20 de nov de 2008

Novena de Nossa Senhora das Graças-4º dia

Súplica a Nossa Senhora (rezar todos os dias da novena):

Ó Imaculada Virgem! Mãe de DEUS e nossa Mãe, ao contemplar-Vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderesa intercessão, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nosde vossos pés, para Vos expor durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades (mencionar as necessidades).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso Nome, e bem de nossas almas, e para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmarmos sempre, verdadeiros cristãos.


QUARTO DIA: (Segunda Aparição)

Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal; nessa aparição se vê o desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor! Amém.

Reze: 3 AVE-MARIAS, acrescentando em cada uma: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Oração Final (rezar todos os dias da novena):

Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça (peça a graça) que peço com toda a confiança. Amém.


A infância de santa Catarina

A pequena Zoé tinha nove anos e chorava. Sua mãezinha acabava de morrer. Não chorava sozinha. Também choravam seu pai, Pedro Labouré, sua irmã Tonine, de sete anos, e seu pequeno irmão Augusto, que ficara aleijado após ter caído de uma carroça conduzida pela sua ama de leite. Zoé tinha ainda outros sete irmãos e irmãs, todos mais velhos que ela.

Zoé era a Catarina a quem a Virgem haveria de aparecer mais tarde. Na família chamavam-na Zoé, porque o dia em que nasceu — 2 de maio de 1806 — é aquele em que se festeja Santa Zoé. Mas seu verdadeiro nome era Catarina, porque esse foi o que o sacerdote lhe deu no batismo.

A grande sala estava cheia de vizinhos e amigos. Falava-se em voz baixa. No quarto onde jazia a mãe recentemente falecida, rezava-se com fervor. Crendo-se sozinha no quarto dos pais, a pequena Zoé subiu numa cadeira para alcançar a imagem de Nossa Senhora. Abraçou-a e disse-lhe chorando: “Vós sereis agora a minha mamã!”.

Catarina tinha assim acabado de se entregar à Santíssima Virgem, que iria protegê-la ao longo de toda a vida.

De momento, Pedro Labouré tinha de organizar-se para que a vida da propriedade continuasse. As duas pequenas, Catarina e Tonine, deveriam partir para a casa da tia Margarida, irmã de Pedro, que morava a nove quilômetros.

Catarina deixou assim o sítio no qual nascera. Era uma bela propriedade na Borgonha, em Fain-les-Moutiers, dotada de um grande pombal. Seu pai era também pessoa importante na aldeia, da qual foi intendente. Além da dor que lhe causava a morte da mãe, Catarina entristecia-se agora por ter de deixar o pai a quem queria muito. Mas partiu corajosamente com a tia, levando Tonine pela mão.

A tia Margarida e o tio Antonio, seu marido, fabricavam vinagre. Possuíam uma casa grande, acolhedora e muito animada, com dois filhos e quatro filhas, todos mais velhos que as duas pequenas. Foi nesta família que elas ficaram dois anos completos. Findo esse período, e sentindo Pedro a falta das suas filhas, Catarina regressou ao sítio familiar junto com Tonine.

Chegara para ela a hora de fazer a primeira comunhão, e assim a alegria de reencontrar o pai foi redobrada pelo desejo de receber Jesus no coração.

Maria Luísa, a irmã mais velha, ensinou-lhe os trabalhos da propriedade. Nutria um grande sonho, que o regresso de Catarina tornaria realizável: queria ser religiosa, mas para isso era preciso que Catarina fosse capaz de substituí-la como encarregada do sítio.

Catarina, que acabava de completar 12 anos, sentindo-se feliz, comentou com a sua irmãzinha Tonine: “Nós duas faremos andar esta casa”. E com ardor assumiu a pesada tarefa de secundar o pai nos trabalhos da propriedade.

A vida de Catarina na propriedade

Com coragem, ajudada pela pequena irmã Tonine e por uma empregada, Catarina cuidou das tarefas domésticas da melhor forma. Tinha tanta coisa a fazer! Levantava-se com as primeiras luzes da aurora, começava por preparar a comida para toda a família e também para os operários agrícolas que trabalhavam com o pai. Durante as colheitas, ela mesma levava a comida ao campo. Quando preparou pela primeira vez o pão para toda a semana, ficou com receio de não conseguir um bom cozimento no grande forno.

