8 de out de 2008

A sabedoria consiste em saber aprender

Sabedoria não significa o acúmulo de conhecimentos...


Uma maneira concreta de roubar da vida a possibilidade de crescer é a atitude de se achar totalmente pronto diante dela. Aquele que crê saber tudo, retira da alma o sabor da novidade, pois acredita não ter mais nada a aprender. Quem assume tal postura acaba se tornando extremamente auto-suficiente e, conseqüentemente, infeliz. O coração que perde, nas pequenas coisas, a alegria da descoberta sobre si e sobre tudo o que o circunda, adquire uma postura de profunda monotonia e insatisfação em seus dias.
A humildade de se reconhecer em pedaços, ou seja, ainda não terminado, é essencial para que cresçamos e construamos uma vida sóbria e sem ilusões a nosso próprio respeito.
Aquele que considera que não tem nada a aprender com os outros e com a vida, torna-se arrogante e infantil, pois, fecha-se em “seu mundo” crendo nas falsas e irrevogáveis verdades criadas por si mesmo.
Quem passa a vida toda aprisionado a um falso sistema de crenças e verdades pessoais experienciará uma profunda solidão, pois nunca permitirá que outros adentrem em seu coração, que se encontra trancafiado em suas próprias razões.
A sabedoria escolheu a humildade como sua casa. E somente quando a alma se abaixa para descansar em tal morada, vislumbra o sabor do saber e pode se elevar portando o devido equilíbrio para contemplar cada situação.
A verdadeira sabedoria consiste na humildade de se enxergar como um “eterno aprendiz”, como alguém que não está pronto e reconhece que tem ainda muitas novidades a vislumbrar na jornada dos dias. Sabedoria não significa o acúmulo de conhecimentos, mas a sensibilidade para aprender as lições presentes em cada coisa que se vive.
Quem deseja aprender está sempre aberto e escuta a tudo e a todos. E se coloca atento diante de cada situação para delas absorver o conhecimento impresso em cada experiência.
Tudo e todos são capazes de nos ensinar algo, até mesmo nossos erros e fragilidades.
Quando reconhecemos que não somos os senhores absolutos diante dos outros e de nós mesmos, somos capazes de nutrir uma sóbria visão a respeito do que somos, entendendo assim que as nossas necessidades não são as únicas e as mais importantes.
Existem coisas sobre nós mesmos que ainda precisamos compreender e descobrir. Há situações em nosso cotidiano – perdas e acréscimos – que têm muito a nos ensinar e que desejam nos revelar novos caminhos a serem trilhados.
Estejamos sempre atentos e receptivos às coisas que nos são acrescentadas pela vida, para assim entendermos um pouco mais sobre aquilo que somos e sobre a missão que trazemos no peito.
“Aprender sempre, impor verdades próprias nunca”; dessa forma, caminharemos constantemente aliados à sabedoria e construiremos sólidas realizações em nossa história.

Adriano Zandoná

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