30 de nov de 2008

Vittorio Messori, história de uma conversão


Uma vida para dar razão da fé


Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 27 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- História singular a do escritor Vittorio Messori. Autor de best-sellers, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Único autor que publicou um livro-entrevista com o Papa João Paulo II («Cruzando o limiar da esperança») e entrevistou o cardeal Joseph Ratzinger («Informe sobre a Fé»), que depois chegaria a ser Papa.

Somente «Cruzando o limiar da esperança» vendeu mais de 20 milhões de exemplares e foi traduzido a 53 idiomas.

E, contudo, até os 23 anos Messori não era nada católico. A família era agnóstica, e mais, anti-clerical. Foi criado e educado em uma cultura racionalista, indiferente ao mistério religioso e hostil à idéia de que Deus pudesse existir. Como estudante universitário, foi discípulo de professores do laicismo, como Norberto Bobbio e Galante Garrone. Logo passaria a ser jornalista no jornal La Stampa.

Era o verão de 1964, em Turim, quando já se entreviam os primeiros sinais do iminente maio de 1968, com os estudantes universitários que se alimentavam de Sigmund Freud, Karl Marx, Wilhelm Reich, o mundo católico se debatia nos problemas do pós-concílio Vaticano II. Neste contexto, Messori encontrou o Cristo que lhe mudou a vida.

A história do filho de um carpinteiro de Nazaré que dizia ser o filho de Deus e que morreu inocente na cruz entrou tão profundamente na vida deste estudante universitário, que o primeiro livro que publicou, «Hipóteses sobre Jesus», converteu-se em um best-seller internacional.

Quem conta a conversão, as vivências, as experiências, os pensamentos de um católico que não atende a bagatelas, apologético com razão, sólido e realista, é o vaticanista Andrea Tornielli, que entrevistou Vittorio Messori, no livro publicado agora em italiano com o título «Por que creio. Uma vida para dar razão da fé» («Perché credo. Una vita per rendere ragione della fede», editora Piemme).

Neste diálogo austero e essencial, Messori relata que ninguém acreditava no êxito de «Hipóteses sobre Jesus». Muitos procuravam convencê-lo de que fizesse outra coisa. Os anti-clericais se mostraram hostis, mas também havia católicos ascéticos.

Os religiosos da editora «Sei», seus primeiros editores, estavam seguros de que o livro seria um fracasso editorial e por isso o mantiveram em uma gaveta durante mais de um ano e, na primeira edição, imprimiram só três mil exemplares.

Hoje, aquele livro superou um milhão de exemplares vendidos, foi traduzido a mais de 30 e apesar de que foi escrito a meados dos anos setenta, continua vendendo ainda mais de 20 mil exemplares por ano.

Messori explica, contudo, que o mérito não é seu, é Cristo quem continua interrogando a humanidade.

Um Cristo que continua provocando a discussão, como demonstra a recente falha de um juiz em Valladolid, Espanha, contra os crucifixos nas salas do colégio público Macías Picavea.

«Não me escandalizo nem rasgo as vestes pelo que aconteceu na Espanha – comenta Vittorio Messori à Zenit –, porque estou convencido de que um pouco de dificuldade e de hostilidade faz bem ao cristianismo, desperta e faz tomar consciência da própria identidade.»

«A história ensina: as perseguições foram oportunidades para que os cristãos se multiplicassem», explica.

Na introdução ao livro, Tornielli precisa que Messori «escreveu o livro que não encontrava».

Messori não procurava «análises sobre a sociedade, sobre a pobreza material e sobre suas causas, sobre o compromisso político e social dos católicos, sobre a aplicação das ciências humanas ao cristianismo».

O escritor convertido buscava respostas às perguntas: «O que há de verdade nesta história, neste relato do qual, há dois mil anos, se continua ouvindo o eco no mundo? Jesus Cristo é de verdade o filho de Deus? Ele é realmente o Messias esperado por Israel, anunciado pelas profecias? E, sobretudo, ressuscitou mesmo?

Mas antes que mais nada, Messori buscava certezas sobre a historicidade daquele homem, vindo ao mundo em uma aldeia perdida do Império Romano, que mudou a história da humanidade com a revolução do amor caritativo.

No livro, Messori relata sua conversão, que foi precedida por um fato extraordinário, uma ligação de um tio materno que morreu jovem por um ictus cerebral. O escritor é pessoa racional e está seguro de que não sonhou nem sofreu alucinações.

Depois, em julho e agosto de 1964, enquanto trabalhava na central da então companhia telefônica Stipel, encontrou por acaso um exemplar dos Evangelhos. Lendo-o avidamente, aconteceu um fenômeno que Messori descreve como uma «luz de repente», um «encontro misterioso», quase físico, com Jesus.

O conhecido escritor se descreve como um «emiliano terráqueo» [da região italiana Emilia e com os pés na terra, N. do T.], sem vocação para a vida mística e ascética, e contudo narra que naqueles dois meses viveu «em uma experiência mística», que jamais teria imaginado nem pensado conhecer. Uma situação de luz plena «com a clareza de ter visto a Verdade, com toda sua força e evidência». Verdade que «me foi mostrada sem que o esperasse ou o merecesse».

Na introdução, Tornielli sustenta que Vittorio Messori «é uma figura atípica no panorama eclesial e cultural de hoje. Não tem papas na língua, nem fala o ‘eclesialês’, a típica linguagem cheia de auto-referências, com freqüência estereotipada e tanto mais repetitiva quanto menos ligada à real experiência humana. E não lhe pode facilmente situar neste ou naquele alinhamento. Não é tradicionalista, não é um moralista nem um teocon».

Tornielli relata que Messori tem um só grande remorso: «Constatar cada dia que a ‘conversão da mente’ – que foi e é total – com muita freqüência não é acompanhada pela ‘conversão do coração’. E que, portanto, deve unir-se ao lamento do ‘seu’ Blaise Pascal: ‘Quanta distância há, em mim, cristão, entre o pensamento e a vida!’».

Uma vida para dar razão da fé

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 27 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- História singular a do escritor Vittorio Messori. Autor de best-sellers, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Único autor que publicou um livro-entrevista com o Papa João Paulo II («Cruzando o limiar da esperança») e entrevistou o cardeal Joseph Ratzinger («Informe sobre a Fé»), que depois chegaria a ser Papa.

Somente «Cruzando o limiar da esperança» vendeu mais de 20 milhões de exemplares e foi traduzido a 53 idiomas.

E, contudo, até os 23 anos Messori não era nada católico. A família era agnóstica, e mais, anti-clerical. Foi criado e educado em uma cultura racionalista, indiferente ao mistério religioso e hostil à idéia de que Deus pudesse existir. Como estudante universitário, foi discípulo de professores do laicismo, como Norberto Bobbio e Galante Garrone. Logo passaria a ser jornalista no jornal La Stampa.

Era o verão de 1964, em Turim, quando já se entreviam os primeiros sinais do iminente maio de 1968, com os estudantes universitários que se alimentavam de Sigmund Freud, Karl Marx, Wilhelm Reich, o mundo católico se debatia nos problemas do pós-concílio Vaticano II. Neste contexto, Messori encontrou o Cristo que lhe mudou a vida.

A história do filho de um carpinteiro de Nazaré que dizia ser o filho de Deus e que morreu inocente na cruz entrou tão profundamente na vida deste estudante universitário, que o primeiro livro que publicou, «Hipóteses sobre Jesus», converteu-se em um best-seller internacional.

Quem conta a conversão, as vivências, as experiências, os pensamentos de um católico que não atende a bagatelas, apologético com razão, sólido e realista, é o vaticanista Andrea Tornielli, que entrevistou Vittorio Messori, no livro publicado agora em italiano com o título «Por que creio. Uma vida para dar razão da fé» («Perché credo. Una vita per rendere ragione della fede», editora Piemme).

Neste diálogo austero e essencial, Messori relata que ninguém acreditava no êxito de «Hipóteses sobre Jesus». Muitos procuravam convencê-lo de que fizesse outra coisa. Os anti-clericais se mostraram hostis, mas também havia católicos ascéticos.

Os religiosos da editora «Sei», seus primeiros editores, estavam seguros de que o livro seria um fracasso editorial e por isso o mantiveram em uma gaveta durante mais de um ano e, na primeira edição, imprimiram só três mil exemplares.

Hoje, aquele livro superou um milhão de exemplares vendidos, foi traduzido a mais de 30 e apesar de que foi escrito a meados dos anos setenta, continua vendendo ainda mais de 20 mil exemplares por ano.

Messori explica, contudo, que o mérito não é seu, é Cristo quem continua interrogando a humanidade.

Um Cristo que continua provocando a discussão, como demonstra a recente falha de um juiz em Valladolid, Espanha, contra os crucifixos nas salas do colégio público Macías Picavea.

«Não me escandalizo nem rasgo as vestes pelo que aconteceu na Espanha – comenta Vittorio Messori à Zenit –, porque estou convencido de que um pouco de dificuldade e de hostilidade faz bem ao cristianismo, desperta e faz tomar consciência da própria identidade.»

«A história ensina: as perseguições foram oportunidades para que os cristãos se multiplicassem», explica.

Na introdução ao livro, Tornielli precisa que Messori «escreveu o livro que não encontrava».

Messori não procurava «análises sobre a sociedade, sobre a pobreza material e sobre suas causas, sobre o compromisso político e social dos católicos, sobre a aplicação das ciências humanas ao cristianismo».

O escritor convertido buscava respostas às perguntas: «O que há de verdade nesta história, neste relato do qual, há dois mil anos, se continua ouvindo o eco no mundo? Jesus Cristo é de verdade o filho de Deus? Ele é realmente o Messias esperado por Israel, anunciado pelas profecias? E, sobretudo, ressuscitou mesmo?

Mas antes que mais nada, Messori buscava certezas sobre a historicidade daquele homem, vindo ao mundo em uma aldeia perdida do Império Romano, que mudou a história da humanidade com a revolução do amor caritativo.

No livro, Messori relata sua conversão, que foi precedida por um fato extraordinário, uma ligação de um tio materno que morreu jovem por um ictus cerebral. O escritor é pessoa racional e está seguro de que não sonhou nem sofreu alucinações.

Depois, em julho e agosto de 1964, enquanto trabalhava na central da então companhia telefônica Stipel, encontrou por acaso um exemplar dos Evangelhos. Lendo-o avidamente, aconteceu um fenômeno que Messori descreve como uma «luz de repente», um «encontro misterioso», quase físico, com Jesus.

