23 de out de 2008

Informativo Cléofas - 23/10/2008

Informativo Cléofas, 23 de Outubro de 2008 - Ano III - Número 96

Notícias do Programa Escola da Fé

+ Estatísticas do Sínodo da Palavra - 400 pessoas dos cinco continente
+ 60 cristãos assassinados na Índia
+ Parlamento português rejeita casamento gay
+ Mães equatorianas marcham contra ideologia de gênero em escolas
+ Católico é eleito Primeiro-ministro japonês
+ Ídolos pop levantam a bandeira da virgindade e fãs adotam 'anel da pureza'
+ Índia: missionária queimada viva por extremistas hindus. Outra religiosa foi violentada
+ Célula-tronco de gordura é usada em cirurgia cardíaca

+ Papa reitera condenação da Igreja à anticoncepção

+ índice

O programa Escola da Fé, é exibido toda a quinta-feira às 20h30 na TV Canção Nova (Link))


Perguntas e Respostas

+ O que é o Ano Sabático?
+ O que é necessário para se tornar Diácono?
+ O pecado original é eliminado com batismo?

+ Católico pode fazer uso da Homeopatia?



Blog do Prof. Felipe

Aceitar-se para ser Feliz

Cada um de nós é um ser em construção; todos temos defeitos e qualidades, e os nossos limites não podem fazer com que deixemos de nos amar e valorizar. É uma grande sabedoria saber aceitar-se a si mesmo; quem não se aceita é porque carrega um refinado e escondido orgulho; e isto não deixa você ver o seu valor. Todos nós nascermos com a capacidade de vencer e de ser feliz. Quem não se aceita acaba se tornando rancoroso contra si mesmo, contra os outros, contra a vida e até contra Deus… e isto o leva à revolta, à auto-piedade e à depressão.

Pare de sonhar, pegue o material que você tem e comece a construir a sua casa, do jeito que for possível. É melhor você morar num casebre do que ficar ao relento sonhando com um castelo. Ninguém é perfeito; por isso, todos precisam se aceitar. Não estou dizendo para você negar os seus limites; isto seria perigoso, pois não os elimina. Olhe-os com coragem, de frente, sem exagerá-los nem diminuí-los, e mude o que for possível. O que não pode ser mudado, aceite e ofereça a Deus. Você não é menos amado por Ele por causa dos seus limites. A partir desta aceitação, toda a sua pobreza pode começar a se transformar em imensa riqueza. Comece agora a ver as suas qualidades; você as tem. Ser humilde é reconhecer a verdade sobre si mesmo.(...)

leia mais


Livro da Semana

Por que sou Católico

Muitos católicos, infelizmente, acabam abandonando a Igreja Católica, ou vivendo mal a sua fé, porque não conhecem as raízes desta fé e da Igreja. Por causa disto, as seitas vão avançando, fazendo proselitismo, e levando os filhos da única Igreja fundada por Jesus Cristo, para caminhos perigosos, onde não existem os Sacramentos deixados por Jesus para a nossa salvação.

Neste livro você vai encontrar, de maneira clara, objetiva e profunda, as razões da fé católica, e porque a Igreja Católica é a única que Jesus fundou e desejou neste mundo, para levar a humanidade de volta para Deus.


Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 978-85-88158-33-7
Ano: 2008
Edição: 14
Número de páginas: 192
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14x21 cm



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Livro da Semana


Por que sou Católico
14x21 cm - 192 páginas.


Shopping Cléofas


Os Sete Sacramentos
14x21 cm - 208 páginas


O que são as Indulgências?
14x21 cm - 120 páginas.


 

 


© 2008 - Editora Cléofas

Estabelecer o equilíbrio financeiro

Para manter as contas em dia, seguem mais algumas dicas


Fazer orçamento familiar é uma questão de sobrevivência, como vimos no meu artigo anterior. Hoje vamos falar um pouco sobre a elaboração do orçamento familiar.
1º. Para a elaboração do orçamento familiar é preciso envolver toda a família, porque é fundamental estabelecer objetivos comuns e conversar francamente sobre as finanças com todos, inclusive com as crianças. Pois esse é o caminho possível para que cada um esteja comprometido e faça sua parte, dessa forma, todos terão consciência da necessidade de manter um padrão orçamentário.
2º. Fazer um controle das despesas não significa que a família terá que passar necessidades ou ficar "apertada". Fazer um planejamento financeiro facilitará a compra de um carro novo, de um computador para seu filho, fazer aquela viagem tão sonhada ou aquele curso que lhe permitirá crescer profissionalmente e melhorar a renda familiar.
3º. Para manter as contas sob controle o fator de sucesso número um é: Definir prioridades. É extremamente importante que você pague todas as suas contas primeiro e, principalmente, todos os meses. Cuidado com custos irregulares ou custos regulares menos freqüentes, tais como: seguro de vida, da casa ou impostos. Tente reservar, todos os meses, um montante fixo para essas despesas. Também vale a pena reservar dinheiro para emergências ou surpresas (como por exemplo, dentista); quem sabe até pode ficar com algum dinheiro extra para o seu objetivo de poupança pessoal.
4º. REGRA BÁSICA: renda é o ponto de partida. Se você acha que a sua renda não lhe garante o padrão de vida que gostaria de ter: reflita sobre a situação. Caso esteja convencido de que não há possibilidade de cortar despesas, então você só tem duas alternativas: rever seu padrão de vida ou procurar fontes alternativas de renda. É importante ressaltar que limite do cheque especial, ou do cartão, NÃO É RENDA; muito ao contrário: trata-se de dinheiro emprestado, que, como tal, tem um custo.
5º. Tenha uma meta para despesas correntes: Na ânsia de cortar gastos, nunca deixe de alocar parte da sua renda para o lazer. Feito isso, procure estimar o quanto da sua renda está comprometido com despesas correntes essenciais, como, por exemplo: necessidade básica de comida e roupas, eletricidade, luz, telefone, aluguel, condomínio, combustível, seguros, impostos e lazer. Ainda que essas despesas não possam ser retiradas do seu orçamento, elas podem ser revistas. Reflita sobre o padrão de vida que a sua renda pode lhe assegurar e corte gastos que não reflitam esse padrão.
Mas, vamos ao orçamento familiar propriamente dito:
1º. Faça uma lista com todas as despesas.
2º. Após listar tudo, convoque toda a família, as crianças inclusive, para estudar cada despesa. Defina os gastos prioritários e onde a tesoura vai agir. Esse é o momento mais difícil. Sempre há discordância. Com paciência, entretanto, todos vão entender que sairão ganhando, garantindo tranqüilidade no futuro.
3º. Reúna os comprovantes de pagamento de todas as contas dos últimos três meses ou pelo menos do último mês, incluindo as faturas dos cartões de crédito e os extratos bancários.
4º. Anote as receitas, como salário ou rendas. Relacione, na coluna de despesas, todos os gastos do último mês.
5º. Compare o valor total das despesas com a receita do mês e calcule o saldo (ou déficit): Se houver sobras, defina com sua família o que vão fazer, onde vão investir. Se a conta estiver zerada, comece a planejar uma redução dos custos, de modo a garantir sobras para o mês seguinte. Se a conta estiver negativa, prepare-se para reduzir as despesas.
6º. Faça uma tabela: crie duas colunas, uma para "orçamento previsto" e outra para "orçamento executado". Na primeira, enumere todos os seus gastos no próximo mês, já considerando eventuais cortes. Terminado o mês, relacione na coluna "orçamento executado" todas as despesas no período para confrontá-las com as previstas. Se os ajustes feitos não forem suficientes para garantir uma sobra de caixa ou pelo menos reverter o déficit, corte novos gastos e comece a economizar.
Se necessário, faça cortes nas despesas. Seguem algumas dicas práticas:
• Dê um basta nas compras feitas por impulso ou por hábito. Não se deixe seduzir pelar publicidade. Analise bem as ofertas.
• Faça uma lista das suas prioridades de consumo, aproveitando o máximo do dinheiro que você possui. Antes de ir às compras de supermercado, verifique a despensa e faça uma lista das suas reais necessidades. Consumidor no supermercado sem lista de compras acaba comprando por impulso e além da conta!
• Tente negociar ou reduzir as grandes ou pequenas dívidas.
• Seja econômico, controle os gastos com celular, internet, TV a cabo, energia elétrica.
• Reduza a quantidade de cartões de crédito.
• Se está pagando juros altos (cheque especial, cartão de crédito, agiotas, etc.) procure substituir por empréstimo mais barato (desconto em folha ou o crédito parcelado, por exemplo).
• Mesmo endividado, não deixe de estabelecer objetivos e metas, eles são importantes para motivá-lo a organizar-se e a planejar.
Para manter as contas em dia, seguem mais algumas dicas para você:
• Habitue-se a anotar diariamente todos os gastos.
• Não gaste mais do que ganha. Só assim você conseguirá se livrar de eventuais apertos e terá dinheiro para investir e planejar viagens e compras futuras;
• Procure pagar todas as dívidas, inclusive as do cheque especial antes de entrar em novos financiamentos.
• Se não tiver necessidade imediata do produto, espere e poupe dinheiro para comprar depois, à vista. A economia com os juros será significativa.
• Lojas de artigos de segunda mão ou de quinquilharias podem ser uma boa opção. Certifique-se de que os produtos estão intactos e em boas condições.
• Se todos os meses reservar algum dinheiro para os presentes de Natal, não terá que se preocupar com as suas despesas durante essa época.
• Para concluir, não deixe de rever o valor de suas “pequenas despesas”. Faça as contas antes de dizer que uma despesa é pequena. Habitue-se a somar esse tipo de gasto ao longo de um mês e a comparar o total com a sua renda. Você poderá ter uma surpresa. Compare sempre e de muitos modos; quando o assunto é dinheiro, comparar é preciso.
Espero que essas dicas ajudem você. Afinal, temos que fazer a nossa parte, para conseguirmos aproveitar, o melhor possível, a ação da divina providência em nossa vida.

