19 de nov de 2008

Novena de Nossa Senhora das Graças-3º dia

Súplica a Nossa Senhora (rezar todos os dias da novena):

Ó Imaculada Virgem! Mãe de DEUS e nossa Mãe, ao contemplar-Vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderesa intercessão, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nosde vossos pés, para Vos expor durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades (mencionar as necessidades).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso Nome, e bem de nossas almas, e para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmarmos sempre, verdadeiros cristãos.

TERCEIRO DIA: (A proteção de Maria)

Comtemplemos nossa Imaculada Mãe, dizendo em suas aparições a Santa Catarina: Eu mesma estarei convosco; não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças. Sede para nós, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades. Amém.

Reze: 3 AVE-MARIAS, acrescentando em cada uma: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

Oração Final (rezar todos os dias da novena):

Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça (peça a graça) que peço com toda a confiança. Amém.

A MEDALHA MILAGROSA

A verdadeira história da Medalha de Nossa Senhora das Graças narrada ass crianças. Tal medalha, conhecida também como Medalha Milagrosa, foi comunicada pela Mãe de Deus a Santa Catarina Labouré. Essa comunicação ocorreu no dia 27 de novembro de 1830 na capela da Casa-mãe das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Benoît Bemelmans

Catarina Labouré entrara na Congregação das Filhas da Caridade no começo de 1830, para se entregar inteiramente a Deus, fazer sacrifícios, atender os pobres e doentes como se atendesse o próprio Jesus.

Ao se deitar para o repouso naquela noite, no grande dormitório das noviças, ela pensa: “Há tanto tempo sinto vontade de ver a Santíssima Virgem; talvez possa vê-la esta noite!”. Muitas vezes, ao rezar, pedira ao seu anjo da guarda para ver a Santíssima Virgem, a sua Mãe do Céu. Cheia de confiança, adormeceu.

A primeira aparição

Cadeira da primeira aparição da Santíssima Virgem
“Irmã, Irmã!” –– acorda-a uma voz de criança.

A Irmã Catarina desperta, surpresa, e abre a cortina que circunda sua cama. Um menino de quatro ou cinco anos, vestido de branco, encontra-se lá e lhe diz: “Vista-se depressa e venha à capela. A Santíssima Virgem a espera”.

“Mas vão me escutar” –– pensa a Irmã Catarina preocupada. O menino, que adivinhou o que ela pensara, tranqüiliza-a: “Fique tranqüila. São onze horas e meia, e todos dormem profundamente. Siga-me, eu espero por você”.

Irmã Catarina veste-se e acompanha, sem fazer ruído, o menino que caminha à sua frente. É noite, mas a criança é tão resplandecente, que parece carregar um raio de luz. Por onde passa, ilumina tudo. Diante da porta da capela, não precisa abri-la: toca-a com a ponta dos dedos, e ela se abre sozinha.

Surpresa! Todas as luzes da capela estão acesas, por volta da meia-noite!

O menino conduz Catarina junto ao altar, não longe de uma cadeira que ali se encontra. Ela ajoelha-se imediatamente, enquanto o menino permanece de pé.

A demora parece longa para Catarina. As Irmãs encarregadas de vigiar o convento durante a noite não poderão passar por ali e surpreendê-la? Em certo momento o menino chama a atenção de Catarina:
“Eis a Santíssima Virgem. Veja-a”.

Então Irmã Catarina ouve um som discreto, algo parecido com o frufru de um vestido de seda. Vem do alto, aproxima-se, detém-se nos degraus do altar e pousa na cadeira.

Mas Catarina duvida: É mesmo a Santíssima Virgem quem acaba de se sentar na cadeira? O menino repete: “Eis a Santíssima Virgem!”. O que se passa então na cabeça da Irmã Catarina? Ela não sabe: é como se não visse a Santíssima Virgem, mesmo estando Ela à sua frente.

Mais uma vez o menino repete-lhe, desta vez com muita ênfase, como se fosse um homem e não um menino: “Eis a Santíssima Virgem!”. Então Catarina não duvida mais. Dá um salto e se coloca junto da Senhora sentada na cadeira. Ajoelhada perto do altar, apóia as mãos sobre os joelhos da Santíssima Virgem e fala prolongadamente com Ela, como à sua Mãe.

