2 de nov de 2008

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 02 de Novembro de 2008


Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Comemoração dos Fiéis Defuntos



Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Braulio de Saragoça : «Ao ver a viúva, o Senhor Jesus ... disse-lhe: 'Não chores'» (Lc 7,13)

Leituras

Sab. 3,1-9.
As almas dos justos estão nas mãos de Deus e nenhum tormento os atingirá.
Aos olhos dos insensatos pareceram morrer, a sua saída deste mundo foi tida
como uma desgraça,
a sua morte, como uma derrota. Mas eles estão em paz.
Se aos olhos dos homens foram castigados, a sua esperança estava cheia de
imortalidade.
Depois de terem sofrido um pouco, receberão grandes bens, pois Deus os
provou e achou dignos de si.
Ele os provou como ouro no crisol e aceitou-os como um holocausto.
No tempo da intervenção de Deus, os justos resplandecerão e propagar-se-ão
como centelhas através da palha.
Julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para
sempre.
Aqueles que nele confiam compreenderão a verdade, e os que são fiéis no
amor habitarão com Ele, pois a graça e a misericórdia são para os seus
eleitos.


Salmos 27,1.4.7.8.9.13-14.
SENHOR é minha luz e salvação: de quem terei medo? O SENHOR é o baluarte da
minha vida: quem me assustará?
Uma só coisa peço ao SENHOR e ardentemente a desejo: é habitar na casa do
SENHOR todos os dias da minha vida, para saborear o seu encanto e ficar em
vigília no seu templo.
Ouve, SENHOR, a voz da minha súplica, tem compaixão de mim e responde-me.
meu coração murmura por ti, os meus olhos te procuram; é a tua face que eu
procuro, SENHOR.
Não desvies de mim o teu rosto, nem afastes, com ira, o teu servo. Tu és o
meu amparo: não me rejeites nem abandones, ó Deus, meu salvador!
Creio, firmemente, vir a contemplar a bondade do SENHOR, na terra dos
vivos.
Confia no SENHOR! Sê forte e corajoso, e confia no SENHOR!


Romanos 6,3-9.
Ou ignorais que todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos
baptizados na sua morte?
Pelo Baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como
Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós
caminhemos numa vida nova.
De facto, se estamos integrados nele por uma morte idêntica à sua, também o
estaremos pela sua ressurreição.
É isto o que devemos saber: o homem velho que havia em nós foi crucificado
com Ele, para que fosse destruído o corpo pertencente ao pecado; e assim
não somos mais escravos do pecado.
É que quem está morto está justificado do pecado.
Mas, se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos.
Sabemos que Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a
morte não tem mais domínio sobre Ele.


Mateus 25,31-46.
«Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus
anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória.
Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas
das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.
O Rei dirá, então, aos da sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai! Recebei
em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era
peregrino e recolhestes-me,
estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão
e fostes ter comigo.'
Então, os justos vão responder-lhe: 'Senhor, quando foi que te vimos com
fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos?
E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?'
E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: 'Em verdade vos digo: Sempre que
fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o
fizestes.'
Em seguida dirá aos da esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo
eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos!
Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de
beber,
era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e
na prisão e não fostes visitar-me.'
Por sua vez, eles perguntarão: 'Quando foi que te vimos com fome, ou com
sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos?'
Ele responderá, então: 'Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer
isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.'
Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Braulio de Saragoça (cerca 590-651); bispo
Carta 19

«Ao ver a viúva, o Senhor Jesus ... disse-lhe: 'Não chores'» (Lc 7,13)

Cristo, esperança de todos os crentes, chama aos que deixam este mundo não
mortos mas adormecidos ao dizer: «Lázaro, o meu amigo, está a dormir» (Jo
11,11); o apóstolo Paulo, por seu turno, não quer que estejamos «tristes
por causa dos que adormeceram» (1 Tes 4,13). Por isso, se a nossa fé afirma
que «todos os que crêem» em Cristo, segundo a palavra do Evangelho, «não
morrerão jamais» (Jo 11,16), nós sabemos que eles não estão morto e que nós
próprios não morremos. É porque, «quando for dado o sinal, à voz do arcanjo
e ao som da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os que
morreram em Cristo, ressurgirão» (1 Tes 4,16). Portanto, que a esperança da
ressurreição nos encoraje, pois voltaremos a ver os que tínhamos perdido.
Importa que acreditemos firmemente nele, quer dizer, que obedeçamos aos
seus mandamentos, porque com o seu poder supremo ele acorda os mortos mais
facilmente do que nós acordamos os que estão a dormir. Eis o que nós
dizemos e, contudo, não sei por que sentimento, refugiamo-nos nas lágrimas,
e o sentimento da lamúria dá um primeiro corte na nossa fé. Ai de nós! A
condição do homem é lamentável, e como é vã a nossa vida sem Cristo! Mas
tu, ó morte, que tens a crueldade de quebrar a união dos esposos e de
separar os que estão unidos pela amizade, a tua força está desde já
esmagada. De futuro, o teu jugo impiedoso é esmagado por aquele que te
ameaçava pelas palavras do profeta Oseias: «Ó morte, eu serei a tua morte»
(Os 13,14 Vulg). É por isso que, com o apóstolo Paulo, lançamos este
desafio: «Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu
aguilhão?» (1 Cor 15,55). Aquele que te venceu resgatou-nos, entregou a sua
querida alma nas mãos dos ímpios, para fazer deles os seus queridos.Seria
muito longo relembrar tudo o que nas Santas Escrituras nos deveria consolar
a todos. Que nos baste acreditar na ressurreição e erguer os nossos olhos
para a glória do nosso Redentor, porque é nele que nós somos já
ressuscitados, como a nossa fé nos faz pensar, segundo a palavra do
apóstolo Paulo: «Se morremos por Ele, também com Ele reviveremos» (2 Tim
2,11).




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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