1 de fev de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 01 de Fevereiro de 2009
4º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Quarto Domingo do Tempo Comum (domingo IV do saltério)
Beata Ana Michelotti, religiosa fundadora, +1887



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : «Eis um novo ensinamento»

Leituras

Deut. 18,15-20.
O Senhor, teu Deus, suscitará no meio de vós, dentre os teus irmãos, um
profeta como eu; a ele deves escutar.
Foi o que pediste ao Senhor, teu Deus, no monte Horeb, no dia da
Assembleia, quando lhe disseste: 'Não queremos mais ouvir a voz do Senhor,
nosso Deus, nem tornar a ver mais este fogo enorme, para não morrer.'
O Senhor disse-me então: 'Está certo o que eles dizem.
Suscitar-lhes-ei um profeta como tu, dentre os seus irmãos; porei as minhas
palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar.
Mas aquele que não atender às palavras que ele disser em meu nome, Eu
próprio lhe pedirei contas!
O profeta, porém, que tiver a insolência de anunciar em meu nome palavras
que não lhe mandei dizer, e aquele que falar em nome de deuses
estrangeiros, esse profeta morrerá.


Salmos 95(94),1-2.6-7.7-9.
Vinde, exultemos de alegria no SENHOR, aclamemos o rochedo da nossa
salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor, saudemo lo com cânticos
jubilosos.
Vinde, prostremo nos por terra, ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.
Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo, as ovelhas por Ele conduzidas.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo, as ovelhas por Ele conduzidas.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
"Não endureçais os vossos corações, como em Meribá, como no dia de Massá,
no deserto,
quando os vossos pais me provocaram e me puseram à prova, apesar de terem
visto as minhas obras.


1 Cor. 7,32-35.
Eu quisera que estivésseis livres de preocupações. Quem não tem esposa,
cuida das coisas do Senhor, como há-de agradar ao Senhor.
Mas aquele que tem esposa cuida das coisas do mundo, como há-de agradar à
mulher,
e fica dividido. Também a mulher não casada, tal como a virgem, cuidam das
coisas do Senhor, para serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher
casada cuida das coisas do mundo, como há-de agradar ao marido.
Digo-vos isto para vosso bem, não para vos armar uma cilada, mas visando o
que é mais nobre e favoreça uma dedicação ao Senhor, sem partilha.


Marcos 1,21-28.
Entraram em Cafarnaúm. Chegado o sábado, veio à sinagoga e começou a
ensinar.
E maravilhavam-se com o seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem
autoridade e não como os doutores da Lei.
Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que
começou a gritar:
«Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei
quem Tu és: o Santo de Deus.»
Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.»
Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando
um grande grito.
Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um
novo ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos
malignos e eles obedecem-lhe!»
E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da
Galileia.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Comentário sobre o evangelho de São Marcos, 2; PLS 2, 125s (trad. DDB 1986, p. 49)

«Eis um novo ensinamento»

«Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando
um grande grito.» É esta a sua maneira de exprimir a sua dor: sacudindo-o
com violência. Uma vez que não podia alterar a alma do homem, o demónio
exerceu a sua violência no corpo dele. Estas manifestações físicas eram,
aliás, o único meio que tinha à sua disposição para demonstrar que estava a
sair. Tendo o espírito puro manifestado a sua presença, o espírito impuro
bate em retirada. [...]

«Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto?»»
Olhemos para os Actos dos Apóstolos, e para os sinais que os primeiros
profetas nos deram. Que dizem os magos do Faraó perante os prodígios de
Moisés? «Está aí o dedo de Deus» (Ex 8,15). É Moisés que os realiza, mas
eles reconhecem o poder de outrem. Posteriormente, os apóstolos fizeram
outros prodígios: «Em nome de Jesus, levanta-te e anda!» (Act 3,6); «E
Paulo disse ao espírito: «Ordeno-te, em nome de Jesus Cristo, que saias
desta mulher»» (Act 16,18). O nome de Jesus é sempre citado. Mas aqui, que
diz Ele? «Sai desse homem», sem mais pormenores. É em Seu próprio nome que
Ele ordena ao espírito que saia. «Tão assombrados ficaram que perguntavam
uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo ensinamento».» A expulsão do
demónio não tinha em si nada de novo: os exorcistas dos hebreus faziam-no
frequentemente. Mas que diz Jesus? Qual é este ensinamento novo? Onde está
então a novidade? É que Ele impõe-Se com a Sua própria autoridade aos
espíritos impuros. Ele não cita ninguém: é Ele próprio que dá as ordens;
Ele não fala em nome de ninguém, mas sim com a Sua própria autoridade.





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