9 de nov de 2008

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 09 de Novembro de 2008
Dedicação da Basílica de Latrão

Dedicação da Basílica de Latrão



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal John Henry Newman : «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!»

Leituras

Ezeq. 47,1-2.8-9.12.
Conduziu-me para a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte
subterrânea, em direcção ao oriente, porque o templo estava voltado para
oriente. A água brotava da parte de baixo do lado direito do templo, a sul
do altar.
Fez-me sair pelo pórtico setentrional e contornar o templo por fora, até ao
pórtico exterior oriental; vi rebentar a água do lado direito.
Ele disse-me: "Esta água corre para o território oriental, desce para a
Arabá e dirige-se para o mar; quando chegar ao mar, as suas águas
tornar-se-ão salubres.
Por onde quer que a torrente passar, todo o ser vivo que se move viverá. O
peixe será muito abundante, porque aonde quer que esta água chegar,
tornar-se-á salubre; e a vida desenvolver-se-á por toda a parte aonde ela
chegar.
Ao longo da torrente, nas suas margens, crescerá toda a sorte de árvores
frutíferas, cuja folhagem não murchará e cujos frutos nunca cessam:
produzirão todos os meses frutos novos, porque esta água vem do Santuário.
Os frutos servirão de alimento e as folhas, de remédio."


Salmos 46(45),2-3.5-6.8-9.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força, ajuda permanente nos momentos de
angústia.
Por isso, não temos medo, mesmo que a terra trema, mesmo que as montanhas
se afundem no mar;
Um rio, com os seus canais, alegra a cidade de Deus, a mais santa entre as
moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, não pode vacilar; Deus irá em seu auxílio, ao
romper do dia.
SENHOR do universo está connosco! O Deus de Jacob é a nossa fortaleza!
Vinde e contemplai as obras do SENHOR, as maravilhas que Ele realizou na
terra.


1 Cor. 3,9-11.16-17.
Pois, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois o seu terreno de cultivo,
o edifício de Deus.
Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto,
assentei o alicerce, mas outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como
edifica,
pois ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus
Cristo.
Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus
é santo, e esse templo sois vós.


João 2,13-22.
Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas
nos seus postos.
Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as
ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e
derrubou-lhes as mesas;
e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa
de meu Pai uma feira.»
Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me
devora.
Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de
poderes fazer isto?»
Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o
levantarei!»
Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a
construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?»
Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo.
Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos
recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras
que tinha proferido.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), padre, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PPS, vol. 4, n.° 12 : «The Church, a Home for the Lonely»

«Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!»

O Templo judeu, visível e material, estava confinado a um só lugar. Não
cabia nele o mundo inteiro, nem mesmo uma nação, mas apenas algumas pessoas
da multidão. Mas o templo cristão é invisível e espiritual, e pode ser em
qualquer sítio. [...] Jesus diz à Samaritana: «Mas chega a hora - e é já -
em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade,
pois são assim os adoradores que o Pai pretende» (Jo 4,23). «Em espírito e
em verdade», porque, a menos que seja invisível, a sua presença não pode
ser real. O que é visível não é o real; o que é material desagregar-se-á; o
que está em determinado lugar é um fragmento, apenas.
O templo de Deus, no regime cristão, é todo o lugar onde os cristãos se
juntam em nome de Cristo; Ele está também presente de forma completa em
cada lugar, como se não estivesse em mais nenhuma outra parte. E podemos
entrar nesse templo, e juntarmo-nos aos santos que nele moram, à família
celeste de Deus, de forma tão real quanto o adorador judeu entrava no
recinto visível do Templo. Nada vemos deste nosso templo espiritual, mas é
a condição requerida para que ele esteja em todo o lado. Ele não estaria em
todo o lado se o víssemos num local específico; nada vemos, então, mas
fruímos de tudo.
Já os profetas do Antigo Testamento no-lo apresentavam assim. Isaías
escreveu: «No fim dos tempos o monte do templo do Senhor estará firme, será
o mais alto de todos, e dominará sobre as colinas. Acorrerão a ele todas as
gentes» (Is 2,2). O templo cristão foi desvelado a Jacob [...] quando em
sonhos viu «uma escada apoiada na terra, cuja extremidade tocava o céu; e,
ao longo desta escada, subiam e desciam mensageiros de Deus» (Gn 28,12), e
também ao servo de Eliseu: «O Senhor abriu os olhos do servo e ele viu o
monte repleto de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu» (2Rs 6,17).
Trata-se de antecipações do que iria ser estabelecido com a chegada de
Cristo, que «abriu o Reino de Deus a todos os crentes». Por isso, São Paulo
diz: «Vós, porém, aproximastes-vos do monte Sião e da cidade do Deus vivo,
da Jerusalém celeste, de miríades de anjos, da reunião festiva» (He 12,22).





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