7 de nov de 2008

A Igreja e as convicções religiosas de Obama


O novo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, é protestante, membro da “United Church of Christ” (Igreja Unida de Cristo), uma confissão religiosa de matriz calvinista. Esta Igreja conta cerca de um milhão e 200 mil fiéis e 5.700 comunidades espalhados pelo país.

A Igreja Unida de Cristo (UCC), fundada em 1957, é fruto da fusão entre a Igreja Evangélica Reformada e a Congregação Cristã, que, por sua vez, nos anos 30, haviam unificado uma série de Igrejas Evangélicas calvinistas.

Por outro lado, a Igreja de Obama está comprometida na linha de fronte da paz. Durante a campanha eleitoral do senador, o pastor da sua Igreja, John Thomas, declarou: “Embora não seja justo que uma denominação religiosa apóie um candidato às eleições políticas, sinto orgulho de que Barack seja um membro ativo das nossas Igrejas e possa falar a tantas pessoas sobre os valores da nossa Igreja”.

As convicções religiosas de Obama deram-se em torno dos 20 anos, em Chicago.


“A eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos teria agradado ao papa João XXIII” – assegura mons. Loris Capovilla, seu secretário pessoal de 1953 até sua morte dez anos depois, e que hoje se ocupa da preservação da memória do papa Roncalli.

“Quando os muros da segregação caem, damos um passo adiante” – disse, revelando que na noite passada, quando foi eleito o primeiro presidente americano negro, sentiu “a mesma emoção provada quando João XXIII ordenou o primeiro cardeal africano, Lauren Rugambwa, um grande homem”.

Foi em 1960, poucos meses antes da eleição de John Fitzgerald Kennedy, primeiro católico na presidência dos Estados Unidos, e assim como Obama, julgado ‘jovem demais’ para o cargo. “Mas, se um homem jovem é correto, preparado e humilde, pode desempenhar bem o seu papel”.
Papa João XXIII apreciava muito o jovem Kennedy e deveria tê-lo encontrado em maio de 1963, mas adoeceu e faleceu antes. O presidente, por sua vez, conseguiu visitar Paulo VI antes de ser assassinado em Dallas, em 22 de novembro daquele mesmo ano. “Mas Kennedy não morreu” – ressalva mons. Capovilla. “Suas sementes foram lançadas na terra, e talvez estejam brotando nestes dias”.

O ex-secretário de papa Roncalli, que tem hoje 93 anos, ficou tocado com algumas palavras de Obama: “Falando de seus adversários, o recém-eleito presidente explica que ‘somos diferentes, mas não inimigos’. Esta é uma grande lição”. A mons. Capovilla agrada muito também a palavra-chave da campanha: ‘change’ (mudança). “Esta palavra consta também no Evangelho: significa converter, ou seja, mudar de direção. E o mundo mudou a direção, deu um passo à frente. O fato que milhões de americanos tenham votado em um homem de proveniência queniana é um evento civil e religioso. Esta noite, os EUA deram uma prova de confiança no homem, pois não existem homens bons ou maus, mas apenas homens”.

“A mesma confiança foi demonstrada por papa Roncalli, quando nomeou o primeiro cardeal negro e canonizou o primeiro santo negro, Frei Martinho de Porres, em maio de 1962. Por isso – segundo seu secretário – teria ficado muito contente com a eleição de Barak Obama”.

Fonte: Rádio Vaticano

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