O conhecido escritor se descreve como um «emiliano terráqueo» [da região italiana Emilia e com os pés na terra, N. do T.], sem vocação para a vida mística e ascética, e contudo narra que naqueles dois meses viveu «em uma experiência mística», que jamais teria imaginado nem pensado conhecer. Uma situação de luz plena «com a clareza de ter visto a Verdade, com toda sua força e evidência». Verdade que «me foi mostrada sem que o esperasse ou o merecesse».

Na introdução, Tornielli sustenta que Vittorio Messori «é uma figura atípica no panorama eclesial e cultural de hoje. Não tem papas na língua, nem fala o ‘eclesialês’, a típica linguagem cheia de auto-referências, com freqüência estereotipada e tanto mais repetitiva quanto menos ligada à real experiência humana. E não lhe pode facilmente situar neste ou naquele alinhamento. Não é tradicionalista, não é um moralista nem um teocon».

Tornielli relata que Messori tem um só grande remorso: «Constatar cada dia que a ‘conversão da mente’ – que foi e é total – com muita freqüência não é acompanhada pela ‘conversão do coração’. E que, portanto, deve unir-se ao lamento do ‘seu’ Blaise Pascal: ‘Quanta distância há, em mim, cristão, entre o pensamento e a vida!’».

A ALUNA E A PROFESSORA

Uma menina estava conversando com a sua professora.
A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia (nós sabemos que a Bíblia não diz que era baleia) engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:
- "Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas".
A professora lhe perguntou:
- "E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?"
A menina respondeu:
- "Então é a senhora quem vai lhe perguntar."

Bento XVI presidirá tradicionais celebrações natalinas


Calendário do Papa do final de novembro de 2008 a janeiro de 2009


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI presidirá as tradicionais celebrações de natal no Vaticano, segundo confirma nesta sexta-feira o calendário das celebrações do final de novembro de 2008 a janeiro de 2009.

O pontífice dará início, às 24h do dia 24 de dezembro, à Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, por ocasião da solenidade do Natal do Senhor.

Em 25 de dezembro, quinta-feira, às 12h, desde o balcão central da basílica vaticana, enviará a bênção «Urbi et Orbi» e pronunciará sua mensagem de felicitação em mais de 50 idiomas, transmitido ao vivo por canais de televisão do mundo inteiro.

Em 31 de dezembro, o Papa presidirá as primeiras Vésperas em ação de graças pelo ano transcorrido. A celebração começará às 18h e acontecerá na basílica vaticana.

Segundo a tradição inaugurada por Paulo VI, começará o ano presidindo a celebração eucarística desse dia, solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e XLII Jornada Mundial da Paz. A missa começará às 10h, na basílica vaticana. Nos próximos dias, a Santa Sé publicará a mensagem que o Papa dedicará a essa Jornada.

Em 6 de janeiro, solenidade da Epifania do Senhor, comumente conhecida como festa dos Reis Magos, às 10h, na basílica vaticana, o pontífice presidirá a santa missa.

Concluirá o ciclo litúrgico do Natal no domingo 11 de janeiro, festividade do Batismo do Senhor, presidindo a missa na Capela Sistina, às 10h, na qual batizará várias crianças.

Publicamos a seguir, em detalhe, o calendário das celebrações que o Santo Padre presidirá do final de novembro 2008 até janeiro de 2009.

* * *

Novembro

– Sábado, 29: Às 17h, na basílica vaticana, celebração das primeiras Vésperas do primeiro domingo do Advento.

– Domingo, 30: Primeiro domingo do Advento. Visita pastoral à Basílica de São Lourenço Fora dos Muros por ocasião do 1750º aniversário do martírio do santo diácono. Às 9h45, Santa Missa.

Dezembro

– Segunda-feira, 8: Solenidade da Imaculada Conceição: Às 16h, na Praça da Espanha, ato de veneração à Imaculada.

– Quarta-feira, 24: Solenidade do Natal do Senhor: Às 24h, na basílica vaticana, o Papa celebrará a Santa Missa do Galo.

– Quinta-feira, 25: Solenidade do Natal do Senhor: Às 12h, desde o balcão central da basílica vaticana, o Papa enviará a bênção «Urbi et Orbi».

– Quarta-feira, 31: Às 18h, na basílica vaticana, o Santo Padre presidirá as primeiras Vésperas em ação de graças pelo ano transcorrido.

Janeiro

– Quinta-feira, 1º: Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e XLII Jornada Mundial da Paz. Às 10h, na basílica vaticana, Santa Missa.

– Terça-feira, 6: Solenidade da Epifania do Senhor. Às 10h, na basílica vaticana, Santa Missa.

– Domingo, 11: Festividade do Batismo do Senhor. Na Capela Sistina, às 10h, Santa Missa e Batismo das crianças.

– Domingo, 25: Festividade da Conversão de São Paulo Apóstolo. Na basílica de São Paulo Fora dos Muros, às 17h30, celebração das Vésperas.

Papa expressa pesar pela tragédia ambiental em Santa Catarina


Chuvas torrenciais no sul do Brasil já deixaram 100 mortos


FLORIANÓPOLIS, sexta-feira, 28 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI expressou seu pesar pela tragédia ambiental no Estado de Santa Catarina (sul do Brasil), onde as fortes chuvas e enchentes afetaram 1,5 milhão de pessoas e deixaram até o momento 100 mortos.

Em telegrama enviado pelo cardeal Tarcisio Bertone ao arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, ontem, o Papa afirma que tomou conhecimento, «com profundo pesar, das trágicas e lutuosas consequências das chuvas torrenciais destes últimos dias que atingiram o Estado de Santa Catarina».

O pontífice afirma-se «espiritualmente presente nesta hora de dor com as famílias das vítimas e com os milhares de desalojados e desabrigados desta enorme tragédia ambiental».

«Nesta ocasião, ao sufragar os falecidos, Sua Santidade implora de Deus misericordioso a assistência e a consolação para todos os sinistrados e quantos sofrem física e moralmente», afirma o telegrama.

O Papa envia «propiciadora Bênção Apostólica, extensiva ao povo catarinense e aos que se engajaram nas campanhas de solidariedade».

O arcebispo de Florianópolis agradeceu o Papa por sua expressão de solidariedade.

«Para todos nós é confortador saber que o Papa Bento XVI está unido espiritualmente aos que perderam seus entes queridos e aos que sofrem», disse Dom Murilo em nota.

Advento: «Dize-me o que esperas e te direi quem és!»

Meditação do Pe. Thomas Rosica


TORONTO, sexta-feira, 28 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos uma reflexão sobre o Advento do Pe. Thomas Rosica, C.S.B., professor em várias universidades canadenses de Sagrada Escritura.

O Pe. Rosica, diretor do canal de televisão canadense Salt and Light e membro do Conselho Geral da Congregação São Basilio, é conhecido pelos leitores da Zenit pelas crônicas que escreveu durante o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra, em outubro passado, na qual foi porta-voz para a língua inglesa.

O Pe. Rosica foi o encarregado da organização das Jornadas Mundiais da Juventude que aconteceram em Toronto em julho de 2002, com a participação do Papa João Paulo II.

* * *

Leituras: Isaías 63, 16-17.19; Salmo 80(79); I Coríntios 1,3-9

Evangelho segundo São Marcos (13, 33-37)

Recordar as maravilhas de Deus na história


A Igreja entra neste fim de semana no tempo litúrgico do Advento. Os cristãos proclamam que o Messias veio realmente e que o Reino de Deus está ao nosso alcance. O Advento não muda Deus. O Advento aprofunda em nosso desejo e em nossa espera de que Deus realize o que os profetas anunciaram. Rezamos para que Deus ceda à nossa necessidade de ver e sentir a promessa de salvação aqui e agora.

Durante este tempo de desejo e de espera no Senhor, somos convidados a rezar e a aprofundar na Palavra de Deus, mas estamos chamados antes de tudo a converter-nos em reflexo da luz de Cristo, que na realidade é o próprio Cristo. De qualquer forma, todos sabemos como é difícil refletir a luz de Cristo, especialmente quando perdemos nossas esperanças, quando nos acostumamos a uma vida sem luz e já não esperamos mais que mediocridade e o vazio. O Advento nos recorda que temos de estar prontos para encontrar o Senhor em todos os momentos da nossa vida. Como um despertador acorda seu proprietário, o Advento desperta os cristãos que correm o risco de dormir na vida diária.

O que esperamos da vida, ou quem esperamos? Por quais presentes ou virtudes rezamos neste ano? Desejamos reconciliar-nos em nossas relações sociais? Em meio às nossas escuridões, nossas tristezas e segredos, que sentido desejamos encontrar? Como queremos viver as promessas de nosso Batismo? Que qualidades de Jesus buscaremos para nossas próprias vidas neste Advento? Com freqüência, as coisas, as qualidades, os presentes ou as pessoas que buscamos e desejamos dizem muito sobre quem somos realmente. Dize-me o que esperas e te direi quem és!

O Advento é um período para abrir os olhos, voltar a centrar-se, prestar atenção, tomar consciência da presença de Deus no mundo e em nossas vidas.

Neste primeiro domingo do Advento, na primeira leitura do profeta Isaías, o Todo-Poderoso volta a dar esperança ao coração e à alma de Israel; modela Israel como o faz o oleiro com a cerâmica.

Na segunda leitura, em sua carta à comunidade amada de Corinto, Paulo diz que espera com impaciência «o dia do Senhor», no qual o Senhor Jesus se revelará a nós para salvar aqueles a quem chamou.

No Evangelho do primeiro domingo do Advento, Marcos descreve o porteiro da casa que vela em espera do regresso inesperado de seu senhor. Trata-se de uma imagem do que temos de fazer durante todo o ano, mas especialmente durante o período do Advento.

Nosso Batismo nos faz participar da missão real e messiânica de Jesus. Cada pessoa que participa desta missão participa também das responsabilidades régias, em particular, no cuidado dos afligidos e dos feridos. O Advento oferece a maravilhosa oportunidade de realizar as promessas e o compromisso do nosso Batismo.

O cardeal Joseph Ratzinger escreveu que «o objetivo do ano litúrgico consiste em recordar sem cessar a memória de sua grande história, despertar a memória do coração para poder discernir o sinal da esperança. Esta é a bela tarefa do Advento: despertar em nós as lembranças da bondade, abrindo deste modo as portas da esperança».

Neste tempo do Advento, permitam-me apresentar-lhes algumas sugestões. Acabem com uma briga. Façam a paz. Procurem um amigo esquecido. Eliminem a suspeita e substituam-na pela confiança. Escrevam uma carta de amor.

