25 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 25 de Janeiro de 2009
3º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)
Conversão de São Paulo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] : «Deixando logo as redes, seguiram-No»

Leituras

Jonas 3,1-5.10.
A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos:
«Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te
ordenar.»
Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma
cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer.
Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de
quarenta dias Nínive será destruída.»
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e
vestiram-se de saco, do maior ao menor.
Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e,
arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez.


Salmos 25(24),4-5.6-7.8-9.
Mostra me, SENHOR, os teus caminhos e ensina me as tuas veredas.
Dirige me na tua verdade e ensina me, porque Tu és o Deus meu salvador. Em
ti confio sempre.
Lembra te, SENHOR, da tua compaixão e do teu amor, pois eles existem desde
sempre.
Não recordes os meus pecados de juventude e os meus delitos. Lembra-te de
mim, SENHOR, pelo teu amor e pela tua bondade.
O SENHOR é bom e justo; por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça e dá lhes a conhecer o seu caminho.


1 Cor. 7,29-31.
Eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. De agora em diante, os que têm
mulher, vivam como se não a tivessem;
e os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se
alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;
os que usam deste mundo, como se não o usufruíssem plenamente. Porque este
mundo de aparências está a terminar.


Marcos 1,14-20.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o
Evangelho de Deus,
dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo:
arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»
Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que
lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.»
Deixando logo as redes, seguiram-no.
Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que
estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou.
E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com
Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Para a primeira profissão de sua irmã Myriam (trad. Source caché, p. 255)

«Deixando logo as redes, seguiram-No»

Aquele que se deixa conduzir como uma criança pelo vínculo da santa
obediência chegará ao Reino de Deus prometido «às criancinhas» (Mt 19,14).
Esta obediência conduziu Maria, a filha de rei, da casa de David, para a
modesta casa do humilde carpinteiro de Nazaré; conduziu os dois seres mais
santos do mundo para fora do recinto protector do seu humilde lar, pelas
grandes estradas, até ao estábulo de Belém. A obediência depositou o Filho
de Deus na manjedoura.

Na pobreza, livremente escolhida, o Salvador e Sua mãe percorreram os
caminhos da Judeia e da Galileia e viveram da esmola dos que acreditavam.
Nu e despojado, o Senhor foi suspenso da cruz e entregou ao discípulo amado
a protecção de sua mãe. (Jo 19,25ss.).

Eis o motivo por que Ele pede a pobreza àqueles que O querem seguir. O
coração deve estar livre de tudo o que o prende aos bens terrenos, não deve
desejá-los, não deve inquietar-se, nem deles depender, se quer pertencer
totalmente ao Esposo divino.




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Em Portugal, e provavelmente noutros países, as Conferências Episcopais
decidiram que, devido às comemorações dos 2000 anos do nascimento do
Apóstolo Paulo, seria possível utilizar hoje as leituras da festa da
Conversão de S. Paulo (e não as do 3º Domingo do tempo comum). Sendo assim,
as leituras poderão ser Jn 3,1-5.10; Sl 24(25),4-9; 1Cor 7,29-31; Mc
1,14-20.

24 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 7

Os cristãos perante o pluralismo religioso
Estarão unidos na tua mão


Is 25, 6-9 : Foi no Senhor que esperámos


Sl 117 (116), 1-2 : Louvai o Senhor, todas as nações


Rm 2, 12-16 : Os que puserem em prática a lei serão justificados.


Mc 7, 24-30 : Por causa desta palavra, vai, porque o demónio já saiu da tua filha.


Comentário


Quase todos os dias ouvimos falar das violências que, em várias regiões do mundo, opõem fiéis de diversas religiões. Em contrapartida, a Coreia apresenta-se como um país em que religiões diferentes – budistas, cristãos, confucionistas – conseguem normalmente coexistir em paz.


Num grande hino de louvor, o profeta Isaías anuncia que Deus enxugará todas as lágrimas e preparará um festim para todos os povos e todas as nações! Um dia – diz o profeta – todos os povos da terra glorificarão a Deus e exultarão pois Ele os terá salvo. O Senhor em quem esperámos é o anfitrião do banquete eterno de que fala Isaías na sua acção de graças.


Quando Jesus encontra uma mulher que não é judia e que lhe pede para curar a sua filha, ele responde de maneira surpreendente e começa por recusar ajudá-la. A mulher insiste no mesmo tom que ele: “Mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas do pão dos filhos”. Jesus reconhece a sagacidade desta mulher que compreendeu que a missão de Cristo se dirige aos judeus e aos não-judeus e convida-a a regressar a casa, prometendo-lhe curar a filha.


As Igrejas comprometeram-se em dialogar para promover a unidade dos cristãos. No decorrer dos últimos anos, o diálogo afirmou-se também entre os fiéis de outras religiões, em particular das religiões do “Livro” (Judaísmo e Islão). Trata-se de encontros que não são apenas enriquecedores mas que contribuem para promover o respeito e as boas relações entre uns e outros e para construir a paz nas zonas de conflitos. Se nós, cristãos, nos unirmos no nosso testemunho contra os preconceitos e contra a violência, isso tornar-se-á mais eficaz. E se escutarmos atentamente os nossos irmãos das outras religiões, não poderemos aprender mais sobre a universalidade do amor de Deus e do seu reino?


O diálogo com os outros cristãos não teria de significar uma perda da nossa própria identidade religiosa; pelo contrário, deveríamos alegrar-nos por obedecer à oração de Jesus, “que todos sejam um, como Ele é um com o Pai”. A unidade não se fará de um dia para o outro. Trata-se antes de uma peregrinação que efectuamos com os outros crentes e que nos conduz a um destino comum de amor e de salvação.


Oração


Senhor Deus, nós te agradecemos pela sabedoria que as tuas escrituras nos transmitem. Dá-nos a coragem de abrirmos o coração e o espírito ao nosso próximo, seja ele de outra confissão cristã ou de qualquer outra religião. Concede-nos a graça de ultrapassarmos as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do ódio. Reforça a nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos caminharem juntos para o banquete final e quando todas as lágrimas e todo o desacordo forem vencidos pelo amor. Ámen.


 


Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 24 de Janeiro de 2009
Sábado da 2ª semana do Tempo Comum

S. Francisco de Sales, bispo, Doutor da Igreja, +1622



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Imitação de Cristo : Entregue aos homens e a Seu Pai, Cristo alimenta-nos com a Palavra e o Pão da Vida

Leituras

Heb. 9,2-3.11-14.
Foi construída uma tenda, a primeira, chamada o Santo, na qual se
encontrava o candelabro e a mesa dos pães da oferenda.
Por detrás do segundo véu estava a tenda chamada Santo dos Santos,
Mas, Cristo veio como Sumo Sacerdote dos bens futuros, através de uma tenda
maior e mais perfeita, que não é feita por mão humana, isto é, não pertence
a este mundo criado.
Entrou uma só vez no Santuário, não com o sangue de carneiros ou de
vitelos, mas com o seu próprio sangue, tendo obtido uma redenção eterna.
Se, de facto, o sangue dos carneiros e dos touros e a cinza da vitela com
que se aspergem os impuros, os santifica, purificando-os no corpo,
quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si
mesmo a Deus, sem mácula, purificará a nossa consciência das obras mortas,
para que prestemos culto ao Deus vivo!


Salmos 47(46),2-3.6-7.8-9.
Povos todos, batei palmas, aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o SENHOR, o Altíssimo, é temível; Ele é o grande rei de toda a
terra.
Deus subiu por entre aclamações, o SENHOR subiu ao som da trombeta.
Cantai a Deus, cantai! Cantai ao nosso rei, cantai!
Pois Deus é o rei de toda a terra, cantai-lhe um poema de louvor!
Deus reina sobre as nações, Deus está sentado no seu trono santo.


Marcos 3,20-21.
Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que
nem podiam comer.
E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois
diziam: «Está fora de si!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV (trad. Ravinaud/Driot, Médiaspaul 1984, p. 237)
Livro IV, capítulo 11, 3-5

Entregue aos homens e a Seu Pai, Cristo alimenta-nos com a Palavra e o Pão da Vida

Tu me és testemunha, ó Deus, de que nenhuma coisa me pode consolar, nenhuma
criatura dar repouso, senão Tu, meu Deus, a Quem desejo contemplar
eternamente. Mas tal não é possível enquanto eu viver neste estado mortal.
[...] Até lá, terei os livros sagrados por consolação e espelho de vida, e
sobre tudo isto o Teu santíssimo Corpo por único remédio e refúgio.