Tinha também que se ocupar dos animais, recolher os ovos das galinhas, ordenhar as vacas duas vezes por dia e levá-las ao bebedouro da aldeia. Como não existia água canalizada, ia buscá-la no poço que ficava na praça, junto ao lavadouro, perto do portão de entrada do sítio. Puxar a água e transportá-la era sempre um trabalho pesado.

Mas o que dava maior satisfação a Catarina e Tonine era ir ao pombal dar de comer aos pombos. Eram várias centenas, e todos conheciam bem Catarina, pois assim que ela chegava, punham-se a voar em seu redor para apanhar no ar os grãos que ela lhes lançava.

Uma vez por semana também tinha que ir de carroça ao mercado, a 15 quilômetros de distância. Levava manteiga e ovos para vender.

Além desses serviços, ocupava-se também de Tonine, e especialmente do pequeno irmão aleijado, com um zelo de mãe.

No início ela não sabia fazer tudo, sendo por isso muito ajudada pela empregada do sítio. Mas com o passar do tempo foi-se tornando capaz de “fazer andar esta casa”, conforme tinha dito. Assim, quando completou 14 anos, a empregada tornou-se desnecessária.

De onde vinha essa coragem de Catarina? Todos os dias ela desaparecia por um certo tempo, porque ia rezar na capela da aldeia que se encontrava bem próxima, ao lado da sede da administração local. Ali, sempre de joelhos sobre as lajes frias, rezava muito tempo. Depois da grande Revolução [1789], deixara de haver ali um pároco, e Jesus não voltou a habitar o tabernáculo, sendo a Missa rezada apenas esporadicamente.

A família de Catarina era muito católica. Seu pai fizera restaurar a capela da Virgem, no interior da igreja, onde Catarina reencontrava sua Mãe do Céu, ao rezar demoradamente diante do quadro que a representava com os braços abertos.

“As orações não adiantam os trabalhos”, dizia-lhe às vezes uma vizinha que não era muito amável. Também outros a criticavam sem razão: “Rezar não é tudo. É preciso também trabalhar”. Mas se Catarina fazia os seus serviços tão bem, era precisamente porque todos os dias dedicava um tempo à oração.

Para a Missa do domingo, ela ia com Tonine à aldeia de Moutiers Saint-Jean, onde fizera a primeira comunhão. O caminho se iniciava por uma ladeira que subia por mais de um quilômetro, percebendo-se lá do alto o campanário da igreja sobre as árvores. À saída, as duas meninas cumprimentavam as jovens da sua idade e voltavam rapidamente para casa. Nos dias da semana, quando podia, Catarina também ia à Missa, percorrendo a pé o percurso de ida e volta, totalizando quatro quilômetros.

A vocação de Catarina

Mas a oração não era suficiente para Catarina. A partir dos 14 anos, ela quis oferecer cada vez mais sacrifícios. Começou a jejuar às sextas-feiras e aos sábados. Em cada um desses dias ela só fazia uma refeição, e nada dizia. Tonine teve medo de que ela adoecesse, e tentou impedi-la:

— “Vou dizer ao pai!”.

— “Pois bem, dize-lhe!”.

O pai repreendeu-a, e deu-lhe ordem para acabar com aquilo. Mas para Catarina esse era um assunto entre Deus e ela, não devendo mais ninguém intrometer-se. E continuou.

Catarina já acalentava, de fato, um grande desejo que um dia confiou em segredo a Tonine: queria ser religiosa, consagrar-se a Deus, atender os doentes e entregar-se à oração. Combinou com Tonine que lhe passaria os cuidados da casa, assim que estivesse crescida o suficiente para assumir sozinha tal responsabilidade.

Certa noite Catarina teve um sonho: Viu-se na igreja da aldeia, no lugar que habitualmente ocupava na capela de Nossa Senhora, quando chegou para rezar a Missa um sacerdote idoso, que ela não conhecia. O olhar muito vivo do sacerdote impressionou-a. No fim da Missa ele fez-lhe sinal para que se aproximasse, mas ela recuou. Pouco depois, e ainda durante o seu sonho, ela foi visitar um doente, mas lá encontrou de novo o mesmo padre que lhe disse: “Minha filha, está muito bem cuidar dos doentes. Hoje fugiste de mim, mas um dia serás muito feliz por poderes vir a mim. Deus tem projetos para ti. Não o esqueças!”.