Compartilhem um tesouro. Respondam com doçura, ainda que desejassem dar uma resposta ríspida. Motivem um jovem a ter confiança nele mesmo. Mantenham uma promessa. Encontrem tempo, dêem-se tempo. Não guardem rancor. Perdoem o inimigo. Celebrem o sacramento da reconciliação. Escutem mais os outros. Peçam perdão quando se equivocam. Sejam gentis, ainda que não tenham feito nada errado! procurem compreender. Não sejam invejosos. Pensem antes no outro.

Riam um pouco. Riam um pouco mais. Ganhem a confiança dos outros. Oponham-se à maldade. Sejam agradecidos. Vão à Igreja. Fiquem na igreja mais do que o tempo acostumado. Alegrem o coração de uma criança. Contemplem a beleza e a maravilha da terra. Expressem seu amor. Voltem a expressá-lo. Expressem-no mais forte. Expressem-no serenamente.

Alegrem-se, porque o Senhor está próximo!

Advento e Evangelização

Advento e Evangelização

No próximo domingo 30 de novembro de 2008 (Hoje), iniciaremos o tempo litúrgico do Advento que é um tempo de vigilância e de espera para atualizarmos em nossa história. Aquele que veio, virá e vem. Mas a cada dia podemos encontrá-Lo em cada irmão ou irmã. É o Mistério da Encarnação que agora nos preparamos para celebrar.

A Campanha para a Evangelização deste ano tem como tema Discípulos e Missionários que, como sabemos, está inspirado na V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho. Por Discípulos e Missionários entendemos que cada um de nós, ao fazer uma verdadeira experiência do seguimento de Cristo em sua vida é, ao mesmo tempo, um apóstolo animado. Quem encontrou Jesus Cristo e se deixou cativar por Ele não pode deixar de comunicar isso também aos outros.

Advento é tempo de descobrir Deus em nós e entre nós. É tempo de arrumar o nosso coração, como se fosse uma casa para Jesus. Neste tempo, vamos refletir sobre nossas atitudes, para percebermos em que precisamos melhorar. Converter-nos.

Todo cristão e cristã, pela graça do sacramento do Batismo, está intimamente unido a Cristo e pertence à Igreja. Quando o Filho de Deus se fez humano, como celebramos em cada Natal, cada ser humano se fez divino. Essa é a boa notícia que temos a anunciar a todos os povos, nações e etnias.

A questão fundamental é, portanto, esta: o cristão ideal é aquele que está sempre vigilante, atento, preparado, para acolher o Senhor que vem. Não perde oportunidades, porque não se deixa distrair com os bens deste mundo, não vive obcecado com eles e não faz deles a sua prioridade fundamental. Mas, dia a dia, cumpre o papel que Deus lhe confiou, com empenho e com sentido de responsabilidade.

Os cristãos são convidados a deixar a vida das trevas e embarcar, decididamente, na vida da luz. As trevas caracterizam essa realidade negativa que produz mentira, injustiça, opressão, medo, covardia, materialismo (e que é uma realidade que toca tantas vezes, direta ou indiretamente, a nossa existência); a luz é a realidade de quem vive na dinâmica de Deus.

É importante que cada cristão se conscientize de sua responsabilidade na construção de um mundo novo sob as bases do amor a Deus e ao próximo, anunciando Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, caminho, verdade e vida.

Eduardo Rocha Quintella

Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora/ Minas Gerais

E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

Portal na internet: www.eduardoquintella.com.br

Eduardo Rocha Quintella
contato@eduardoquintella.com.br
23/11/2008 - Belo Horizonte⁄MG

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 30 de Novembro de 2008
1º Domingo do Advento - B

1º Domingo do Advento - Ano B (semana I do saltério)
Santo André, apóstolo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Pascácio Radberto : "Tendo cuidado e vigiai: porque não sabeis quando virá o tempo"

Leituras

Is. 63,16-17.19.64,2-7.
Mas Tu és o nosso pai! Pois Abraão não nos conhece e Israel também nos
ignora. Só Tu, SENHOR, és o nosso pai, e o teu nome, desde sempre, é
«Redentor-nosso.»
Porquê, SENHOR, nos deixas extraviar dos teus caminhos? Porque permites que
o nosso coração se endureça para não te respeitar? Volta-te para nós, por
amor dos teus servos, e das tribos da tua herança!
Somos, desde há muito, um povo que Tu não governas, que não é designado
pelo teu nome. Quem dera que rasgasses os céus e descesses, derretendo os
montes com a tua presença,
vendo os prodígios impressionantes que operavas.
Nunca nenhum ouvido ouviu, nem nenhum olho viu que algum deus, excepto Tu,
fizesse tanto por quem nele confia.
Vais ao encontro daquele que pratica o bem com alegria, e se recorda de ti
seguindo os teus caminhos. Mas eis que te irritaste por causa dos nossos
pecados. Afasta as nossas faltas e seremos salvos.
Todos nós éramos pessoas impuras; as nossas melhores acções eram como panos
ensanguentados. Murchávamos como folhas secas, e as nossas maldades
arrastavam-nos como o vento.
Ninguém invocava o teu nome, nem se esforçava por se apoiar em ti; porque
escondias de nós a tua face, e nos entregavas às nossas iniquidades.
Mas Tu, SENHOR, é que és o nosso pai. Nós somos a argila e Tu és o oleiro.
Todos nós fomos modelados pelas tuas mãos.


Salmos 80(79),2-3.15-16.18-19.
pastor de Israel, escuta, Tu que conduzes José como um rebanho, Tu que tens
o teu trono sobre os querubins!
Mostra a tua grandeza às tribos de Efraim, Benjamim e Manassés! Desperta o
teu poder e vem salvar-nos!
Deus do universo, volta, por favor, olha lá do céu e vê: cuida desta vinha!

Trata da cepa que a tua mão direita plantou, dos rebentos que fizeste
crescer para nós.
Mas estende a tua mão sobre o teu escolhido, sobre o homem que para ti
fortaleceste.
nunca mais nos afastaremos de ti; conserva-nos a vida e invocaremos o teu
nome.


1 Cor. 1,3-9.
graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus
Cristo.
Dou incessantemente graças ao meu Deus por vós, pela graça de Deus que vos
foi concedida em Cristo Jesus.
Pois nele é que fostes enriquecidos com todos os dons, tanto da palavra
como do conhecimento.
Assim, foi confirmado em vós o testemunho de Cristo,
de modo que não vos falta graça alguma, a vós que esperais a manifestação
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É Ele também que vos confirmará até ao fim, para que sejais encontrados
irrepreensíveis no Dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus
Cristo Nosso Senhor.


Marcos 13,33-37.
«Tomai cuidado, vigiai, pois não sabeis quando chegará esse momento.
É como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, delegou a
autoridade nos seus servos, atribuiu a cada um a sua tarefa e ordenou ao
porteiro que vigiasse.
Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se
à meia-noite, se ao cantar o galo, se de manhãzinha;
não seja que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir.
O que vos digo a vós, digo a todos: vigiai!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Pascácio Radberto (? - c. 849), monge beneditino
Comentário sobre o evangelho de Mateus 11, 24 ; PL 120, 799 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 14)

"Tendo cuidado e vigiai: porque não sabeis quando virá o tempo"

É preciso termos sempre em consideração uma dupla vinda de Cristo: uma,
quando Ele vier e nós tivermos de prestar contas de tudo o que tivermos
feito; a outra, quotidiana, quando Ele visita sem cessar a nossa
consciência e vem a nós a fim de nos encontar prontos por ocasião da sua
vinda definitiva. Com efeito, para que me serve conhecer o dia do juizo, se
estou consciente de tantos pecados? Saber que o Senhor vem, se Ele não vier
primeiro ao meu coração, se não entrar no meu espírito, se Cristo não viver
e não falar em mim? Então sim, é bom que Cristo venha se, antes que tudo,
Ele vive em mim e eu nele. Para mim, é como se a segunda vinda se tivesse
já realizado, uma vez que o desaparecimento do mundo já ocorreu em mim,
porque de certa forma posso dizer: "O mundo está crucificado para mim e eu
para o mundo" (Ga 6,14).
      
Reflecti também sobre esta palavra de Jesus: "Muitos virão em meu nome" (Mt
24,5). Só o Anticristo se apodedra deste nome, ainda que isso seja para nos
enganar... Em nenhuma passagem da Escritura encontrareis que o Senhor tenha
declarado: "Eu sou Cristo". Porque lhe bastava mostrar que o era, pelos
seus ensinamentos e pelos seus milagres, uma vez que o Pai agia com Ele. O
ensino da sua palavra e o seu poder gritavam: "Eu sou Cristo", com mais
força do que milhares de vozes teriam gritado. Portanto, não sei se
podereis achar que Ele o tenha dito em palavras, mas mostrou-o "cumprindo
as obras do Pai" (Jo 5,36) e ministrando um ensino impregnado de piedade
filial. Os falsos messias, que são disso desprovidos, só podem usar os seus
discursos para suportar as suas pretensões enganadoras.




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29 de nov de 2008

LAGO

O sujeito vai para Israel visitar a família e aproveita para visitar alguns lugares históricos: Jerusalém, Belém, o Rio Jordão...
Quando chega no Mar da Galiléia, ele resolve fazer um passeio de barco e pergunta o preço para um sujeito que alugava barcos:
- Oitenta dólares a hora!
- Oitenta dólares? O senhor está maluco? É muito caro!
- Mas esse é o lago onde Jesus andou sobre as águas!
- Também pudera! Com o passeio por esse preço

Transforme o tempo em um aliado

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Aproveitar bem o tempo não significa fazer um milhão de coisas

Administrar bem o tempo não significa correr contra o relógio. O planejamento é mais eficiente do que a rapidez na execução de tarefas. Aproveitar bem o tempo não significa fazer um milhão de coisas num período curto, nem chegar ao fim do dia com a agenda repleta de compromissos cumpridos. Significa fazer aquilo que deve ser feito. E fazer com qualidade. Estabelecer prioridades, saber lidar com imprevistos e utilizar recursos, como Palm e celular, que facilitam a execução de tarefas, são o kit básico para quem quer aproveitar melhor o tempo.

O tempo para o profissional passou a ser tão importante hoje que já existem até especialistas no assunto. O consultor Renato Bernhoeft é um deles. Com dois livros escritos sobre o tema – Desperdiçadores de Tempo e Administração do Tempo –, Bernhoeft diz que o mais importante no trabalho é conseguir um equilíbrio qualitativo, e não quantitativo. “Hoje há pessoas que entregam a alma à empresa, mas chegam ao fim da vida sem terem construído nada no âmbito pessoal. Como empresários, são brilhantes, mas como maridos, esposas, pais ou mães são um fracasso”, afirma o consultor.

