18 de out de 2008

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 18 de Outubro de 2008
São Lucas, Evangelista



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal John Henry Newman : São Lucas, evangelista, «servidor da Palavra» (Lc 1,2)

Leituras

2 Tim. 4,9-17.
Vem ter comigo quanto antes,
pois Demas abandonou-me. Preferiu o mundo presente e foi para Tessalónica.
Crescente foi para a Galácia, e Tito para a Dalmácia.
Apenas Lucas está comigo. Traz contigo Marcos, pois me será de grande ajuda
no ministério.
Quanto a Tíquico, enviei-o a Éfeso.
Quando vieres, traz o manto que deixei em Tróade, em casa de Carpo, bem
como os livros, especialmente os pergaminhos.
Alexandre, o fundidor de cobre, causou-me muitos danos. O Senhor lhe
retribuirá segundo as suas obras.
Toma tu também cuidado com ele, pois muito se tem oposto ao nosso
ensinamento.
Na minha primeira defesa, ninguém esteve ao meu lado. Todos me abandonaram.
Que não lhes seja levado em conta.
O Senhor, porém, esteve comigo e deu-me forças, a fim de que, por meu
intermédio, o anúncio fosse plenamente proclamado e todos os gentios o
escutassem. Assim fui arrebatado da boca do leão.


Salmos 145(144),10-11.12-13.17-18.
Louvem-te, SENHOR, todas as tuas criaturas; todos os teus fiéis te
bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino e anunciem os teus feitos poderosos,
para mostrar aos homens as tuas proezas e o esplendor glorioso do teu
reino.
teu reino é um reino para toda a eternidade e o teu domínio estende-se por
todas as gerações.
SENHOR é justo em todos os seus caminhos e misericordioso em todas as suas
obras.
SENHOR está perto de todos os que o invocam, dos que o invocam
sinceramente.


Lucas 10,1-9.
Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e
enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele
havia de ir.
Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai,
portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.
Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar
ninguém pelo caminho.
Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta
casa!'
E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não,
voltará para vós.
Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador
merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for
servido,
curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: 'O Reino de Deus já está
próximo de vós.'


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), padre, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PPS, vol. 3, n.º 22 : «A parte escolhida por Maria»

São Lucas, evangelista, «servidor da Palavra» (Lc 1,2)

Boa é toda a palavra de Cristo: ela tem uma missão e finalidade, ela não
cai por terra. É impossível que em vez alguma tenha pronunciado palavras
efémeras, Ele, o Verbo de Deus, que por seu próprio desejo exprimiu os
conselhos profundos e a vontade santa do Deus invisível. Toda a palavra de
Cristo é boa. Mesmo se os seus propósitos tiverem sido transmitidos por
pessoas comuns, podemos estar certos de que nada do que nos foi conservado
– sejam palavras dirigidas a um discípulo ou a um opositor, sejam
conselhos, ou opiniões, sejam reprimendas, ou palavras de consolação, de
persuasão ou de condenação – nada, em todas elas, terá uma significação
puramente acidental, um alcance limitado ou parcial [...].

Pelo contrário, todas as palavras sagradas de Cristo, mesmo quando nos
surgem revestidas de uma aparência temporária e dirigidas a um fim imediato
- sendo difíceis portanto, porque há que nelas lograr perceber o que têm de
momentâneo e de contingente - mesmo assim, elas nada perdem da sua força, a
cada século que passa. Pertencendo à Igreja, estão destinadas a durar para
sempre nos céus  (cf. Mt 24,35); prolongam-se até è eternidade. São a nossa
regra santa, justa e boa, palavras que são «farol para os meus passos e luz
para os meus caminhos» (Sl 118,105), na mesma plenitude e de forma tão
íntima, no nosso tempo, como quando pela primeira vez foram pronunciadas.

Tudo isto terá sido verdadeiro, mesmo aceitando-se ter sido obra humana a
recolha destas migalhas da mesa de Cristo. Mas temos uma certeza muito
maior, porque as recebemos não dos homens, mas de Deus (1Ts 2,13). O
Espírito Santo, que veio glorificar Cristo e dar aos evangelistas a
inspiração da escrita, não nos traçou um Evangelho estéril. Louvado seja
por ter escolhido e salvo para nós palavras que deveriam ser
particularmente úteis aos tempos vindouros, as palavras que podiam servir
de lei à Igreja, para a fé, para a moral e para a disciplina. Não uma lei
escrita em tábuas de pedra (Ex 24,12), mas uma lei de fé e de amor, de
espírito, e não de letras (Rm 7,6), uma lei para corações generosos que
aceitam «viver da palavra», por mais modesta e humilde que seja, uma lei
«que sai da boca de Deus» (Dt 8,3; Mt 4,4).




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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