Manuela Melo


Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

Recado sobre Universidades Renovadas

Recebi este email e gostaria de partilhar com vocês devido à importância do tema:



Bom Dia povo amado de Deus
Talves para alguns eu esteja até sendo repetitiva, mas é que o convite é muito bom mesmo.
Estou te escrevendo para reforçar sobre a Formação que o Ministério Universidades Renovadas vai promover nopróximo domingo dia 26/10, de 08:00 às 13:00 na Casa de Maria.
Se você recebeu este email ou você é um universitário que pode vir a formar um Grupo de Oração na sua faculdade,ou você seria um excelente divulgador desse evento tão importante.
Importante por que? Nossas faculdades são onde aprendemos, nos formamos, mas infelizmente muitas vezeselas nos afastam de Deus, seja pela correria do dia a dia, ou pelas filosofias que aprendemos.
E atenta a isso a Igreja nos convida a evagelizar onde estivermos, se portanto estamos na faculdade, é lá que devemoslevar Deus as pessoas, e experimentá-lo lá também.
Bem , por enquanto é isso, fique com Deus, e desde já obrigada por ajudar nessa divulgação,
Abraços
Carolina Saith Guisso

Equipe Arquidiocesa Minist.Universidades Renovadas.

27-9257-7194


Você já pensou em formar um grupo de oração na sua faculdade?
Já imaginou a riqueza de partilhar a experiência de Deus que você já fez, com outros irmãos?
Então venha se reunir conosco.
O Ministério Universidades Renovadas da Arquidiocese de Vitória estará reunido no próximo dia 26/10, de 08:00 às 13:00 , no Escritório da RCC (Casa de Maria) em Vitória, para juntos nos formamos sobre como evangelizar na nossa faculdade.
Contato: Carolina 9257-7194/3361-6250
“Um sonho de amor para o mundo”

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 23 de Outubro de 2008
São João de Capistrano, religioso, +1456



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Dionísio o Cartuxo : «Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou» (Jo 14, 27)

Leituras

Efésios 3,14-21.
É por isso que eu dobro os joelhos diante do Pai,
do qual recebe o nome toda a família, nos céus e na terra:
que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da sua glória, que sejais
cheios de força, pelo seu Espírito, para que se robusteça em vós o homem
interior;
que Cristo, pela fé, habite nos vossos corações; que estejais enraizados e
alicerçados no amor,
para terdes a capacidade de apreender, com todos os santos, qual a largura,
o comprimento, a altura e a profundidade...
a capacidade de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o
conhecimento, para que sejais repletos, até receberdes toda a plenitude de
Deus.
Àquele que pode fazer imensamente mais do que pedimos ou imaginamos, de
acordo com o poder que eficazmente exerce em nós,
a Ele a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gerações, pelos
séculos dos séculos! Ámen.


Salmos 33(32),1-2.4-5.11-12.18-19.
Exultai, ó justos, no SENHOR; louvai-o, rectos de coração.
Louvai o SENHOR com a cítara; cantai-lhe salmos com a harpa de dez cordas.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua bondade.
Só o plano do SENHOR permanece para sempre, e os desígnios do seu coração,
por todas as idades.
Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, o povo que Ele escolheu para sua
herança.
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam na sua
bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da fome.


Lucas 12,49-53.
«Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse
ateado!
Tenho de receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se
realize!
Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas
antes a divisão.
Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra
dois e dois contra três;
vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a
filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a
sogra.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Dionísio o Cartuxo (1402-1471), monge
Comentário ao Evangelho de Lucas, 12, 72

«Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou» (Jo 14, 27)

«Pensais que vim trazer a paz ao mundo?» É como se Cristo dissesse: «Não
penseis que vim dar aos homens a paz segundo a carne e segundo este mundo,
uma paz sem regras, que lhes permitisse viver em harmonia no mal, e lhes
garantisse a prosperidade neste mundo. Não, digo-vos, não vim trazer uma
paz deste género, mas a divisão, uma boa e salutar separação entre os
espíritos e mesmo entre os corpos. Assim, porque amam a Deus e procuram a
paz interior, aqueles que acreditam em Mim estarão naturalmente em
desacordo com os maus; separar-se-ão daqueles que tentam desviá-los do
progresso espiritual e da pureza do amor divino, ou que se esforçam por
lhes criar dificuldades.»

Assim, pois, a paz espiritual, a paz interior, a paz boa é a tranquilidade
da alma em Deus, e a boa harmonia segundo a justiça. Foi esta paz que
Cristo veio trazer. [...] A paz interior, que tem origem no amor, consiste
numa alegria inalterável da alma que se encontra em Deus. Chamamos-lhe paz
do coração. É ela o começo e um certo antegosto da paz dos santos que se
encontram na pátria, da paz da eternidade.




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22 de out de 2008

Dar tempo para o tempo de Deus!

Que tempo é o meu diante de Deus? Qual é o espaço que ocupo? TEMPO E ESPAÇO. Vocês já pararam para pensar quanta coisa se esconde por detrás dessas duas palavras? Pois eu digo: nessa “duziazinha” exata de letras residem toda a nossa mortalidade, insignificância e efemeridade diante do universo. E, também, podem apostar, toda a nossa grandiosidade.
Tempo e espaço são nossos desafios supremos. Brigamos com eles desde que mastigávamos animais crus em cavernas escuras - e continuamos a enfrentá-los agora que já pusemos os pés na Lua e podemos enviar mensagens instantâneas para qualquer parte do mundo.
Mas o que me fez pensar em coisas tão imensas e complicadas como essas? Às vezes me pego brigando com Deus a respeito do tempo… Quantas demoras. Passado que se torna presente e futuro incerto!
Tempo e espaço. Categorias tão distantes e próximas. Tão incertas e certas! Contrários que se encontram.
Quantas vezes reclamamos de algo ter saído diferente do que queríamos e mais tarde percebemos que foi melhor como aconteceu? Nosso Deus é sábio e quer o melhor para nós, quer que nossa alegria seja completa. O tempo, para Ele, não está limitado no que conhecemos como noção de tempo: passado, presente e futuro. Ele tem planos para a eternidade. O eterno que me espera.
Hoje concluo que é preciso dar tempo ao tempo de Deus! Deus é atemporal! Quer dizer: não tem tempo, é o mesmo ontem, hoje e sempre. Mas, interessante: mesmo sendo atemporal se encaixa no tempo e mexe na história. Localiza-se em meu espaço e me lança no tempo…
Não tenha receio de dar tempo para o tempo de Deus.
Envie seu comentário

Adriano Gonçalvesadriano@geracaophn.comAdriano é apresentador do programa Revolução Jesus. vai ao ar todos as 2ª,3º,4ª e sexta-feiras na Tv Canção Nova. Programa jovem que tem como finalidade levar o telespectador a um encontro profundo e determinante com Jesus.