Um pouco receosa, Catarina afastou-se, mas sentiu no coração uma alegria que lhe deu a impressão de não estarem os seus pés a tocar a terra. Quando no seu sonho ela chegou à entrada do sítio, acordou.

Em breve ela saberia quem era aquele sacerdote idoso.

A longa espera

São Vicente de Paulo
Ao completar 18 anos, Catarina ainda não sabia escrever, pois nunca tivera tempo para aprender. Agora, porém, era indispensável possuir esse conhecimento para tornar-se religiosa. Como tinha uma prima educadora, que mantinha um internato em Châtillon, foi ali aceita como aluna, ficando Tonine a cuidar da casa durante a sua ausência.

Para alegria de Catarina, em Châtillon havia Missa e um sacerdote a quem confiar-se. Ao ouvi-la contar o seu sonho, e parecendo-lhe a descrição familiar, o sacerdote comentou: “Creio, minha filha, que aquele sacerdote não é outro senão São Vicente”.

Mais tarde, ao visitar uma religiosa em companhia da prima, ela teve ali uma grande surpresa. Viu num quadro o velho sacerdote que lhe aparecera naquele sonho: “Mas é o quadro do nosso Pai São Vicente de Paulo”. Foi ele quem fundou as Filhas da Caridade –– explicaram as religiosas.

Para Catarina, estava tudo muito claro: era ali que deveria tornar-se religiosa. Mas ainda tinha que completar os 21 anos, e temia que o seu pai não estivesse de acordo. Voltou ao sítio e retomou o seu trabalho, mas o pai, que já suspeitava de alguma coisa, estava resolvido a não ceder.

Quando completou 21 anos, Catarina falou-lhe francamente do seu projeto. Mas ele se recusou furiosamente, pois preferia que ela se casasse. Conhecendo a obstinação da filha, e numa tentativa de fazê-la mudar de idéia, mandou-a para Paris no começo do ano seguinte, para ajudar um irmão que tinha um pequeno restaurante e vendia vinho, mas que estava sozinho por ter enviuvado recentemente. Embora muito entristecida por ter de enfrentar a oposição do pai ao desejo de se tornar religiosa, e por se ver assim afastada dele, Catarina obedeceu.

Vila de Moutiers Saint-Jean, onde Catarina fez a Primeira Comunhão
O ambiente do restaurante em Paris não lhe agradou. Os clientes lançavam-lhe galanteios, e o irmão continuava a fazer todos os esforços para levá-la a esquecer o seu grande projeto e convencê-la a casar-se. Mas Catarina não se deixou vencer. A sua vocação permaneceu mais forte do que nunca: ela queria ser religiosa.

Ao cabo de um ano, seu irmão voltou a casar-se. Ela então decidiu voltar a Châtillon, à casa da prima, para continuar a aprender o que lhe faltava.

A prima tinha acabado de casar-se com outro irmão de Catarina, e recebeu-a bem juntamente com o marido. Ambos resolveram defendê-la perante o pai, que acabou finalmente por aceitar sua decisão. Catarina ficou ainda algum tempo na casa da prima, mas passou a freqüentar, tanto quanto possível, o convento das Filhas da Caridade.

A Irmã Vitória, apenas um pouco mais velha do que Catarina, tendo acabado de formá-la nas coisas que ainda lhe faltavam, começou a explicar-lhe a vida religiosa. Por fim, em janeiro de 1830, Catarina entrou como noviça em Châtillon, causando desde logo admiração pelo fervor com que rezava.

Duas vezes por semana as Irmãs preparavam a sopa destinada aos doentes pobres, que traziam cada qual a sua panela para ser enchida.

Mais tarde, a 21 de abril, Catarina partiu para Paris, onde haveria de passar todo o tempo restante da sua vida de religiosa. Não haviam ainda decorrido três meses quando, numa noite de julho, o seu anjo da guarda veio acordá-la para lhe dizer que a Santíssima Virgem a esperava na capela do convento.

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CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.