11 de fev de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Nossa Senhora de Lourdes



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Balduíno de Ford : «Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)

Leituras

Gén. 2,5-9.15-17.
e ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta
germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a
terra, e não havia homem para a cultivar,
e da terra brotava uma nascente que regava toda a superfície,
então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas
narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo.
Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e nele colocou
o homem que tinha formado.
O Senhor Deus fez brotar da terra toda a espécie de árvores agradáveis à
vista e de saborosos frutos para comer; a árvore da Vida estava no meio do
jardim, assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal.
O Senhor Deus levou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar
e, também, para o guardar.
E o Senhor Deus deu esta ordem ao homem: «Podes comer do fruto de todas as
árvores do jardim;
mas não comas o da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque, no dia
em que o comeres, certamente morrerás.»


Salmos 104(103),1-2.27-28.29-30.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
Estás envolto num manto de luz e estendeste os céus como um véu.
Todos esperam de ti que lhes dês comida a seu tempo.
Dás-lhes o alimento, que eles recolhem, abres a tua mão e saciam-se do que
é bom.
Se deles escondes o rosto, ficam perturbados; se lhes tiras o alento,
morrem e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da
terra.


Marcos 7,14-23.
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender.
Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que
sai do homem, isso é que o torna impuro.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.»
Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos
interrogaram-no acerca da parábola.
Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que,
de fora, entra no homem o pode tornar impuro,
porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em
lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos.
E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro.
Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as
prostituições, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja,
maledicência, orgulho, desvarios.
Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Balduíno de Ford (?-c.1190), abade cisterciense
Homilia 10, sobre Ct 8, 6; PL 204, 513 ss. (trad. breviário)

«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)

«Grava-me como selo em teu coração [...], porque forte como a morte é o
amor» (Ct 8,6). «Forte como a morte é o amor» porque o amor de Cristo é a
morte da morte. [...] Da mesma forma, o amor com que amamos a Cristo é,
também ele, forte como a morte, porque constitui, à sua maneira, uma morte:
uma morte que põe fim à vida velha, em que os vícios são abolidos e as
obras mortas são abandonadas. De facto, o amor que temos a Cristo [...] –
mesmo estando longe de igualar aquele que Cristo tem por nós – é à imagem e
semelhança do Seu. Cristo, de facto, «amou-nos primeiro» (1Jo 4,19) e,
através do exemplo que nos deu, tornou-Se para nós um selo, a fim de que
nos tornemos conformes à Sua imagem [...].

É por isso que Ele nos diz: «Grava-Me como selo em teu coração», como se
dissesse: «Ama-me como Eu te amo. Guarda-Me no teu espírito, na tua
memória, no teu desejo, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus
soluços. Lembra-te, homem, de que natureza te criei: de quanto te preferi
às outras criaturas, de que dignidade de enobreci, de que glória e de que
honra te coroei e como te fiz pouco inferior aos anjos e como tudo coloquei
sob os teus pés (Sl 8,6-7). Lembra-te, não apenas de tudo o que fiz por ti,
mas ainda de tudo aquilo que, de facto, suportei da tua parte, em
sofrimento e desprezo. E vê se não és injusto para coMigo, não Me amando.
Quem, de facto, te amou como Eu? Quem te criou, se não Eu? Quem te
resgatou, se não Eu?» [...]

Senhor, arranca de mim este coração de pedra, este coração gelado, este
coração incircunciso. E dá-me um coração novo, um coração de carne, um
coração puro (Ez 36,26). Tu, que purificas o coração e que amas o coração
puro, vem possuir e habitar o meu coração; envolve-o e enche-o, Tu que
ultrapassas tudo o que sou e que me és mais interior e íntimo do que eu
mesmo. Tu, o modelo da beleza e o selo da santidade, confirma o meu coração
à tua imagem, marca o meu coração com a tua misericórdia, Deus do meu
coração, meu refúgio e minha herança para sempre [Sl 72,26].




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