22 de jan de 2009

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 22 de Janeiro de 2009
Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Vicente, diácono e mártir, +304, Beata Laura Vicunha, virgem, +1904



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : A Vida manifestou-se na carne

Leituras

Heb. 7,25-28.8,1-6.
Sendo assim, Ele pode salvar de um modo definitivo, os que por meio dele se
aproximam de Deus, pois Ele está vivo para sempre, a fim de interceder por
eles.
Tal é, com efeito, o Sumo Sacerdote que nos convinha: santo, inocente,
imaculado, separado dos pecadores e elevado acima dos céus,
que não tem necessidade, como os outros sacerdotes, de oferecer vítimas
todos os dias, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos do povo,
porque Ele o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.
A Lei, com efeito, constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à
debilidade; mas a palavra do juramento, posterior à Lei, constitui o Filho
perfeito para sempre.
O ponto principal do que estamos a dizer é que temos um Sumo Sacerdote que
se sentou nos céus à direita do trono da Majestade,
como ministro do santuário e da verdadeira tenda, construída pelo Senhor e
não pelo homem.
Todo o Sumo Sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; daí a
necessidade de também ele ter algo para oferecer.
Se Cristo estivesse na terra, nem sequer seria sacerdote, pois já existem
aqueles que oferecem os dons segundo a Lei.
Esses prestam um culto que é uma imagem e uma sombra das realidades
celestes, como foi revelado a Moisés quando estava para construir a tenda.
Foi-lhe dito: Presta atenção, faz tudo segundo o modelo que te foi mostrado
no monte.
Mas, de facto, ele obteve um ministério tanto mais elevado, quanto maior é
a aliança de que é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores
promessas.


Salmos 40(39),7-8.8-9.10.17.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Esse é o meu desejo, ó meu Deus; a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.
Mas alegrem se e exultem em ti todos os que te procuram. Digam sem cessar
os que desejam a tua salvação: "O SENHOR é grande!"


Marcos 3,7-12.
Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão
vinda da Galileia. E da Judeia,
de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de
Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele
fazia.
E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser
molestado pela multidão,
pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades
caíam sobre Ele para lhe tocarem.
Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: «Tu
és o Filho de Deus!»
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África), Doutor da Igreja
Sermões sobre a primeira carta de São João, 1,1 (trad. cf. SC 75, p. 113)

A Vida manifestou-se na carne

«O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos
olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram é o Verbo da Vida.» (1Jo
1,1) Como podemos nós tocar com as nossas mãos o Verbo, se não porque: «o
Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1,14)? Este Verbo, que se
fez carne para ser tocado pelas nossas mãos, começou por se fazer carne no
ventre da Virgem Maria. Mas não foi nessa altura que Ele começou a ser o
Verbo, porque já o era «desde o princípio», diz São João. [...]

Talvez alguns entendam «Verbo da Vida» como uma expressão vaga para
designar Cristo, e não rigorosamente o próprio corpo de Cristo, que as mãos
tocaram. Mas vede a continuação: «de facto, a Vida manifestou-se» (1Jo
1,2). Cristo é, pois, o Verbo da Vida. E como se manifestou essa Vida? Ela
existia desde o princípio, mas ainda não se tinha manifestado aos homens:
mas apenas aos anjos, que a viam e que dela se alimentavam como se fosse o
seu pão. É o que diz a Escritura: «Comeram todos o pão dos fortes» (Sl 77,
25).

Portanto, a Vida manifestou-se, a si mesma, na carne; foi colocada em plena
evidência para que uma realidade anteriormente apenas aparente ao coração
se torne igualmente visível aos olhos, a fim de curar os corações. Porque
apenas este vê o Verbo; a carne e os olhos do corpo não o vêem. Nós éramos
capazes de ver a carne, mas incapazes de ver o Verbo. O Verbo fez-se carne,
que nós podíamos ver, para curar em nós aquilo que devia ver o Verbo.





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