Para equilibrar a balança das prioridades, o ideal é estabelecer uma escala de valores para elas. “Isso ajuda a amenizar e até a eliminar conflitos. Se o principal para mim, por exemplo, é a família, vou pensar duas vezes antes de aceitar uma situação no trabalho que exija mais horas investidas no escritório e que me prejudique no relacionamento familiar”, exemplifica o diretor-geral da consultoria FranklinCovey Brasil, Paulo Kretly.

Outra fonte de mau aproveitamento do tempo é a relação amistosa que muitas pessoas mantêm com os “ladrões de tempo”. Em princípio, os tais “ladrões”, a exemplo dos e-mails e dos MSNs (conversas via internet), deveriam facilitar a execução de algumas tarefas, mas por serem utilizados de forma desorganizada, tornam-se os principais ralos por onde escoam minutos e até horas inteiras do dia. Além dos e-mails e dos MSNs, contam-se: o telefone, o celular, as reuniões de última hora, as conversas informais entre colegas e as pausas para o “cafezinho”.

Por tudo isso, é fácil perceber que o tempo é algo muito necessário, difícil de ser bem utilizado e impossível de ser retido. Entretanto, é um “bem” acessível e democrático: qualquer pessoa tem as mesmas 24 horas todos os dias. E aqui surge um paradoxo interessante: o que torna uma pessoa mais “rica de tempo” é a forma inteligente como ela o gasta em suas atividades.

Planeje hoje o amanhã

fonte: http://blog.cancaonova.com/acorrentados/

Sabrina Duran

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 29 de Novembro de 2008
Sábado da 34a semana do Tempo Comum

Beato Redento da Cruz, religioso, mártir, +1638, Beato Dionísio da Natividade, religioso, mártir, +1638



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Divina Liturgia de São Basílio : Rezar em todo o tempo, diante do Filho do Homem

Leituras

Apoc. 22,1-7.
Mostrou-me, depois, um rio de água viva, resplendente como cristal, que
saía do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da praça da cidade e nas margens do rio está a árvore da Vida que
produz doze colheitas de frutos; em cada mês o seu fruto, e as folhas da
árvore servem de medicamento para as nações.
E ali nunca mais haverá nada maldito. O trono de Deus e do Cordeiro estará
na cidade e os seus servos hão-de adorá-lo
e vê-lo face a face, e hão-de trazer gravado nas suas frontes o nome do
Cordeiro.
Não mais haverá noite, nem terão necessidade da luz da lâmpada, nem da luz
do Sol, porque o Senhor Deus irradiará sobre eles a sua luz e serão reis
pelos séculos dos séculos.
E disse-me: «Estas palavras são dignas de fé e verdadeiras: o Senhor Deus,
que inspira os profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos o
que brevemente vai acontecer.
Eis que Eu venho em breve. Feliz o que puser em prática as palavras da
profecia deste livro.»


Salmos 95(94),1-2.3-5.6-7.
Vinde, exultemos de alegria no SENHOR, aclamemos o rochedo da nossa
salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor, saudemo-lo com cânticos
jubilosos.
Pois grande Deus é o SENHOR, é um rei poderoso, mais que todos os deuses.
Na sua mão estão as profundezas da terra e pertencem-lhe os cimos das
montanhas.
Dele é o mar, pois foi Ele quem o formou; a terra firme é obra das suas
mãos.
Vinde, prostremo-nos por terra, ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.

Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo, as ovelhas por Ele conduzidas.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:


Lucas 21,34-36.
«Tende cuidado convosco: que os vossos corações não se tornem pesados com a
devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, e que esse dia não caia
sobre vós subitamente,
como um laço; pois atingirá todos os que habitam a terra inteira.
Velai, pois, orando continuamente, a fim de terdes força para escapar a
tudo o que vai acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do Homem.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Divina Liturgia de São Basílio (século IV)
Oração eucarística, II Parte

Rezar em todo o tempo, diante do Filho do Homem

«Fazei isto em memória de Mim. Todas as vezes que comerdes deste pão e que
beberdes deste cálice anunciareis a Minha morte, confessareis a Minha
ressurreição.» Fazemos, pois, memória do Senhor, dos sofrimentos salvíficos
de Cristo, da Sua cruz vivificante, do Seu enterramento durante três dias,
da Sua ressurreição de entre os mortos, da Sua ascensão ao céu, da Sua
presença à Tua direita, ó Pai, e da Sua segunda vinda, glorioso e temível,
oferecendo-Te, daquilo que Te pertence, estas coisas que são Tuas.

Em tudo e por tudo Te cantamos, Te bendizemos, Te damos graças, Senhor, e
Te suplicamos, a Ti, nosso Deus. Foi por isso, Mestre santíssimo, que fomos
considerados dignos de servir no Teu santíssimo altar, não pela nossa
justiça, porque nada fizemos de bom nesta terra; mas, por causa da Tua
bondade e da Tua misericórdia superabundante, ousamos aproximar-nos do Teu
altar, oferecer o sacramento do santíssimo corpo e do sangue sagrado do Teu
Cristo. Pedimos-Te e invocamos-Te, ó Santo dos Santos: que, pela Tua
bondade e benevolência, o teu Espírito Santo desça sobre nós e sobre os
dons aqui presentes, que os abençoe e os santifique, que consagre este pão
ao precioso corpo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (o diácono
responde: Ámen) e este cálice ao precioso sangue de Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo (o diácono responde: Ámen), derramado pela vida do mundo (o
diácono responde: Ámen).

Que todos nós, que participamos no único pão e no único cálice, estejamos
unidos uns aos outros na comunhão do único Espírito Santo, e que nenhum de
nós participe no corpo santo e no sangue sagrado do Teu Cristo para seu
juízo e sua condenação, mas que encontremos piedade e graça, com todos os
santos que, desde o começo, Te foram agradáveis. [...] E concede-nos
glorificar e aclamar, a uma só voz e com um só coração, o Teu nome adorável
e maravilhoso: Pai, Filho e Espírito Santo, agora e para sempre, pelos
séculos dos séculos. Ámen.




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28 de nov de 2008

Por uma sexualidade integrada

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O sexo, quando é simples busca de prazer não gera verdadeira comunhão

A comunicação humana se faz pelo corpo. Nosso corpo fala, é “sacramento” do que nos vai por dentro. Sentimo-nos felizes quando temos de nós mesmos uma experiência positiva de unidade interior que inclui necessariamente uma relação harmoniosa com o outro - mundo e pessoas. Sentir-se profundamente ligado ao outro é, no ser humano, uma experiência espiritual, que se exprime na palavra e nos gestos. Os sinais corporais de comunhão - o olhar, o aperto de mão, o abraço - são importantes: exprimem e alimentam o amor. O adulto sabe receber amor, mas não depende do outro para experimentar amor. É assim que Jesus se tornou para nós modelo supremo de humanidade.

Como dizíamos no artigo anterior: “A impossibilidade de experimentar-se positivamente em comunhão com os outros - experimentar amor - é a morte. Como se trata de um processo, nenhum de nós chegou à plenitude dessa experiência. Vivemo-la como caminho. Isto é suficiente para sermos felizes no tempo da história. Os vazios dessa experiência são assumidos como apelos a nela crescer. Donde a importância da esperança como certeza do acerto do caminho”.

No ser humano sexo, enquanto relação, exprime e comunica o que a pessoa vive. Deveria ser expressão de amor, manifestação da riqueza interior que se comunica ao parceiro e que tem a força de gerar outra vida. O que foge disso é perda de dignidade...”


Leia na íntegra em: - O sexo não resolve as insatisfações -

A relação sexual perde sua dimensão de grandeza quando se torna gesto de dominação: o macho subjuga a fêmea. A mulher se torna simples objeto de prazer, a serviço do homem no conjunto da vida. “Se é essa a condição do homem em relação à mulher, não vale a pena se casar” (Mt 19,10), exclamaram os discípulos diante da palavra de Jesus sobre a dignidade do matrimônio.

O sexo, quando é simples busca de prazer, ainda que acordada entre as partes, sem nenhum projeto de vida a dois, não gera verdadeira comunhão, antes se torna expressão de um vazio interior jamais resolvido. Em nossa cultura, fortemente marcada pelo hedonismo, o sexo é proposto como resposta ao desejo de vida que pulsa forte no coração humano. Mas a verdade é que nos momentos em que a boa experiência de ser alguém - pessoa - entra em crise, emerge forte o apelo ao sexo como resposta ao desconforto do momento. Crises prolongadas de identidade, ausência da satisfação no trabalho e na missão levam inevitavelmente a buscar no sexo a compensação. Donde a importância de educar para a castidade desde a infância, oferecendo, sobretudo aos adolescentes, uma reta compreensão do sentido da sexualidade e proporcionando-lhes um ambiente sadio, feito de compreensão e de sincera amizade.

Se a família e a escola não oferecerem uma sólida formação para a virtude, não teremos cidadãos capazes de sacrifício pelo bem comum. Mas, será possível apresentar aos jovens a castidade como parte integrante de um projeto de vida? É claro que é possível, desde que os educadores, eles mesmos, estejam convencidos da beleza da virtude. A castidade é parte da virtude cardeal da temperança “que tem em vista impregnar de razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana”, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (n.2341). Nenhum educador, em sã consciência, julga que se deixar levar pelos impulsos instintivos ou se dominar por paixões desordenadas possa ser fonte de felicidade para a pessoa.

Entretanto, há, em nosso país, uma campanha sistemática, com o intuito de prevenir AIDS e gravidez precoce, que passa a seguinte mensagem: “Pratique sexo à vontade, mas se cuide, use camisinha”. Aristóteles propôs, já antes de Cristo, a virtude como o caminho necessário para a construção da felicidade. E como a felicidade é aspiração de todos, o filósofo considerava ser tarefa da política procurá-la. Por isso atribuía ao Estado a missão de promover a educação para a virtude das crianças e dos jovens.

A sexualidade só é verdadeiramente humana quando inserida no horizonte da razão, da liberdade e do amor. Ela “comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o ser humano comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz” (CIC 2339). A castidade é virtude necessária para casados e para celibatários. Ela dá grandeza à intimidade própria dos casais fazendo de suas relações íntimas verdadeira doação de amor e dá dignidade à continência sexual, tantas vezes exigida na vida do casal. É ainda o empenho por uma vida casta que prepara os jovens para o matrimônio, garantindo-lhes que a força que os une é maior do que a mera paixão que os atrai. Conter-se no tempo de namoro é abrir espaço para a emergência de um amor maior capaz de sustentar a futura união “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença” até o fim. Quando é a mera paixão o motivo do casamento, este tem duração fugaz: morre quando morre o “amor-paixão”.

