22 de nov de 2008

Novena de Nossa Senhora das Graças-6º dia

Súplica a Nossa Senhora (rezar todos os dias da novena):

Ó Imaculada Virgem! Mãe de DEUS e nossa Mãe, ao contemplar-Vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderesa intercessão, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nosde vossos pés, para Vos expor durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades (mencionar as necessidades).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso Nome, e bem de nossas almas, e para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmarmos sempre, verdadeiros cristãos.


SEXTO DIA: (Terceira aparição)

Contemplemos Maria, parecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, e mandando cunhar uma medalha prometendo a todos que a trouxerem com devoção e amor, muitas graças. Guardemos fervorosamente a santa Medalha e, como escudo, ela nos protegerá nos perigos.

Reze: 3 AVE-MARIAS, acrescentando em cada uma: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Oração Final (rezar todos os dias da novena):

Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça (peça a graça) que peço com toda a confiança. Amém.


A oração de São Bernardo de Claraval

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como à minha Mãe recorro e de Vós me valho. E gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos em as ouvir propícia, e alcançai-me o que vos rogo. Amém.


Com a intenção de satirizar, Ratisbonne aceitou. E rapidamente decorou a oração, repetindo-a maquinalmente várias vezes por dia, como se faz com a letra de uma canção que fica na memória.

Afonso pensa que, ao regressar, escreverá a história de sua viagem e relatará esta estranha aventura de Teodoro, de sua Medalha e da oração. Aonde quer que vá com Teodoro, ridiculariza os católicos e a sua Religião. E repete que jamais se tornará católico. Mas sempre leva a sua Medalha ao pescoço, e a oração do “Lembrai-vos” não lhe sai da cabeça.

Cinco dias após ter recebido a Medalha, entra com Teodoro numa igreja. Este o deixa sozinho por um momento, pois deve falar com alguém na sacristia. Durante esse tempo, Afonso Ratisbonne passeia pela igreja, olhando-a friamente e achando-a muito feia...

Quando Teodoro volta, não vê Ratisbonne!

Procura-o, e o encontra... de joelhos diante de um pequeno altar, com o rosto banhado em lágrimas! Está tão emocionado, que mal consegue falar. Retira então a Medalha que levava ao pescoço e oscula-a muitas vezes, enquanto chora com emoção: “Ah, como sou feliz! Como Deus é bom! Que plenitude de graça e de felicidade! Como devem ser compadecidos os que não conhecem isto!”.

O que tinha acontecido? Nossa Senhora acabara de lhe aparecer, com as mesmas características que tem na medalha. Ela era tão formosa, cheia de majestade e de bondade.

Eis como ele próprio narra o acontecimento:

“Já fazia algum tempo que estava na igreja, e subitamente senti-me tomado por uma confusão inexprimível; ergui o olhar, e o edifício todo sumira aos meus olhos.

“Uma só capela tinha concentrado toda a luz, para me exprimir desse modo, e no meio desse resplendor apareceu em pé sobre o altar –– grande, brilhante, cheia de majestade e de doçura –– a Virgem Maria tal qual está representada na minha Medalha.

“Ela me fez um sinal com a mão para me ajoelhar, uma força irresistível atraiu-me na direção dela, e pareceu dizer-me: 'Está bem!'. Ela não me falou, mas eu compreendi tudo”.

Com efeito, ele compreendera tudo. E acima de tudo sabia agora que estava protegido por uma bondade imensa, pelo amor da Santíssima Virgem. Assim, decidiu batizar-se para se tornar católico.

A alguém que lhe perguntara como era a “imagem” de Maria Santíssima que vira, respondeu: “Mas eu a vi na realidade, em pessoa, como vos vejo agora!”

A história de sua conversão percorreu o mundo. Os jornais falaram dela. O próprio Papa recebeu-o com bondade e ordenou uma investigação séria de tudo o que tinha acontecido –– para que este milagre fosse conhecido de todos, sem qualquer contestação possível.

No dia do seu batismo, Afonso acrescenta o nome de Maria ao seu. Doravante chamar-se-á Afonso Maria Ratisbonne. Alguns anos mais tarde, torna-se sacerdote católico. Consagrará a sua vida à oração e a fazer o bem em torno de si, trabalhando especialmente pela conversão dos israelitas.

Trata-se sem dúvida de um dos milagres mais famosos operados pela Santíssima Virgem em favor daqueles que levam a sua medalha.

A Medalha durante a revolução da comuna

1870: começa a guerra! Os prussianos invadem a França e cercam Paris. Torna-se muito difícil sair ou entrar na cidade. A comida começa a faltar, sobretudo para os pobres. Catarina e as outras Irmãs fazem o que podem para atender os doentes, os feridos, os pobres e pessoas do bairro.

Mas a França é vencida, e os prussianos entram em Paris. Começa então outra guerra — ou melhor, uma revolução —, desta vez entre franceses. Na cidade de Paris os revolucionários tomam o poder. Esta revolução chama-se Comuna, e os revolucionários são os communards.(*) São ferozes e pretendem destruir a Religião. Detestam os sacerdotes, o rei e o Bom Deus. Durante três meses fazem reinar o terror. Fuzilam todos os que não concordam com eles. Perecem desta forma muitos inocentes. Não respeitam nem o arcebispo de Paris, Monsenhor Darbois, que é fuzilado com mais 20 sacerdotes!