E, na verdade, sinto que duas coisas me são sobretudo necessárias neste
mundo, sem as quais esta vida miserável se me tornaria impossível.
Prisioneiro no cárcere deste corpo, confesso faltarem-me duas coisas:
alimento e luz. E assim me deste, a mim, fraco, o Teu sagrado Corpo, para
refeição do espírito e do corpo e «a Tua palavra é qual farol para os meus
passos e uma luz para meus caminhos» (Sl 118, 105). Sem estas duas coisas,
não poderia viver bem: a Palavra de Deus, luz da minha alma, e o Teu
sacramento, Pão da Vida.

Ambos se podem comparar também a duas mesas, postas dum e doutro lado do
tesouro da Santa Igreja. Uma das mesas é a do altar sagrado, que tem o Pão
santo, ou seja, o precioso Corpo de Cristo; a outra é a da Lei divina, que
contém a doutrina santa, instruindo na verdadeira fé e conduzindo com
firmeza para além do último véu, onde está o Santo dos Santos. [...]

Graças a Ti, Criador e Redentor dos homens, que, para mostrares a todo o
mundo a Tua caridade, preparaste a grande ceia, na qual ofereceste para
comer, não o cordeiro simbólico, mas o Teu santíssimo Corpo e Sangue, e
alegras todos os fiéis com o sagrado banquete, inebriando-os com o cálice
da salvação, onde se encontram todas as delícias do paraíso.





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23 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 6

Os cristãos diante da doença e do sofrimento


2 Rs 20, 1-6: Ah, Senhor, digna-te lembrares de mim


Sl 22 (21), 1-11: Por que me abandonaste?


Tg 5, 13-15: A oração com fé salvará o enfermo


Mc 10, 46-52: Que queres que eu te faça?


Comentário


Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do Senhor pelos que sofrem. No que toca às doenças, os cristãos sempre procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos enfermos, construindo hospitais e dispensários, não se preocupando apenas com “a alma”, mas também dos corpos dos pequeninos de Deus.


Contudo, isto nem sempre é tão evidente. As pessoas saudáveis tendem a considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem participar plenamente da comunidade por causa da sua enfermidade ou limitação. Quanto aos enfermos, muitos deles sentem-se esquecidos por Deus; distantes da sua presença, da sua graça e da sua força salvadora.


A profunda fé de Ezequias sustenta-o na doença. Nos momentos de dor, ele encontra os termos certos para recordar a Deus a sua promessa misericordiosa. Sim, aqueles que sofrem às vezes tomam da Bíblia as palavras inspiradoras para clamar por suas dores e confrontar o desígnio de Deus: “Por que me abandonaste?” Se a nossa relação com Deus é sincera, profunda, e se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na oração a nossa aflição, a nossa dor e até mesmo a nossa ira, quando esta última for necessária.


Os doentes não são apenas objeto de cuidados. Ao contrário, são sujeitos de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez – no relato que lemos no Evangelho de Marcos. Aconteceu que os discípulos queriam fazer seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, ele desvia-os de seus objetivos individualistas. Connosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem. Hoje, frequentemente, são os doentes dos países pobres que gritam para nós pedindo medicamentos; isto que nos leva a refletir sobre a concessão de patentes e do lucro. Os discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são interpelados pelo mesmo Jesus a levar-lhe a sua mensagem de cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te, ele chama por ti”.


Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que eles finalmente entendem o que quer o Senhor: dedicar o tempo para se encontrar com o doente, para lhe falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita. Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os enfermos experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs em Cristo.


Oração


Senhor, escuta o teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos. Amém.


Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 23 de Janeiro de 2009
Sexta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santo Ildefonso, bispo, +667



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Chamou os que Ele queria»

Leituras

Heb. 8,6-13.
Mas, de facto, ele obteve um ministério tanto mais elevado, quanto maior é
a aliança de que é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores
promessas.
Se, na verdade, a primeira fosse perfeita, não haveria lugar para a
segunda.
De facto, censurando-os, diz: Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei
com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova,
não como a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela
mão, para os fazer sair do Egipto; porque eles não permaneceram na minha
aliança, também Eu me desinteressei deles – diz o Senhor.
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, depois daqueles
dias. Diz o Senhor: Porei as minhas leis na sua mente e as imprimirei nos
seus corações; serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Ninguém ensinará o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: 'Conhece o
Senhor'; porque todos me conhecerão, do mais pequeno ao maior,
pois perdoarei as suas iniquidades e não mais me lembrarei dos seus
pecados.
Ao falar de uma aliança nova, Deus declara antiquada a primeira; ora, o que
se torna antiquado e envelhece está prestes a desaparecer.


Salmos 85,8.10.11-12.13-14.
Mostra nos, SENHOR, a tua misericórdia, concede nos a tua salvação.
A salvação está perto dos que o temem e a sua glória habitará na nossa
terra.
O amor e a fidelidade vão encontrar-se. Vão beijar-se a justiça e a paz.
Da terra vai brotar a verdade e a justiça descerá do céu.
O próprio SENHOR nos dará os seus bens e a nossa terra produzirá os seus
frutos.
A justiça caminhará diante dele e a paz, no rasto dos seus passos.


Marcos 3,13-19.
Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com
Ele.
Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar,
com o poder de expulsar demónios.
Estabeleceu estes doze: Simão, ao qual pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de
Boanerges, isto é, filhos do trovão;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu,
Simão, o Cananeu,
e Judas Iscariotes, que o entregou.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», §§ 18-20

«Chamou os que Ele queria»

Este sagrado Concílio, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele
ensina e declara que Jesus Cristo, pastor eterno, edificou a Igreja
enviando os apóstolos como Ele fora enviado pelo Pai (Jo 20, 21); e quis
que os sucessores deles, os bispos, fossem pastores na Sua Igreja até ao
fim dos tempos. Mas, para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso,
colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros apóstolos e nele
instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e
comunhão. [...]

O Semhor Jesus, depois de ter orado ao Pai, chamando a Si os que Ele quis,
elegeu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregarem o Reino de
Deus (Mc 3, 13-19; Mt 10, 1-42); constituiu estes apóstolos em colégio, ou
grupo estável, e deu-lhes como chefe Pedro, escolhido de entre eles (Jo 21,
15-17). Enviou-os primeiro aos filhos de Israel e, depois, a todos os povos
(Rom 1, 16), para que, participando do Seu poder, fizessem de todas as
gentes discípulos Seus e as santificassem e governassem (Mt 28, 16-20; Mc
16, 15; Lc 24, 45-48; Jo 20, 21-23), e deste modo propagassem e
apascentassem a Igreja, servindo-a, sob a direcção do Senhor, todos os dias
até ao fim dos tempos (Mt 28, 20). No dia de Pentecostes, foram plenamente
confirmados nesta missão (Act 2, 1-26), segundo a promessa do Senhor:
«Recebereis a força do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis
Minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e Samaria, e até aos
confins da terra» (Act 1, 8).

E os apóstolos, pregrando por toda a parte o Evangelho (Mc 16, 20),
recebidos pelos ouvintes graças à acção do Espírito Santo, reúnem a Igreja
universal que o Senhor fundou sobre os apóstolos e levantou sobre o
bem-aventurado Pedro, seu chefe, sendo Jesus Cristo a suma pedra angular
(Apoc 21, 14; Mt 16, 18; Ef 2, 20). A missão divina confiada por Cristo aos
apóstolos durará até ao fim dos tempos (Mt 28, 20), uma vez que o Evangelho
que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na
Igreja.





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22 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 5

Os cristãos diante das discriminações e dos preconceitos sociais


Is 58, 6-12: Não te esquives daquele que é tua própria carne


Sl 133: Que prazer encontrar-se entre irmãos


Gl 3, 26-29: Todos vós sois um só em Cristo


Lc 18, 9-14: A estes, convencidos de serem justos


Comentário


No início do mundo, os seres humanos criados à imagem de Deus constituíam uma só humanidade “unidos em tua mão”.


No entanto, o pecado interferiu no coração do homem... Desde então, não cessamos de construir categorias discriminatórias. Neste mundo, muitas escolhas são feitas com base na raça ou etnia; há casos em que a identidade sexual ou o simples facto de ser homem ou mulher alimenta os preconceitos; em outros lugares, ainda, o obstáculo é a religião, usada como feitora de exclusão. Todas estas discriminações são desumanas. Elas são fontes de conflito e de grande sofrimento.


No seu ministério terrestre, Jesus mostrou-se particularmente sensível à humanidade comum, a todos os homens e mulheres. Ele denunciou sem cessar as discriminações de toda espécie e as vantagens que alguns podiam tirar disso. Jesus mostra que nem sempre os “justos” são aqueles que parecem sê-lo, e alerta que o desprezo não tem lugar no coração dos verdadeiros crentes.