A Missão dos Leigos na Igreja

O leigo precisa conhecer a doutrina que Cristo ensinou à Igreja


O Concílio Vaticano II resgatou de maneira iluminada o papel do leigo na Igreja; por isso, hoje, graças a Deus, homens e mulheres leigos, jovens e até crianças fazem um trabalho maravilhoso de evangelização. Em nosso Continente, onde há uma enorme falta de sacerdotes, o leigo pode e deve dar a sua grande contribuição à Igreja na missão de salvar almas. O nosso Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que “todo leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja ‘pela medida do dom de Cristo’” (Ef 4,7) [CIC§913].
Cada leigo deve repetir com São Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).
Certa vez, falando aos bispos do Brasil em uma de suas visitas “ad limina” o Papa João Paulo II disse a eles: “O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do Bispo ou do Padre. O Batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Daí a justa autonomia do fiel leigo naquilo que lhe é próprio: em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada ‘a exercer a missão que Deus confiou à Igreja para esta realizar no mundo’ (Código de Direito Canônico, 204).”
São Paulo nos lembra: “Vós sois o Corpo de Cristo, e cada um de vós é um dos seus membros” (1Cor 12,27).
“A área específica do leigo é o apostolado no mundo secular, inserido nas realidades temporais, na escola, na indústria, na economia, política, artes, música, etc, participando, como cristão, das atividades do seu estado de vida e trabalho social” ( “Christifideles laici”, 17). O mundo é o campo de trabalho do leigo.
Por outro lado, o Concílio Vaticano II ensinou que: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas por grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG, 10).
Assim, o leigo faz e complementa a ação do sacerdote; ele não ministra os sacramentos, não o substitui, mas prepara os irmãos para isso. Mas, para que o leigo cumpra bem a sua missão, ele precisa conhecer bem a Igreja que Jesus instituiu e nos deixou com a Sua doutrina. Muitas vezes, há erros e desvios graves porque alguns leigos querem prescindir da Igreja hierárquica como se essa não fosse da vontade de Jesus. O entusiasmo pelo novo pode ser danoso se a hierarquia e o Magistério da Igreja não forem respeitados.
A estrutura hierárquica da Igreja foi estabelecida por Cristo, como seu fundamento e não se confunde com outras formas de governo: monarquia, oligarquia, democracia, etc.. A Igreja está muito além desses paradigmas sociais, porque ela “não nasceu do povo”, mas de Deus, de Jesus Cristo, ela veio do céu, e não da terra. Somente vindo do céu ela pode salvar a terra. Uma igreja que nascesse da terra não teria esse poder. A autoridade da verdadeira Igreja não é fundada na vontade popular, mas na vontade de Deus.
Nós leigos queremos a Igreja conforme Jesus a instituiu e a organizou e não segundo o parecer e a vontade dos homens. Toda doutrina que destoa do que vem do Senhor - através do Magistério - deve ser abandonada e corrigida. Às vezes, se fala perigosamente de "Uma Igreja, Povo de Deus", sem uma autêntica hierarquia; esta é uma igreja falsa. A nossa segurança é estar em comunhão com o Magistério, obedecer às diretrizes do Papa, a quem Cristo confiou a sua Igreja: “Sobre ti edificarei a minha Igreja...” (Mt 16,17). "Pedro (...) apascenta minhas ovelhas" (Jo 21,17).
Por outro lado, o leigo precisa conhecer a doutrina que Cristo ensinou à Igreja e que está de modo especial muito bem sintetizada no Catecismo da Igreja Católica. O Papa Bento XVI disse a um grupo de bispos ucranianos que: "A formação de um laicado que saiba dar a razão da sua fé é mais necessária que nunca em nossos tempos e representa um dos objetivos pastorais que terá que se perseguir com empenho" (acidigital.com – Vaticano – 27 set 07). Uma vez que o trabalho do leigo cresce hoje na Igreja, assim também a sua formação precisa ser cada vez mais esmerada. Ele não pode ensinar o que quer, mas o que a Igreja ensina.
Para ser firme no cumprimento de sua missão de batizado e missionário, o leigo precisa ter uma vida espiritual sadia. O Papa João Paulo II disse um dia que: “A eficácia do trabalho apostólico do fiel leigo está intimamente associada à sua base espiritual, à sua vida de oração pessoal e comunitária, à freqüência na recepção dos Sacramentos, sobretudo a Eucaristia e a Penitência e à sua reta formação doutrinária”. O leigo que não reza, não se confessa, não comunga, não lê e não medita a Palavra de Deus, não tem perseverança na missão, e como acontece com muitos sacerdotes também, acaba sendo afastado dela.
Mais do que nunca a Igreja precisa hoje dos leigos no campo de batalha do mundo; pois hoje ela é magoada, ofendida, perseguida e tida por muitos como a culpada de todos os males. Escândalos e blasfêmias se repetem a cada dia. Uma escala de valores pagã tenta insistentemente substituir a civilização cristã por uma cultura de morte (aborto, eutanásia, destruição de embriões, contracepção, prática homossexual...); e Deus vai sendo eliminado na sociedade como se fosse um mal, e a religião católica vai sendo atacada por um laicismo agressivo anticristão.
É hora de saber quem é verdadeiramente cristão, quem ama a Deus de verdade, a Jesus Cristo e a Sua Igreja.

Felipe Aquino


Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em http://www.cleofas.com.br/

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 22 de Outubro de 2008
São Martinho de Dume, bispo, +579



Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Fulgêncio : "Servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus" (1Co 4,1)

Leituras

Efésios 3,2-12.
Com certeza, ouvistes falar da graça de Deus que me foi dada para vosso
benefício, a fim de realizar o seu plano:
que, por revelação, me foi dado conhecer o mistério, tal como antes o
descrevi resumidamente.
Lendo-o, podeis fazer uma ideia da compreensão que tenho do mistério de
Cristo,
que, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, em gerações passadas,
como agora foi revelado aos seus santos Apóstolos e Profetas, no Espírito:
os gentios são admitidos à mesma herança, membros do mesmo Corpo e
participantes da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.
Dele me tornei servidor, pelo dom da graça de Deus que me foi dada, pela
eficácia do seu poder.
A mim, o menor de todos os santos, foi dada a graça de anunciar aos gentios
a insondável riqueza de Cristo
e a todos iluminar sobre a realização do mistério escondido desde séculos
em Deus, o criador de todas as coisas
para que agora, por meio da Igreja, seja dada a conhecer, aos Principados e
às Autoridades no alto do Céu, a multiforme sabedoria de Deus,
de acordo com o desígnio eterno que Ele realizou em Cristo Jesus Senhor
nosso.
Em Cristo, mediante a fé nele, temos a liberdade e coragem de nos
aproximarmos de Deus com confiança.


Is. 12,2-3.4.5-6.
Este é o Deus da minha salvação; estou confiante e nada temo, porque a
minha força e o meu canto de vitória é o SENHOR; Ele foi a minha salvação.»

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.
Naquele dia cantareis: «Louvai o SENHOR, invocai o seu nome, anunciai as
suas obras entre os povos; proclamai que o seu nome é excelso.
Cantai ao SENHOR porque Ele fez maravilhas; anunciai-as em toda a terra.
Exultai de alegria, habitantes de Sião, e proclamai como é grande no meio
de ti o Santo de Israel.»