Finalmente o exército francês penetra na capital para libertá-la daqueles bandidos. Mas por ódio eles incendeiam grande parte dos belos monumentos de Paris e seus palácios.

Durante todo esse tempo as Irmãs correm um risco muito grande. Somente Catarina não tivera medo. Sabia de antemão o que aconteceria, e dissera-o a uma das Irmãs: “Teremos a guerra, uma guerra mais terrível do que a outra e ainda mais mortífera. Oh meu Deus, quanto sangue, quantas ruínas!”.

Mas acima de tudo ela sabe que pode contar com a proteção da Santíssima Virgem. “A Virgem vigiará, Ela protegerá tudo. Não nos acontecerá mal algum”, afirmava às Irmãs inquietas.

Catarina lembra que, quando da primeira aparição, Nossa Senhora lhe dissera, com lágrimas nos olhos, que haveria muitas mortes, incluindo a do arcebispo: “Momento virá em que o perigo será grande, julgando todos que tudo está perdido, mas então Eu estarei convosco”.

Irmã Catarina enfrenta os revolucionários

Na tarde da Páscoa, durante a revolução, um grupo de revolucionários agitados invade o hospital das Irmãs. Estes vêm buscar dois soldados feridos durante a guerra contra os prussianos, acusados, sem razão, de serem os inimigos do povo. Querem fuzilá-los, e os levam à força para a prisão.

A Irmã superiora que dirige o hospital vai procurá-los na prisão e os traz de volta. Mas no dia seguinte os revolucionários retornam. Procuram os soldados por todos os lados, mas não os encontram. Encolerizados, querem levar a Irmã superiora, ameaçam-na com as suas armas. As outras Irmãs, junto com Catarina, declaram que se os revolucionários levarem a Superiora, elas irão todas com ela.

Diante da sua coragem os revolucionários recuam. Mas as Irmãs têm muito medo. Estão todas de acordo: é melhor que a Superiora saia, pois podem voltar a procurá-la.

Irmã Catarina, agora a mais idosa, encarrega-se dos cuidados do hospital. Para evitar que os revolucionários voltem, vai ela mesma vê-los no seu quartel general. Existem lá mais de 60 homens de aspecto perverso, cingidos de grandes cintos de tecido vermelho.

Catarina explica que os soldados feridos são inocentes, e que foram embora. Furiosos, os revolucionários insultam-na e querem prendê-la. Ela replica, cheia de coragem: “Mostrai-me a ordem, o documento que vos autoriza a prender-me”.

“É esta a minha ordem!” –– diz o comandante puxando o seu sabre. Vários homens fortes rodeiam Catarina e querem prendê-la. Então um dos soldados, de quem Catarina cuidara quando estava ferido, pega-a pelos braços e puxa-a fortemente para trás a fim de a salvar. Catarina consegue assim sair, apenas com alguns hematomas nos braços.

Distribuição de Medalhas aos revolucionários

A Santíssima Virgem a protegera. Cumpre dizer que, sempre que pode, Irmã Catarina distribui Medalhas até mesmo aos revolucionários, que as recebem com respeito.

Catarina carrega sempre Medalhas, distribuindo-as a todos que encontra. Os revolucionários o sabem, e muitos deles, quando a vêem, correm para as pedir. “Vamos pedir Medalhas à Irmã Catarina. Ela já as tem dado aos nossos camaradas”.

“Mas para que vos serve, se não credes em nada?” –– pergunta uma Irmã que os vê passar.

“É verdade que não cremos em quase nada, mas cremos nessa Medalha. Ela já protegeu outros, e também nos protegerá”.

Mesmo àqueles que, revoltados, proferem insultos contra a Religião, Catarina dá Medalhas para que a Santíssima Virgem os converta.

Entre os revolucionários há muitas mulheres, que também levam uma grande faixa vermelha à cintura. Certo dia essas mulheres chegam à escola dirigida pelas Irmãs, para lecionar no lugar das religiosas. Não querem mais que se fale de Deus às crianças, e imediatamente fazem retirar o crucifixo que está na parede.

Quando a nova aula vai começar, uma jovem aluna põe-se de joelhos. Logo as outras a imitam: “Perdão, senhora, mas ainda não fizemos a oração. A nossa professora sempre iniciava a aula com uma oração”.

A piedade das pequenas causa grande furor às revolucionárias, que pretendem apagar completamente das almas dessas crianças o amor a Deus e a Nossa Senhora. A mais temida dessas mulheres chama-se Valentin. Ela criou muitos problemas às Irmãs, mas está longe de suspeitar o que lhe acontecerá.

Uma noite, dois revolucionários armados vêm procurar Catarina e a levam consigo. Antes de partir, ela repete para as outras Irmãs que nada lhe acontecerá. Somente pede que rezem.

Duas horas mais tarde, está de volta. Os revolucionários tinham-na levado para que acusasse Valentin; estavam determinados a fuzilá-la, por a considerarem malvada demais. Mas Catarina lhe salvara a vida, graças às suas respostas cheias de bondade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Irmão, deixe uma mensagem!!!


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.