6 de out de 2008

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 06 de Outubro de 2008
S. Bruno, eremita, +1101



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : «Um samaritano... chegou perto dele; Ele viu-o e encheu-se de piedade»

Leituras

Gálatas 1,6-12.
Estou admirado de que tão depressa vos afasteis daquele que vos chamou pela
graça de Cristo, para seguirdes outro Evangelho.
Que outro não há; o que há é certa gente que vos perturba e quer perverter
o Evangelho de Cristo.
Mas, até mesmo se nós ou um anjo do céu vos anunciar como Evangelho o
contrário daquilo que vos anunciámos, seja anátema.
Como anteriormente dissemos, digo agora mais uma vez: se alguém vos anuncia
como Evangelho o contrário daquilo que recebestes, seja anátema.
Estarei eu agora a tentar persuadir homens ou a Deus? Ou será que estou a
procurar agradar aos homens? Se ainda pretendesse agradar aos homens, não
seria servo de Cristo.
Com efeito, faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não
o conheci à maneira humana;
pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de
Jesus Cristo.


Salmos 111(110),1-2.7-8.9.10.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na
assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
As obras das suas mãos são rectas e justas, são imutáveis todos os seus
preceitos.
Foram estabelecidos pelos séculos dos séculos e baseiam-se na verdade e na
rectidão.
Enviou a redenção ao seu povo, firmou com ele uma aliança para sempre;
santo e venerável é o seu nome.
temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; são prudentes todos os que o
praticam. O seu louvor permanece eternamente.


Lucas 10,25-37.
Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar:
«Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»
Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com
toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e
ao teu próximo como a ti mesmo.»
Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o
meu próximo?»
Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para
Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e
encherem de pancadas, o abandonaram, deixando o meio morto.
Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo,
passou ao largo.
Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou
adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o,
encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho,
colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou
dele.
No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo:
'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.'
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas
mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai
e faz tu também o mesmo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo  de Milão e doutor da Igreja
Comentário do Evangelho de Lucas, 7, 74s

«Um samaritano... chegou perto dele; Ele viu-o e encheu-se de piedade»

Um samaritano descia por aquele caminho. «Quem desceu do céu, senão aquele
que subiu ao céu, o Filho do Homem, que está no céu?» (cf Jo 3,13). Vendo
moribundo aquele homem que ninguém antes dele conseguira curar...,
aproximou-se dele. Quer dizer, aceitando sofrer connosco, assumiu-se como
nosso próximo e, apiedando-se de nós, fez-se nosso vizinho.

«Ele tratou as suas feridas com óleo e vinho». Este médico tem muitos
remédios com os quais costuma curar. As suas palavras são um remédio: tal
palavra, liga as feridas; outra, verte o bálsamo; outra, o vinho
adstringente... «Depois, transportou-o na sua própria montada». Ouve de que
modo ele te coloca nela: «Eram os nossos sofrimentos que ele levava e as
nossas dores que o vergavam» (Is 53, 4), O pastor também pôs nos seus
ombros a ovelha ferida (Lc 15,5)...

«Conduziu-o à hospedaria e cuidou dele»... Mas o samaritano não podia
permanecer muito tempo na nossa terra; tinha de voltar ao local de onde
havia descido. Portanto, «no dia seguinte» - que dia seguinte é este, senão
o dia da Ressurreição do Senhor, aquele acerca do qual Ele disse: «Eis o
dia que fez o Senhor» ( Sl 117, 24)? - «pegou em duas moedas e deu-as ao
estalajadeiro, dizendo-lhe: Cuida dele». O que são estas duas moedas?
Talvez os dois Testamentos, que contêm a efígie do Pai eterno e, graças aos
quais, as nossas feridas são curadas... Feliz desse estalajadeiro que pode
curar as feridas de outrem! Feliz daquele a quem Jesus diz: «o que gastares
a mais, eu to devolverei quando voltar»... Promete, pois a recompensa.
Quando voltarás, Senhor, senão no dia do Juizo? Se bem que estejas sempre
em toda a parte, permanecendo entre nós sem que te reconheçamos, um dia
virá em que toda a humanidade te verá vir. E devolverás o que deves. Como o
devolverás, Senhor Jesus? Prometeste aos bons uma larga recompensa no céu,
mas darás mais ainda quando disseres: «Muito bem, servo bom e fiel, foste
fiel em pequenas coisas, muito te confiarei; entra na alegria do teu
mestre» (Mt 25,21).




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