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

O sexo não resolve as insatisfações

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A sexualidade humana

Vida, para o ser humano, é a experiência de ser alguém em comunhão com o outro, reflexo do mistério trinitário. Sendo o ser humano um ser corporal e sexuado, essa experiência tem uma dimensão corporal, se dá e se manifesta no corpo. O núcleo dessa experiência, entretanto, é espiritual no sentido de que ela acontece pela presença de si a si mesmo e ao outro. Poderíamos chamar essa experiência de autoconsciência vital. Ao se experimentar assim o ser humano colhe também o outro, o mundo e as pessoas. É uma experiência de harmonia. Nela é suprimido todo conflito. Ela se traduz em sentimentos e emoções e se mostra no corpo. Não é necessário dizer que, no tempo da história, essa experiência é processo. Daí ser possuída na esperança, que já é uma forma de possuir o que virá. Mas, por isso mesmo, é uma experiência em que estamos sujeitos a enganos ao buscá-la. E nós a buscamos sempre, às vezes, desesperadamente.

Sendo o encontro sexual, quer pela intensidade do prazer físico, quer pelas emoções do envolvimento erótico, um momento corporal de forte experiência de si e de intensa comunicação com o outro, ele parece responder ao desejo profundo de sentir-se a si mesmo e de experimentar comunhão com o outro. E, naqueles instantes, a pessoa pode assim se sentir.

Se a pessoa, no conjunto de sua vida, cultiva uma experiência profunda de si e de comunicação com os outros, o momento do encontro sexual - no matrimônio - será expressão e fonte de uma vida a dois positiva. O sexo, entretanto, por si mesmo, não é fonte de vida para a pessoa. Não é solução para problemas de solidão e para carências afetivas. Quando para esse fim se busca a experiência sexual, a relação entre os parceiros acaba por se desgastar e se torna doentia, lugar de manifestação das mais variadas formas de imaturidade, tais como: possessividade, ciúme, dominação, sadomasoquismo e outras.

Mas é verdade que situações estressantes podem levar a buscar no sexo o desafogo, como recomendou certa vez uma ministra: “relaxa e goza”. Da mera curiosidade adolescente pode se passar para a prática masturbatória como válvula de escape para tensões emocionais. E quando se aprende a ter o (a) parceiro (a) acrescenta-se à experiência física do prazer a sensação de companhia, o envolvimento erótico. Assim o cérebro aprende - instala-se um mecanismo – a mobilizar a área do prazer sexual como forma de superar o desconforto. A força desse mecanismo é poderosa porque, na verdade, a experiência sexual parece responder à necessidade profunda de comunicação do ser humano. Mas uma coisa é certa: o sexo não resolve a insatisfação profunda, doentia ou não, que costuma acompanhar o ser humano desde a infância.

Há ainda outros fatores que levam a pessoa a buscar a experiência sexual como resposta. Nos adolescentes pode ser simplesmente o desejo de experimentar. Mas, em uma cultura que leva o sexo à condição de sentido de vida, o desejo de fazer a experiência acaba se transformando em necessidade.

É nesse contexto humano e cultural que os cristãos devem testemunhar a dignidade maior da pessoa humana através da vivência da castidade. A impossibilidade de experimentar-se positivamente em comunhão com os outros - experimentar amor - é a morte. Como se trata de um processo, nenhum de nós chegou à plenitude dessa experiência. Vivemo-la como caminho. Isso é suficiente para sermos felizes no tempo da história. Os vazios dessa experiência são assumidos como apelos a nela crescer. Donde a importância da esperança como certeza do acerto do caminho. É dentro desse horizonte que podemos entender a sexualidade humana enquanto impulso na direção do outro.

Eros é, em sua raiz, impulso para a comunhão, busca de plenitude, desejo de envolvimento. Eros pode ser fonte de crescimento, força que impele para os envolvimentos místicos. Mas pode perder-se nas emoções vindas de fora, da estimulação dos sentidos e da excitação produzida pela química do prazer. Sem dúvida, o instinto sexual objetiva garantir a continuidade da espécie. No ser humano o instinto sexual é parte de um todo, na qual razão e liberdade constituem nossa identidade específica. Assim, ao mesmo tempo em que a sexualidade humana objetiva garantir a continuidade da espécie, ela se torna lugar privilegiado de comunicação.

O encontro sexual entre homem e mulher deveria, pois, inclusive em razão da intimidade do abraço, ser um momento de profunda e real comunhão. Mais que a intensidade do prazer físico a relação sexual deveria ser a celebração do amor vivido na comunhão cotidiana da vida. No ser humano, portanto, o sexo, enquanto relação, exprime e comunica o que a pessoa vive. Deveria ser expressão de amor, manifestação da riqueza interior que se comunica ao parceiro e que tem a força de gerar outra vida. Matrimônio é união que gera vida. O que foge disso é perda de dignidade. (continua em Por uma sexualidade integrada)

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

PROFISSÕES ANTIGAS

Três amigos discutiam quem tinha a profissão mais antiga.
- Não que eu queira contar vantagem - disse o marceneiro - Mas os meus antepassados construíram a Arca de Noé!
- Isso não é nada! - contra-atacou o jardineiro - Foram os meus antepassados que plantaram o Jardim do Éden!
- Tudo bem! - disse o eletricista, tranqüilo - Mas quando Deus disse "Haja luz", quem vocês acham que tinha puxado a fiação?

Submissão, um significado diferente

Uma atitude mútua, independente daquele que julga ter mais autoridade

Todos trazemos no íntimo o desejo de ser bons, no entanto, o nosso empenho em nos aplicarmos a isso e às mudanças necessárias para o bom convívio perdem o interesse quando precisamos nos fazer submissos à vontade ou às justificativas do outro. Ser bons com as pessoas somente nos momentos em que estamos nos relacionando a distância ou nos breves momentos de encontros pode até parecer fácil. Entretanto, ainda que o mundo moderno esteja diminuindo as distâncias por intermédio da tecnologia, um relacionamento, para se tornar fecundo, não se faz somente por meio de breves cumprimentos ou de momentos mantidos por contatos telefônicos.


Ouça comentários adicionais

Já foi comentada, em outros artigos, a necessidade de nos moldarmos às situações comuns estabelecidas dentro de um relacionamento. E entre muitos exemplos apresentados para viver a sadia convivência, podemos compará-la ao enxerto, em que duas pessoas se unem para formar uma nova, com riquezas comuns. De maneira especial, tal exemplo, me parece ser ainda mais apropriado para o relacionamento conjugal. Pois se trata de um casal que se une no propósito comum de uma vida a dois, dispostos, a partir dessa união, a gerar filhos.

Aqueles que se dispõem a viver um relacionamento e a trocar experiências de vida, de certa maneira, se colocam dispostos a aprender com aquilo que a outra pessoa pode oferecer. Além de juntos propiciarem agradáveis momentos um ao outro, devem também estar dispostos para enfrentar os desafios próprios, estabelecidos pelo relacionamento conjugal.

Tais desafios tocam pontos nevrálgicos, como, por exemplo, viver a submissão ao outro. Uma palavra que nos traz à mente o símbolo de poder e opressão. Pois associou-se a essa palavra a atitude daquele que é subjugado, daquele que se anula diante do outro que detém autoridade. Talvez, por esse motivo, a maioria das pessoas tenham riscado essa palavra do seu vocabulário e por ser tão difícil assimilar tal gesto.


Conteúdo acessível também pelo iPhone

Contudo, também fomos submissos quando, de maneira voluntária, nos entregamos ao conhecimento e à “autoridade” do professor ao aceitar as regras impostas pela matemática. A fim de aproveitar das benesses do conhecimento, subjugamo-nos à autoridade daquele que mais sabia, e este [o professor], na sua autoridade, submeteu-se às limitações dos alunos para lhes favorecer a transformação de suas vidas, com a luz do saber.

A submissão é uma atitude mútua, independente daquele que julga ter mais autoridade se comparado ao outro. Ela significa limitar-se voluntariamente ao outro sem contrariar a nossa consciência ou nos obrigar a fazer algo condenável ou à força.

Se dentro de um relacionamento alguém tem mais autoridade em determinada situação sobre a outra pessoa, em vez de fazer dessa autoridade um instrumento para tirar vantagens, que se seja submisso na maneira de tornar a vida daqueles que estão à sua volta mais fácil. Para isso é necessário que cada um de nós trabalhe em nossas próprias atitudes, utilizando-nos desse ato de viver a submissão como “óleo” que lubrifica as engrenagens dos nossos relacionamentos.

Um abraço

Foto José Eduardo Moura
dado@dadomoura.com
Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o portal Canção Nova, como articulista. Para ouvir alguns comentários de alguns artigos, acesse: podcast

Sacrifício de Crianças e Satanismo... Jejuemos Contra!

Vamos Jejuar hoje por todas as aberrações que existem pelo mundo afora...


Sacrifício de crianças WIN 97 E 2003

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 28 de Novembro de 2008
Sexta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Santa Catarina Labouré, religiosa, +1876



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «Quando virdes acontecer estas coisas, sabereis que está próximo o Reino de Deus"

Leituras

Apoc. 20,1-4.11-14.21,1-2.
Vi, depois, um anjo que descia do céu. Trazia na mão a chave do Abismo e
uma grande corrente.
Agarrou o Dragão, a Serpente antiga, que também se chama Diabo ou Satanás:
prendeu-o por mil anos
e lançou-o no Abismo que depois fechou e selou, para que ele não mais
enganasse as nações, até que se completassem mil anos. Depois deste
período, o Diabo deve ser solto por algum tempo.
Vi também alguns tronos; e aos que neles estavam sentados foi dado o poder
de julgar. Vi ainda as almas dos que foram decapitados pelo testemunho de
Jesus e pela Palavra de Deus, os quais não adoraram a Besta, nem a sua
estátua, nem trouxeram na fronte ou na mão o sinal da Besta. Eles reviveram
e reinaram com Cristo durante mil anos.
Depois, vi um trono magnífico e branco e alguém sentado nele. Os céus e a
terra fugiram da sua presença e desapareceram definitivamente.
Vi também todos os mortos, grandes e pequenos. Estavam diante do trono; e
foram abertos uns livros. Foi aberto também um outro livro, que é o livro
da Vida. Os mortos foram julgados segundo aquilo que estava escrito nos
livros, segundo as suas obras.
O mar devolveu os mortos que nele havia, a Morte e o Abismo entregaram
também os seus mortos, e cada um foi julgado segundo as suas obras.
Então, a Morte e o Abismo foram lançados no lago de fogo. Este lago de fogo
é a segunda morte.
Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira
terra tinham desaparecido e o mar já não existia.
E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, já
preparada, qual noiva adornada para o seu esposo.


