19 de nov de 2008

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 19 de Novembro de 2008
Quarta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298



Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : "Fazei-os render"

Leituras

Apoc. 4,1-11.
Depois disto, tive outra visão: havia uma porta aberta no céu e a voz que
eu ouvira ao princípio, como se fosse de trombeta, falava comigo, dizendo:
«Sobe aqui e vou mostrar-te o que deve acontecer depois disto.»
Imediatamente, fui arrebatado em espírito: vi um trono no céu e sobre o
trono havia alguém sentado.
O que estava sentado era, no aspecto, semelhante à pedra de jaspe e de
sardónica e uma auréola, de aspecto semelhante à esmeralda, rodeava o
trono.
Formando um círculo à volta do trono, vi que havia vinte e quatro tronos e
sobre eles estavam sentados vinte e quatro anciãos vestidos de branco e com
coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões; sete lâmpadas de fogo ardiam
diante do trono de Deus, as quais são os sete espíritos de Deus.
Diante do trono havia também uma espécie de mar de vidro, transparente como
cristal. No meio do trono e à volta do trono havia ainda quatro seres
viventes cobertos de olhos por diante e por detrás:
o primeiro vivente era semelhante a um leão; o segundo era semelhante a um
touro; o terceiro tinha uma face semelhante à de um homem e o quarto era
semelhante a uma águia em voo.
Os quatro seres viventes tinham cada um seis asas cobertas de olhos por
fora e por dentro. E não cessavam de cantar, de dia e de noite: «Santo,
santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso, o que era, o que é e que há-de vir.»

E, sempre que os seres viventes dão glória, honra e acção de graças ao que
está sentado no trono e que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostram-se diante do que está sentado no trono e
adoram ao que vive para sempre; e, lançando as suas coroas diante do trono,
aclamam:
«Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força;
porque criaste todas as coisas, por tua vontade foram criadas e existem.»


Salmos 150(149),1-2.3-4.5-6.
Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no seu majestoso firmamento!
Louvai-o pelos seus feitos valorosos; louvai-o por todas as suas grandes
proezas!
Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com a harpa e a cítara!
Louvai-o com tambores e danças; louvai-o com instrumentos de corda e
flautas!
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos vibrantes!
Tudo o que respira louve o SENHOR!


Lucas 19,11-28.
Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por
estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia
manifestar-se mediatamente.
Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de
tomar posse de um reino e em seguida voltar.
Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei
render a mina até que eu volte.'
Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele,
para dizer: 'Não queremos que ele seja nosso rei.'
Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a
quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles.
O primeiro apresentou-se e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu dez minas.'
Respondeu-lhe: 'Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás
o governo de dez cidades.'
O segundo veio e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.'
Respondeu igualmente a este: 'Recebe, também tu, o governo de cinco
cidades.'
Veio outro e disse: 'Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num
lenço,
pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste
e colhes o que não semeaste.'
Disse-lhe ele: 'Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou
um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei;
então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar,
tê-lo-ia recuperado com juros.'
E disse aos presentes: 'Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.'
Responderam-lhe: 'Senhor, ele já tem dez minas!'
Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem,
mesmo aquilo que tem lhe será tirado.
Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles,
trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»
Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

João Paulo II
Encíclica Laborem exercens, 27 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

"Fazei-os render"

O suor e a fadiga, que o trabalho comporta necessariamente na presente
condição da humanidade, proporcionam aos cristãos e a todo o homem, dado
que todos são chamados para seguir a Cristo, a possibilidade de participar
no amor à obra que o mesmo Cristo veio realizar. Esta obra de salvação foi
realizada por meio do sofrimento e da morte de cruz. Suportando o que há de
penoso no trabalho em união com Cristo crucificado por nós, o homem
colabora, de algum modo, com o Filho de Deus na redenção da humanidade.
Mostrar-se-á como verdadeiro discípulo de Jesus, levando também ele a cruz
de cada dia nas actividades que é chamado a realizar.

Cristo, «suportando a morte por todos nós, pecadores, ensina-nos com o seu
exemplo ser necessário que também nós levemos a cruz que a carne e o mundo
fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça»; ao
mesmo tempo, porém, «constituído Senhor pela sua Ressurreição, Ele, Cristo,
a quem foi dado todo o poder no céu e na terra, opera já pela virtude do
Espírito Santo, nos corações dos homens... purificando e robustecendo
aquelas generosas aspirações que levam a família dos homens a tentar tornar
a sua vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra» (Vaticano
II, GS 38).

No trabalho humano, o cristão encontra uma pequena parcela da cruz de
Cristo e aceita-a com o mesmo espírito de redenção com que Cristo aceitou
por nós a sua Cruz. E, graças à luz que, emanando da Ressurreição do mesmo
Cristo, penetra dentro de nós, descobrimos sempre no trabalho um vislumbre
da vida nova, do novo bem, um como que anúncio dos «céus novos e da nova
terra» (Ap 21,1), os quais são participados pelo homem e pelo mundo
precisamente mediante o que há de penoso no trabalho.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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