Como os benefícios do óleo precioso ou do orvalho do Hermon, o Salmo 133 canta a felicidade da vida fraternalmente partilhada. Quão prazeroso e alegre é viver juntos como irmãos e irmãs: é esta a graça que saboreamos no fundo do coração em nossos encontros ecuménicos, quando renunciamos às discriminações confessionais.


Restaurar a unidade da família humana é missão comum de todos os cristãos. Importa agirmos unidos contra toda sorte de discriminação. Esta é a esperança que partilhamos: não há judeu, nem grego; nem escravo, nem livre; nem homem, nem mulher, pois todos somos “um” em Cristo Jesus.


Oração


Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a nossa sociedade. Conduz o nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade. Amém.


Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 22 de Janeiro de 2009
Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Vicente, diácono e mártir, +304, Beata Laura Vicunha, virgem, +1904



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : A Vida manifestou-se na carne

Leituras

Heb. 7,25-28.8,1-6.
Sendo assim, Ele pode salvar de um modo definitivo, os que por meio dele se
aproximam de Deus, pois Ele está vivo para sempre, a fim de interceder por
eles.
Tal é, com efeito, o Sumo Sacerdote que nos convinha: santo, inocente,
imaculado, separado dos pecadores e elevado acima dos céus,
que não tem necessidade, como os outros sacerdotes, de oferecer vítimas
todos os dias, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos do povo,
porque Ele o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.
A Lei, com efeito, constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à
debilidade; mas a palavra do juramento, posterior à Lei, constitui o Filho
perfeito para sempre.
O ponto principal do que estamos a dizer é que temos um Sumo Sacerdote que
se sentou nos céus à direita do trono da Majestade,
como ministro do santuário e da verdadeira tenda, construída pelo Senhor e
não pelo homem.
Todo o Sumo Sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; daí a
necessidade de também ele ter algo para oferecer.
Se Cristo estivesse na terra, nem sequer seria sacerdote, pois já existem
aqueles que oferecem os dons segundo a Lei.
Esses prestam um culto que é uma imagem e uma sombra das realidades
celestes, como foi revelado a Moisés quando estava para construir a tenda.
Foi-lhe dito: Presta atenção, faz tudo segundo o modelo que te foi mostrado
no monte.
Mas, de facto, ele obteve um ministério tanto mais elevado, quanto maior é
a aliança de que é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores
promessas.


Salmos 40(39),7-8.8-9.10.17.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Esse é o meu desejo, ó meu Deus; a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.
Mas alegrem se e exultem em ti todos os que te procuram. Digam sem cessar
os que desejam a tua salvação: "O SENHOR é grande!"


Marcos 3,7-12.
Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão
vinda da Galileia. E da Judeia,
de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de
Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele
fazia.
E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser
molestado pela multidão,
pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades
caíam sobre Ele para lhe tocarem.
Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: «Tu
és o Filho de Deus!»
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África), Doutor da Igreja
Sermões sobre a primeira carta de São João, 1,1 (trad. cf. SC 75, p. 113)

A Vida manifestou-se na carne

«O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos
olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram é o Verbo da Vida.» (1Jo
1,1) Como podemos nós tocar com as nossas mãos o Verbo, se não porque: «o
Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1,14)? Este Verbo, que se
fez carne para ser tocado pelas nossas mãos, começou por se fazer carne no
ventre da Virgem Maria. Mas não foi nessa altura que Ele começou a ser o
Verbo, porque já o era «desde o princípio», diz São João. [...]

Talvez alguns entendam «Verbo da Vida» como uma expressão vaga para
designar Cristo, e não rigorosamente o próprio corpo de Cristo, que as mãos
tocaram. Mas vede a continuação: «de facto, a Vida manifestou-se» (1Jo
1,2). Cristo é, pois, o Verbo da Vida. E como se manifestou essa Vida? Ela
existia desde o princípio, mas ainda não se tinha manifestado aos homens:
mas apenas aos anjos, que a viam e que dela se alimentavam como se fosse o
seu pão. É o que diz a Escritura: «Comeram todos o pão dos fortes» (Sl 77,
25).

Portanto, a Vida manifestou-se, a si mesma, na carne; foi colocada em plena
evidência para que uma realidade anteriormente apenas aparente ao coração
se torne igualmente visível aos olhos, a fim de curar os corações. Porque
apenas este vê o Verbo; a carne e os olhos do corpo não o vêem. Nós éramos
capazes de ver a carne, mas incapazes de ver o Verbo. O Verbo fez-se carne,
que nós podíamos ver, para curar em nós aquilo que devia ver o Verbo.





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21 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 4

Os cristãos diante da crise ecológica


Gn 1, 31-2,3: Deus viu tudo o que havia feito; e eis que era muito bom


Sl 148, 1-5: Pois ele ordenou, e foram criados


Rm 8, 18-23: A criação libertada do poder do nada


Mt 13, 31-32: A menor de todas as sementes


Comentário


Deus criou o nosso mundo com sabedoria e amor; quando terminou a obra da criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise ecológica. A nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao nosso consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto cresce sempre mais a desertificação. Os coreanos, que gostam muito de peixe preocupam-se: são três quartos dos habitantes do mar que desaparecem por dia. Cada dia, são mais de cem espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça para a própria humanidade. Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: "A criação foi libertada do poder do nada; ela geme, como nas dores do parto".


Não cubramos o rosto! Nós humanos carregamos uma grande responsabilidade nesta destruição do meio-ambiente. A ganância atrai a sombra da morte sobre o conjunto da criação.


Juntos, nós, os cristãos, devemos envolver-nos eficazmente na salvaguarda da criação. Esta imensa tarefa não permite que nós, batizados, trabalhemos sozinhos. Precisamos de conjugar os nossos esforços: atuando juntos, ser-nos-á possível proteger a obra do Criador.


No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação, nós cristãos podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e ação hodiernas pelo futuro do planeta.


Oração


Deus Criador, formaste o mundo pela tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós realizamos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação. Amém.


Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2009
Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Inês, virgem mártir, +304



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Melito de Sardes : «Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»

Leituras

Heb. 7,1-3.15-17.
Este Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao
encontro de Abraão quando ele voltava da derrota infligida aos reis e
abençoou-o;
Abraão concedeu-lhe o dízimo de todas as coisas; o seu nome significa, em
primeiro lugar, rei de justiça, e depois, «rei de Salém», que quer dizer
«rei de paz».
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida,
assemelha-se ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre.
E isto é ainda mais evidente, quando aparece outro sacerdote à semelhança
de Melquisedec,
instituído, não segundo o mandamento de uma lei humana, mas segundo o poder
de uma vida indestrutível.
Na verdade, dele se testemunha: Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.


Salmos 110,1.2.3.4.
Disse o SENHOR ao meu senhor: «Senta-te à minha direita, e Eu farei dos
teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o SENHOR estenderá o ceptro do teu poder. Dominarás os teus
inimigos na batalha!
tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste; no esplendor do
santuário, das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
SENHOR jurou e não voltará atrás: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.»


Marcos 3,1-6.
Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos
paralisada.
Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o
poderem acusar.
Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.»
E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar
uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações,
disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes
para deliberar como haviam de matar Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Melito de Sardes (?–c.195), Bispo
Homilia pascal, 71-73 (trad. SC 123, p. 99 rev.)

«Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»

Ele é o cordeiro sem voz, o cordeiro degolado, Ele, que nasceu de Maria, a
graciosa ovelhinha. Ele é Aquele que foi tirado de seu rebanho para ser
levado à morte, que foi morto ao cair da noite, que foi de noite
amortalhado [...], para ressuscitar de entre os mortos e para fazer
ressuscitar cada homem do fundo do seu túmulo.

Foi portanto levado à morte. E levado à morte onde? No coração de
Jerusalém. Por quê? Porque tinha curado os coxos, tinha purificado os
leprosos, tinha dado a ver a luz aos cegos, e tinha ressuscitado os seus
mortos (Lc 7,22). Eis por que Ele sofreu. Está escrito na Lei e nos
profetas: «Os que me pagam o bem com o mal perseguem-me, porque procuro
fazer o bem. E eu, como manso cordeiro conduzido ao matadouro, ignorava as
maquinações contra mim.» (Sl 37,21; cf. Jer 11, 19)

Porque cometeste este crime inominável? Desonraste Aquele que te tinha
honrado, humilhaste Aquele que te tinha exaltado, renegaste Aquele que te
tinha reconhecido, rejeitaste Aquele que te tinha chamado, mataste Aquele
que te vivificava [...]. Era preciso que Ele sofresse, mas não por tua
intervenção. Era preciso que Ele fosse humilhado, mas sem que fosses tu a
fazê-lo. Era preciso que Ele fosse julgado, mas não por ti. Era preciso que
Ele fosse crucificado, mas não por tuas mãos. Eis as palavras que deverias
ter gritado a Deus: «Senhor, se é preciso que Teu Filho sofra, se é essa a
Tua vontade, que Ele sofra, então, mas não por minha intervenção».