Lucas 12,39-48.
Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão,
não teria deixado arrombar a sua casa.
Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em
que menos pensais.»
Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para
todos igualmente?»
O Senhor respondeu: «Quem será, pois, o administrador fiel e prudente a
quem o senhor pôs à frente do seu pessoal para lhe dar, a seu tempo, a
ração de trigo?
Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens.
Mas, se aquele administrador disser consigo mesmo: 'O meu senhor tarda em
vir' e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a
embriagar-se,
o senhor daquele servo chegará no dia em que ele menos espera e a uma hora
que ele não sabe; então, pô-lo-á de parte, fazendo o partilhar da sorte dos
infiéis.
O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu
conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites.
Aquele, porém, que, sem a conhecer, fez coisas dignas de açoites, apenas
receberá alguns. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito
foi confiado, muito será pedido.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Fulgêncio (476-532), bispo
Sermão I, 2-3

"Servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus" (1Co 4,1)

Para definir o papel dos servos que colocou à cabeça do seu povo, o Senhor
diz esta palavra que o Evangelho nos transmite: "Qual é o administrador
prudente e fiel que o senhor estabelecerá sobre o seu pessoal para lhe dar
a seu tempo a ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor, quando voltar,
encontrar procedendo assim"... Se nos perguntarmos que medida de trigo é
esta, S. Paulo no-lo indica; é "a medida de fé que Deus vos repartiu" (Rm
12,3). Aquilo a que Cristo chama medida de trigo, Paulo chama medida de fé
para nos ensinar que não há outra medida de trigo espiritual senão o
mistério da fé cristã. Essa medida de trigo, damo-vo-la nós em nome do
Senhor toda a vez que, iluminados pelo dom espiritual da graça, vos falamos
segundo a regra da verdadeira fé. Essa medida, recebei-la vós dos
administradores do Senhor todo o dia em que ouvis da boca dos servos de
Deus a palavra da verdade.
     
Que ela seja o nosso alimento, essa medida de trigo que Deus nos faz
partilhar. Colhamos nela o sustento para a forma como nos conduzimos, a fim
de obtermos a recompensa da vida eterna. Acreditemos naquele que se dá a si
mesmo a cada um de nós para que não desfaleçamos no caminho (Mt 15,32) e
que se reserva como nossa recompensa para que encontremos a alegria na
pátria eterna. Acreditemos e esperemos nele; amemo-lo acima de tudo e em
tudo. Porque Cristo é o nosso alimento e será a nossa recompensa. Cristo é
o sustento e o reconforto dos viajantes que caminham; é a satisfação e a
exaltação dos bem-aventurados que chegam ao seu repouso.




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21 de out de 2008

Papa assistiu à estreia de filme sobre João Paulo II

Bento XVI marcou presença, esta Quinta-feira à noite, na estreia mundial do filme “Testemunho”, dedicado à figura do Papa João Paulo II, a partir da obra “Uma vida com Karol” - um livro-entrevista do Cardeal Dziwisz, seu secretário pessoal ao longo de 26 anos.

“Revelando episódios inéditos – comentou o actual Papa – o filme deixa transparecer a humana simplicidade, a decidida coragem e, enfim, o sofrimento do Papa Wojtyla, enfrentado até ao último momento com a têmpera de um homem da montanha e a paciência do humilde servidor do Evangelho”.

Segundo Bento XVI, “a projecção a que assistimos faz-nos voltar com o pensamento àquele final da tarde de 16 de Outubro de 1978, há 30 anos, que ficou bem impressa na memória de todos”.

“Foi o início de um pontificado que se pode enquadrar com duas suas expressões. A primeira – «Abri as portas a Cristo! Não tenhais medo!» – foi vibrante, e impressionou e abalou a opinião pública, e ressoará nos seus lábios muitas mais vezes nos anos seguintes. «A outra – Deixai-me ir para a casa do Senhor» – pronunciou-a o Papa com dificuldade, no leito de morte, ao completar-se uma longa e frutuosa peregrinação terrena”, apontou.

A experiência de um sacerdote frente a mentira do aborto


Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses, fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança “anencéfala”.
Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma mui simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra… o médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque “o objeto que estava dentro dela não era um pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo”.
A realidade era complexa porque eu me perguntava: “o homem é só cérebro? Como um médico pode estar com a consciência tranqüila, aconselhando a tal monstruosidade?” Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, que pernas, que braços… o homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual!
Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida.
Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, paz… E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica.
Chegou o dia do nascimento de um grande menino. Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos.
Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho.
Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele.
No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo.
Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo! Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas… pude administrar o sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos. No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo!
Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: “Vinde, benditos de meu Pai” (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: “Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória…” (Jo 17,24)
Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim, à minha vida e ao amadurecimento da minha fé.
Gostaria de que neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante de uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor. A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro…
Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi… não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.


Pe. Alessander Carregari Capalbo

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 21 de Outubro de 2008
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Isaac o Sírio : "Mantenham as lâmpadas acesas"

Leituras

Efésios 2,12-22.
lembrai-vos de que nesse tempo estáveis sem Cristo, excluídos da cidadania
de Israel e estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no
mundo.
Mas em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, agora, estais perto,
pelo sangue de Cristo.
Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e
destruiu o muro de separação, a inimizade: na sua carne,
anulou a lei, que contém os mandamentos em forma de prescrições, para, a
partir do judeu e do pagão, criar em si próprio um só homem novo, fazendo a
paz,
e para os reconciliar com Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando
assim a inimizade.
E, na sua vinda, anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz àqueles que
estavam perto.
Porque, é por Ele que uns e outros, num só Espírito, temos acesso ao Pai.
Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos
santos e membros da casa de Deus,
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra
angular o próprio Cristo Jesus.
É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo
santo, no Senhor.
É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma
habitação de Deus, pelo Espírito.


Salmos 85(84),9-10.11-12.13-14.
Prestarei atenção ao que diz o SENHOR Deus; Ele promete paz para o seu povo
e para os seus amigos e para todos os que se voltam para Ele de coração.
salvação está perto dos que o temem e a sua glória habitará na nossa terra.

amor e a fidelidade vão encontrar-se. Vão beijar-se a justiça e a paz.
Da terra vai brotar a verdade e a justiça descerá do céu.
próprio SENHOR nos dará os seus bens e a nossa terra produzirá os seus
frutos.
justiça caminhará diante dele e a paz, no rasto dos seus passos.


Lucas 12,35-38.
«Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas.
Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda,
para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater.
Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes!
Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de
servi-los.
E, se vier pela meia-noite ou de madrugada, e assim os encontrar, felizes
serão eles.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Isaac o Sírio (séc. VII), monge em Nínive, perto de Mossul no actual Iraque
Discursos ascéticos

"Mantenham as lâmpadas acesas"

A oração que se oferece durante a noite tem um grande poder, mais do que a
que se oferece durante o dia. É por isso que todos os santos tiveram o
hábito de rezar de noite, combatendo a moleza do corpo e a doçura do sono e
ultrapassando a sua própria natureza corporal. Também o profeta dizia:
"Estou cansado de tanto gemer; todas as noites banho o meu leito com as
minhas lágrimas" (Sl 6,7), enquanto suspirava no fundo de si mesmo numa
oração apaixonada. E, noutro passo: "Levanto-me a meio da noite para te
louvar por causa das tuas sentenças, tu que és o Justo" (Sl 118,62). Para
cada um dos pedidos que os santos queriam dirigir a Deus com todas as suas
forças, eles armavam-se com a oração nocturna e imediatamente recebiam o
que pediam.
     
O próprio Satanás nada receia tanto como a oração que se oferece durante as
vigílias. Mesmo se são acompanhadas de distracções, não ficam sem fruto, a
menos que se peça o que não convém. É por isso que ele trava sérios
combates contra os que velam, a fim de os afastar quanto possível dessa
prática, sobretudo se se mostram perseverantes. Mas os que se fortaleceram
um pouco que seja contra as suas manhas perniciosas e saborearam os dons
que Deus concede durante as vigílias e experimentaram pessoalmente a
grandeza da ajuda que Deus lhes dá, desprezam-no completamente, a ele e a
todos os seus estratagemas.




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20 de out de 2008

Padre Fábio de Melo fala sobre Ecumenismo e cita Ana Paula Valadão


Católicos, irmãos, não deixem de ver estes vídeos! São coisas muito reais acontecendo entre nós e nossas igrejas!

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3

Livrai-nos do mal

Audiência do Papa Paulo VI do dia 15 de novembro de 1972 - Alocução “Livrai-nos do mal” - Publicado no L’Osservatore Romano, ed. port. em 24/11/1972.

“Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?

Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos Demônio.

Antes de esclarecermos o nosso pensamento, convidamos o vosso a abrir-se à luz da fé sobre a visão da vida humana, visão que, deste observatório, se alarga imensamente e pene­tra em singulares profundidades. E, para dizer a verdade, o quadro que somos convidados a contemplar com realismo global é muito lindo. É o quadro da criação, a obra de Deus, que o próprio Deus, como espelho exterior da sua sabedoria e do Seu poder, admirou na sua beleza substancial (cf. Gn 1,10 ss.).

