21 de nov de 2008

Novena de Nossa Senhora das Graças-5º dia

Súplica a Nossa Senhora (rezar todos os dias da novena):

Ó Imaculada Virgem! Mãe de DEUS e nossa Mãe, ao contemplar-Vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderesa intercessão, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nosde vossos pés, para Vos expor durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades (mencionar as necessidades).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso Nome, e bem de nossas almas, e para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmarmos sempre, verdadeiros cristãos.


QUINTO DIA: (As mãos de Maria)

Contemplemos, hoje, Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Disse ela: Estes raios, são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que me pedem e aos que trouxerem com fé minha medalha. Não desperdicemos tantas graças! - Peçamos com fervor, humildae e perseverança, e Maria Imaculada nô-las alcançará. Amém.


Reze: 3 AVE-MARIAS, acrescentando em cada uma: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Oração Final (rezar todos os dias da novena):

Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça (peça a graça) que peço com toda a confiança. Amém.


A Medalha faz o seu caminho

As aparições da Santíssima Virgem à Irmã Catarina, narradas no início, ocorreram na capela da Casa-mãe das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris. Esta capela existe ainda hoje, e Nossa Senhora continua a derramar abundantes graças aos que vão ali rezar com confiança.

Catarina permaneceu ali durante alguns meses, a fim de completar sua formação. Logo a seguir foi enviada para cuidar dos pobres e idosos no asilo de Enghien, na extremidade oposta de Paris. Esta hospedagem fora fundada poucos anos antes pela Duquesa de Bourbon em memória do seu filho, o charmoso Duque d’Enghien, cruelmente fuzilado por Napoleão.

Ali passará ela toda a sua vida. Ocupa-se dos doentes, dos pobres, dos idosos, como se cada um deles fosse o próprio Jesus. E ainda passa boa parte do seu tempo em orações.

As primeiras Medalhas

Nossa Senhora prometera-lhe, e cumpriu a sua promessa: fala-lhe ao fundo do coração, mesmo não lhe aparecendo mais. E insiste para que se mandem fazer e divulgar as medalhas.

“Ele não me quer escutar”, ousa dizer Catarina à Santíssima Virgem, na sua oração.

“Ele...” trata-se por certo do Pe. Aladel, o confessor de Catarina, que ainda não crê realmente na aparição. É ele a única pessoa à qual Catarina confiara o seu segredo. Mas cada vez que lhe fala disso, o Pe. Aladel repreende-a duramente, chegando a dizer-lhe que está louca.

Por isso, Catarina tem muito medo quando necessita falar com ele. Porém, a Virgem insiste: “Ele é meu servidor, temeria entristecer-me”.

Então Catarina torna a ver o Pe. Aladel, e lhe afirma com coragem: “A Virgem está muito desgostosa!”. Novamente relata a aparição de Nossa Senhora e o seu pedido de fazer cunhar uma medalha.

Desta vez o Pe. Aladel começa a crer. Principalmente porque, como o dissera a Virgem, ele tem medo de entristecê-La. Mas não diz nada a Catarina, e depois de ouvi-la atentamente, despede-se sem manifestar o que pensa.

O Pe. Aladel estava decidido a falar com o Arcebispo de Paris. E faz bem, porque o prelado quer muito a Santíssima Virgem. Ele escuta com atenção... e autoriza que se cunhe a medalha: “Que se difunda simplesmente essa medalha. Julgaremos a árvore pelos seus frutos”.

Então o Pe. Aladel se decide. Mas vai fazer uma medalha um pouco diferente daquela que Nossa Senhora pedira. Não a desenha com o globo — que representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa em particular — nas mãos. Em vez disso, representa-a com as mãos abertas e estendidas.

Apesar disto, Irmã Catarina fica muito contente, uma vez que o essencial da medalha está ali: os raios que representam as graças, a invocação “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”; e no verso, o “M” com a Cruz e os Corações de Jesus e de Maria. Mais tarde ela ainda dirá: sobretudo não se modifique esta medalha.

“Agora é preciso propagá-la” –– diz Catarina com alegria ao Pe. Aladel, que lhe dá uma das primeiras medalhas.

Dois anos haviam se passado depois da primeira aparição da Virgem!

Os primeiros milagres

A pequena Carolina Nenain, contaminada pela cólera, foi salva milagrosamente, após receber a Medalha
Começa a distribuição das medalhas. As Irmãs já sabem que Maria Santíssima aparecera a uma das religiosas para pedir que fosse cunhada esta medalha, mas ninguém sabe quem é. Irmã Catarina guardará para sempre o seu segredo, até o fim da vida. E poucos saberão, durante toda sua vida, que fora ela quem vira a Santíssima Virgem e recebera a revelação da medalha.

Enquanto as primeiras Medalhas são difundidas, ressurge em Paris uma terrível epidemia de cólera, doença horrível que causava morte a muitas pessoas, porque não existia cura. As pessoas são dominadas pelo pânico.

Com toda a naturalidade, as Irmãs distribuem as medalhas aos doentes de cólera, recomendando-lhes muita confiança em Nossa Senhora. E os primeiros milagres surgem:

- A pequena Carolina Nenain, de 8 anos, era a única da sala que não tinha recebido a medalha. Contagiou-se de cólera e adoeceu seriamente. Uma Irmã deu-lhe a medalha, e a pequena restabeleceu-se imediatamente: pôde retornar às aulas dois dias depois.

