5 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 05 de Março de 2009
Quinta-feira da 1ª da Quaresma

S. João José da Cruz, religioso, +1737, Santo Adriano, mártir, +308



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI] : «Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós» (Est 14, 3)

Leituras

Ester C,12.14-16.23-25.


Salmos 138(137),1-2.2-3.7-8.
Dou-te graças, SENHOR, de todo o coração, na presença dos poderosos te
hei-de louvar.
Inclino-me voltado para o teu santo templo e louvarei o teu nome, pela tua
bondade e pela tua fidelidade, porque foste mais além das tuas promessas.
Inclino-me voltado para o teu santo templo e louvarei o teu nome, pela tua
bondade e pela tua fidelidade, porque foste mais além das tuas promessas.
Quando te invoquei, atendeste-me e aumentaste as forças da minha alma.
Quando estou em angústia, conservas-me a vida; estendes a mão contra a ira
dos meus inimigos, e a tua mão direita me salva.
SENHOR tudo fará por mim! Ó SENHOR, o teu amor é eterno! Não abandones a
obra das tuas mãos!


Mateus 7,7-12.
«Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de
abrir-vos.
Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de
abrir.
Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?
Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,
quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas
pedirem.»
«Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles,
porque isto é a Lei e os Profetas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Retiro pregado ao Vaticano, 1983

«Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós» (Est 14, 3)

No Evangelho, Jesus convida-nos à oração: «pedi e dar-se-vos-á; procurai e
achareis; batei e abrir-se-vos-á». Estas palavras de Jesus são
preciosíssimas, porque exprimem a verdadeira relação entre Deus e o homem,
e porque respondem a um problema fundamental de toda a história das
religiões e da nossa vida pessoal: será justo e bom pedir alguma coisa a
Deus? Ou a única resposta correspondente à transcendência e à grandeza de
Deus consiste em glorificá-Lo, adorá-Lo, dar-Lhe graças, numa oração que
será por conseguinte desapegada? [...]

Jesus ignora este receio. Jesus não ensina uma religião para elites,
totalmente desinteressada. A ideia de Deus que Jesus nos ensina é
diferente: o seu Deus é muito humano; esse Deus é bom e poderoso. A
religião de Jesus é muito humana, muito simples, é a religião dos simples:
«Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas
coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11,
25). Os pequeninos, os que têm necessidade da ajuda de Deus e o dizem,
compreendem muito melhor a verdade do que os inteligentes que, recusando a
oração de súplica e aceitando apenas o louvor desinteressado de Deus,
constroem uma auto-suficiência do homem que não corresponde à sua
indigência, tal como é expressa nas palavras de Ester: «Assisti-me no meu
desamparo» (Est 14, 3). Por detrás desta nobre atitude que não quer
incomodar Deus com os nossos pequenos males, esconde-se a seguinte dúvida:
terá Deus o poder de responder às realidades da nossa vida, poderá Deus
mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrestre?
[...]

Se Deus não actua, se ele não tem poder sobre os acontecimentos concretos
da nossa vida, como é que continua a ser Deus? E se Deus é amor, o amor não
encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se
Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor
não seria o poder maior deste mundo.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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