Salmos 84,3.4.5-6.8.
minha alma suspira e tem saudades dos átrios do SENHOR; o meu coração e a
minha carne cantam de alegria ao Deus vivo!
Até os pássaros encontram abrigo e as andorinhas um ninho, para os seus
filhos, junto dos teus altares, SENHOR do universo, meu rei e meu Deus.
Felizes os que habitam na tua casa e te louvam sem cessar.
Felizes os que em ti encontram a sua força, e os que desejam peregrinar até
ao monte Sião.
Eles avançam com entusiasmo crescente, até se apresentarem em Sião diante
de Deus.


Lucas 21,29-33.
E disse-lhes uma comparação: «Reparai na figueira e nas restantes árvores.
Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão
está próximo.
Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus
está próximo.
Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão nº 74 sobre o Cântico dos cânticos

«Quando virdes acontecer estas coisas, sabereis que está próximo o Reino de Deus"

«É Nele, realmente, que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 28).
Feliz daquele que vive por Ele, que é movido por Ele, em quem Ele é a
existência. Perguntar-me-eis: se não se conseguem descobrir os sinais da
Sua vinda, como foi que eu soube que Ele estava presente? É que Ele é vivo
e eficaz (Heb 4, 12); mal entrou em mim, despertou a minha alma adormecida.
Vivificou-me, enterneceu-me e animou-me o coração, que estava adormecido e
duro como uma pedra (Ez 36, 26). Começou por arrancar e sachar, construir e
plantar, regar a minha secura, dar luz às minhas trevas, abrir aquilo que
estava fechado, inflamar a minha frieza, e também aplainar os cumes e
nivelar os terrenos escarpados (Is 40, 4) da minha alma, para que ela
pudesse dizer: «Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e toda a minha vida
interior o Seu santo nome» (Sl 102, 1).

O Verbo esposo veio a mim mais do que uma vez, mas sem dar sinais da Sua
irrupção. [...] Foi pelo movimento do meu coração que me apercebi de que
Ele ali estava. Reconheci a Sua força e o Seu poder, porque senti
apaziguarem-se-me as más tendências e as paixões. A discussão e a acusação
aos meus sentimentos obscuros levou-me a admirar a profundidade da Sua
sabedoria. Experimentei a Sua doçura e a Sua bondade pelo veloz progresso
da minha vida. E, vendo renovar-se-me o homem interior (2Cor 4, 16), o meu
espírito no mais fundo de mim mesmo, descobri um pouco da Sua beleza.
Contemplando por fim tudo isto, estremeci diante da imensidão da Sua
grandeza.




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27 de nov de 2008

Informativo Cléofas - 27/11/20

Informativo Cléofas, 27 Novembro de 2008 - Ano III - Número 101

Programa Escola da Fé

Hoje o Programa Escola da fé será reprise do Programa do dia 08/05/2008, que falou sobre o Magistério da Igreja.

O Magistério da Igreja

Jesus Cristo instituiu na sua Igreja um Magistério ou o poder de ensinar e transmitir autenticamente as verdades da fé:

Mt 16, 17-19 – “Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Mt 18, 17-18 – “Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”.

Lc 10,16 – “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”(...)

+ leia mais

O programa Escola da Fé, é exibido toda a quinta-feira às 20h30 na TV Canção Nova (Link))


Eventos

+ Aprofundamento para Universitários


Blog do Prof. Felipe

Quando se deve ministrar a Unção dos Enfermos?

A constituição apostólica “Sacramuncionem infirmorum”, de 30 de novembro de 1972, seguindo o Concílio Vaticano II (cf. SC 73), estabeleceu que doravante, no rito romano, se observe o seguinte:

“O sacramento da Unção dos Enfermos é conferido às pessoas acometidas de doenças perigosas, ungindo-as na fronte e nas mãos com óleo devidamente consagrado – óleo de oliveira ou outro óleo extraído de plantas -, dizendo uma só vez: “Por esta santa unção e por sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, em sua bondade, alivie teus sofrimentos” (CDC, cân. 847, 1)”.

O Catecismo da Igreja ensina que: “O sacramento da Unção dos enfermos tem a finalidade de conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice” (§1527). E que “o tempo oportuno para receber a sagrada unção é certamente aquele em que o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte devido à doença ou à velhice” (§1528). “Cada vez que um cristão cair gravemente enfermo, pode receber a sagrada unção. Da mesma força, pode recebê-la novamente se a doença se agravar” (§1529).(...)


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Livro da Semana

Só por Ti Jesus

Não há trabalho mais digno e importante do que implantar o Reino de Deus neste mundo. É nobre e grande a missão de salvar almas. É o grande desejo do Coração de Jesus.

Mas é uma missão árdua, que exige perseverança, formação, espiritualidade e renúncia a si mesmo.

O Senhor avisa que não é digno dele quem põe a mão no arado e olha para trás.
”Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz a cada dia, e me siga”.

É uma missão que só pode ser realizada por amor a Jesus, que nos amou sem limites.

Mas Ele nos promete o cêntuplo aqui e a vida eterna depois. O que mais podemos desejar?

Só por Ti Jesus.


Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 85-88158-20-5
Ano: 2008
Edição: 3
Número de páginas: 200
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14x21 cm


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Livro da Semana


Só por Ti Jesus
14x21 cm - 200 páginas.


Shopping Cléofas


O que são as Indulgências?
14x21 cm - 120 páginas


Ciência e Fé em harmonia
14x21 cm - 304 páginas.


 


© 2008 - Editora Cléofas

RESPOSTA DE UM EX-PROTESTANTE A UM EX-CATÓLICO

Por Marcos Monteiro Grillo

[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site]

Nome do leitor: Nerly

Cidade/UF: Anchieta/ES

Religião: Batista


Mensagem
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ME PERGUNTARAM PORQUE NÃO SOU MAIS CATÓLICO...EU NÃO QUERO OFENDER RELIGIÃO DE NINGUÉM AQUI.E SE DUVIDAREM,AS REFERÊNCIAS BÍBLICA ESTAO AI PARA QUE ESTA MINHA RESPOSTA AOS AMIGOS SEJA CONFERIDA...SÓ ESTOU RESPONDENDO A RAZÃO DESTA MINHA FÉ CONFORME DIZ 1 PEDRO 3:13.EU NÃO SOU DOUTRINADO POR RELIGIÃO ALGUMA.JESUS DISSE QUE A PALAVRA DE DEUS É A VERDADE(JO 17:17).E NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE SENÃO A FAVOR DELA(2 COR 13:8).A MESMA DIZ QUE NENHUMA MENTIRA VEM DA VERDADE(1 JO 2:21).DEUS QUER QUE TODOS SE SALVEM E CONHEÇAM ESSA VERDADE(1 TIM 2:4).E EU A CONHECI...E DEIXEI DE SER CATÓLICO.E A VERDADE DESTA PALAVRA ME DIZ QUE HÁ UM SÓ MEDIADOR ENTRE EU E DEUS(1 TIM 2:5),ME DIZ QUE JESUS SALVA DEFINITIVAMENTE OS QUE POR ELE SE CHEGAM A DEUS VIVENDO SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES(HEB 7:25),ME DIZ QUE JESUS É QUE INTERCEDE POR MIM AO LADO DE DEUS(ROM 8:34),ME DIZ QUE SE EU PECAR TENHO UM ADVOGADO POR NOME JESUS(1 JO 2:1),A BÍBLIA ME DIZ QUE EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO,PORQUE TAMBÉM DEBAIXO DO CEU NÃO HÁ OUTRO NOME PREGADO A NÓS PELO QUAL DEVAMOS SER SALVOS(ATOS 4:12).POR QUE AS PESSOAS ENSINAM A REZAR MAIS "AVE-MARIAS" DO QUE O PAI-NOSSO?MARIA NÃO ESTA NOS EVANGELHOS COMO MEDIADORA,COMO PADROEIRA OU INTERCESSORA...DIZEM QUE O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS FOI ATRAVES DA INTERCESSÃO DE MARIA,MAS VAMOS ANALIZAR O TEXTO DE JOÃO 2:3,4...JESUS REPREENDEU MARIA QUANDO ELE TRANSFORMOU AGUA EM VINHO.ELE DISSE:"MULHER,O QUE TENHO EU A FAZER EM COMUM COM VOCÊ?EU FAREI O QUE DEVO QUANDO CHEGAR O MOMENTO CERTO".MARIA RECONHECENDO A AUTORIDADE E A VIRTUDE DE JESUS SE HUMILHA E DIZ:"FAÇAM O QUE JESUS QUISER".JESUS DESFAVORECEU QUE MARIA FOSSE EXALTADA A COLOCANDO NO MESMO NÍVEL QUE OS DISCIPULOS E DOS QUE OUVEM A PALAVRA DE DEUS (LUC 11:28,28;MAT 12:47,48).PELA MESMA PALAVRA ENTENDO QUE MARIA FOI APENAS ESCOLHIDA ENTRE AS MULHERES PARA DAR A LUZ A JESUS,FAVORECIDA (AGRACIADA) NESTES DIAS,FOI FELIZ,FOI SERVA FIEL DE DEUS,E DECLAROU TER UM SALVADOR(LUC 1:28,38-48). E QUEM PRECISA DE UM SALVADOR NÃO É CAPAZ DE SALVAR A NINGUEM!OUTRO ERRO É DIZER QUE MARIA É VIRGEM,SENDO QUE ELA TEVE RELAÇÃO SEXUAL COM JOSÉ APÓS NASCER JESUS.ELA FOI VIRGEM ATÉ QUE DESSE A LUZ A JESUS(MAT 1:25).UMA VIRGEM NÃO TERIA OUTROS FILHOS.JESUS TEVE IRMÃOS NA CARNE(ATOS 1:14;1 COR 9:5;GÁL 1:19).OUTRA COISA:A BÍBLIA EM PARTE ALGUMA APONTA A HOMENAGEM,O CULTO AOS CHAMADOS "SANTOS"EM REFERÊNCIA AOS APOSTOLOS.OS APOSTOLOS PEDRO E PAULO NÃO ACEITARAM SEREM ADORADOS POIS SE CONSIDERAVAM HOMENS COMOS NÓS(ATOS 10:25,26;14:13-15).PAULO DISSE PARA QUE ELES FOSSEM CONSIDERADOS MINISTROS DE CRISTO E DISPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS(1 COR 4:1).E ELES NÃO PREGAVAM A SI MESMOS,MAS A JESUS CRISTO,SENHOR (2 COR 4:5).DIZEM QUE O PAPA É O SUCESSOR DE PEDRO,MAS PEDRO NÃO NUNCA FEZ O QUE O PAPA ESTA FAZENDO...PEDRO FOI CASADO(JESUS CUROU A SOGRA DELE-MAT 8:14).OUTRA COISA:DEIXEI DE SER CATÓLICO PORQUE A VERDADE QUE CONHECI ME DIZ QUE NADA SABEM OS QUE CARREGAM EM PROCISSÃO AS IMAGENS DE ESCULTURA E DIRIGEM SUAS PRECES A ALGO QUE É INCAPAZ DE SALVAR (ISAIAS 45:20).O SENHOR DECLAROU QUE APÓS O NASCIMENTO DE JESUS E DA INTITUIÇÃO DO SEU REINO NÃO DEIXARIA AS IMAGENS DE ESCULTURA NO MEIO DE NÓS E NÓS COMO SEU POVO NÃO PODERIAMOS NOS AJOELHAR DIANTE DELAS(MIQ 5:13).EM JEREMIAS 10:14,15 DECLARA QUE AS IMAGENS DE ESCULTURA SÃO MENTIRAS E OBRAS DE ENGANO.O SENHOR NÃO DIVIDE O SEU LOUVOR COM OS IDOLOS DE IMAGENS (ISAIAS 42:8).OS SALMOS 115 E 135 DEMOSTRAM A INUTILIDADE DOS IDOLOS DE IMAGENS.O MESMO DIZ O LIVRO DE SABEDORIA DA BÍBLIA CATÓLICA,CAP.13.O APOSTOLO PAULO FICOU REVOLTADO AO VER UMA CIDADE DOMINADA PELA VENERAÇÃO AS IMAGENS DE ESCULTURA ( ATOS 17:16).O MESMO PAULO DISSE PARA DEIXARMOS DE ADORAR IMAGENS(1 COR 10:14).O APOSTOLO JOÃO PENSA IGUALMENTE PAULO EM 1 JO 5:21.A IGREJA CRISTÃ EM TESSALÔNICA DEIXOU DE ADORAR IMAGENS E PASSOU A CULTUAR SOMENTE A JESUS (1 TESS 1:9).
A IGREJA MUDOUA VERDADE DE DEUS EM MENTIRA HORANDO MAIS AS CRIATURAS(ROM 1:25)
"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus."(1 COR 2:17)