- Uma senhora da aldeia de Mitry, na região de Meaux, estava grávida e foi contagiada pela doença de forma muito grave. O médico não tinha esperança de salvá-la. Deram-lhe a medalha, e ela se curou em poucos dias. A criança nasceu com boa saúde.

- Na mesma aldeia entregaram a medalha a um menino aleijado de 5 anos, que nunca conseguira andar, apesar de numerosos médicos terem sido consultados. Logo no primeiro dia ele começou a andar!

Rapidamente a medalha — apelidada de “Milagrosa” — começou a ser conhecida e a falar-se dela em toda a França, e até mesmo nos países vizinhos. Todo mundo queria uma medalha.

Mas atenção: a Medalha Milagrosa não é um objeto mágico. É a Santíssima Virgem que opera os milagres para aqueles que levam a medalha com confiança e amor. Levar a medalha ao pescoço é colocar-se sob a proteção de Nossa Senhora. É afirmar que amamos Maria Santíssima, e que Ela nos ama.

Ela não somente cura os corpos, mas sobretudo protege as almas. Muitas pessoas que foram más, inimigas de Deus e da Santíssima Virgem, converteram-se e tornaram-se boas. O que é muito mais importante do que curar uma doença.

Uma das primeiras conversões

Um soldado no hospital de Alençon encontra-se prestes a morrer. Dizia coisas horríveis contra Deus e negava-se a preparar-se para entrar no Céu. Temendo que, morrendo nesse estado, ele acabasse indo para o inferno, uma Irmã colocou uma medalha perto da sua cama enquanto ele dormia.

Quando acordou, exclamou fitando o local onde haviam colocado a medalha: “Por que puseram lá uma luz?”

Porém, não havia ali luz alguma; havia só a medalha. Pouco tempo depois, ele acrescentou: “Oh, meu Deus, tende piedade de mim!”

A seguir, pediu um sacerdote para se confessar, e obteve deste modo o perdão dos seus pecados. Ao longo dos dois dias que se seguiram, segurou na mão um crucifixo e a medalha, oferecendo com coragem os seus sofrimentos a Deus. Pouco antes de morrer em paz, disse:“O que me entristece é ter amado a Deus tão tarde, e não amá-Lo hoje mais ainda”.

Multiplicam-se as narrações das curas, das conversões e da proteção da Virgem Santíssima para aqueles que levam a sua medalha com confiança, com amor.

O Pe. Aladel está agora plenamente convencido. Redige um pequeno livro com a história das aparições, sem revelar o nome de Catarina, e ali relata numerosos milagres ocorridos na França e no mundo inteiro.

Para atender aos pedidos, muito numerosos, o primeiro fabricante da medalha tem de aumentar constantemente a sua produção: em poucos anos a medalha espalhara-se pelo mundo inteiro.

Em dez anos ele vendera dois milhões de medalhas feitas em ouro ou prata, e 18 milhões em cobre!

Pelo menos outros 11 fabricantes em Paris venderam tanto quanto ele; em Lyon, outros quatro fabricantes venderam o dobro. Fabrica-se em muitas outras cidades da França e do exterior. Deste modo, em apenas 10 anos, a quantidade de Medalhas Milagrosas distribuídas ultrapassa centenas de milhões!

Em Roma, muitos cardeais distribuem a medalha, e o próprio Papa a oferece a muitas pessoas. Ademais, é em Roma que se operará uma grande conversão, da qual todo o mundo ouvirá falar.

Um grande milagre da Medalha: a conversão de Ratisbonne

O Pe. Afonso-Maria Ratisbonne
Afonso Ratisbonne é um jovem israelita de Estrasburgo, de uma família importante e conhecida. Pertence à religião judaica, embora não seja praticante.

Tem tudo para ser feliz: é rico, jovem, inteligente, e fez bons estudos. Dentro em breve vai casar-se, e após o casamento –– já está tudo combinado –– irá trabalhar no banco de um tio. Só uma coisa o irrita: seu irmão mais velho convertera-se à Religião católica e tornara-se sacerdote. Isso, Afonso não lhe perdoa. É hostil em relação aos católicos, e com freqüência os ridiculariza.

Antes de casar, empreende sozinho uma longa viagem para conhecer a Itália, e assim chega a Roma como turista. Pouco antes de partir de lá, conhece Teodoro de Bussières, um católico amigo de seu irmão. Cumprimenta-o muito friamente. Teodoro, porém, insiste para que prolongue um pouco mais a estadia, a fim de visitar com ele as belas igrejas de Roma. Mesmo procurando recusar, Ratisbonne acaba por aceitar o convite sem saber bem por quê.

E durante os seus passeios, discute religião com Teodoro. Logo no começo, este declara: “Já que você está tão seguro de si, eu lhe proponho um desafio: coloque esta Medalha ao pescoço e leve-a durante vários dias, recitando nesse período esta oração curta que lhe deixo”. E fez com que Afonso copiasse a bela oração do “Lembrai-Vos”.

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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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