A Virgem dá-lhe conselhos e explica como deverá suportar todos os sofrimentos que lhe advirão, oferecendo-os sempre para agradar a Deus.

Para a Irmã Catarina, este foi o momento mais feliz da sua vida.

A Virgem Santa lhe diz: “Minha filha, Deus quer encarregar-te de uma missão”. Para cumprir a missão, Catarina deverá ter a coragem de contar esta aparição e repetir as palavras que lhe serão ditas.

Logo a seguir, a Santíssima Virgem avisa-a: “Os tempos são maus. Desgraças abater-se-ão sobre a França. O Rei será destronado, o mundo inteiro será transtornado por desgraças de todo tipo. Mas vinde ao pé deste altar. Aqui as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as peçam com confiança e fervor, grandes e pequenos”.

A Santíssima Virgem tinha uma expressão entristecida enquanto dizia essas coisas. Logo a seguir Ela anuncia-lhe outras desgraças que virão mais tarde: “Chegará o momento em que o perigo será grande, considerar-se-á tudo perdido. Então Eu estarei convosco”.

A Santíssima Virgem tem lágrimas nos olhos enquanto explica à Irmã Catarina que haverá mortos, entre os quais o Arcebispo de Paris, e que a Cruz de Jesus será desprezada. Em certo momento, devido aos grandes males que anuncia, a Santíssima Virgem não consegue mais falar. A dor reflete-se em seu rosto, e Ela acrescenta por fim: “Minha filha, o mundo inteiro ficará submerso na tristeza”.

A Irmã Catarina demora ainda algum tempo falando com a Santíssima Virgem. Mas finalmente, como se alguma coisa se extinguisse, não consegue ver mais do que uma sombra, que aos poucos se retira pelo mesmo caminho por onde viera.

“Ela partiu” –– disse-lhe o menino, que tinha ficado lá todo esse tempo. Sempre todo iluminado, ele a reconduz pelo mesmo percurso, até seu dormitório. Catarina compreendera bem que aquele menino brilhante era o seu anjo da guarda, que se tornara visível para conduzi-la até a Santíssima Virgem, como lhe pedira tantas vezes.

Já na cama, Irmã Catarina ouve o relógio bater duas horas da manhã. Não consegue dormir, e até a manhã seguinte fica pensando em tudo o que lhe dissera a Santíssima Virgem.

As primeiras realizações dos anúncios das aparições

Rei Carlos X da França
Assim que pôde, Irmã Catarina relatou tudo secretamente a seu confessor e diretor, o Pe. Aladel. Mas este não queria acreditar: “Não são mais que ilusões, minha filha, a tua imaginação inventou essa história”. Além disso, ele não acreditou no anúncio das desgraças: a França está tão feliz e tão calma sob o reinado do bom Rei Carlos X!

Porém, decorridos apenas dez dias, explode uma revolução horrível, que espalha o terror em Paris. Trata-se do começo dos acontecimentos anunciados pela Santíssima Virgem. Algumas igrejas são pilhadas e danificadas; crucifixos são jogados por terra; os sacerdotes são perseguidos e maltratados; o Arcebispo de Paris é forçado a disfarçar-se e esconder-se.

Carlos X, o último rei legítimo da França, foi destronado, devendo fugir para o exílio. A revolução prolonga-se por três longos dias. Porém, tal como anunciara Santa Catarina, nada de grave afetou a sua comunidade.

O Pe. Aladel estava impressionado: não seria por acaso o que a Irmã Catarina lhe prevenira? No seu íntimo, começa a crer. Mas, por cautela, continua a dizer-lhe que não deve dar importância ao que vira e ouvira.

Irmã Catarina sabe que será difícil convencer completamente o Pe. Aladel. A Santíssima Virgem tinha-a prevenido sobre isso. Obediente e resignada, ela busca antes de tudo seguir os conselhos que recebera durante a aparição.

Durante muitas semanas, o sacerdote não lhe fala fora das confissões regulares. Catarina também não lhe fala, e ele crê que ela voltara a ser uma irmã sem história, como as demais.

