16 de nov de 2008

Inerrância da Bíblia


Embora este termo signifique genericamente completa isenção de erro em qualquer aspecto, a sua força teológica normal consiste na sua atribuição à Sagrada Escritura.

Na tradição da doutrina católica, a Inerrância é um efeito da Inspiração das Sagradas Escrituras que está implícita na sua autoria divina. Sempre se admitiu que haja erros em determinados campos ou aspectos na Sagrada Escritura, (como em biologia e história) mas que é Inerrante no que é requerido para a Salvação.

A doutrina cristã insiste em que Deus, inspirando o autor humano usa os seus talentos e limitações para assegurar que a revelação há de ser transmitida pelos seus escritos. A graça da Inspiração deixa intacto o instrumento humano. Assim, a falta de um conhecimento humano ou a inclinação para o erro em certas áreas não diminui nem aniquila a Inerrância da Comunicação da Revelação divina nas Sagradas Escrituras.

Podemos considerar a Inerrância nos seguintes casos:

- Na Onisciência de Deus.

- No conhecimento que possuíam Adão e Eva antes da queda no pecado original.

- No conhecimento de Cristo.

- Nas Sagradas Escrituras.

- Na infalibilidade da Igreja.


Há ainda outras formas de Inerrância natural:

- Nas leis da natureza.

- Na matemática e nas leis da física quando demonstradas com retidão.

- Na questão de poder haver um ateísmo sem erro moral.


Desta maneira, vejamos o que se pode entender por: AUTENTICIDADE DA BÍBLIA

A Autenticidade da Bíblia, com base na sua Inerrância, é direta e primariamente a aceitação da fidelidade do texto e o seu reconhecimento oficial pela autoridade competente, em virtude da exatidão com que ele exprime a verdade ensinada pelas Escrituras. Os Livros sagrados da Escritura, recebem a sua Autenticidade, primeiramente dos autores dos Livros, e em segundo lugar, das declarações da Igreja.

Os estudos aturados da Bíblia continuam através da Comissão Pontifícia da Bíblia, que foi fundada em 30 de Outubro de 1902 pelo Papa Leão XIII. Essa mesma Comissão foi reorganizada em 1971 por Paulo VI nas declarações do Concílio Vaticano II, e funciona intimamente ligada à Sagrada Congregação da Doutrina e da Fé.

Os seus principais objetivos são:

1 - Receber questionários de pessoas ou Grupos envolvidos no estudo da Bíblia, como, o Papa, as Universidades Católicas e Associações Bíblicas.

2 - Reunir-se em Sessões Plenárias, pelo menos uma vez por ano.

3 - Promover encontros de estudo entre Católicos e não Católicos e seus respectivos Institutos, para os estudos Bíblicos,

4 - Ser consultada antes de ser publicado qualquer trabalho bíblico.

5 - Ter autoridade para conceder graus acadêmicos aos estudos bíblicos.


Portanto temos que admitir, nestas contingências : A VERDADE NA SAGRADA ESCRITURA

A Constituição Dogmática Dei Verbum do Concílio Vaticano II sobre a Divina Revelação, diz: “E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas letras.” (DV 11)

Isto é uma consequência imediata da Inspiração. Com efeito se Deus é o autor da Bíblia, se toda ela é obra do Espírito Santo, não podemos admitir nela qualquer afirmação que vá contra a verdade e a santidade do mesmo Deus.

No entanto, não pudemos buscar na Bíblia qualquer verdade, mas só aquela que interessa à salvação do homem, ou seja, a verdade religiosa, e só aquela que Deus, causa da nossa salvação, quis que fosse consignada nas Letras Sagradas:

- Uma verdade não puramente especulativa, mas uma verdade concreta que se dirige não só à inteligência mas ao homem todo.

- Uma verdade que é necessária descobrir através dos gêneros literários, que são muitos e variados.
- Uma verdade progressiva, revelada por etapas sucessivas, obedecendo a uma pedagogia, a pedagogia de Deus em relação aos homens.

- Uma verdade que está em toda a Bíblia e não num só livro ou texto isolado.


Assim, a verdade dos textos resulta da totalidade da Bíblia.

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