17 de nov de 2008

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 17 de Novembro de 2008
Segunda-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel, rainha da Hungria, +1231



Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Gregório o Grande : «O homem começou a ver e seguia Jesus dando glória a Deus»

Leituras

Apoc. 1,1-4.2,1-5.
Revelação de Jesus Cristo. Deus encarregou-o de manifestar aos seus servos
as coisas que brevemente devem acontecer e que Ele comunicou pelo anjo que
enviou ao seu servo João,
o qual atesta que tudo o que viu é Palavra de Deus e testemunho de Jesus
Cristo.
Feliz o que lê e os que escutam a mensagem desta profecia e põem em prática
o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.
João saúda as sete igrejas da província da Ásia: graça e paz da parte
daquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que
estão diante do seu trono
Ao anjo da igreja de Éfeso, escreve: «Isto diz o que tem na mão direita as
sete estrelas, o que caminha no meio dos sete candelabros de ouro:
'Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância. Sei também que
não podes tolerar os malvados e que puseste à prova os que se dizem
apóstolos – mas não o são – e os achaste mentirosos;
tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem.
No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.
Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e torna a proceder como ao
princípio. Se não procederes assim e não te arrependeres, Eu virei ter
contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar.


Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho
dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do SENHOR e nela medita dia e noite.
como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação
própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva.
SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à
perdição.


Lucas 18,35-43.
Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à
beira do caminho.
Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo.
Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar.
Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava
cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou,
perguntou-lhe:
«Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!»
Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.»
Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E
todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Gregório o Grande (c. 540-640), Papa, Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho, nº 2; PL 76, 1081 ( Trad. Luc comentada, DDB 1987, p139 rev.)

«O homem começou a ver e seguia Jesus dando glória a Deus»


O Nosso Redemptor, prevendo que os discípulos ficassem perturbados com a
sua Paixão, anuncia-lhes com muita antecedência os sofrimentos da sua
Paixão e a glória da sua Ressurreição (Luc 18, 31-33). Assim, vendo-o
morrer como lhes anunciara, não duvidariam da sua Ressurreição. Mas, presos
ainda à nossa condição carnal, os discípulos não podiam compreender estas
palavras anunciando o mistério (v. 34). É então que intervém um milagre:
debaixo dos seus olhos, um cego recupera a visão, para que aqueles que eram
incapazes de assimilar as palavras do mistério sobrenatural fossem
sustentados na sua fé à vista de um acto sobrenatural.

É que devemos ter um duplo olhar sobre os milagres do nosso Salvador e
Mestre: são factos que devemos aceitar como tais e são signos que remetem
para outra coisa... Assim, no plano da história, não sabemos nada acerca de
quem era este cego. Mas que ele é designado de forma obscura, sabemo-lo.
Este cego é o género humano expulso, na pessoa do seu primeiro pai, da
alegria do Paraíso, que não tem qualquer conhecimento da luz divina e está
condenado a viver nas trevas. Contudo, a presença do seu Redemptor
ilumina-o: ele começa a ver as alegrias da luz interior, e, desejando-as,
pode pôr os pés na caminhada de vida das boas obras.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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