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20 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 3

Os cristãos diante da injustiça econômica e da pobreza


Lv 25, 8-14: O jubileu como libertação


Sl 146 (145): O Senhor faz justiça aos oprimidos


1Tm 6, 9-10: O amor ao dinheiro, raiz de todos os males


Lc 4, 16-21: Jesus e o jubileu como libertação


Comentário


Nós pedimos que o Reino de Deus venha; estamos desejosos de um mundo em que as pessoas, principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Todavia, a ordem económica do mundo atual agrava a situação dos pobres e acentua as desigualdades sociais.


A comunidade mundial, hoje, confronta-se com a precarização crescente do trabalho humano e suas consequências. A idolatria do mercado e o amor ao dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, surgem logo como “a raiz de todos os males”.


O que é que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu ministério.


Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu anunciava-se: os emigrados económicos poderiam retornar para a sua propriedade ao lado da sua família; se alguém tivesse perdido todos os seus bens, podia também viver com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o interesse de cobrar juros; não se oferecia alimento para se tirar proveito.


O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e o seu retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu significava o restabelecimento do direito e a restituição dos seus meios de existência.


O ponto-de-chegada de um mundo que considera que “ter mais dinheiro” é o valor e o alvo absoluto da vida, só poderá ser a morte. Enquanto Igreja, ao contrário, nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo, anunciar juntos esta boa nova. Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos tornar-se-iam mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e toda a criação.


Oração


Deus de Justiça, no nosso mundo há lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.


Deus da Paz, no nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar os seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.


Deus de Compaixão, permite-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que necessitamos da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.


Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.


Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 20 de Janeiro de 2009
Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Sebastião, mártir, +288, S. Fabião (ou Fabiano), papa e mártir, +250



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Aelred de Rielvaux : «O sábado foi feito para o homem»

Leituras

Heb. 6,10-20.
De facto, Deus não é injusto, para esquecer as vossas obras e o amor que
mostrastes pelo seu nome, pondo-vos ao serviço dos santos e servindo-os
ainda agora.
Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo para a plena
realização da sua esperança até ao fim,
de modo que não vos torneis preguiçosos, mas imiteis aqueles que, pela fé e
pela perseverança, se tornam herdeiros das promessas.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha ninguém maior por quem
jurar, jurou por si mesmo,
dizendo: Na verdade, Eu te abençoarei e multiplicarei a tua descendência.
E assim, Abraão, tendo esperado com paciência, alcançou a promessa.
Ora, os homens juram por alguém maior do que eles, e o juramento é para
eles uma garantia que põe fim a toda a controvérsia.
Por isso, querendo Deus mostrar mais claramente aos herdeiros da promessa
que a sua decisão era imutável, interveio com um juramento,
para que, graças a duas acções imutáveis, nas quais é impossível que Deus
minta, encontrássemos grande estímulo, nós os que procurámos refúgio nele,
agarrando-nos à esperança proposta.
Nessa esperança temos como que uma âncora segura e firme da alma, que
penetra até ao interior do véu
onde Jesus entrou como nosso precursor, tornando-se Sumo Sacerdote para
sempre, segundo a ordem de Melquisedec.


Salmos 111(110),1-2.4-5.9-10.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na
assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas. O SENHOR é bondoso e
compassivo;
dá sustento aos que o temem e jamais se esquece da sua aliança.
Enviou a redenção ao seu povo, firmou com ele uma aliança para sempre;
santo e venerável é o seu nome.
temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; são prudentes todos os que o
praticam. O seu louvor permanece eternamente.


Marcos 2,23-28.
Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos
puseram-se a colher espigas pelo caminho.
Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é
permitido?»
Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu
fome, ele e os que estavam com ele?
Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os
pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também
os deu aos que estavam com ele?»
E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.

O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Aelred de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense
Espelho da Caridade, III, cap. 3 (trad. Bellefontaine, 1992, p. 185)

«O sábado foi feito para o homem»

Quando um homem se retira do tumulto exterior para entrar no segredo do seu
coração, quando fecha a porta à multidão ruidosa das vaidades e percorre os
seus tesouros interiores, quando nada encontra em si mesmo que esteja
agitado e desordenado, nada que o atormente e o contrarie, quando tudo nele
está cheio de alegria, de harmonia, de paz e de tranquilidade; quando o
pequeno mundo dos seus pensamentos, das suas palavras e das suas obras lhe
sorri, como a família sorri ao pai numa casa onde reina a ordem e a paz;
nessa altura, surge de repente uma segurança maravilhosa. Dessa segurança
provém uma alegria extraordinária, dessa alegria resulta um canto de
satisfação e de louvor a Deus, louvor esse tanto mais fervoroso, quanto
mais claramente se compreende que tudo quanto se tem de bom é dom de
Deus.

A comemoração alegre do sábado deve ser precedida de seis dias, isto é, do
completamento das obras. Começamos por transpirar praticando as boas obras,
para em seguida descansarmos na paz da nossa consciência. Dessas obras boas
nasce a pureza da consciência, que conduz a um justo amor de si mesmo, que
nos permitirá amar o próximo como a nós mesmos (Mt 22, 39).





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19 de jan de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 2

Os cristãos diante da guerra e da violência


Is 2, 1-4: Não se aprenderá mais a guerra


Sl 74, 18-23: Não esqueças para sempre a vida dos teus pobres


1Pd 2, 21-25: Suas chagas vos curaram


Mt 5, 38-48: Orai pelos que vos perseguem


Comentário


A guerra e a violência erguem os maiores obstáculos à unidade que Deus concede aos cristãos. A guerra e a violência procedem, em última análise, da divisão que existe no interior de nós mesmos – que ainda não foi curada – e da arrogância humana que é incapaz de voltar ao fundamento verdadeiro da nossa existência.


Os cristãos na Coreia desejam pôr um fim a mais de cinquenta anos de separação entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, para estabelecer a paz no mundo. A instabilidade que reina na península coreana, não representa apenas a dor da única nação do mundo ainda dividida institucionalmente, mas simboliza os mecanismos de divisão, de paradoxo, de hostilidade e de vingança que afetam toda a humanidade. Quem colocará fim neste ciclo de guerra e violência?


Nas situações de violência e de injustiça mais brutais, Jesus nos mostra a força capaz de pôr fim ao ciclo vicioso da guerra e da violência: aos discípulos que pretendiam reagir à violência e ao furor conforme a lógica do mundo, ele ensina de modo paradoxal a renúncia de toda violência (Mateus 26,51-52).


Jesus revela a verdade da violência humana; fiel ao Pai, ele morreu na cruz para nos salvar do pecado e da morte. A cruz revela o paradoxo e o conflito inerente à natureza humana. A morte violenta de Jesus marca a instauração de uma nova criação, carregando sobre a cruz os pecados dos humanos, a violência e a guerra.


Jesus Cristo não propõe uma não-violência baseada apenas sobre o humanismo. Ele propõe a restauração da Criação de Deus e por Deus, confirmando a nossa esperança e a nossa fé na manifestação vindoura dos novos céus e da nova terra. A esperança fundada sobre a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre a cruz nos permite perseverar na busca da unidade dos cristãos e na luta contra toda forma de guerra e violência.


Oração


Senhor, tu que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e ira. 
Senhor, não abandones o teu povo oprimido a sofrer toda forma de violência, de ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas.
Senhor, concede que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra a tua justiça, antes que a nossa.
Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar a sua cruz, ao invés de colocar a nossa sobre seus ombros.
Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor ao invés de odiá-los. Amém.


Luxúria

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É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas...

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15).

“Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)” (1 Cor 6,16).

Toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. De forma especial isso ocorre no pecado da impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, dentre os quais havia esse problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).

São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deu s no vosso corpo” (1 Cor 6,20).

Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso...” (Fil 3,20).

Isso explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós” (1 Cor 3,16-17).

Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). O Senhor quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é, no coração dos nossos pensamentos.

“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como nos recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

Há incoerência em Deus?

O valor de Maria.

