27 de out de 2008

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 27 de Outubro de 2008
S. Vicente, Santa Sabina e Santa Cristeta, irmãos, mártires, +303, São Gonçalo de Lagos, presbítero, +1422



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : "Esta mulher, uma filha de Abraão que Satanás havia amarrado..., era preciso libertá-la"

Leituras

Efésios 4,32.5,1-8.
Sede, antes, bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos
mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo.
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados,
e procedei com amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por
nós como oferta e sacrifício de agradável odor.
Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer
se fale entre vós, como é próprio de santos;
nem haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras; são coisas que não
convêm; haja, sim, acção de graças.
Porque, disto deveis ter a certeza: nenhum fornicador, impuro ou ganancioso
– o que equivale a idólatra – tem herança no Reino de Cristo e de Deus.
Ninguém vos engane com palavras ocas; pois são estas coisas que provocam a
ira de Deus contra os rebeldes.
Não sejais, pois, cúmplices deles.
É que outrora éreis trevas, mas agora sois luz, no Senhor. Procedei como
filhos da luz –


Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho
dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do SENHOR e nela medita dia e noite.
como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação
própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva.
SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à
perdição.


Lucas 13,10-17.
Um dia de sábado, ensinava Jesus numa sinagoga.
Estava lá certa mulher doente por causa de um espírito, há dezoito anos:
andava curvada e não podia endireitar-se completamente.
Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua
enfermidade.»
E impôs-lhe as mãos. No mesmo instante, ela endireitou-se e começou a dar
glória a Deus.
Mas o chefe da sinagoga, indignado por ver que Jesus fazia uma cura ao
sábado, disse à multidão: «Seis dias há, durante os quais se deve
trabalhar. Vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não em dia de
sábado.»
Replicou-lhe o Senhor: «Hipócritas, não solta cada um de vós, ao sábado, o
seu boi ou o seu jumento da manjedoura e o leva a beber?
E esta mulher, que é filha de Abraão, presa por Satanás há dezoito anos,
não devia libertar-se desse laço, a um sábado?»
Dizendo isto, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e a multidão
alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica
§1730; 1739-1742

"Esta mulher, uma filha de Abraão que Satanás havia amarrado..., era preciso libertá-la"

Deus criou o homem racional, conferindo-lhe a dignidade de pessoa dotada de
iniciativa e do domínio dos seus próprios actos. «Deus quis "deixar o homem
entregue à sua própria decisão" (Sir 15, 14), de tal modo que procure por
si mesmo o seu Criador e, aderindo livremente a Ele, chegue à total e
beatífica perfeição»:
«O homem é racional e, por isso, semelhante a Deus, criado livre e senhor
dos seus actos» (Santo Ireneu)...

A liberdade do homem é finita e falível. E, de facto, o homem falhou.
Livremente, pecou. Rejeitando o projecto divino de amor, enganou-se a si
mesmo; tornou-se escravo do pecado. Esta primeira alienação gerou uma
multidão de outras. A história da humanidade, desde as suas origens, dá
testemunho de desgraças e opressões nascidas do coração do homem, como
consequência de um mau uso da liberdade... Afastando-se da lei moral, o
homem atenta contra a sua própria liberdade, agrilhoa-se a si mesmo, quebra
os laços de fraternidade com os seus semelhantes e rebela-se contra a
verdade divina.

Pela sua cruz gloriosa, Cristo obteve a salvação de todos os homens.
Resgatou-os do pecado, que os retinha numa situação de escravatura. «Foi
para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gl 5, 1). N'Ele, nós comungamos
na verdade que nos liberta (Jo 8,32). Foi-nos dado o Espírito Santo e, como
ensina o Apóstolo, «onde está o Espírito, aí está a liberdade» (2 Cor 3,
17). Já desde agora nos gloriamos da «liberdade dos filhos de Deus» (Rm
8,21).

A graça de Cristo não faz concorrência de modo nenhum, à nossa liberdade,
quando esta corresponde ao sentido da verdade e do bem que Deus colocou no
coração do homem. Pelo contrário, e como o certifica a experiência cristã
sobretudo na oração, quanto mais dóceis formos aos impulsos da graça, tanto
mais crescem a nossa liberdade interior e a nossa segurança nas provações,
como também perante as pressões e constrangimentos do mundo exterior. Pela
acção da graça, o Espírito Santo educa-nos para a liberdade espiritual,
para fazer de nós colaboradores livres da sua obra na Igreja e no mundo.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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