23 de fev de 2009

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 23 de Fevereiro de 2009
Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum

S. Policarpo, bispo, mártir, +155



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa d'Ávila : «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»

Leituras

Sirac 1,1-10.
Toda a sabedoria vem do Senhor e permanece junto dele para sempre.
A areia dos mares, as gotas da chuva, os dias da eternidade, quem os poderá
contar?
A altura do céu, a extensão da terra, o abismo e a sabedoria, quem os
poderá medir?
A sabedoria foi criada antes de todas as coisas, e a luz da inteligência,
desde a eternidade.
A fonte da sabedoria é a palavra de Deus nos céus; os seus caminhos são os
mandamentos eternos.
A quem foi revelada a raiz da sabedoria, e quem pode discernir os seus
planos?
A quem foi manifestada a ciência da sabedoria? E quem pode compreender a
riqueza dos seus caminhos?
Só há um sábio, sumamente temível: o que está sentado no seu trono.
Foi o Senhor quem a criou, quem a viu e a mediu, e a difundiu sobre todas
as suas obras,
e por todos os homens, segundo a sua liberalidade, e a comunicou àqueles
que o amam. O amor do Senhor é uma sabedoria gloriosa.Ele a comunica
àqueles a quem se revela, para que o vejam.


Salmos 93(92),1-2.5.
O SENHOR é rei, vestido de majestade; revestido e cingido de poder está o
SENHOR. Firmou o universo, que não vacilará.
O teu trono, SENHOR, está firme desde sempre; e Tu existes desde a
eternidade.
São dignos de fé os teus testemunhos, a tua casa está adornada de santidade
por todo o sempre, ó SENHOR!


Marcos 9,14-29.
Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande
multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles.
Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a
saudá-lo.
Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?»
Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que
tem um espírito mudo.
Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger
os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas
eles não conseguiram.»
Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando
vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.»
E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem,
e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca.

Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu:
«Desde a infância;
e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes
alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.»
«Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus.
Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a
minha pouca fé!»
Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo:
«Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar
nele.»
Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como
morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido.
Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé.
Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular:
«Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?»
Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Teresa d'Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
O Castelo Interior, 6.ª Morada, cap. 4

«Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»

Certas verdades acerca da grandeza de Deus estão tão impressas na alma que,
ainda que lhe faltasse a fé para lhe dizer quem Ele é, e para a obrigar a
reconhecê-Lo como seu Deus, a alma adorá-Lo-ia como tal. Foi exactamente
isto o que fez Jacob, depois da visão da escada misteriosa (Gn 28,12s). É
provável que este patriarca tenha compreendido, nesse instante, outros
segredos que não pôde depois explicar [...]. Não sei se estou a exprimir-me
bem, porque, ainda que tenha ouvido falar deste episódio, não sei se as
minhas recordações são exactas. Também Moisés não pôde explicar tudo o que
tinha visto na sarça, senão o que Deus lhe permitiu que revelasse. Mas, se
Deus não tivesse comunicado à sua alma a certeza dessas coisas secretas, se
não lhe tivesse dado a ver e a acreditar que eram coisas vindas de Deus,
não se teria metido em tantas e tão grandes provações. Seguramente deve ter
descoberto, no meio dos espinhos daquela sarça, tão profundas verdades, que
lhe deram a necessária coragem para fazer o que fez pelo povo de Israel.

Não temos pois de procurar, nas coisas ocultas de Deus, razões para as
compreender. Mas, porque acreditamos que Ele é todo-poderoso, devemos
igualmente acreditar que, na nossa imensa pobreza, somos incapazes de
compreender as Suas grandezas. Louvemo-Lo pois muito, porque é Seu grande
desejo revelar-nos algumas das Suas grandezas.




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