Além disso, é muito interessante o quadro da história dramática da humanidade, da qual emerge a da redenção, a de Cristo, da nossa salvação, com os seus magníficos tesou­ros de revelação, de profecia, de santidade, de vida elevada a nível sobrenatural, de promessas eternas (cf. Ef 1,10). Se soubermos contemplar este quadro, não poderemos deixar de ficar encantados (Santo Agostinho, Solilóquios); tudo tem um sentido, tudo tem um fim, tudo tem uma ordem e tudo deixa entrever uma Presença-Transcendência, um Pensamento, uma Vida e, finalmente, um Amor, de tal modo que o universo, por aquilo que é e por aquilo que não é, se apresenta como uma preparação en­tusiasmante e inebriante para alguma coisa ainda mais bela e mais perfeita (cf. ICor 2,9; Rm 8,19-23). A visão cristã do cosmo e da vida é, portanto, triunfalmente otimista; e esta visão justifica a nossa alegria e o nosso reconhecimento pela vida, motivo por que, celebrando a glória de Deus, canta­mos a nossa felicidade.

Ensinamento Bíblico

Esta visão, porém, é completa, é exata? Não nos impor­tamos, porventura com as deficiências que se encontram no mundo, com o comportamento anormal das coisas em rela­ção à nossa existência, com a dor, com a morte, com a mal­dade, com a crueldade, com o pecado, numa palavra, com o mal? E não vemos quanto mal existe no mundo especialmen­te quanto à moral, ou seja, contra o homem e, simultanea­mente, embora de modo diverso, contra Deus? Não consti­tui isto um triste espetáculo, um mistério inexplicável? E não somos nós, exatamente nós, cultores do Verbo, os cantores do Bem, nós crentes, os mais sensíveis, os mais perturbados, perante a observação e a prática do mal? Encontramo-lo no reino da natureza, onde muitas das suas manifestações, se­gundo nos parece, denunciam a desordem. Depois, encon­tramo-lo no âmbito humano, onde se manifestam a fraqueza, a fragilidade, a dor, a morte, e ainda coisas piores; observa-se uma dupla lei contrastante, que, por um lado, quereria o bem, e, por outro, se inclina para o mal, tormento este que São Paulo põe em humilde evidência para demonstrar a necessidade e a felicidade de uma graça salvadora, ou seja, da salvação trazida por Cristo (Rm 7); já o poeta pagão Ovidio tinha denunciado este conflito interior no próprio cora­ção do homem: “Video meliora proboque, deteriora sequor”(Ovídio Met.7, 19). Encontramos o pecado, perversão da liberdade humana e causa profunda da morte, porque é um afastamento de Deus, fonte da vida (cf. Rm 5,12) e, também, a ocasião e o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o Demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha.

Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças.

O problema do mal, visto na sua complexidade em rela­ção à nossa racionalidade, torna-se uma obsessão. Constituí a maior dificuldade para a nossa compreensão religiosa do cosmo. Foi por isso que Santo Agostinho penou durante vários anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, pro­curava de onde vinha o mal e não encontrava a explicação. (Confissões, VII,5 ss)

Vejamos, então, a importância que adquire a advertência do mal para a nossa justa concepção; é o próprio Cristo quem nos faz sentir esta importância. Primeiro, no desenvol­vimento da história, haverá quem não recorde a página, tão densa de significado, da tríplice tentação? E ainda, em mui­tos episódios evangélicos, nos quais o Demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos (cf. Mt 1,43)? E como não haveríamos de recordar que Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao Demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” (Jo 12,31; 14,30; 16,11)? E a ameaça desta nociva presença é indicada em muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo chama-lhe “deus deste mundo” (2Cor 4,4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que nós cristãos devemos travar não só com o Demônio, mas com a sua tremenda pluralidade: “Revesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir às cila­das do Demônio. Porque nós não temos de lutar (só) contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6,11-12).

Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que não se trata de um só demônio, mas de muitos (cf. Lc 11,21; Mc 5,9), um dos quais é o principal: Satanás, que significa o adversário, o inimigo; e, ao lado dele, estão muitos outros, todos criaturas de Deus, mas decaídas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco (cf. DS 800).

O Inimigo Oculto

Conhecemos, todavia, muitas coisas deste mundo diabó­lico, que dizem respeito à nossa vida e a toda a história humana. O Demônio é a origem da primeira desgraça da huma­nidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o Demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar.

Trata-se de uma história que ainda hoje existe: recorde­mos os exorcismo do batismo e as freqüentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressivo “domínio das trevas” (Lc 22,53). Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana.

Deve-se recordar a significativa parábola evangélica do trigo e da cizânia, síntese e explicação do ilogismo que pare­ce presidir às nossas contrastantes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13,2). É o assassino desde o princípio… e “pai da mentira”, como o define Cristo (cf. Jo,44-45); é o insidiador sofista do equilíbrio moral do homem. Ele é o pér­fido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós atra­vés dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas.

Este capítulo, relativo ao Demônio e ao influxo que ele pode exercer sobre cada pessoa, assim como sobre comuni­dades, sobre inteiras sociedades, ou sobre acontecimentos, é um capitulo muito importante da doutrina católica, que deve ser estudado novamente, dado que hoje o é pouco. Algumas pessoas julgam encontrar nos estudos da psicaná­lise ou da psiquiatria, ou em práticas evangélicas, no princi­pio da sua vida pública, de espiritismo, hoje tão difundidas em alguns países, uma compensação suficiente. Receia-se cair em velhas teorias maniqueístas, ou em divagações fan­tásticas e supersticiosas. Hoje, algumas pessoas preferem mostrar-se fortes, livres de preconceitos, assumir ares de po­sitivistas, mas depois dão crédito a muitas superstições de magia ou populares, ou pior, abrem a própria alma - a própria alma batizada, visitada tantas vezes pela presença eu­carística e habitada pelo Espírito Santo - às experiências licenciosas dos sentidos, às experiências deletérias dos estupefacientes, assim como às seduções ideológicas dos erros na moda, fendas estas por onde o maligno pode facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.

Não quer dizer que todo o pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas também é verdade que aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquita­tis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna pro­blemática a alternativa da nossa salvação.

A nossa doutrina torna-se incerta, obscurecida como está pelas próprias trevas que circundam o Demônio. Mas a nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua doutrina múltipla, torna-se legitima com duas perguntas: Há sinais da presença da ação diabólica e quais são eles? Quais são os meios de defesa contra um perigo tão traiçoeiro?

A Ação do Demônio

A resposta à primeira pergunta, requer muito cuidado embora os sinais do Maligno às vezes pareçam tornar-se evi­dentes (Tertuliano, Apologia, 23). Podemos admitir a sua atuação sinistra onde a nega­ção de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebel­de (cf. ICor 16,22; 12,3); onde o espírito do Evangelho é fal­sificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra, etc. Mas é um diagnóstico demasiado amplo e difícil, que agora não ousamos aprofundar nem autenticar; que não é desprovido de dramático interesse para todos, e ao qual até a literatura moderna dedicou páginas famosas (*). O problema do mal continua a ser um dos maiores e perma­nentes problemas para o espírito humano, até depois da res­posta vitoriosa que Jesus Cristo dá a respeito dele.

“Sabemos - escreve o evangelista São João - que todo aquele que foi gerado por Deus guarda-o, e o Maligno não o toca” (IJo 5,19).

A Defesa do Cristão

A outra pergunta, que defesa, que remédio, há para com­bater a ação do Demônio, a resposta é mais fácil de ser for­mulada, embora seja difícil pô-la em prática. Poderemos di­zer que tudo aquilo que nos defende do pecado nos protege, por isso mesmo, contra o inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, depois, todos devem recordar o que a pedagogia apostóli­ca simbolizou na armadura de um soldado, ou seja, as virtu­des que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13,13; Ef 6,11-14-17; lTs 5,8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (lPd 5,8); e algumas vezes, deve recorrer a algum exército ascético especial, para afastar determinadas invasões diabólicas; Jesus ensina-o, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9,29). E o apóstolo indica a linha mestra que se deve seguir: “Não te deixes vencer pelo mal; vence o mal com o bem” (Rm 12,21; Mt 13,29).