"...os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição."(2 PEDR 2:16)

"Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém."(1 PEDR 4:11).

*NÃO SOU RELIGIOSO.

*NÃO SOU FANÁTICO.

*NÃO SOU PASTOR.

*NÃO SOU PROFESOR DE RELIGIÃO.

*NÃO SOU TEÓLOGO...ETC.

SOU COMO QUALQUER UM DE VOCÊS AMIGOS.E DEUS DEMOSTROU O SEU AMOR POR NÓS QUANDO CRISTO MORREU POR NÓS SENDO NÓS AINDA PECADORES (ROM 5:8).E ELE QUER TE LIBERTAR DA FALSA FÉ,DA FALSA ESPERANÇA,DAS FALSAS DOUTRINAS E, PRINCIPALMENTE ,DA CONDENAÇÃO E PERDIÇÃO ETERNA.DECIDA-SE LOGO,PORQUE QUEM SABE HAVARÁ UM DIA,UM MOMENTO EM SUA VIDA QUE NÃO DARÁ TEMPO PARA ARREPENDER-SE E LIBERTAR-SE...

"E CONHECEIREIS A VERDADE,E A VERDADE VOS LIBERTARÁ"(JO 8:32)

"SE POIS,O FILHO (JESUS)TE LIBERTAR,VERDADEIRAMENTE SEREIS LIVRES"(JO 8:35).

Prezado Nerly,

A paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Começo essa modesta resposta dizendo que lamento sincera e profundamente por você ter deixado a única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo — e isso tanto do ponto de vista histórico quanto do teológico, do lógico e do filosófico — para seguir o seu próprio entendimento do que seja a verdadeira doutrina cristã. Convido-o a refletir comigo: a Igreja Católica Apostólica Romana é a única da qual podemos dizer, sem sombra de dúvida, que tem 2.000, e é a única que foi fundada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que a confiou aos Apóstolos, especialmente a Pedro (confira na sua Bíblia: Mt 16, 15-19 e Jo 21, 13-17). Essa apostolicidade, isto é, essa ligação direta que existe entre a Igreja Católica de hoje e a Igreja fundada por Cristo há 2.000 anos é inquestionável. Você pode até dizer que a Igreja Católica “se desviou”, que cometeu inúmeros erros etc., mas simplesmente não pode dizer que a Igreja Católica não teve sua origem em Cristo e nos Apóstolos. Trata-se de um fato histórico com o qual não é preciso ser nenhum expert em história para se concordar, basta que a pessoa esteja em sã consciência e tenha um mínimo de honestidade. Se bem que, pensando melhor, é necessário mais uma qualidade para que se reconheça a singularidade da Igreja Católica no que concerne à sua fundação: é necessário ter humildade. Sim, humildade, pois o reconhecimento da origem sagrada da Igreja Católica necessariamente nos leva à conclusão de que somente à Igreja Católica foi dada a autoridade para ensinar, sem possibilidade de erro, a sã doutrina cristã. E essa conclusão se impõe pelo simples fato de que foi o próprio Cristo quem fez a promessa: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18). Ora, se a Igreja que o próprio Cristo edificou (fundou) e chamou de “minha Igreja” tivesse “se desviado”, a promessa de Cristo teria simplesmente falhado, ou seja, as portas do inferno teriam prevalecido, pois a Igreja teria deixado de ensinar fielmente a doutrina tal como a recebeu de Cristo e dos Apóstolos. Mas é claro que isso não aconteceu, e não aconteceu pelo simples fato de que não poderia ter acontecido, pois é impossível que Cristo tenha mentido (cf. Rm 3, 4), como é impossível que Ele tenha deixado de cumprir a promessa que fez. E é aqui que entra a necessidade da humildade, pois é preciso ser humilde para se reconhecer que não importa a “minha verdade”, não importa o que “eu” penso ser verdadeiro, o que “eu” considero razoável ou o que “eu” acredito ser a verdadeira interpretação da Escritura (sob a “iluminação” direta do Espírito Santo). Pois esse subjetivismo, por mais sincero e bem-intencionado que seja, não permite a ninguém encontrar a verdade, haja vista a elementar distinção entre verdade subjetiva e verdade objetiva: a primeira varia na mesma proporção em que variam os sujeitos e as suas percepções, gostos, opiniões, preferências, idiossincrasias etc.; já a segunda, por definição, independe dos sujeitos. Em outras palavras, a “verdade” subjetiva só pode ser relativa, posto que condicionada aos sujeitos, ao passo que só a verdade objetiva pode ser absoluta, uma vez que não depende do sujeito nem está restrita ao sujeito, ao contrário, encontra-se no próprio objeto. Ora, é evidente que a verdadeira doutrina ensinada por Cristo aos Apóstolos, e por esses a nós todos, não pode ser subjetiva, ou seja, não pode variar conforme as interpretações subjetivas (ou individuais). A doutrina de Cristo não pode depender desta ou daquela interpretação, deste ou daquele gosto. E aqui nos deparamos com um ponto crucial: só haveria um único meio pelo qual a doutrina cristã poderia ser objetivamente apreendida e comprovada, independentemente de qualquer interpretação subjetiva, e esse único meio era a instituição de uma instância dotada de legítima autoridade para definir o certo e o errado. E foi precisamente o que Cristo fez quando instituiu o Sagrado Magistério, elegendo os doze Apóstolos sob a chefia de Pedro. O Magistério é essa instância, essa autoridade, instituída e legitimada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, com a finalidade de preservar a sã doutrina e ensiná-la a toda a humanidade, guardando-a a salvo das variáveis interpretações subjetivas.

E, no entanto, você, à semelhança de tantas outras pessoas ao longo da história, preferiu seguir a sua “verdade”. Ainda que com a maior sinceridade e com a melhor das intenções, você fez de si próprio um arremedo de Magistério, rejeitando o bimilenar ensino da Igreja — corroborado por tantos santos e santas, doutores e doutoras — para seguir aquilo que parece a você (e/ou às lideranças da sua denominação, do passado e do presente) ser a verdade. Veja, prezado Nerly, que não estou questionando a sua sinceridade, nem o seu temor a Deus, e muito menos a experiência que você crê ter tido (e estar tendo) com Deus. Prefiro deixar esse julgamento para Deus. Só estou tentando lhe mostrar como é temerária, para dizer o mínimo, a sua decisão de abandonar o bimilenar ensino da Igreja Católica.

Talvez você não saiba, mas eu fiz o caminho inverso ao seu. Durante mais de 33 anos eu fui protestante (primeiramente presbiteriano, depois pentecostal, batista e, por fim, luterano). Ao longo desses anos, acredito que ninguém além de Deus poderia questionar a sinceridade com que eu O buscava. Ainda que de forma trôpega, vacilante e inconstante — e aqui devo reconhecer que nem todos os protestantes são trôpegos, vacilantes e inconstantes como eu era —, eu procurava seguir a Cristo da melhor forma possível, mas sempre de acordo com o que eu (e/ou a minha denominação na época) acreditava ser a verdade. Mesmo nos momentos de maior “certeza” (se é que se pode chamar de certeza aquele entusiasmo típico dos que encontram a “sua” verdade), era tão-somente da minha verdade que eu tinha (ou acreditava ter) certeza. Porém, quando a minha verdade subjetiva inevitavelmente se confrontava com outras “verdades” (no caso, a “verdade presbiteriana”, a “verdade pentecostal”, a “verdade batista”, a “verdade luterana” e assim sucessivamente), então eu percebia quão frágil era essa minha verdade, percebia, mas não admitia, pois o meu orgulho não mo permitia. Eu então relutava: “Não é possível que a ‘idólatra’ Igreja Católica esteja certa! Não é possível que essa Igreja que ‘se desviou’ do cristianismo primitivo esteja com a razão! Não é possível que só na Igreja Católica Apostólica Romana nós podemos encontrar a verdade objetiva, aquela verdade que não depende do gosto, nem da interpretação e nem da opinião de quem quer que seja, aquela verdade que permanece em meio às intempéries da história, enfim, aquela verdade recebida diretamente de Cristo e dos Apóstolos, pela qual eu anseio no mais profundo do meu ser!”. E aos poucos a maravilhosa graça de Deus foi atuando em mim, o orgulho foi dando lugar à humildade, a presunção à obediência, e o ceticismo de quem já estava cansado de dar murro em ponta de faca foi dando lugar à confiança e à fé. E então eu percebi que, para quem anseia por servir a Deus da melhor forma possível, isto é, para quem quer o máximo da fé cristã, enfim, para quem não se contenta com menos do que a totalidade da revelação cristã, não há outro lugar que não a Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja cujo Fundador nós podemos ter a certeza de ter sido o Deus Filho. Ser católico apostólico romano é o único meio pelo qual podemos ter a certeza de pertencermos à Igreja que Cristo fundou de fato, à Igreja que Ele quis deixar na terra como farol para toda a humanidade.

