31 de out de 2008

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 31 de Outubro de 2008


Santo Afonso Rodrigues, viuvo, religioso, +1617



Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : "O sábado foi feito para o homem" (Mc 2,27)

Leituras

Filip. 1,1-11.
Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus
que estão em Filipos, com seus bispos e diáconos:
a vós a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!
Todas as vezes que me lembro de vós, dou graças ao meu Deus,
sempre, em toda a minha oração por todos vós. É uma oração que faço com
alegria,
por causa da vossa participação no anúncio do Evangelho, desde o primeiro
dia até agora.
E é exactamente nisto que ponho a minha confiança: aquele que em vós deu
início a uma boa obra há-de levá-la ao fim, até ao dia de Cristo Jesus.
É justo que eu tenha tais sentimentos por todos vós, pois tenho-vos no
coração, a todos vós que, nas minhas prisões e na defesa e consolidação do
Evangelho, participais na graça que me foi dada.
Pois Deus é minha testemunha de quanto anseio por todos vós, com a afeição
de Cristo Jesus.
E é por isto que eu rezo: para que o vosso amor aumente ainda mais e mais
em sabedoria e toda a espécie de discernimento,
para vos poderdes decidir pelo que mais convém, e assim sejais puros e
irrepreensíveis para o dia de Cristo,
repletos do fruto da justiça, daquele que vem por Jesus Cristo, para glória
e louvor de Deus.


Salmos 111(110),1-2.3-4.5-6.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na
assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
As suas obras têm majestade e esplendor; a sua justiça permanece para
sempre.
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas. O SENHOR é bondoso e
compassivo;
dá sustento aos que o temem e jamais se esquece da sua aliança.
Revelou ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.



Lucas 14,1-6.
Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para
comer uma refeição, todos o observavam.
Achava-se ali, diante dele, um hidrópico.
Jesus, dirigindo a palavra aos doutores da Lei e fariseus, disse-lhes: «É
permitido ou não curar ao sábado?»
Mas eles ficaram calados. Tomando-o, então, pela mão, curou-o e mandou-o
embora.
Depois, disse-lhes: «Qual de vós, se o seu filho ou o seu boi cair a um
poço,
não o irá logo retirar em dia de sábado?» E a isto não puderam replicar.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

João Paulo II
Carta Apostólica "Dies Domini", 61 (trad. DC 2186, p. 674 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

"O sábado foi feito para o homem" (Mc 2,27)

O shabbat, o sétimo dia abençoado e consagrado por Deus, ao mesmo tempo que
encerra toda a obra da criação, está em ligação imediata com a obra do
sexto dia, quando Deus fez o homem « à sua imagem e semelhança (cf. Gn
1,26). Esta relação mais directa entre o « dia de Deus » e o « dia do homem
» não passou despercebida aos Padres, na sua meditação sobre o relato
bíblico da criação. A este propósito, S. Ambrósio diz: « Dêmos, pois,
graças ao Senhor nosso Deus, que fez uma obra onde Ele pudesse encontrar
descanso. Fez o céu, mas não leio que aí tenha repousado; fez as estrelas,
a lua, o sol, e nem aqui leio que tenha descansado neles. Mas, ao
contrário, leio que Ele fez o homem e que então Se repousou, tendo nele
alguém a quem podia perdoar os pecados ».
Assim, o « dia de Deus » estará sempre directamente relacionado com o « dia
do homem ». Quando o mandamento de Deus diz: « Recorda-te do dia de sábado,
para o santificares » (Ex 20,8), a pausa prescrita para honrar o dia a Ele
dedicado não constitui de modo algum uma imposição gravosa para o homem,
mas antes uma ajuda, para que se consciencialize da sua dependência vital e
libertadora do Criador e, simultaneamente, da vocação para colaborar na sua
obra e acolher a sua graça. Deste modo, honrando o « repouso» de Deus, o
homem encontra-se plenamente a si próprio, e assim o dia do Senhor fica
profundamente marcado pela bênção divina (cf. Gn 2,3) e, graças a ela,
dir-se-ia dotado, como acontece com os animais e com os homens (cf. Gn
1,22.28), de uma espécie de « fecundidade ». Esta exprime-se, não só no
constante acompanhamento do ritmo do tempo, mas sobretudo no reanimar e, de
certo modo, « multiplicar » o próprio tempo, aumentando no homem, com a
lembrança do Deus vivo, a alegria de viver e o desejo de promover e dar a
vida.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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