Conscientes, portanto, das presentes adversidades em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procurare­mos dar sentido e eficácia à usual invocação da nossa oração principal: “Pai nosso… livrai-nos do mal”.

Contribua para isso a nossa Bênção apostólica

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 20 de Outubro de 2008
Santa Iria, mártir, +653, Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902



Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Basílio : Amontoar para si próprio ou ser rico com os olhos postos em Deus?

Leituras

Efésios 2,1-10.
Também a vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pecados,
aqueles em que vivestes outrora, de acordo com o curso deste mundo, de
acordo com o príncipe que domina os ares, o espírito que agora actua nos
rebeldes...
Como eles, todos nós nos comportámos outrora: entregues aos nossos desejos
mundanos, fazíamos a vontade dele, seguíamos os seus impulsos, de tal modo
que estávamos sujeitos por natureza à ira divina, precisamente como os
demais.
Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou,
precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida
com Cristo – é pela graça que vós estais salvos –
com Ele nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo.
Pela bondade que tem para connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar,
nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça.
Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de
vós; é dom de Deus;
não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na
prática das boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos.



Salmos 100,2.3.4.5.
servi ao SENHOR com alegria, vinde à sua presença com cânticos de júbilo!
Sabei que o SENHOR é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-lhe,
somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho.
Entrai pelas suas portas em acção de graças; entrai nos seus átrios com
hinos de louvor; glorificai-o e bendizei o seu nome.
SENHOR é bom! O seu amor é eterno! É eterna a sua fidelidade! SALMOS


Lucas 12,13-21.
Dentre a multidão, alguém lhe disse: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a
herança comigo.»
Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas
partilhas?»
E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um
homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.»
Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras
deram uma grande colheita.
E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: 'Que hei-de fazer, uma vez que não
tenho onde guardar a minha colheita?'
Depois continuou: 'Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros,
construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.
Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos;
descansa, come, bebe e regala-te.'
Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a
tua vida; e o que acumulaste para quem será?'
Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Basílio (cerca 330-379), monge e bispo em Capadócia, doutor da Igreja
Catequese 31

Amontoar para si próprio ou ser rico com os olhos postos em Deus?

«Que hei-de fazer? Vou aumentar os meus celeiros!» Porque eram as terras
deste homem tão produtivas, se ele fazia tão mau uso da sua riqueza? É para
mais intensamente se ver a manifestação da imensa bondade de um Deus que
estende a sua graça a todos, «pois Ele faz que o sol se levante sobre os
bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5,45)
... Eram estes os benefícios de Deus para com este rico: uma terra fecunda,
um clima temperado, abundantes colheitas, bois para o trabalho, e tudo que
assegurasse a prosperidade. E ele, que dava em troca? Mau humor,
taciturnidade e egoísmo. Era assim que agradecia ao seu benfeitor.

Esquecia que pertencemos todos à mesma natureza humana; não pensou que
devia distribuir o que lhe sobrava aos pobres; não fez nenhum caso destes
mandamentos divinos: «não negues um benefício a quem precisa dele, se
estiver nas tuas mãos concedê-lo» (Prov 3,27), «não se afastem de ti a
bondade e a fidelidade» (3,3), «partilha o teu pão com quem tem fome» (Is
58,7). Todos os profetas, todos os sábios lhe gritavam estes preceitos, mas
ele fazia ouvidos de mercador. Os seus celeiros rachavam, muito pequenos
para o trigo que lá se acumulava, mas o seu coração não estava
satisfeito... Ele não queria desfazer-se de nada, mesmo não chegando a
armazená-lo todo. Este problema incomodava-o: «Que hei-de fazer?»
perguntava constantemente. Quem não teria piedade de um homem assim
obcecado? A abundância tornava-o infeliz...; ele lamentava-se tal e qual
como os indigentes: «Que hei-de fazer? Como alimentar-me, vestir-me?»...

Observa, homem, quem foi que te cumulou de dons. Reflecte um pouco sobre ti
próprio: Quem és tu? O que é que te foi confiado? De quem recebeste esse
encargo? Porque fostes tu o escolhido? Tu és servo do Deus bom; tu estás
encarregado dos teus companheiros de serviço... «Que hei-de fazer?» A
resposta é simples: «Saciarei os famintos, convidarei os pobres... Vós
todos a quem falta o pão, vinde possuir os dons concedidos por Deus, que
jorram como de uma fonte».




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19 de out de 2008

A LITURGIA DA IGREJA CATÓLICA 2

Como está Dividido o Ano Litúrgico
Desde seus primórdios, a Igreja cristã propôs a seus fiéis ritmos de oração destinados a uma progressão contínua. Assim, o Ano
Litúrgico revive em nós a realidade do Mistério de Cristo. Celebrando a cada ano os mesmos Mistérios e procurando vivê-los,
progredimos em direção ao fim dos tempos, construindo um mundo novo ano a ano. O Ano Litúrgico é, portanto, um calendário
religioso que contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. No entanto, o Ano Litúrgico não coincide com o Ano Civil,
isto é, não começa no mesmo dia; enquanto o Ano Civil começa em 1º de janeiro, o Ano Litúrgico inicia-se quatro domingos antes do
Natal, respectivamente no 1º Domingo do Advento. É formado por dois grandes ciclos - o do Natal e o da Páscoa - e por um longo
período de 33 ou 34 semanas, dependendo do ano, chamado de Tempo Comum. Podemos descrevê-lo, mais precisamente, da
seguinte maneira:
CICLO DE NATAL
Inicia-se com o Advento, que é um período de preparação - e não de penitência - e esperança, recordando a chegada do Natal e o
eminente retorno de Cristo. A seguir vem o Natal, que lembra o nascimento humano do Verbo divino. Depois vem a Epifania, que
mostra Jesus se manifestando às nações como o Filho de Deus. Por fim, vem o Batismo do Senhor, que marca o início da missão de
Jesus que culminará com a Páscoa.
PRIMEIRA PARTE DO TEMPO COMUM
Inicia-se após o Batismo do Senhor e vai até a terça-feira anterior à Quarta-Feira de Cinzas. É um tempo destinado ao acolhimento do
Reino de Deus pregado por Jesus.
CICLO DA PÁSCOA
Começa na Quarta-Feira de Cinzas, quando se inicia a Quaresma; esta dura quarenta dias, os quais são destinados à penitência,
oração, jejum e, principalmente, conversão. Durante a Quaresma não proferimos "aleluias" e nem enfeitamos as igrejas com flores.
Ao final da Quaresma, inicia-se a Semana Santa, que é formada pelo Domingo de Ramos (que mostra a entrada triunfal de Jesus em
Jerusalém, anunciando a proximidade da Páscoa) e o Tríduo Pascal (que tem, na Ressurreição do Senhor o seu ponto máximo no Ano
Litúrgico e que ocorre durante a vigília do Domingo da Páscoa). Cinqüenta dias depois da Páscoa, temos o Pentecostes, que assinala
o nascimento da Igreja iluminada pela presença vivificadora do Espírito Santo.
SEGUNDA PARTE DO TEMPO COMUM
Começa na segunda-feira após o Domingo de Pentecostes e termina no sábado anterior ao Primeiro Domingo do Advento (ver Ciclo de
Natal). Possui a mesma finalidade da primeira parte do Tempo Comum.
A LITURGIA DA IGREJA CATÓLICA
As Cores Litúrgicas
Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos
com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se
acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa
forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda
a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia - indicada pelo calendário - fica estabelecida
determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores?
VERDE
Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
BRANCO
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída
pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
VERMELHO
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada no Domingo de Ramos, na sexta-feira santa, na missa de Pentecostes e
dos santos mártires.
ROXO
Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento, dia de finados e eventualmente na
missa Exéquias.
ROSA
Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve "pausa" na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.
PRETO
Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.