Nós, os cristãos, sempre acreditamos que o nosso Deus é o Deus do impossível. Acreditamos que enviou ao mundo Seu filho muito amado para salvar a humanidade de toda miséria, de todo erro, de todo pecado. Sabemos que o Cristo nasceria de uma virgem e a cada ano aguardamos Sua chegada no tempo do advento, quando nos preparamos para a renovação desse mistério.

Sim, mistério, uma vez que somente pela fé, pelos olhos da alma é que O aguardamos. Afinal, a cada mês de dezembro Ele renasce em nossos corações, Jesus menino, enquanto ansiosos esperamos Sua vinda gloriosa e definitiva.

O que aconteceria, então, se Jesus não tivesse nascido de uma virgem, como tantos acreditam? Seria impossível uma virgem dar a luz a um filho? Seria impossível essa virgem permanecer intacta, mesmo após seu casamento e após o parto? Qual seria o conceito de virgindade se Deus não o houvesse imposto à humanidade? Não é Ele o autor da vida? Não é através de Seus mandamentos que sabemos o que é virgindade (Não pecar contra a castidade)?

Se dissermos, pois, que Ele é o Deus do impossível, ao mesmo tempo discordando de Seus planos, de Suas verdades, de Seu poder absoluto, estaremos sendo totalmente incoerentes - coisa que Deus não é!

Surge para nós, então, a importantíssima figura de Maria. Mãe plena, completa, pura e verdadeira. sem a mancha do pecado original que ocasionou a perda do paraíso a nossos primeiros pais. Maria - senhora soberana - é o mais perfeito exemplar da criação divina. É aquela que diz um "SIM" obediente, inconseqüente. Totalmente abertaà realização da obra do Pai, entrega em Suas mãos o rumo da própria vida. Por isso ela é a Bem-Aventurada e dela se diz"Bendita és tu entre as mulheres". Afinal, foi o próprio mensageiro de Deus quem lhe disse: "Ave, ó cheia de graça! O Senhor é contigo!"

Conhecida também como a Onipotência Suplicante, intercede junto a Deus por nós, ainda que nem todos lhe supliquem seus favores e as graças de Deus. Afinal, nas bodas de Caná, Maria pediu a Jesus um socorro para os noivos, apressando assim Seu primeiro milagre, realizado em atenção a Sua Santa Mãe.

Precisamos deixar de lado o orgulho. Sejamos humildes e reconheçamos que ninguém pode ignorar Maria. Afinal, o próprio Deus precisou dela para assumir nossas fraquezas.

Se Maria não tivesse dado seu sim a Deus, Jesus não existiria. E nós, pobres mortais, estaríamos até hoje batendo cabeça nos muros da vida, sem fé e sem esperança em Deus, já que por diversas vezes havíamos rompido a aliança com Ele.

O que nos restaria, então? Só Deus sabe!

Iara Pereira Filho

Aracaju - SE

iaragui@bol.com.br

Iara Pereira Filho
iaragui@bol.com.br
16/12/2008 - Aracaju⁄SE

O perigo da inveja e os invejosos perigosos

Quem não acredita em si, duvida de todos que acreditam em si.

Eles estão por toda parte. Criaturas aparentemente indefesas, mas cheias de maldade no coração. Incapazes de deixar vir à tona os talentos que Deus lhes deu, os invejosos preferem anular suas qualidades, para roubar o que há de bom nos outros. Um invejoso tem muito de um seqüestrador: tira a paz da sua vitima por não permitir que o outro seja quem ele é.

Precisamos ter cuidado. A inveja é um câncer da alma que se alastra rapidamente. Como toda doença de grande porte, a inveja priva o individuo de viver a vida com intensidade, aproveitando o que ela tem de melhor. Enquanto alguns sorriem, os invejosos se entristecem com a alegria de alguém. Enquanto alguém faz, o invejoso procura desfazer. Ocupam-se mais em destruir o que está pronto a construir o que ainda está por fazer.

Não é fácil reconhecê-los a primeira vista. São tão traiçoeiros quanto à cobra peçonhenta. Vivem escondidinhos, muitas vezes se fazendo de vitima para ganhar admiradores. O perigo está em cair nas suas armadilhas. Quem parou para ouvir um invejoso entregou o comando da sua vida nas mãos deste alguém. Veja quantas pessoas são movidas pela opinião alheia: acreditam no conteúdo mentiroso das palavras lançadas sobre si e vivem a mercê de tais informações.

Perigo. Esta é a palavra que define a relação com um ser invejoso. Assim como Caim matou seu irmão Abel por pura inveja, o invejoso pode não tirar a vida de suas vitimas, mas roubar-lhes o sentido do viver. Inveja tem tudo a ver com complexo de inferioridade. Quem não acredita em si, duvida de todos que acreditam em si. Olham tanto para as qualidades das pessoas ao seu redor, que se esquecem de reparar nas suas.

Como lidar com o perigo da inveja e como se cuidar dos invejosos perigosos? O jeito é prosseguir caminhando, mesmo quando um invejoso aparecer no seu caminho. Eles não resistem ao calor das tensões. Vivem julgando o comportamento dos outros, mas são péssimos administradores da própria vida. Criticam os que dão passos curtos, mas vivem estagnados na sua caminhada. Invejosos só se tornam ameaças para quem os prestigia. Seguir adiante é o segredo para quem não quer se contaminar com suas maldades.

Quem não quer ser invejado deve cruzar os braços e não fazer nada. Será que no processo de condenação do Filho de Deus não houve uma pitada de inveja? Por que será que as idéias que revolucionaram o mundo inicialmente foram tidas como “malucas”? Sempre que você buscar fazer a diferença, encontrará um ou outro invejoso procurando impedi-lo de tal feito. Os que desistem tornam-se escravos dos invejosos. Os que persistem transformam o mundo. Em qual grupo você está?

Paulo Franklin
franklin.fm@hotmail.com
17/12/2008 - Estância⁄SE

Semana de Unidade dos Cristãos - 1

Ao longo desta semana, vamos enviar aos nossos leitores as meditações propostos pela Santa Sé, a partir dos trabalhos de uma equipa ecuménica na Coreia, no âmbito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.


 


As comunidades cristãs diante de suas velhas e novas divisões


Ez 37, 15-19.22-24s


Serão um, em tua mão


Sl 103, 8-13 ou 18


O Senhor é misericordioso e benevolente; cheio de fidelidade


1Co 3, 3-7.21-23


Há entre vós ciúme e contendas; vós sois de Cristo


Jo 17, 17-21


Que todos sejam um, para que o mundo creia


Comentário


Os cristãos são chamados a ser instrumentos do amor fiel e reconciliador de Deus, num mundo marcado por separações e alienações. Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, professando nossa fé no Cristo crucificado e ressuscitado, nós somos um povo que pertence a Cristo, um povo chamado constituir seu Corpo no e para o mundo. Foi isto que o Senhor pediu, quando orou por seus discípulos: “que eles sejam um, a fim de que o mundo creia”.


As divisões entre os cristãos, no que toca às questões fundamentais da fé e da vida dos discípulos de Cristo, prejudicam gravemente nossa capacidade de testemunho diante do mundo. Na Coréia, como em muitos outros países, o Evangelho do Cristo foi anunciado por vozes contraditórias que proclamavam a Boa Nova com formas discordantes. Há quem se sinta tentado a simplesmente resignar-se, considerando tais divisões e os conflitos que lhes são subjacentes como mera e natural herança nossa história. Contudo, trata-se de uma ferida ao interno da comunidade cristã, que contradiz claramente o anúncio de que Deus reconciliou o mundo em Cristo.


Em Ezequiel, a visão dos dois pedaços de madeira sobre os quais estão escritos os nomes dos reinos divididos, no antigo Israel, que tornariam a ser “um” na mão de Deus, é uma imagem eloqüente da reconciliação eficaz que Deus cumpriu para o povo, suprimindo suas divisões – unidade que o povo não pode restaurar por si mesmo.Esta metáfora evoca adequadamente a divisão dos cristãos e prefigura a reconciliação que está no coração da proclamação cristã. Sobre os dois pedaços de madeira que formam sua cruz, o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade. No dom total de Si sobre a cruz, Jesus uniu o pecado do homem ao amor fiel e redentor de Deus. Ser cristãos significa ser batizados nesta morte pela qual o Senhor, na sua infinita misericórdia, grava os nomes da humanidade ferida no madeiro de sua cruz, nos unindo a ele e restabelecendo, assim, nossa relação com Deus e com o próximo.


