25 de out de 2008

Nossa Senhora de Gietrzwald e o poder da oração


Gietrzwald é uma pequena aldeia da Polônia, localizada a 200 km ao norte de Varsóvia. Aí existe uma igreja que data do século 14. Declarada Basílica Menor em 1970 pelo Papa Paulo VI, contém preciosas relíquias, mas seu maior tesouro é um ícone de Nossa Senhora de Gietrzwald. A primeira referência ao citado ícone aparece em 1568. No dia 8 de setembro de 1967 esta pintura milagrosa da Santíssima Virgem foi coroada solenemente pelo Arcebispo Primaz da Polônia, Stefan Wyszynski auxiliado por muitos bispos poloneses, incluindo-se entre estes o futuro Papa João Paulo II.

Em 1877, durante quase três meses, de 27 de junho a 16 de setembro, Nossa Senhora apareceu a duas meninas da aldeia: Justina Szafrynska, com 13 anos e Barbara Samulowska com 12.

Justina estava se preparando para a Primeira Eucaristia. Ela e sua mãe, mal saíram da igreja, soou o sino para a hora de Ângelus. Justina iniciou suas orações. Repentinamente a menina viu acender-se um clarão numa árvore próxima e entrou em êxtase. Considerando que aquela oração estava se prolongado em demasia, a mãe chamou-a para casa. Justina responde-lhe que estava vendo Nossa Senhora assentada num trono cercada de anjos. A Virgem pede-lhe para voltar ao mesmo lugar no dia seguinte. Justina obedece e traz, desta vez, consigo, sua amiga Barbara Samulowska. Começaram a rezar o rosário. Mais uma vez Nossa Senhora aparece e as duas meninas podem vê-la.

As aparições prosseguiram e muitas pessoas puderam testemunhá-las. Foram feitas perguntas muito específicas a respeito de alguns padres que estavam presos e sobre o futuro da Polônia. A todas as perguntas a Virgem respondia: “Rezem o Rosário”.

Os padres seriam libertados e a Polônia ganharia sua independência pelo poder da oração do Rosário. Maria pede às pessoas para construir um Santuário e nele colocarem uma imagem da Imaculada Conceição. A mensagem de Nossa Senhora de Gietrzwald espalha-se rapidamente pela Polônia dividida, alcança a Europa e chega aos Estados Unidos da América.

Tais prodígios foram estudados pela Igreja. O bispo diocesano Dom Filip Krementz constituiu uma comissão teológica especial e um comitê médico que foram a Gietrzwald no dia 20 de agosto, quando ainda se sucediam as aparições. O comitê examinou atentamente a personalidade das crianças, que foram inquiridas individualmente. O relatório final afirmou que as meninas eram sadias e dignas de crédito. O pároco local, Pe. Weichsel acreditara na sinceridade das videntes desde o início.

O comitê médico examinou as videntes durante seus êxtases. Eles controlaram todos os movimentos e reações das meninas e nada perceberam que pudesse ser caracterizado como simulação. O relatório indicou que as pulsações cardíacas estavam abaixo do normal e que a expressão facial de ambas se congelara. Cem anos depois da aparição o bispo local declarou a autenticidade das mesmas. Como em Lourdes e Fátima as aparições receberam aprovação da Santa Sé. Da mesma forma as videntes foram perseguidas pelo governo.

Mais tarde, as jovens manifestaram desejo de ingressar na Vida Religiosa. Foram para Paris onde fizeram o noviciado. Não se teve mais notícia de Justina. Bárbara foi enviada à Guatemala como missionária. Irradiava ternura e santidade. Morreu aos 85 anos de idade em 1950.

Os Cônegos Regulares Lateranenses são os atuais responsáveis pelo Santuário de Nossa Senhora de Gietrzwald.

Nossa Senhora de Gietrzwad,
Rogai por nós que recorremos a vós!

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