Homilia - Raniero Cantalamessa


“A César o que é de César”


XXIX Domingo
A - 2008-10-19
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Isaías, 45, 1.4-6; 1ª Tessalonicenses 1, 1-5b; Mateus 22, 15-21


O Evangelho deste domingo termina com uma daquelas frases lapidárias de Jesus, que deixaram uma marca profunda na história e na linguagem humanas: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». Não é mais «ou César ou Deus», e sim um e outro, cada um no seu lugar. É o começo da separação entre religião e política, até então inseparáveis em todos os povos e regimes. Os hebreus estavam acostumados a conceber o futuro reino de Deus instaurado pelo Messias como uma «teocracia», isto é, como um governo dirigido por Deus em toda a terra através do seu povo. Agora, no entanto, a palavra de Cristo revela um reino de Deus que «está» no mundo, mas que não «é» do mundo, que caminha numa longitude de onda diferente e que, por isso, coexiste com qualquer outro regime, seja de tipo sacro ou «leigo».

Revelam-se, assim, dois tipos qualitativamente diferentes de soberania de Deus no mundo: a «soberania espiritual», que constitui o reino de Deus e que Ele exerce diretamente em Cristo, e a «soberania temporal» ou política, que Deus exerce indiretamente, confiando-a à livre escolha das pessoas e às causas segundas.
César e Deus, no entanto, não estão no mesmo nível, porque César também depende de Deus e deve prestar-lhe contas. «Dai a César o que é de César» significa, portanto: «Dai a César o que ‘o próprio Deus quer’ que seja dado a César». Deus é o soberano de todos, incluído César. Não estamos divididos entre duas pertenças, não estamos obrigados a servir «dois senhores». O cristão é livre para obedecer o Estado, mas também para resistir ao Estado quando este se coloca contra Deus e contra a sua lei. Neste caso, não vale invocar o princípio da ordem recebida dos superiores, como costumam fazer diante dos tribunais dos responsáveis de crimes de guerra. Antes de que aos homens, é preciso obedecer a Deus e à própria consciência.
O primeiro em tirar conclusões práticas deste ensinamento de Cristo foi São Paulo. Ele escreveu: «Submetam-se todos às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não provenha de Deus, e as que existem, por Deus foram constituídas. De modo que, quem se opõe à autoridade, se rebela contra a ordem divina... Por isso precisamente pagais os impostos, porque são funcionários de Deus, ocupados assiduamente nesse ofício» (Rm 13, 1ss.). Pagar lealmente os impostos para um cristão (também para toda pessoa honrada) é um dever de justiça e, portanto, um dever de consciência.

Garantindo a ordem, o comércio e todos os demais serviços, o Estado dá ao cidadão algo pelo qual tem direito a uma contrapartida, precisamente para poder continuar prestando estes serviços.
A evasão fiscal, quando alcança certas proporções – recorda o Catecismo da Igreja Católica – é um pecado mortal, similar ao de qualquer roubo grave. É um roubo feito não ao «Estado», ou seja, a ninguém, mas à comunidade, ou seja, a todos. Isso supõe naturalmente que também o Estado seja justo e equitativo quando impõe as taxas.

A colaboração dos cristãos na construção de uma sociedade justa e pacífica não se reduz a pagar os impostos; deve estender-se também à promoção de valores comuns, como a família, a defesa da vida, a solidariedade com os mais pobres, a paz. Há também outro âmbito no qual os cristãos deveriam dar uma contribuição maior à política. Não tem tanto a ver com os conteúdos, mas com os métodos, o estilo. É necessário mudar o clima de luta permanente, procurar maior respeito, compostura e dignidade nas relações entre partidos. Respeito ao próximo, moderação, capacidade de autocrítica: são traços que um discípulo de Cristo deve levar a todas as coisas, também à política. É indigno de um cristão abandonar-se a insultos, sarcasmo, rebaixar-se a brigas com os adversários. Se, como dizia Jesus, quem chama o irmão de «estúpido» já é réu da Geena, que será de muitos políticos?


[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.]

A LITURGIA DA IGREJA CATÓLICA

A Missa
POR QUE IR À MISSA?
A missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Não vamos à missa somente para pedir, mas também para louvar,
agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa é por demais pretensiosa! É querer fazer
da oração particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade! Assim, vamos à missa para ouvir a Palavra
do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e
acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que freqüentam a missa mas não praticam a Palavra jamais deve ser
motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus!
Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar!
A DIVISÃO DA MISSA
A missa está dividida em quatro partes bem distintas:
1. RITOS INICIAIS
Comentário Introdutório à missa do dia, Canto de Abertura, Acolhida, Antífona de Entrada, Ato Penitencial, Hino de Louvor e Oração
Coleta.
2. RITO DA PALAVRA
Primeira Leitura, Salmo Responsorial, Segunda Leitura, Aclamação ao Evangelho, Proclamação do Evangelho, Homilia, Profissão de Fé
e Oração da Comunidade.
3. RITO SACRAMENTAL
1ª Parte - Oferendas: Canto/Procissão das Oferendas, Orai Irmãos e Irmãs, e Oração Sobre as Oferendas;
2ª Parte - Oração Eucarística: Prefácio, Santo, Consagração e Louvor Final;
3ª Parte - Comunhão: Pai Nosso, Abraço da Paz, Cordeiro de Deus, Canto/Distribuição da Comunhão, Interiorização, Antífona da
Comunhão e Oração após a Comunhão.
4. RITOS FINAIS
Mensagem, Comunicados da Comunidade, Canto de Ação de Graças e Bênção Final.
POSIÇÕES DO CORPO
Os gestos são importantes na liturgia. Nosso corpo também "fala" através dos gestos e atitudes. Durante toda a celebração litúrgica
nos gesticulamos, expressando um louvor visível não só a Deus mas também a todos os homens. Quando estamos sentados,
ficamos em uma posição confortável que favorece a catequese, pois nos dá a satisfação de ouvir evitando o cansaço; também ajuda a
meditar sobre a Palavra que está sendo recebida. Quando ficamos de pé, demonstramos respeito e consideração, indicando prontidão
e disposição para obedecer. Quando nos ajoelhamos ou inclinamos durante a missa, declaramos a nossa adoração sincera a Deus
todo-poderoso, indicando homenagem e, principalmente, total submissão a Ele e à sua vontade. Quando levantamos as mãos,
demonstramos nossas súplicas e nos entregamos a Deus; é a atitude dos orantes. Ao juntarmos as mãos, mostramos confiança e fé
em Deus.

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 19 de Outubro de 2008
XXIX Domingo Comum (semana I do saltério)
S. Paulo da Cruz,presbítero, penitente, +1775, S. Pedro de Alcântara, religioso, +1562



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo António : «Levantai sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face!»

Leituras

Is. 45,1.4-6.
Eis o que diz o SENHOR a Ciro, seu ungido, a quem tomei pela mão direita:
«Vou derrubar as nações diante de ti, desatar o cinturão dos reis, abrir-te
as portas da cidade, sem que nenhuma te seja fechada.
Por amor do meu servo Jacob e de Israel que escolhi, chamei-te pelo teu
nome e dei-te um título, embora não me conhecesses.
Eu sou o SENHOR e não há outro, não existe outro Deus além de mim.
Concedo-te a insígnia do poder, embora não me conheças.
Assim saberão, do Oriente ao Ocidente, que não há outro fora de mim. Eu é
que sou o SENHOR. Não há outro.


Salmos 96,1.3.4-5.7-8.9-10.
Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, terra inteira!
Anunciai aos pagãos a sua glória e a todos os povos, as suas maravilhas.
Porque o SENHOR é grande e digno de louvor, mais temível que todos os
deuses.
Os deuses dos pagãos não valem nada; foi o SENHOR quem criou os céus.
Dai ao SENHOR, famílias das nações, dai ao SENHOR glória e poder.
Dai ao SENHOR a glória do seu nome, entrai nos seus átrios e fazei-lhe
ofertas.
Adorai o SENHOR com vestes sagradas. Trema diante dele a terra inteira!
Proclamai entre os povos: «O Senhor é rei!» Por isso, a terra está firme,
não vacila; Deus governa os povos com equidade.


1 Tess. 1,1-5.
Paulo, Silvano e Timóteo à igreja de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, que
está em Tessalónica. A vós, graça e paz.
Damos continuamente graças a Deus por todos vós, recordando-vos sem cessar
nas nossas orações;
a vosso respeito, guardamos na memória a actividade da fé, o esforço da
caridade e a constância da esperança, que vêm de Nosso Senhor Jesus Cristo,
diante de Deus e nosso Pai,
conhecendo bem, irmãos amados de Deus, a vossa eleição,
pois o nosso Evangelho não se apresentou a vós apenas como uma simples
palavra, mas também com poder e com muito êxito pela acção do Espírito
Santo; vós sabeis como estivemos entre vós para vosso bem.