A unidade cristã é uma comunhão que se baseia na nossa subscrição à Cristo e a Deus. Convertendo-nos sempre mais a Cristo, nós nos percebemos reconciliados pela potência do Espírito Santo. Rezar pela unidade cristã é reconhecer nossa confiança em Deus; é nos abrir inteiramente ao Espírito. Unida aos demais esforços que empreendemos em prol da unidade dos cristãos – como o diálogo, o testemunho comum e a missão – a oração é um instrumento privilegiado pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo nossa reconciliação em Cristo, este mundo que ele veio salvar.


Oração


Deus de compaixão, tu nos amaste e perdoaste em Cristo. Tu reconciliaste toda a humanidade em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas. Dá-lhes serem irmãos e irmãs em teu amor. Possamos nós ser um, “um em tua mão”. Amém.


Como distinguir a vontade de Deus da minha?

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O Senhor nunca nos pede algo que não podemos realizar com Sua graça

Corresponder aos desígnios de Deus é sempre um desejo do coração daqueles que, de alguma forma, já experimentaram Seu amor. É por isso que frequentemente ouvimos alguém dizer: “Eu gostaria de saber qual é a vontade de Deus para minha vida”.

Estes dias um jovem abriu o coração comigo, falando de seus sonhos, medos, lutas e conquistas. Ele parecia não estar satisfeito, nem demonstrava entusiasmo diante das últimas realizações. Havia uma sombra de tristeza e apreensão em seu olhar, o que me levou a lhe perguntar: “O que está lhe faltando agora?” Ele prontamente respondeu: “Eu quero distinguir a vontade de Deus da minha”. Por providência, eu tinha acabado de ler alguns escritos de Chiara Lubich falando sobre isso, então, transmiti-lhe algumas palavras de incentivo. Depois continuei pensando no assunto.


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.: Outros episódios


Sei que aquele jovem não é uma exceção. Na verdade, descobrir a vontade de Deus é um anseio comum entre nós. Pois sabemos que estar na vontade de Deus é caminho certo para a felicidade, e ser feliz é tudo que o ser humano mais almeja neste mundo.

Chiara Lubich, fundadora dos focolares, afirma que não é difícil saber qual é a vontade de Deus e nos indica o caminho:

“É preciso ouvirmos bem dentro de nós uma voz delicada, que muitas vezes sufocamos, e que se torna quase imperceptível. Mas, se a ouvirmos bem: é a voz de Deus. Ela diz-nos que aquele é o momento de ir estudar, ou de ajudar quem tem necessidade, ou de trabalhar, ou de vencer uma tentação, ou de cumprir um dever de cristão ou de cidadão. Convida-nos a dar atenção a alguém que nos fala em nome de Deus, ou a enfrentar com coragem situações difíceis. Temos que a ouvir. Não façamos calar essa voz, ela é o tesouro mais precioso que possuímos. Sigamo-la!”

Depois dessa descoberta, temos uma segunda etapa que também é muito importante: Ter a coragem de assumir a vontade de Deus fazendo dela o nosso projeto de vida! A condição para isso é dar os passos exigidos a cada instante. Por vezes, são coisas bem simples no início, e ao longo da caminhada surgem exigências maiores, que aliás são sempre possíveis de realizar. Deus nunca nos pede algo que não podemos realizar com Sua graça.

Segundo Chiara, a vida nos oferece duas direções: fazer a nossa vontade ou fazer a vontade de Deus. A primeira opção, que logo vai ser decepcionante, é como escalar a montanha da vida só com as nossas ideias limitadas, com os poucos meios que temos, com os nossos pobres sonhos, contando só com as nossas forças. A partir daí, mais tarde ou mais cedo, vai chegar a experiência da rotina de uma existência cheia de tédio, de mediocridade, de pessimismo e, às vezes, até de desespero. Uma vida monótona, apesar do nosso esforço por torná-la interessante, que nunca chegará a satisfazer o nosso íntimo mais profundo. A segunda possibilidade é quando também nós repetimos com Jesus: «Não se faça a minha vontade, mas a Tua» (Lc 22, 42).

Para compreendermos isso melhor, podemos comparar Deus a um sol. Deste sol partem muitos raios que se projetam sobre cada um de nós. E esses raios representam a vontade de Deus. Durante a vida, somos chamados a caminhar em direção a esse “sol”, seguindo a luz do raio, que nos é próprio, diferente e distinto de todos os outros. E podemos realizar o projeto maravilhoso, pessoal, que Deus tem para cada um de nós: a vontade d'Ele. Se assim o fizermos, vamos nos sentir envolvidos numa divina aventura, nunca antes imaginada.

Seremos, ao mesmo tempo, atores e espectadores de coisas grandiosas que Deus realizará em nós e, através de nós, na humanidade. Tudo o que vier a acontecer-nos, como os sofrimentos e as alegrias, graças e desgraças, fatos importantes ou insignificantes, tudo vai adquirir um significado novo, porque nos é oferecido pela mão de Deus, que é Amor. Tudo o que Ele quer, ou permite, é para o nosso bem. Se acreditamos nisso apenas com a fé, veremos depois, com os olhos da alma, que existe um fio de ouro a ligar acontecimentos e coisas, a compor um magnífico bordado: é o projeto de Deus para cada um de nós.

Pode ser que diante disso você se decida sinceramente a dar um sentido mais profundo à sua vida. Então comece agora a fazer a vontade de Deus, pois, se pensarmos bem: o passado já não existe e não podemos voltar a tê-lo. Só nos resta colocá-lo na misericórdia de Deus. O futuro ainda não chegou. Havemos de vivê-lo quando se tornar atual. E em nossas mãos só temos o momento presente. É nele que devemos optar por fazer a vontade de Deus. Como? Escutando aquela suave voz que nos fala ao coração... Lembrando que Deus não nos pede algo irrealizável. Estaremos juntos!

Foto Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal Trabalha na Rádio CN FM 103.7

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 19 de Janeiro de 2009
Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Canuto, rei da Dinamarca, mártir, +1086, Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco, mártires, +270



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Rupert de Deutz : «O esposo está com eles»

Leituras

Heb. 5,1-10.
Todo o Sumo Sacerdote tomado de entre os homens é constituído em favor dos
homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios
pelos pecados.
Pode compadecer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele está
cercado de fraqueza;
por isso, deve oferecer sacrifícios, tanto pelos seus pecados, como pelos
do povo.
E ninguém tome esta honra para si mesmo, mas somente quem é chamado por
Deus, tal como Aarão.
Assim também Cristo não se atribuiu a glória de se tornar Sumo Sacerdote,
mas concedeu-lha aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei.
E, como diz noutro passo: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de
Melquisedec.
Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o
podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por
causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu
e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de
salvação eterna,
tendo sido proclamado por Deus Sumo Sacerdote segundo a ordem de
Melquisedec.


Salmos 110,1.2.3.4.
Disse o SENHOR ao meu senhor: «Senta-te à minha direita, e Eu farei dos
teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o SENHOR estenderá o ceptro do teu poder. Dominarás os teus
inimigos na batalha!
tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste; no esplendor do
santuário, das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
SENHOR jurou e não voltará atrás: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.»


Marcos 2,18-22.
Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe:
«Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os
teus discípulos não jejuam?»
Jesus respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o
esposo está com eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar.
Dias virão em que o esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de
jejuar.»
«Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o
tecido velho e o rasgão fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os
odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres
novos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino
A Santíssima Trindade e as suas obras, livro 42, sobre Isaías, 2, 26 (trad. Ir. Isabelle de la Source, Lire la Bíble, Mediaspaul, t. 6, p. 156)

«O esposo está com eles»

«Com grande alegria rejubilei no Senhor e o meu coração exulta no meu
Deus.» (Is 61,10). [...] A vinda, a presença do Senhor de que fala o
profeta neste versículo é o beijo que deseja a esposa do Cântico dos
Cânticos quando diz: «Ah! Beija-me com ósculos da tua boca!» (Cant 1,2). E
esta esposa fiel é a Igreja: nasceu dos patriarcas, noivou em Moisés e nos
profetas; com o desejo ardente do seu coração, suspira pela vinda do seu
Bem-Amado. [...] Cheia de alegria, agora que recebeu este beijo, exclama na
sua felicidade: «Eu exulto de alegria no Senhor!»
Participando nesta alegria, João Baptista, o ilustre «amigo do Esposo», o
confidente dos segredos do Esposo e da esposa, o testemunho do seu amor
mútuo, declara: «Quem tem a esposa é o esposo; e o amigo do esposo, que o
acompanha e escuta, alegra-se sobremaneira, ouvindo a voz do esposo. Essa é
a minha alegria, que agora é completa.» (Jo 3,29). Indubitavelmente, o que
foi o precursor do Esposo no seu nascimento, o precursor também da sua
Paixão quando desceu aos infernos, anunciou a Boa Nova à Igreja que se
encontrava à espera. [...]
Por conseguinte, este versículo ajusta-se completamente à Igreja jubilosa
que, na mansão dos mortos, se apressa a ir ao encontro do Esposo: «Com
grande alegria rejubilei no Senhor e o meu coração exulta no meu Deus.» E
qual é a causa da minha alegria? Qual é o motivo do meu júbilo? «Porque me
revestiu com a roupagem da salvação e me cobriu com o manto da justiça» (Is
61,10). Em Adão, tinha sido despida, tinha tido de juntar folhas de
figueira para esconder a minha nudez; miseravelmente coberta de túnicas de
pele, fui expulsa do paraíso (Gn 3,7.21). Mas hoje, o meu Senhor e meu Deus
converteu as folhas em roupagem da salvação. Pela sua Paixão, ele
revestiu-me com uma primeira roupa, a do baptismo e da remissão dos
pecados; e, no lugar da túnica de peles da mortalidade, envolveu-me numa
segunda roupa, a da ressurreição e da imortalidade.




