25 de nov de 2008

SEDE MEUS IMITADORES COMO EU O SOU DE CRISTO

Seminarista Wilson Lazarotto, LC
(da equipe de publicações do Pe. Adilson Marques, LC
amarques@legionaries.org)
“Quanto a mim, já fui oferecido em libação, e chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo Juiz, naquele Dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição.” (2 Tm 4, 6-8)
Ser cristão não significa somente crer em Cristo, é algo mais profundo. Ser cristão significa conhecer, amar e transmitir a Cristo. Significa viver para Cristo. E significa, se for necessário, morrer por Cristo.
No limiar deste Ano Paulino, começamos uma série de reflexões sobre o exemplo do Apóstolo dos Gentis: figura do autêntico conhecedor e imitador de Jesus Cristo. O objetivo não é fazer um estudo exaustivo sobre a figura de São Paulo, mas sim de ressaltar algumas virtudes e exemplos do apóstolo e trazer algumas aplicações práticas para a nossa vida. Hoje falaremos da militância.
Já dizia o livro de Jó que a vida do homem é uma luta sobre a terra (Cf. Jó 7,1), e para o cristão a dimensão da luta, do esforço é um aspecto essencial. Ser cristão significa seguir e imitar a Cristo, e Cristo mesmo traçou o caminho para segui-lo: a cruz (Cf. Lc 14, 27). No mundo atual, onde o ambiente geral cria imensas dificuldades para a vivência da fé cristã, a virtude da militância se torna uma necessidade vital.
Em que consiste esta militância? Em poucas palavras, como o próprio nome diz, consiste numa atitude de luta, de conquista, de superação. Consiste em não cair num comodismo que busca sempre uma vida fácil e sem dificuldades. No caso do cristão consiste no esforço por viver a sua fé (apesar de todas as dificuldades que o ambiente e as circunstâncias apresentarem) de modo coerente; é a luta diária para se superar, para vencer os próprios limites, para crescer na vida de graça e na sua perfeição como cristão.
Encontramos nas cartas de São Paulo e nos Atos dos Apóstolos várias passagens que falam da militância, do espírito de luta e de superação. A vida de São Paulo, como é narrada nos Atos dos Apóstolos, é uma vida permeada de dificuldades, de desafios, de luta por levar o Evangelho de Cristo a todos os homens.
O que é que move São Paulo a trabalhar tanto? Ou melhor, qual é a razão real da militância do Apóstolo? Qual é o verdadeiro motivo da luta, dos trabalhos e da fadiga de São Paulo? A resposta talvez seja dada na seguinte passagem da Carta aos Filipenses: “Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fil 1, 21). Quer dizer que o motivo é bem simples: Cristo. Depois do encontro com Cristo no caminho de Damasco (Cf. At 9, 1-6) Paulo vive, trabalha e sofre por este Cristo que o cegou para as coisas do mundo e abriu seus olhos para as coisa do seu Reino.
A vida do cristão atual deve encontrar em Cristo, no amor a Cristo os motivos para lutar e perseverar no amor em meio a tantas dificuldades. A descrição que São Paulo faz na Carta aos Romanos (Cf. Rm 1) nos ajuda a perceber que as dificuldades do cristão atual não são muito diferentes das dificuldades que proporcionava o ambiente reinante proporcionava ao cristão dos tempos paulinos. E somente este encontro com Cristo, este amor a Cristo pode justificar a luta necessária para vencer as dificuldades que o cristão encontra para viver a sua fé.
Há uma segunda característica da militância da qual se fala muito pouco: consiste, como já dizia, na fuga do comodismo e numa atitude de superação. Uma das piores chagas do cristão é esta tendência a se acomodar; esta falta de zelo apostólico que não o leva a transmitir Cristo aos seus irmãos. Uma breve leitura dos Atos dos Apóstolos nos é suficiente para ver como Paulo, depois deste encontro com Cristo não ficou parado. Ele não se instalou na comodidade de guardar o dom do amor de Cristo para si, mas buscou, custasse o que custasse, transmitir o amor de Cristo a todo o mundo grego pagão daqueles tempos.
É preciso, para ser Cristão, tomar a cruz e seguir a Cristo. Que o exemplo de São Paulo nos ajude a sair da nossa tranqüila comodidade e nos empurre a levar o nome de Cristo a todos os homens. Só com esforço se pode lavrar a terra do coração dos homens para que ali nasça o amor de Cristo. São Paulo, Rogai por nós.
Irmão Wilson Lazarotto
amarques@legionaries.org
14/11/2008 - Roma⁄

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