18 de nov de 2008

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 18 de Novembro de 2008
Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, Beato Domingos Jorge, leigo, mártir, +1619



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado João de Ruusbroec : «Hoje é preciso que eu venha ficar em tua casa»

Leituras

Apoc. 3,1-6.14-22.
Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: «Isto diz o que tem os sete espíritos
de Deus e as sete estrelas: 'Conheço as tuas obras; tens fama de estar
vivo, mas estás morto.
Sê vigilante e fortifica aquilo que está a morrer, pois não encontrei
perfeitas as tuas obras, diante do meu Deus.
Recorda, portanto, o que recebeste e ouviste. Guarda-o e arrepende-te. Pois
se não estiveres vigilante, virei como um ladrão, sem que saibas a que hora
virei ter contigo.
No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas
vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso.

Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu
nome do livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus
anjos.'
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»
Ao anjo da igreja de Laodiceia, escreve: «Isto diz o Ámen, a Testemunha
fiel e verdadeira, o Princípio da Criação de Deus:
'Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou
quente.
Assim, porque és morno – e não és frio nem quente – vou vomitar-te da minha
boca.
Porque dizes: 'Sou rico, enriqueci e nada me falta' – e não te dás conta de
que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu –
aconselho-te a que me compres ouro purificado no fogo, para enriqueceres,
vestes brancas para te vestires, a fim de não aparecer a vergonha da tua
nudez e, finalmente, o colírio para ungir os teus olhos e recobrares a
vista.
Aos que amo, eu os repreendo e castigo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo.'
Ao que vencer, farei que se sente comigo no meu trono, assim como Eu venci
e estou sentado com meu Pai, no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»


Salmos 15(14),2-3.3-4.5.
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça e diz a verdade com
todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem
causa prejuízo a ninguém;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem
causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível, mas estima os que temem o SENHOR;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar
contra o inocente. Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.


Lucas 19,1-10.
Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade.
Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de
impostos.
Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena
estatura.
Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar
por ali.
Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu,
desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»
Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria.
Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido
hospedar-se em casa de um pecador.
Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos
pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro
vezes mais.»
Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também
filho de Abraão;
pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurado João de Ruusbroec (1293-1381), cónego regular
Le miroir de la béatitude eternelle, (Trad. Louf, Bellefontaine 1997, v.3, p.220)

«Hoje é preciso que eu venha ficar em tua casa»

Algumas pessoas assemelham-se a Zaqueu. Desejam ver Jesus para saberem quem
ele é, mas, para isso, toda a razão e toda a luz natural são de pouca
importância. Essas pessoas correm, pois, à frente de toda a multidão e de
toda a dispersão das criaturas. Pela fé e pelo amor, trepam ao cimo do seu
pensamento, aonde o espírito se mantém desligado de qualquer imagem e sem
qualquer entrave à sua liberdade. É aí que Jesus se vê, reconhecido e amado
na sua divindade. É que ele está sempre presente em todos os espíritos
livres e elevados que, amando-o, se elevaram acima de si mesmos. É aí que
Ele transborda em plenitude de dons e de graças.

Ele diz, contudo, a cada uma delas: «Desce depressa, porque uma liberdade
elevada do espírito só se pode manter graças a um espírito humilde e
obediente. É que precisas de me reconhecer e amar como Deus e como homem,
ao mesmo tempo exaltado acima de tudo e rebaixado abaixo de tudo. Desse
modo é que me saborearás, quando eu te elevar acima de tudo e acima de ti
próprio, em mim, e quando tu te rebaixares abaixo de tudo e abaixo de ti
mesmo, comigo e por minha causa. Então, eu preciso de vir a tua casa, ficar
nela e morar contigo e em ti, e tu comigo e em mim».

Quando alguém reconhece isto, o saboreia e o sente, desce depressa, não se
apreciando em coisa alguma e dizendo com um coração humilde, desiludido da
sua vida e de todas as suas obras: «Senhor, eu não sou digno, pelo
contrário, sou indigno de receber (Mt 8,8), na morada de pecado que são o
meu corpo e a minha alma, o teu corpo glorioso no Santo Sacramento. Mas tu,
Senhor, mostra-me a tua graça e tem piedade da minha pobre vida e de todas
as minhas fraquezas».




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