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18 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 18 de Janeiro de 2009
2º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Segundo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santa Margarida da Hungria, virgem, +1270



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Ficaram com Ele nesse dia»

Leituras

1 Sam. 3,3-10.19.
A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado e Samuel repousava no templo
do Senhor, onde se encontrava a Arca de Deus.
O Senhor chamou Samuel. Ele respondeu: «Eis-me aqui.»
Samuel correu para junto de Eli e disse-lhe: «Aqui estou, pois me
chamaste.» Disse-lhe Eli: «Não te chamei, meu filho; volta a deitar-te.»
O Senhor chamou de novo Samuel. Este levantou-se e veio dizer a Eli: «Aqui
estou, pois me chamaste.» Eli respondeu: «Não te chamei, meu filho; volta a
deitar-te.»
Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois até então nunca se lhe tinha
manifestado a palavra do Senhor.
Pela terceira vez, o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com
Eli: «Aqui estou, pois me chamaste.» Compreendeu Eli que era o Senhor quem
chamava o menino e disse a Samuel:
«Vai e volta a deitar-te. Se fores chamado outra vez, responde: «Fala,
Senhor; o teu servo escuta!» Voltou Samuel e deitou-se.
Veio o Senhor, pôs-se junto dele e chamou-o, como das outras vezes:
«Samuel! Samuel!» E Samuel respondeu: «Fala, Senhor; o teu servo escuta!»
Samuel ia crescendo, o Senhor estava com ele e cumpria à letra todas as
suas predições.


Salmos 40,2.4.7-8.8-9.10.
Invoquei o SENHOR com toda a confiança; Ele inclinou se para mim e ouviu o
meu clamor.
Ele pôs nos meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus.
Muitos, ao verem isto, hão de comover se, hão-de pôr a sua confiança no
SENHOR.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Esse é o meu desejo, ó meu Deus; a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.


1 Cor. 6,13-15.17-20.
Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos, e Deus
destruirá tanto aquele como estes. Mas o corpo não é para a impureza, mas
para o Senhor, e o Senhor é para o corpo.
E Deus, que ressuscitou o Senhor, há-de ressuscitar-nos também a nós, pelo
seu poder.
Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Iria eu, então,
tomar os membros de Cristo para fazer deles membros de uma prostituta? Por
certo que não!
Mas quem se une ao Senhor, forma com Ele um só espírito.
Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao
seu corpo, mas quem se entrega à impureza, peca contra o próprio corpo.
Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em
vós, porque o recebestes de Deus, e que vós já não vos pertenceis?
Fostes comprados por um alto preço! Glorificai, pois, a Deus no vosso
corpo.


João 1,35-42.
No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos seus
discípulos.
Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o Cordeiro de
Deus!»
Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus.
Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que
pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi que quer dizer Mestre onde moras?»
Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e
ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde.
André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram
Jesus.
Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: «Encontrámos o Messias!»
que quer dizer Cristo.
E levou-o até Jesus. Fixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, o
filho de João. Hás-de chamar-te Cefas» que significa Pedra.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, nº 7

«Ficaram com Ele nesse dia»

«João encontrava-se de novo ali, com dois dos seus discípulos.» João era de
tal maneira «amigo do Esposo», que não procurava a sua própria glória,
limitando-se a dar testemunho da verdade (Jo 3, 29.26). Ter-lhe-á ocorrido
reter os seus discípulos, impedindo-os de seguir o Senhor? De maneira
nenhuma. Pelo contrário, aponta-lhes Aquele a Quem devem seguir. [...] «Por
que permaneceis ligados a mim?», pergunta-lhes. «Eu não sou o Cordeiro de
Deus. Eis o Cordeiro de Deus [...], Aquele que tira os pecados do
mundo.»

A estas palavras, os dois discípulos que estavam com João seguiram Jesus.
«Jesus voltou-Se e, notando que eles O seguiam, perguntou-lhes: "Que
pretendeis?" Eles disseram-Lhe: "Rabi, que quer dizer Mestre, onde moras?"»
Ainda não O seguiam de maneira definitiva; sabemos que se ligaram a Ele
quando os chamou a deixarem a barca [...], quando lhes disse: «Vinde após
Mim e Eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Foi a partir desse
momento que se ligaram a Ele para nunca mais O deixarem. Para já, queriam
ver onde Jesus morava, e pôr em prática aquela palavra da Escritura que
diz: "Se vires um homem sensato, madruga para ir ter com ele, e desgastem
os teus pés o limiar da sua porta. Fixa a tua atenção nos preceitos de
Deus» (Ecli 6, 36-37).

Jesus mostrou-lhes, pois, onde morava; e eles ficaram com Ele. Que dia
feliz aquele! Que noite bem-aventurada! O que eles terão ouvido da boca do
Senhor! Construamos, também nós, uma morada no coração, ergamos uma casa
onde Cristo possa vir instruir-nos e conversar connosco.





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10 de jan de 2009

«Humanae Vitae»: profecia científica

O presidente dos métodos católicos denuncia os perigos da pílula anticoncepcional

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Apesar de ter sido publicada há 40 anos, a encíclica Humanae Vitae ainda suscita um forte debate. Para alguns, inclusive dentro da Igreja Católica, trata-se de um texto inadequado aos tempos e insuficiente nas respostas, enquanto outros sustentam que se trata de uma encíclica «profética».

Para estes últimos, o Papa Paulo VI fez bem em advertir contra o uso de anticoncepcionais, já que estes são perigosos para a saúde da mulher e para a relação dentro do casal.

Neste contexto, o doutor espanhol José María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), anunciou um texto em 4 de janeiro passado, com o título «40 anos depois da Encíclica Humanae Vitae, do ponto de vista médico», no qual se ilustram todos os problemas relativos à saúde da mulher, à contaminação ambiental e ao enfraquecimento e banalização das relações de casal que a pílula contraceptiva provocou.

Sobre esta questão, o dr. Simón Castellví concedeu esta entrevista à Zenit.

– Os críticos da Humanae Vitae sustentam que os anticoncepcionais trouxeram a emancipação feminina, progresso, saúde médica e ambiental. Mas segundo o informe da FIAMC, isso não é verdade. Pode explicar-nos por quê?

– Simón Castellví: Os anticoncepcionais não são um verdadeiro progresso nem para as mulheres nem para o planeta. Compreendo e sou solidário com as mulheres que deram a vida a muitos filhos, mas a solução não está na contracepção, e sim na regulação natural da fertilidade. Esta respeita os homens e as mulheres. O estudo que apresentamos é científico e nos diz que a pílula é contaminadora e em muitos casos anti-implantatória, ou seja, abortiva.

– O estudo sustenta de fato que a pílula denominada anovulatória, a mais utilizada, que tem como base doses de hormônios de estrogênio e progesterona, funciona em muitos casos com um verdadeiro efeito anti-implantatório. É verdade?

– Simón Castellví: É verdade. Atualmente, a pílula anticoncepcional denominada anovulatória funciona em muitos casos com um verdadeiro efeito anti-implantatório, ou seja, abortivo, porque expele um pequeno embrião humano. E o embrião, inclusive em seus primeiros dias, é um pouco diferente de um óvulo ou célula germinal feminina. Sem essa expulsão, o embrião chegaria a ser um menino ou menina.

O efeito anti-implantatório destas pílulas está reconhecido na literatura científica. Os investigadores o conhecem, está presente nos prospectos dos produtos farmacêuticos dirigidos a evitar uma gravidez, mas a informação não chega ao grande público.

