27 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2009
Terça-feira da 3ª semana do Tempo Comum

Santa Ângela Mérici, virgem, fundadora, +1540



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Guerric d'Igny : «Esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe»

Leituras

Heb. 10,1-10.
Possuindo apenas a sombra dos bens futuros e não a expressão própria das
coisas, a Lei nunca pode conduzir à perfeição aqueles que participam nos
sacrifícios que se oferecem constantemente cada ano.
Não se teria porventura deixado de os oferecer, se os que prestam culto,
purificados de uma vez por todas, já não tivessem consciência de algum
pecado?
Pelo contrário, com esses sacrifícios, recordam-se anualmente os pecados,
uma vez que é impossível que o sangue dos touros e dos bodes apague os
pecados.
Por isso, ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem
oferenda, mas preparaste-me um corpo.
Não te agradaram holocaustos nem sacrifícios pelos pecados.
Então, Eu disse: Eis que venho – como está escrito no livro a meu respeito
– para fazer, ó Deus, a tua vontade.
Disse primeiro: Não quiseste nem te agradaram sacrifícios, oferendas e
holocaustos pelos pecados – e, no entanto, eram oferecidos segundo a Lei.
Disse em seguida: Eis que venho para fazer a tua vontade. Suprime, assim, o
primeiro culto, para instaurar o segundo.
E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de
Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.


Salmos 40,2.4.7-8.10.11.
Invoquei o SENHOR com toda a confiança; Ele inclinou se para mim e ouviu o
meu clamor.
Ele pôs nos meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus.
Muitos, ao verem isto, hão de comover se, hão-de pôr a sua confiança no
SENHOR.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.
Não escondi a tua justiça no fundo do coração; proclamei a tua fidelidade
e a tua salvação. Não ocultei à grande assembleia a tua bondade e a tua
verdade.


Marcos 3,31-35.
Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam
chamar.
A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: «Estão lá
fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.»
Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?»
E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: «Aí
estão minha mãe e meus irmãos.
Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e
minha mãe.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
2.º Sermão para a Natividade de Maria, § 3-4 (trad. SC 202, pp. 491ss.)

«Esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe»

O Evangelho mostra-nos o rosto mais belo de Cristo: a Sua vida e os
ensinamentos que deu, por palavras e pelo próprio exemplo. Conhecer a
Cristo desta forma constitui, na vida presente, a piedade dos cristãos
[...]. Por isso Paulo, sabendo que «é o Espírito quem dá a vida; a carne
não serve de nada» (Jo 6,63), quer conhecer a Cristo mas já não à maneira
humana (2Co 5,16), a fim de consagrar-se por inteiro Àquele que é o
Espírito que vivifica (1 Co 15,45).

Ora, Maria parece partilhar este sentimento: ao desejar fazer penetrar em
todos os corações o Bem-Amado nascido de seu seio, o Bem-Amado de seus
desejos, ela descreve-O não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Também
ela parece dizer, com Paulo: «Ainda que tenha conhecido a Cristo à maneira
humana, agora já não O conheço assim.» (2 Co 5,16). Com efeito, também ela
deseja gerar, em todos os seus filhos adoptados, o seu Filho único. Por
isso, apesar de eles terem sido gerados pela palavra da verdade (Tg 1,18),
Maria continua, em cada dia, a concebê-los pelo desejo e a solicitude da
sua ternura maternal, até que estes cheguem «à unidade da fé e do
conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da
Unidade de Cristo» (Ef 4,13), seu Filho, Aquele que ela concebeu e deu ao
mundo [...].

Ela faz-nos assim, portanto, o elogio desse fruto de seu seio: «Sou a mãe
do puro amor, do temor, do conhecimento e da digna esperança.» (Sir 24,18).
- É esse então o teu Filho, ó Virgem das virgens? É esse o teu Bem-Amado, ó
mais bela das mulheres? (Ct 5,9). - «Este é certamente o meu Amado; Este é
o meu Filho, ó mulheres de Jerusalém (Ct 5,9). O meu Bem-Amado é, em si
mesmo, o puro amor, e n'Aquele que d'Ele nasceu, do meu Bem-Amado, está o
amor puro, o temor, a digna esperança e o conhecimento».





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