Mateus 22,15-21.
Então, os fariseus reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender
nas suas próprias palavras.
Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a
dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus
segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas
à condição das pessoas.
Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»

Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais,
hipócritas?
Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário.
Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?»
«De César» responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de
César e a Deus o que é de Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo António (cerca 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja
Sermões para o domingo e a festa de todos os santos

«Levantai sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face!»

Tal como uma pequena moeda tem a imagem de César, assim a nossa alma é à
imagem da Santíssima Trindade, segundo o que nos é dito no salmo: «a luz da
tua face está impressa em nós, Senhor» (4, 7LXX)... Senhor, a luz da tua
face, quer dizer a luz da tua graça que determina em nós a tua imagem e nos
torna semelhantes a ti, está gravada em nós, quer dizer, gravada na nossa
razão, que é a maior força da nossa alma e que recebe essa luz como a cera
recebe a marca de um selo. A face de Deus é a nossa razão; porque, tal como
alguém conhece o seu rosto, assim conhecemos Deus pelo espelho da razão.
Mas esta razão foi deformada pelo pecado do homem, porque o pecado torna o
homem antagónico a Deus. A graça de Cristo reparou a nossa razão. É por
isso que o apóstolo Paulo diz aos Efésios: «renovai espiritualmente a vossa
inteligência» (4,23). A luz de que nos fala este salmo é pois a graça, que
restaura a imagem de Deus gravada na nossa natureza...

Toda a Trindade marcou o homem à sua semelhança. Pela memória, é semelhante
ao Pai; pela inteligência, é semelhante ao Filho; pelo amor é semelhante ao
Espírito Santo... Desde a criação, o homem foi feito «à imagem e semelhança
de Deus» (Gn 1,26). Imagem no conhecimento da verdade; semelhança no amor à
virtude. A luz da face de Deus é pois a graça que nos justifica e que nos
revela de novo a imagem criada. Esta luz constitui todo o bem do homem, o
seu verdadeiro bem; ela marca-o, como a imagem do imperador marca a moeda.

É por isso que o Senhor acrescenta: «Dai a César o que é de César». Como se
dissesse: Tal como dais a César a sua imagem, dai a Deus a vossa alma,
ornada e marcada pela luz do seu rosto.




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18 de out de 2008

Piadas

O canditado a governador sobe no palanque e diz:
- Neste bolso nunca entrou dinheiro do povo
Aí grita uma pessoa que assitia o comício:
- Calça nova, heim!

Origem da Ladainha de Nossa Senhora

A palavra ladainha vem do grego e significa súplica. Mas desde o início da Igreja ela foi utilizada para indicar não quaisquer súplicas, mas as que eram rezadas em conjunto pelos fiéis que iam em procissão às diversas igrejas. Há, naturalmente, numerosas ladainhas, dependendo do que é pedido nas diversas procissões.

Quando a casa na qual morou Nossa Senhora na Palestina foi transportada milagrosamente para a cidade de Loreto (Itália), em 1291, a feliz novidade espalhou-se rapidamente, dando início a numerosas peregrinações. Com o correr do tempo, uma série de súplicas a Nossa Senhora foi sendo composta pelos peregrinos que ali iam, os quais A invocavam por seus principais títulos de glória. Posteriormente essa ladainha era cantada diariamente no Santuário, e os peregrinos que de lá voltavam a popularizaram em todo o orbe católico. Chama-se lauretana por ter sua origem em Loreto.

Algumas invocações têm sido acrescentadas pelos Papas ao longo dos tempos, outras são agregadas para honrar a proteção de Nossa Senhora a alguma Ordem religiosa, como fazem os carmelitas, os quais rezam a ladainha lauretana carmelitana, com quatro invocações a mais. Mas o corpo central das ladainhas permanece o mesmo.

Composição da Ladainha

No início da Ladainha Lauretana, as invocações não se dirigem a Nossa Senhora, mas a Nosso Senhor e à Santíssima Trindade, pois dizemos Senhor, tende piedade de nós, Jesus Cristo, ouvi-nos, etc. Depois invocamos o Padre Eterno, o Filho e o Espírito Santo. Por quê?

Tudo em Nossa Senhora nos conduz a seu divino Filho, e por meio dEle à Santíssima Trindade, que é nosso fim último. Isto é algo que os protestantes não entendem ou não querem entender: Maria Santíssima é o melhor caminho para se chegar a Deus.

Após essa introdução da ladainha, seguem-se três invocações, nas quais pronunciamos o nome da Virgem (Santa Maria) e lembramos dois de seus principais privilégios: o ser Mãe de Deus e Virgem das virgens. A seguir, há um grupo de 13 invocações para honrarmos a Maternidade de Nossa Senhora, e outras seis para honrar sua Virgindade. Em seguida, 13 figuras simbólicas; quatro invocações de sua misericórdia e, finalmente, 12 invocações dEla enquanto Rainha gloriosa e poderosa.

Em geral, é no grupo das 13 invocações com figuras simbólicas que surgem as maiores dificuldades de compreensão. Nossa civilização fechou-se para o simbolismo, e aquilo que poderia ser até evidente em outras épocas, hoje ficou obscurecido pelo exclusivismo concedido ao espírito prático. A própria vida contemporânea contribui para isto. Assim, por exemplo, como explicar ou ressaltar, a pessoas que ficam fechadas em cidades feias e perigosas, a beleza de uma estrela? Igualmente, o ritmo de vida corrida e excitante de hoje não favorece a meditação ou a contemplação das maravilhas da criação.

* André Damino, Na escola de Maria, Ed. Paulinas, 4ª edição, São Paulo, 1962.

REZE A LADAINHA CONOSCO AGORA...

Ladainha de Nossa Senhora

Senhor, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do céu, tende piedade de nós.

Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.

Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.

Mãe da divina graça, rogai por nós.

Mãe puríssima, rogai por nós.

Mãe castíssima, rogai por nós.

Mãe imaculada, rogai por nós.

Mãe intacta, rogai por nós.

Mãe amável, rogai por nós.

Mãe admirável, rogai por nós.

Mãe do bom conselho, rogai por nós.

Mãe do Criador, rogai por nós.

Mãe do Salvador, rogai por nós.

Mãe da Igreja, rogai por nós.

Virgem prudentíssima, rogai por nós.

Virgem venerável, rogai por nós.

Virgem louvável, rogai por nós.

Virgem poderosa, rogai por nós.

Virgem clemente, rogai por nós.

Virgem fiel, rogai por nós.

Espelho de justiça, rogai por nós.

Sede de sabedoria, rogai por nós.

Causa da nossa alegria, rogai por nós.

Vaso espiritual, rogai por nós.

Vaso honorífico, rogai por nós.

Vaso insigne de devoção, rogai por nós.

Rosa mística, rogai por nós.

Torre de Davi, rogai por nós.

Torre de marfim, rogai por nós.

Casa de ouro, rogai por nós.

Arca da aliança, rogai por nós.

Porta do Céu, rogai por nós.

Estrela da manhã, rogai por nós.

Saúde dos enfermos, rogai por nós.

Refúgio dos pecadores, rogai por nós.

Consoladora dos aflitos, rogai por nós.

Auxílio dos cristãos, rogai por nós.

Rainha dos anjos, rogai por nós.

Rainha dos patriarcas, rogai por nós.

Rainha dos profetas, rogai por nós.

Rainha dos apóstolos, rogai por nós.

Rainha dos mártires, rogai por nós.

Rainha dos confessores, rogai por nós.

Rainha das virgens, rogai por nós.

Rainha de todos os santos, rogai por nós.

Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.

Rainha assunta ao Céu, rogai por nós.

Rainha do Santo Rosário, rogai por nós.

Rainha da família, rogai por nós.

Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém.

À Vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas, em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

Oremos:

Concedei a Vossos servos, nós Vo-lo pedimos, Senhor Deus, que possamos sempre gozar da saúde da alma e do corpo e, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, sejamos libertos da tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12