4 de fev de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 04 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «De onde é que isto Lhe vem? [...] Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?»

Leituras

Heb. 12,4-7.11-15.
Ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado.
Esquecestes a exortação que vos é dirigida como a filhos: Meu filho, não
desprezes a correcção do Senhor,e não desanimes quando és repreendido por
Ele,
porque o Senhor corrige os que ama e castiga todo o que reconhece como
filho.
É para vossa correcção que sofreis. Deus trata-vos como filhos; e qual é o
filho a quem o pai não corrige?
É certo que toda a correcção, no momento em que é aplicada, não parece ser
motivo de alegria, mas de tristeza; mais tarde, porém, produz um fruto de
paz e de justiça nos que foram exercitados por ela.
Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos
enfraquecidos,
fazei caminhos rectos para os vossos pés, para que o coxo não coxeie mais,
mas seja curado.
Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor.
Vigiai, para que ninguém venha a estar privado da graça de Deus, nem alguma
raiz amarga, crescendo, vos cause dano e, por meio dela, muitos venham a
ser contaminados.


Salmos 103(102),1-2.13-14.17-18.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR, e todo o meu ser louve o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR, e não esqueças nenhum dos seus benefícios.
Como um pai se compadece dos filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o
temem.
Na verdade, Ele sabe de que somos formados; não se esquece de que somos pó
da terra.
Mas o amor do SENHOR é eterno para os que o temem e a sua justiça chega até
aos filhos dos seus filhos,
para os que guardam a sua aliança e se lembram de cumprir os seus
preceitos.


Marcos 6,1-6.
E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no.
Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes
enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria
é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos?

Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de
Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto
parecia-lhes escandaloso.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus
parentes e em sua casa.»
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos,
impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias
vizinhas a ensinar.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
Meditações sobre a vida de Cristo; Opera omnia, t. 12, pp. 530 ss. (trad. Bouchet, Lectionaire, p. 66)

«De onde é que isto Lhe vem? [...] Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?»

O Senhor Jesus, regressando do Templo e de Jerusalém a Nazaré com seus
pais, morou com eles até à idade de trinta anos «e era-lhes submisso» (Lc
2,51). Não se encontra nas Escrituras o que é que Ele fez durante todo este
tempo, o que parece bastante surpreendente. [...] Mas, se olharmos com
atenção, veremos claramente que, não fazendo nada, fazia maravilhas. Cada
um dos Seus gestos revela, com efeito, o Seu mistério. E, como agia com
poder, também Se calou com poder, permanecendo recolhido na obscuridade com
poder. O Mestre soberano, que nos vai ensinar os caminhos da vida, começa
desde a Sua juventude a fazer obras de poder, mas de uma forma
surpreendente, incógnita e inconcebível, parecendo aos olhos dos homens
inútil, ignorante, e vivendo no opróbrio. [...]

Ele apreciava cada vez mais esta maneira de viver, a fim de ser julgado por
todos como um ser pequeno e insignificante; isto fora anunciado pelo
profeta, que dissera em seu nome: «Eu sou um verme e não um homem» (Sl
21,7). Vês portanto o que Ele fazia, não fazendo nada. Tornava-se
desprezível [...]; acreditas que isso era pouca coisa? Seguramente, não era
Ele que tinha necessidade disso, mas nós. Não conheço nada mais difícil nem
mais grandioso. Parece-me que chegaram ao mais alto grau aqueles que, de
todo o seu coração e sem fingimento, se possuem suficientemente para não
procurarem nada de outrem senão ser desprezados, não contar para nada e
viver num abaixamento extremo. É uma vitória maior que a tomada de uma
cidade.





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