– O estudo em questão sustenta que a grande quantidade de hormônios no ambiente tem um efeito grave de contaminação meio-ambiental que influi na infertilidade masculina. Você poderia nos explicar por quê?

– Simón Castellví: Os hormônios têm um efeito nocivo sobre o fígado, e depois se dispersam no ambiente, contaminando-o. Durante anos de utilização das pílulas anticoncepcionais se verteram toneladas de hormônios no ambiente. Diversos estudos científicos indicam que isso poderia ser um dos motivos do aumento da infertilidade masculina. Pedimos que se façam pesquisas mais precisas sobre os efeitos contaminadores desses hormônios.

– O estudo elaborado pela FIAMC retoma as preocupações expressas em 29 de julho de 2005 pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (International Agency for Research on Cancer), a agência da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual os preparados orais de combinados de estrogênio e progesterona podem ter efeitos cancerígenos. Você poderia ilustrar-nos a gravidade destas implicações?

– Simón Castellví: É grave que se esteja distribuindo um produto não indispensável para a saúde e que poderia ser cancerígeno. Esta não é uma opinião dos médicos católicos, mas da Agência da OMS que luta contra a difusão do câncer. Nós só citamos suas preocupações ao respeito.

– Você e a associação que você representa sustentam que a Humanae Vitae foi profética ao propor os métodos naturais de regulação da fertilidade. Pode explicar-nos por quê?

– Simón Castellví: O Papa Paulo VI foi profético também do ponto de vista científico. Com essa encíclica, ale alertou sobre os perigos da pílula anticoncepcional, como o câncer, a infertilidade, a violação dos direitos humanos, etc. O Papa tinha razão e muitos não quiseram reconhecer isso. Quando se trata de regular a fertilidade, são muito melhores os métodos naturais, que são eficazes e respeitam a natureza da pessoa.

– Em um artigo publicado pelo L’Osservatore Romano L’Humanae vitae. Una profezia scientifica», 4 de janeiro de 2009), você sustenta que os métodos anticoncepcionais violam os direitos humanos. Pode precisar-nos por quê?

– Simón Castellví: No 60º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem se pode demonstrar que os meios anticoncepcionais violam pelo menos cinco importantes direitos:

O direito à vida, porque em muitos casos se trata de pílulas abortivas, e cada vez se elimina um pequeno embrião.

O direito à saúde, porque a pílula não serve para curar e tem efeitos secundários importantes sobre a saúde de quem a utiliza.

O direito à informação, porque ninguém informa sobre os efeitos reais da pílula. Em particular, não se adverte sobre os riscos para a saúde e a contaminação ambiental.

O direito à educação, porque poucos explicam como se praticam os métodos naturais.

O direito à igualdade entre os sexos, porque o peso e os problemas das práticas anticoncepcionais recaem quase sempre sobre a mulher.

– A Humanae vitae sustenta que os anticoncepcionais influenciam negativamente na relação do casal, separando o ato de amor da procriação. Você poderia explicar-nos, como homem de ciência, esta afirmação?

– Simón Castellví: A relação entre os esposos deve ser de total confiança e amor. Excluir com meios impróprios a possibilidade da procriação prejudica a relação de casal. O doar-se um ao outro deveria ser total e enriquecer-se pela capacidade da transmissão da vida.

– Substancialmente, a Humanae vitae é um documento que une e reforça os casais; por que então tantas críticas?

– Simón Castellví: Muitas das críticas foram sugeridas pelos interesses econômicos que estão por trás da venda da pílula. Outras críticas surgem daqueles que querem reduzir e selecionar a fertilidade e o crescimento demográfico. Finalmente, as críticas procedem também daqueles que querem limitar a autoridade moral da Igreja Católica.

– O que teria acontecido se a Igreja não tivesse se oposto à difusão da pílula?

– Simón Castellví: Não quero sequer pensar nisso. Só considerando o efeito abortivo das pílulas, a própria Igreja Católica seria hoje menos numerosa. Posso compreender o pensamento de milhões de mulheres que usam a pílula, mas quero sugerir que existe uma antropologia melhor para elas, a que a Igreja Católica propõe.

Rosa de Saron - Te Louvo em Verdade (Acustico e ao Vivo)

Palestra em MP3: Não há Bíblia sem Igreja

Baixe ouça a palestra do Padre Ricardo com o Tema : "Não há Bíblia sem Igreja"
Clique aqui para baixar a palestra.
Deus te abençoe!

9 de jan de 2009

ENCONTRO VOCACIONAL

ATENÇÃO!
Estaremos realizando o primeiro encontro Vocacional da Comunidade GeRuah!
Direcionado a todas as pessoas. Abordaremos vários temas que nos darão visão maior das vocações e chamados cristãos e na história da Igreja.
Todos são convidados!
Estes são os temas:
1 - Batismo - O chamado a ser Cristão.
2 - Crisma - O chamado a ser um verdadeiro católico.
3 - Vocações - Vários chamados que Deus fez ao longo da história da Igreja (veremos várias vocações/congregações/carismas, etc). E estados de vida (casados, consagrados, solteiros, etc).
4 - Novas Comunidades - O que são e o chamado que Deus está levantando no mundo de hoje (veremos sobre várias comunidades novas no mundo: Canção Nova, a Arca, Shalom, etc...)
5 - Comunidade GeRuah - Veremos sobre o carisma de Vida de Oração e Formação na Comunidade de Aliança GeRuah.
6 - Comunidade GeRuah 2 - Veremos sobre o carisma de Vida de Comunhão e Missão na Comunidade de Aliança GeRuah.
7 - Deserto - Faremos um deserto de oração para ajudar a ter um melhor discernimento.

Quem estiver interessado entre em contato conosco por email ou telefone:
missaocefas@gmail.com
27 88085597 ou 27 32614383 - Falar com Alessandro.




Cultivar as sementes da FÉ: eis a nossa vocação!

Um novo tempo se descortina diante dos nossos olhos. É Ano Novo! Tempo de cultivas as sementes dos sonhos, tempo de converter “pedras e cascalhos” em verdadeiros diamantes... É tempo de irrigar com a esperança os nossos propósitos e nossa vocação. É sobretudo, o tempo de vivermos ancorados na FÉ. E aqui é interessante porque nossa experiência de com Deus nos aponta que é preciso pavimentar sempre os caminhos da nossa história com o alicerce da fé; pautando, pois, as novas estradas que surgem para finalmente alcançar o fim do itinerário.

Permita-me hoje nos retermos até você e sua história discorrendo sobre este dom, esta virtude. Aliás, penso que seja interessante compreendermos que a virtude na sua origem semântica do latim “virtus”, significa a força, a capacidade. Quando tomamos estes significados e os levamos para o terreno da fé, a beleza da colheita é singular. Pois vale lembrar que o sucesso da colheita não depende tão somente do cultivo e da espera, mas também do terreno.

Quanto à fé, não são poucos os tratados teológicos e filosóficos que tentam penetrar em seu universo. Mas uma resposta que sempre acho cheia de beleza e propriedade é aquela que o Apóstolo Paulo nos recorda em sua carta aos Hebreus: “A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, isto é, de está firme na esperança e conhecer realidades que não se vêem” (Hb 11, 1). Para os gregos ter fé é crer, confiar, portanto, construir uma relação confiante. Por outro lado, a palavra hebraica para “crer” significa “está firme” com segurança e solidez. Neste sentido, no Profeta Isaías lemos: “Se não crerdes, não vos firmareis, não permanecereis” (Is 7, 9). Aqui então encontramos que a Carta aos Hebreus retomou o conceito judaico de fé e combinou com a noção grega. E isto é interessante porque o homem virtuoso na fé, traz em si portanto a força e capacidade de ver além. Está firme numa realidade que não vê, mas na qual crê. Ele olha a semente e encontra nela a condição de árvore que ela traz em si.

Uma noção semelhante de fé encontramos no Evangelho de João. Para ele ter fé é a maneira bem determinada de ver a realidade. Quem crê, vê atrás do véu, para além das coisas. Seu olhar penetra além das aparências. Levanta o véu que cobre tudo. A fé o remete para outra realidade, à riqueza interna da alma, que na sua essência alcança o que está em Deus. A construção da nossa vida quando tocada pelo dinamismo salvífico do Cristianismo, deve ter, portanto como viga de sustentação a virtude da fé. E em se tratando de um novo ano, este deve ser para nós um terreno no qual possamos semear e cultivar as sementes da FÉ, a fim de colhermos no tempo certo os frutos que nelas estão guardados. Eis, portanto, a nossa missão, eis a nossa Vocação!!!

Grato,

Sem. Jerônimo Lauricio.

www.jeronimolauricio.com


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12