1 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 01 de Março de 2009
1º Domingo da Quaresma - Ano B

Primeiro Domingo da Quaresma (semana I do saltério)
Santo Albino, bispo, +550, S. Rosendo, bispo, +977



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4, 15)

Leituras

Gén. 9,8-15.
A seguir, Deus disse a Noé e a seus filhos:
«Vou estabelecer a minha aliança convosco, com a vossa descendência futura
e com os demais seres vivos que vos rodeiam: as aves, os animais
domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, todos aqueles
que saíram da arca.
Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será exterminada
pelas águas do dilúvio e não haverá jamais outro dilúvio para destruir a
Terra.»
E Deus acrescentou: «Este é o sinal da aliança que faço convosco, com todos
os seres vivos que vos rodeiam e com as demais gerações futuras:
coloquei o meu arco nas nuvens, para que seja o sinal da aliança entre mim
e a Terra.
Quando cobrir a Terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens,
recordar-me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da
Terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as
criaturas.


Salmos 25(24),4-5.6-7.8-9.
Mostra me, SENHOR, os teus caminhos e ensina me as tuas veredas.
Dirige me na tua verdade e ensina me, porque Tu és o Deus meu salvador. Em
ti confio sempre.
Lembra te, SENHOR, da tua compaixão e do teu amor, pois eles existem desde
sempre.
Não recordes os meus pecados de juventude e os meus delitos. Lembra-te de
mim, SENHOR, pelo teu amor e pela tua bondade.
O SENHOR é bom e justo; por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça e dá lhes a conhecer o seu caminho.


1 Pedro 3,18-22.
Também Cristo padeceu pelos pecados, de uma vez para sempre –o Justo pelos
injustos – para nos conduzir a Deus. Morto na carne, mas vivificado no
espírito.
Foi então que foi pregar também aos espíritos cativos,
outrora incrédulos, no tempo em que, nos dias de Noé, Deus os esperava
pacientemente enquanto se construía a Arca; nela poucas pessoas – oito
apenas – se salvaram por meio da água.
Isto era uma figura do baptismo, que agora vos salva, não por limpar
impurezas do corpo, mas pelo compromisso com Deus de uma consciência
honrada, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo,
que, tendo subido ao Céu, está sentado à direita de Deus, e a Ele se
submeteram Anjos, Dominações e Potestades.


Marcos 1,12-15.
Em seguida, o Espírito impeliu-o para o deserto.
E ficou no deserto quarenta dias. Era tentado por Satanás, estava entre as
feras e os anjos serviam-no.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o
Evangelho de Deus,
dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo:
arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Discursos sobre os Salmos, PS 60; CCL 39, 766 (trad. Brésard, 2000 anos C, p. 88)

«Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4, 15)

«Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração! [...] Dos confins
da terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido.» (Sl 60, 2-3). Dos
confins da terra, ou seja, de toda a parte. [...] Não é só uma pessoa que
fala assim; e, no entanto, é uma só pessoa, porque não há senão um só
Cristo do qual somos os membros (Ef 5,23). [...] Aquele que grita dos
confins da terra está na angústia, mas não está abandonado. Porque fomos
nós, ou seja, o Seu corpo, que o Senhor quis prefigurar no Seu próprio
corpo. [...]

Simbolizou-nos na Sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás. Lê-se no
Evangelho que Nosso Senhor, o Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo
diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a Sua
humanidade para te dar a Sua salvação, de ti tomou a Sua morte para te dar
a Sua vida, de ti sofreu os Seus ultrajes para te dar a Sua honra. Foi
portanto de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a Sua vitória. Se
somos tentados n'Ele, n'Ele também triunfaremos do diabo.

Reconheces que Cristo foi tentado, e não reconheces que alcançou a vitória?
Reconhece-te como tentado n'Ele, reconhece-te como vencedor n'Ele. Ele
poderia ter impedido o diabo de se aproximar d'Ele; mas, se não tivesse
sido tentado, como nos teria ensinado a maneira de vencer a tentação? Eis
por que motivo não é de espantar que, atormentado pela tentação, Ele grite
dos confins da terra segundo este salmo. Mas por que não é vencido? O salmo
continua: «Conduzi-me ao rochedo». [...] Recorda o Evangelho: «Sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18). Assim, é a Igreja, que Ele
quis construir sobre a pedra, que grita dos confins da terra. Mas quem se
tornou rochedo, para que a Igreja pudesse ser construída sobre a rocha?
Ouçamos São Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Co 10, 4). É pois sobre Ele que
nós somos edificados. Eis por que razão a pedra sobre a qual somos
construídos foi a primeira a ser batida pelos ventos, pelas torrentes e
pelas chuvas, quando Cristo foi tentado pelo diabo (Mt 7, 25). Eis a
fundação inabalável sobre a qual Ele te quis edificar.




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