28 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 28 de Janeiro de 2009
Quarta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

S. Tomás de Aquino, presbítero e Doutor da Igreja, +1274



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Guerric d'Igny : «Os que ouvem a palavra e a recebem dão fruto»

Leituras

Heb. 10,11-18.
Todo o sacerdote se apresenta diariamente para oferecer o culto, oferecendo
muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem apagar os pecados.
Cristo, porém, depois de oferecer pelos pecados um único sacrifício,
sentou-se para sempre à direita de Deus,
esperando, por último, que os seus inimigos sejam postos como estrado dos
seus pés.
De facto, com uma só oferta, Ele tornou perfeitos para sempre os que são
santificados.
É o que o Espírito Santo também nos atesta. De facto, depois disse:
Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias, diz o
Senhor: 'Porei as minhas leis nos seus corações e gravá-las-ei nas suas
mentes;
e não mais me recordarei dos seus pecados nem das suas iniquidades.'
Ora, onde há perdão dos pecados, já não há necessidade de oferenda pelos
pecados.


Salmos 110,1.2.3.4.
Disse o SENHOR ao meu senhor: «Senta-te à minha direita, e Eu farei dos
teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o SENHOR estenderá o ceptro do teu poder. Dominarás os teus
inimigos na batalha!
tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste; no esplendor do
santuário, das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
SENHOR jurou e não voltará atrás: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.»


Marcos 4,1-20.
De novo começou a ensinar à beira-mar. Uma enorme multidão vem agrupar-se
junto dele e, por isso, sobe para um barco e senta-se nele, no mar, ficando
a multidão em terra, junto ao mar.
Ensinava-lhes muitas coisas em parábolas e dizia nos seus ensinamentos:
«Escutai: o semeador saiu a semear.
Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as
aves e comeram-na.
Outra caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra e logo brotou,
por não ter profundidade de terra;
mas, quando o sol se ergueu, foi queimada e, por não ter raiz, secou.
Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, sufocaram-na, e não deu
fruto.
Outra caiu em terra boa e, crescendo e vicejando, deu fruto e produziu a
trinta, a sessenta e a cem por um.»
E dizia: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça.»
Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o
sentido da parábola.
Respondeu: «A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus; mas, aos que
estão de fora, tudo se lhes propõe em parábolas,
para que ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam,
não vão eles converter-se e ser perdoados.»
E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então
todas as outras parábolas?
O semeador semeia a palavra.
Os que estão ao longo do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada;
e, mal a ouvem, chega Satanás e tira a palavra semeada neles.
Do mesmo modo, os que recebem a semente em terreno pedregoso, são aqueles
que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria,
mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes e, quando surge a
tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo desfalecem.
Outros há que recebem a semente entre espinhos; esses ouvem a palavra,
mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as restantes ambições
entram neles e sufocam a palavra, que fica infrutífera.
Aqueles que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, a
recebem, dão fruto e produzem a trinta, a sessenta e a cem por um.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
5º sermão para o Natal (trad. cf. SC 166, pp. 227 e R. Thomas, Pain de Cîteaux)

«Os que ouvem a palavra e a recebem dão fruto»

Obviamente, é uma palavra «certa e digna de toda a aceitação» (1Tim 1,15),
porque a Tua Palavra é omnipotente, Senhor! Descida de um imenso e profundo
silêncio, do alto, das moradas reais do Pai (Sb 18,14-15), para repousar
numa manjedoura de animais, esta Palavra fala-nos melhor, por agora,
através do Seu silêncio. «Quem tiver ouvidos, oiça» o que nos diz este
santo e misterioso silêncio do Verbo eterno [...]

Com efeito, haverá alguma coisa que inculque a regra do silêncio com tanta
força e autoridade, que reprima o mal inquieto da língua e das tempestades
de palavras [...], como a Palavra de Deus, silenciosa entre os homens? «A
palavra ainda não me chegou à boca» (Sl 138, 4), parece proclamar a Palavra
omnipotente, desde que se submete a Sua mãe. E nós, com que loucura
dizemos: «confiamos na força da nossa língua; os nossos lábios nos
defenderão; quem nos poderá dominar?» (Sl 11, 5) Que doçura seria para mim,
se me fosse permitido guardar silêncio, apagar-me e calar-me, sem ter
sequer de falar sobre o bem, para poder prestar mais atenção, para ficar
mais recolhido, para escutar as palavras secretas e os significados
sagrados deste silêncio divino! Como gostaria de ir à escola do Verbo por
tanto tempo quanto o que o próprio Verbo guardou silêncio, na escola de Sua
mãe. [...]

«O Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1,14). Ponhamos então
toda a nossa devoção, irmãos, em meditar sobre Cristo envolto nos panos com
os quais Sua mãe O cobriu, para que vejamos, na alegria eterna do Reino, a
glória e a beleza com a qual Seu Pai O terá revestido.




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