à primeira pôs-lhe o nome de Jemima, à segunda, Quecia e à terceira, Quéren-Hapuc.
Em toda a terra não havia mulheres mais formosas que as filhas de Job. E o pai deu-lhes uma parte da herança entre os seus irmãos.
Depois disto, Job viveu ainda cento e quarenta anos e viu os seus filhos e os filhos dos seus filhos, até à quarta geração.


Livro de Salmos 119,66.71.75.91.125.130.

Dá-me sabedoria e conhecimento, pois confio nos teus mandamentos.
Foi bom para mim ter sido castigado, pois assim aprendi os teus decretos.
SENHOR, eu sei que as tuas sentenças são justas e que me castigaste para meu proveito.
Pelos teus decretos, tudo se mantém até hoje, porque tudo está ao teu serviço.
Sou teu servo: dá-me entendimento para eu conhecer os teus preceitos.
conhecimento dos teus ensinamentos ilumina e dá inteligência aos simples.


Evangelho segundo S. Lucas 10,17-24.

Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome!»
Disse-lhes Ele: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago.
Olhai que vos dou poder para pisar aos pés serpentes e escorpiões e domínio sobre todo o poderio do inimigo; nada vos poderá causar dano.
Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu.»
Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho houver por bem revelar-lho.»
Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver.
Porque digo-vos muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram!»

Paulo VI, papa de 19t3 a 1978
Exortação Apostólica sobre a alegria cristã «Gaudete in Domino» (trad. DC n° 1677, 1/6/1975, p. 503 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

"Nesse instante, Jesus exultou de alegria"
Por essência, a alegria cristã é participação espiritual na alegria insondável, simultaneamente divina e humana, que está no coração de Jesus Cristo glorificado... Contemplemo-lo no decorrer da sua vida terrena; na sua humanidade, ele experimentou as nossas alegrias. É manifesto que conheceu, apreciou, celebrou toda uma gama de alegrias humanas, dessas alegrias simples e quotidianas, ao alcance de todos. A profundidade da sua vida interior não embotou o concreto do seu olhar, da sua sensibilidade. Ele admira os pássaros do céu e os lírios dos campos. Ele assume o olhar de Deus sobre a criação na aurora da história. Enaltece de bom grado a alegria do semeador e do ceifeiro, a do homem que encontra um tesouro escondido, a do pastor que recupera a sua ovelha ou da mulher que reencontra a moeda perdida, a alegria dos convidados para o banquete, a alegria das bodas, a do pai que acolhe o filho no retorno de uma vida dissipada e a da mulher que acaba de dar à luz o seu filho.

Estas alegrias humanas têm tanta consistência para Jesus que são para ele sinais das alegrias espirituais do Reino de Deus: alegria dos homens que entram nesse Reino, a ele voltam ou nele trabalham, alegria do Pai que os acolhe. E, por seu lado, o próprio Jesus manifesta a sua satisfação e a sua ternura quando encontra as crianças que querem aproximar-se dele, um jovem rico, fiel e preocupado em fazer melhor, amigos que lhe abrem a porta, como Marta, Maria e Lázaro. A sua felicidade é sobretudo ver a Palavra ser acolhida, os possessos libertados, uma pecadora ou um publicano como Zaqueu converter-se, uma viúva tirar da sua indigência para dar uma esmola. Ele estremece mesmo de alegria quando constata que os pequeninos recebem a revelação do Reino, que permanece oculto aos sábios e aos astuciosos. Sim, porque Cristo "viveu a nossa condição humana em tudo, excepto no pecado" (Pe 4), acolheu e experimentou as alegrias afectivas e espirituais, como um dom de Deus. E não descansou enquanto não "anunciou aos pobres a Boa Nova e a alegria aos aflitos" (Pe 4; cf. Lc 4,10).

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