Prezado Nerly, se eu escrevi tudo isso, foi porque a alegria que eu sinto hoje por pertencer à verdadeira Igreja de Cristo é quase proporcional à tristeza que me invade a alma quando vejo tantas pessoas seguindo a Cristo fora da única Igreja que Ele fundou (ainda que O sigam com sinceridade e temor a Deus), tristeza que é ainda maior quando vejo um católico desprezar o inefável privilégio de pertencer à Igreja de Cristo em troca de uma verdade meramente subjetiva. E se eu, miserável pecador, entristeço-me diante dessa situação, imagine o que sente Nosso Senhor Jesus Cristo diante da desunião do Seu rebanho!

Peço a Deus que lhe conceda a mesma inestimável graça que me concedeu: (re)encontrar a única verdade na única Igreja fundada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo — a Igreja Católica Apostólica Romana.

Termino recomendando a leitura dos artigos abaixo, nos quais os seus argumentos são sobejamente refutados:

I) Cristo, único mediador:

· Jesus é o único mediador e salvador

· Leitor protestante pergunta sobre a intercessão dos santos

II) Sobre a salvação:

· A Igreja de Cristo é necessária à salvação?

· A predestinação e a reprovação

· A salvação para católicos e protestantes

· Catolicismo, calvinismo e salvação [1] [2] [3]

· Deixados para trás: a doutrina do arrebatamento

· Fé, obras e certeza da salvação

· Fragmentos da doutrina católica sobre a predestinação

· Jesus e a samaritana

· Leitor questiona a soteriologia católica

· Leitor pergunta sobre a salvação

· Leitora pergunta se devemos ter certeza da salvação

· Nós somos salvos de uma vez por todas?

· O Vaticano II exclui da salvação as pessoas que se encontram em ignorância invencível?

· Predestinação, salvação e condenação

· Salvação: segurança ou esperança?

· Sobre a salvação

III) Sobre os Santos – idolatria/imagens:

· A Bíblia condena o uso de imagens? Deus permite a fabricação de imagens?

· A controvérsia sobre as imagens no 2º Concílio de Nicéia

· Adorar imagens?

· Agradecimento ao sr. Marcos Grillo sobre os santos e Maria

· Apologia à veneração dos santos no Cristianismo primitivo

· As imagens permitidas

· Como explicar a existência de tantos versículos condenando as imagens?

· Contradições do munto protestante sobre as imagens

· Deus proíbe a confecção de imagens?

· Imagem na cruz?

· Imagens católicas ou ídolos pagãos?

· Imagens, cruz e crucifixo

· Leitor pede esclarecimentos sobre o culto das imagens e Maria Santíssima

· Leitor pergunta sobre a imagem de Jesus na cruz

· Leitor pergunta sobre culto aos santos e idolatria

· Leitor pergunta sobre imagens e orações aos santos

· Leitor pergunta sobre os santos e a Virgem Maria

· Leitor se espanta com a expressão "adoração da cruz"

· Leitor usa Livro da Sabedoria para "provar" idolatria católica

· Leitora acusa Catolicismo de idolatria

· Lutero contra as imagens dos santos?

· Mais do mesmo: leitor católico questiona as imagens

· Medalha de São Bento

· Medalha de São Bento: como adquirir?

· O culto à "Santa Morte"

· O culto aos ícones sagrados

· Os livros deuterocanônicos condenam as imagens católicas?

· Os santos ícones

· Pode-se adorar a santa cruz?

· Protestante pergunta sobre o capítulo 6 de Baruc

· Protestantes em favor das imagens?

· Protestantes usam imagens?

· Respondendo aos protestantes sobre a idolatria

· Respostas aos protestantes quanto ao uso da cruz no peito

· Respostas aos protestantes sobre as procissões

· Sobre a missa e o culto aos santos

· Versículos contra imagens?

IV) Sobre os Santos – intercessão:

· A intercessão dos santos

· Leitor pede que refutemos questionamentos protestantes

· Mais reflexões sobre a intercessão dos santos

· Leitor pergunta sobre a oração de intercessão dos santos

· Leitor protestante pergunta sobre a intercessão dos santos

· Leitor protestante pergunta sobre santos, a Virgem e livros de teologia

· Resposta a um leitor "incrédulo"

· Respostas aos protestantes sobre a intercessão dos anjos e santos

· Respostas aos protestantes sobre as relíquias milagrosas

· Santos: uma possível resposta

V) Sobre a Santíssima Virgem Maria:

· Protestante grita o seu ódio à Maria Santíssima

· Respostas aos protestantes sobre Maria

· Uma defesa bíblica de Maria

· Me responda: Maria mediadora?

· Sim, Nossa Senhora também foi salva pela graça!

· Comentários de um pastor sobre Maria

· Mais uma carta cheia de ódio à Maria

· Maria na Reforma Protestante

· Maria Santíssima elogiada por um protestante

· Leitora pergunta porque os protestantes esqueceram Maria

· Palavras de um ex-pastor sobre a Virgem Maria

· Pastor holandês reconhece a importância de Maria

· Por que muitos protestantes esquecem de Maria?

· Os reformadores protestantes e Maria

· As glórias da Virgem Maria segundo as Escrituras

· As grandezas de Maria Santíssima na Bíblia

· A perene virgindade de Maria

· A virgindade de Maria

· Dúvida sobre a virgindade perpétua de Maria

· Dúvida sobre termo grego usado na Bíblia para indicar os "irmãos" de Jesus

· Encontrado o ossário de Tiago, irmão do Senhor?

· Irmãos e irmãs de Jesus

· Jesus teve irmãos?

· Leitor pergunta sobre a virgindade perpétua de Maria

· Maria, sempre virgem

· O Salmo 68 é uma prova de que Jesus teve outros irmãos?

· Os "irmãos" de Jesus

· Os "irmãos" de Jesus: Maria teve outros filhos?

· Quem são os "irmãos" de Jesus?

· Virgindade de Maria e os "irmãos" do Senhor

V) Sobre o Papado:

· Um tolo ataque ao papado [1] [2] [3]

· A doutrina da infalibilidade do Sumo Pontífice

· Canonização e infalibilidade

· Claves regni: resposta a ataque ao dogma da infalibilidade

· Leitor volta a questionar o Papado e o culto aos santos

· O "discurso anti-infalibilidade do Papa" do bispo Strossmayer

· O primado petrino e a infalibilidade

· Protestante ataca o dogma da infalibilidade papal

· Protestante pergunta sobre a infalibilidade papal

· Como explicar a existência de maus papas?

· A promessa do primado

· Exegese católica de Mateus 16,18-19

· O primado do Papa e a epístola aos Gálatas

· Por que o ofício de Pedro é necessário? A importância do primado papal

· Reflexões acerca do primado do Papa e de sua infalibilidade

· Resposta a texto protestante sobre o primado de Pedro

· Santos e patriarcas orientais confirmam o primado do Papa!

· Sobre o primado da Igreja de Roma

· A autoridade de São Pedro e a sucessão apostólica

· A veneração a São Pedro e a pertença ao Corpo Místico de Cristo

· E tu serás chamado "Cefas"

· Leitor nos pergunta acerca da presença de Pedro em Roma no ano 42

· Leitor pergunta sobre a sucessão de São Pedro

· O apóstolo Pedro esteve em Roma?

· Pedro, a pedra

· Pedro, a rocha

· Permanência e morte de São Pedro em Roma

· Pregação, episcopado e martírio de São Pedro em Roma

· Protestante pergunta se Pedro foi o primeiro Papa

· Quem é a Pedra: Jesus ou Pedro?

· São Pedro esteve em Roma

· Três possibilidades para as palavras "Petrus" e "petra"

VI) Sobre a Bíblia – Sola Scriptura/Autoridade:

· 2Timóteo 3,16-17 e a "Sola Scriptura"

· 10 objeções rápidas à "Sola Scriptura"

· A autoridade bíblica

· A Bíblia como a "única regra de fé"

· A Bíblia mal utilizada

· A eucaristia segundo a Bíblia (ilogismos da "Sola Scriptura")

· A morte da "Sola Scriptura"

· A origem da falsa doutrina na "Sola Scriptura"

· Debate sobre a "Sola Scriptura": Alexandre C. Dias Jr. x Hercílio Leal - [1] [2] [3] [4] [5]

· Diálogo fictício sobre a "Sola Scriptura"

· Diálogo sobre o papel da Igreja e a "Sola Scriptura" [1] [2] [3] [4]

· Erros de John McArthur sobre a "Sola Scriptura" - [1] [2]

· Examinando as provas da "Sola Scriptura"

· Examinando a "Sola Scriptura"

· Leitor se espanta com a afirmação de que a Bíblia não é a única regra de fé

· Leitor usa Santos Padres para fundamentar a "Sola Scriptura" - [1]***

· Lutero e a autoridade das Escrituras

· "O Cristianismo é uma religião construída ao redor de um livro: a Bíblia"

· O legado do banquinho de um pé só...

· O nó górdio da "Sola Scriptura"

· O que é "Sola Scriptura"?

· Os nobres de Beréia: exemplo de "Sola Scriptura"?

· Os primitivos Padres da Igreja acreditavam na "Sola Scriptura"?

· O problema da autoridade na "Sola Scriptura"

· Os erros fundamentais da "Sola Scriptura"

· Os protestantes e a "Sola Scriptura"?

· Sagrada Tradição, "Sola Scriptura" e divisão católica

· Sobre a "Sola Scriptura"

· "Sola Scriptura": silogismo ou sofisma?

· Somente a Bíblia?

· Somente a Bíblia? 21 razões para rejeitar a Sola Scriptura [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] [15] [16] [17] [18] [19] [20] [21] [22] [23] [24]

· Tudo está na Bíblia?


Em Cristo,
Marcos M. Grillo


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GRILLO, Marcos Monteiro. Apostolado Veritatis Splendor: RESPOSTA DE UM EX-PROTESTANTE A UM EX-CATÓLICO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5428. Desde 26/11/2008.


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.