Mas eis que, quatro meses mais tarde, Irmã Catarina lhe anuncia uma grande novidade: a Santíssima Virgem aparecera-lhe outra vez, e pedira que fosse feita uma medalha da qual lhe indicara o modelo.

A revelação da Medalha

A 27 de novembro, no fim da tarde, enquanto Catarina rezava na capela, a Virgem Maria lhe aparece mais uma vez. Catarina sentira nesse dia um grande desejo de ver a Santíssima Virgem. O desejo era tão intenso, que ela estava certa de que a veria “bela na sua maior formosura”.

Durante sua oração na capela, em meio ao grande silêncio, ouviu subitamente o frufru de um vestido de seda que se aproximava. Catarina levantou a cabeça e viu a Santíssima Virgem de pé junto a um quadro de São José, que então estava do lado direito do altar.

Com os pés apoiados sobre uma meia esfera, Ela pisa sobre uma serpente. Catarina está maravilhada com a beleza da Santíssima Virgem. “O seu rosto é tão formoso, que me seria impossível descrever sua beleza. Trajava um vestido de seda branca”, dirá mais tarde.

Nas mãos, a Santa Virgem tinha um globo; e nos dedos, anéis com pedras preciosas. Destas pedras preciosas saíam raios de luz, que cintilavam de todos os lados.

Ela disse a Catarina: “Este globo que vês representa o mundo inteiro, particularmente a França e cada pessoa individualmente. Os raios, tão belos, são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem. Estas pedras das quais não saem raios representam as graças que se esquecem de me pedir”.

Nossa Senhora fez compreender à Irmã Catarina “como era agradável rezar à Santíssima Virgem; como Ela era generosa para com as pessoas que a Ela recorriam; quantas graças concede às pessoas que lhas pedem; e quanto lhe alegrava conceder essas graças”.

Formou-se em seguida em torno da Virgem um arco ligeiramente ovalado, onde apareciam estas palavras escritas em letras de ouro: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Então Irmã Catarina ouve: “Faze cunhar uma medalha conforme este modelo; todas as pessoas que a usarem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para as pessoas que a levarem com confiança”.

A seguir, o arco ovalado gira e mostra o outro lado: um grande M, inicial de Maria, encimado por uma Cruz; e abaixo dele os dois corações de Jesus e de Maria: o primeiro rodeado de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada.

Ao cabo de um momento, a aparição vai-se tornando difusa e desaparece, deixando Irmã Catarina com o coração cheio de bons sentimentos, alegria e consolação.

A última aparição

“Pura ilusão” –– responde-lhe o Pe. Aladel, quando ela lhe contou o pedido da Santíssima Virgem. “Se você quer honrar Nossa Senhora, imite as suas virtudes e deixe de imaginação!”.

A Irmã Catarina permanece calma e não fala mais das aparições, embora a faça sofrer muito a recusa em mandar cunhar a Medalha. A Santíssima Virgem já a prevenira de que sua missão seria difícil. No mês seguinte aparece-lhe uma última vez, também na capela. Como sempre, o som do frufru da seda anuncia sua chegada.

Desta vez a Santíssima Virgem aparece acima do altar, um pouco atrás do mesmo. Tem nas mãos um globo encimado por uma pequena cruz. Novamente os raios de luz, de um brilho muito grande, são projetados pelos anéis e pelas pedras preciosas que Nossa Senhora leva nos dedos, e que iluminam tudo embaixo. Catarina repara que das maiores pedras saem os maiores raios, e das menores saem os raios menores. “Estes raios são o símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que as pedem”, diz uma voz no fundo do coração de Catarina.

Antes de partir, a Santíssima Virgem lhe diz: “Não me verás mais, entretanto ouvirás a minha voz durante as orações”.

* * *

Mas quem era Catarina? Como tinha sido a sua infância? O que fizera antes de ser noviça das Filhas da Caridade? Antes de apreciarmos a história da Medalha, que fará muitos milagres, voltemos um pouco atrás para conhecer algo da infância de Catarina.

(...)

Continuaremos amanhã...

Retirado da Revista Catolicismo

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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.