23 de nov de 2008

Novena de Nossa Senhora das Graças-7º dia

Súplica a Nossa Senhora (rezar todos os dias da novena):

Ó Imaculada Virgem! Mãe de DEUS e nossa Mãe, ao contemplar-Vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderesa intercessão, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nosde vossos pés, para Vos expor durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades (mencionar as necessidades).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes Vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso Nome, e bem de nossas almas, e para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmarmos sempre, verdadeiros cristãos.


SÉTIMO DIA: (Primeiro do Tríduo)

Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no céu.

Reze: 3 AVE-MARIAS, acrescentando em cada uma: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Oração Final (rezar todos os dias da novena):

Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça (peça a graça) que peço com toda a confiança. Amém.


Invasão da casa das Irmãs

Um grupo de revolucionários invade um dia a casa das Irmãs. Em meio de muitos insultos e ameaças, decidem fazê-las prisioneiras. Irmã Catarina, muito calma, passa pelo meio deles e oferece medalhas, e muitos as aceitam.

O chefe, chamado Siron, é um verdadeiro bandido que já passara pelo cárcere. Chegara anunciando que fará todas as maldades possíveis com as irmãs. Catarina dá-lhe também uma Medalha.

— “Estou completamente mudado!”, disse então, tocado por algo que o conteve. (vide desenho acima)

Ao longo de três dias as religiosas ficam prisioneiras. Fecham-se na lavanderia para se proteger. À noite, os revolucionários encontraram garrafas de vinho na adega e começaram a beber. Embriagados pela bebida, começam a ameaçar as irmãs. No entanto, chegando à porta da lavanderia, hesitam. Siron, o bandido-chefe que usa a medalha, diz bem alto: “Não temam nada! Eles terão de passar sobre mim antes de chegar até vós”. Deita-se contra a porta e adormece logo. Os outros fazem o mesmo.

Sem fazer barulho, as Irmãs saem durante a noite e vão esconder-se em outro lugar. E no dia seguinte vão embora.

Antes de partir, Catarina e todas as Irmãs vão rezar e cantar diante da imagem de Nossa Senhora que se encontra no jardim. Nenhum dos revolucionários ousa intervir. Catarina pega então a coroa que está sobre a cabeça da imagem da Virgem e promete: “Eu vo-la trarei de volta daqui a um mês, a 31 de maio”.

Os insultos surgem de todos os lados, mas elas conseguem sair de uma Paris inteiramente controlada pelos revolucionários.

Os horrores se multiplicam. Um batalhão de revolucionários que se apelidam “os vingadores de República” concentra-se na Igreja de Nossa Senhora das Vitórias. Há nesse local uma associação que tem por emblema a Medalha Milagrosa.

Cheios de fúria, os revolucionários quebram tudo, abrindo os túmulos do interior da igreja. Quando Irmã Catarina soube da notícia, declarou: “Mexeram com Nossa Senhora, não irão mais longe...”

Com efeito, na semana seguinte o exército francês entra em Paris e esmaga os revolucionários. Poucos dias depois as Irmãs já podem voltar para sua casa. Irmã Catarina traz de volta a coroa da imagem de Maria que fora um pouco danificada pelos bandidos. “Eu Vos tinha prometido, minha boa Mãe, que voltaria para vos coroar antes do fim do mês”.

Os últimos conselhos de Santa Catarina

Irmã Catarina já está idosa, tem 70 anos. Sabe que é o último ano da sua vida. Desde o começo de 1876, repete: “Não verei o próximo ano”. E em cada uma das festas religiosas do ano, lembra ainda: “É a última vez que vejo esta festa”.

Está muito contente por ir encontrar Jesus, a Santíssima Virgem e São Vicente. Como boa cristã, Catarina sabe bem que esta vida na Terra não é feita senão para se ganhar o Céu.

Continua muito discreta em relação às aparições da Virgem, tendo confiado o fato a poucas pessoas, junto às quais multiplica os bons conselhos. O primeiro deles é o de levar consigo a Medalha. “Há Irmãs no noviciado que não usam a Medalha, e ninguém se preocupa em lhes dar uma”, queixa-se um dia.

Mas levar a medalha não é suficiente. Catarina insiste que se faça oração e sacrifícios. É preciso, sobretudo, pedir a Maria o que Ela nos quer dar, antes do que nós mesmos desejamos. “Pede-se demais o que se deseja, e não suficientemente o que Deus deseja”, diz Catarina. E outras vezes aconselha: “É preciso ter confiança. Deus tudo pode. É preciso dar tudo a Deus, e não andar a queixar-se”.

Ela sempre leva medalhas para distribuir àqueles com quem se encontra.

No dia de Santa Catarina, uns meninos vieram desejar-lhe boas festas. “Portai-vos bem, obedecei, e a Virgem vos amará. Irei rezar por todos vós”, diz-lhes.

Mais do que isso, Irmã Catarina insiste em que Nossa Senhora seja reconhecida e proclamada Rainha de todo o Universo, de todos os países e de cada pessoa. Enquanto assim não for feito — repete, poucas semanas antes de morrer —, grandes desgraças continuarão a nos ameaçar. “Num certo momento tudo parecerá perdido; mas tudo será ganho. É a Santíssima Virgem que nos salvará. Sim, quando a Virgem oferecer o mundo a Deus e for honrada, teremos a paz. Oh, como será belo ouvir dizer: Maria é a Rainha do Universo, e em especial da França. E os meninos exclamarão: e de cada pessoa em particular! Será um tempo de paz, que será longo”.

O 31 de dezembro de 1876 chega. É o último dia do ano e o último dia de Irmã Catarina sobre a Terra.

Ela pede que lhe enviem Medalhas, com as quais faz pacotinhos para oferecer. Depois, como o anunciara, perto das sete horas da tarde ela adormece numa morte muito doce, enquanto as outras Irmãs repetem muitas vezes junto dela:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Da Revista 'Catolicismo'.

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