21 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2009
Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Inês, virgem mártir, +304



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Melito de Sardes : «Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»

Leituras

Heb. 7,1-3.15-17.
Este Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao
encontro de Abraão quando ele voltava da derrota infligida aos reis e
abençoou-o;
Abraão concedeu-lhe o dízimo de todas as coisas; o seu nome significa, em
primeiro lugar, rei de justiça, e depois, «rei de Salém», que quer dizer
«rei de paz».
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida,
assemelha-se ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre.
E isto é ainda mais evidente, quando aparece outro sacerdote à semelhança
de Melquisedec,
instituído, não segundo o mandamento de uma lei humana, mas segundo o poder
de uma vida indestrutível.
Na verdade, dele se testemunha: Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.


Salmos 110,1.2.3.4.
Disse o SENHOR ao meu senhor: «Senta-te à minha direita, e Eu farei dos
teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o SENHOR estenderá o ceptro do teu poder. Dominarás os teus
inimigos na batalha!
tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste; no esplendor do
santuário, das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
SENHOR jurou e não voltará atrás: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedec.»


Marcos 3,1-6.
Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos
paralisada.
Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o
poderem acusar.
Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.»
E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar
uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações,
disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes
para deliberar como haviam de matar Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Melito de Sardes (?–c.195), Bispo
Homilia pascal, 71-73 (trad. SC 123, p. 99 rev.)

«Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»

Ele é o cordeiro sem voz, o cordeiro degolado, Ele, que nasceu de Maria, a
graciosa ovelhinha. Ele é Aquele que foi tirado de seu rebanho para ser
levado à morte, que foi morto ao cair da noite, que foi de noite
amortalhado [...], para ressuscitar de entre os mortos e para fazer
ressuscitar cada homem do fundo do seu túmulo.

Foi portanto levado à morte. E levado à morte onde? No coração de
Jerusalém. Por quê? Porque tinha curado os coxos, tinha purificado os
leprosos, tinha dado a ver a luz aos cegos, e tinha ressuscitado os seus
mortos (Lc 7,22). Eis por que Ele sofreu. Está escrito na Lei e nos
profetas: «Os que me pagam o bem com o mal perseguem-me, porque procuro
fazer o bem. E eu, como manso cordeiro conduzido ao matadouro, ignorava as
maquinações contra mim.» (Sl 37,21; cf. Jer 11, 19)

Porque cometeste este crime inominável? Desonraste Aquele que te tinha
honrado, humilhaste Aquele que te tinha exaltado, renegaste Aquele que te
tinha reconhecido, rejeitaste Aquele que te tinha chamado, mataste Aquele
que te vivificava [...]. Era preciso que Ele sofresse, mas não por tua
intervenção. Era preciso que Ele fosse humilhado, mas sem que fosses tu a
fazê-lo. Era preciso que Ele fosse julgado, mas não por ti. Era preciso que
Ele fosse crucificado, mas não por tuas mãos. Eis as palavras que deverias
ter gritado a Deus: «Senhor, se é preciso que Teu Filho sofra, se é essa a
Tua vontade, que Ele sofra, então, mas não por minha intervenção».





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