13 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 13 de Março de 2009
Sexta-feira da 2ª semana da Quaresma

Santa Serafina, virgem, +1253, S. Rodrigo, mártir, +857



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : A parábola da vinha

Leituras

Gén. 37,3-4.12-13.17-18.
Ora Israel preferia José aos seus outros filhos, porque era o filho da sua
velhice, e mandara-lhe fazer uma túnica comprida.
Os irmãos, vendo que o pai o amava mais do que a todos eles, ganharam-lhe
ódio e não podiam falar-lhe amigavelmente.
Um dia, os irmãos de José conduziram os rebanhos de seu pai para Siquém.
E Israel disse a José: «Os teus irmãos apascentam os rebanhos em Siquém.
Prepara-te, pois quero enviar-te para junto deles.» José respondeu: «Estou
pronto.»
O homem disse-lhe: «Partiram daqui, pois ouvi-lhes dizer: 'Vamos para
Dotain.'» José seguiu os passos dos irmãos e encontrou-os em Dotain.
Eles viram-no de longe e, antes que se aproximasse, fizeram planos para o
matar.


Salmos 105(104),16-17.18-19.20-21.
Fez, depois, cair a fome sobre a terra e privou-os do pão, que dá o
sustento.
Enviou diante deles um homem, José, que foi vendido como escravo.
Apertaram-lhe os pés com grilhões e puseram-lhe uma argola de ferro ao
pescoço,
até que se cumpriu a profecia, e a palavra do SENHOR lhe deu razão.
Então o rei deu ordens para que o soltassem, o soberano dos povos pô-lo em
liberdade.
Nomeou-o mordomo da sua casa e administrador de todos os seus bens,


Mateus 21,33-43.45-46.
«Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a
com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns
vinhateiros e ausentou-se para longe.
Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros,
para receberem os frutos que lhe pertenciam.
Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro
e apedrejaram o terceiro.
Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e
trataram-nos da mesma forma.
Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o
meu filho.'
Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro.
Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.'
E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.
Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»
Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a
vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.»
Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores
rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é
admirável aos nossos olhos?
Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um
povo que produzirá os seus frutos.
Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas,
compreenderam que eram eles os visados.
Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava
profeta.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas 9, 29-30 (trad. Véricel, L'Evangile commenté, p. 290 rev. ; cf SC 52, p. 150)

A parábola da vinha

A vinha é o nosso símbolo, porque o povo de Deus eleva-se acima da terra
enraizado na cepa da vinha eterna (Jo 15, 5). Fruto de um solo ingrato, a
vinha pode desenvolver-se e florescer, ou revestir-se de verdura, ou
assemelhar-se ao jugo amável da cruz, quando cresce e os seus braços
estendidos são os sarmentos de uma videira fecunda. [...] É, pois, com
razão que chamamos vinha ao povo de Cristo, quer porque ele traça na testa
o sinal da cruz (Ez 9, 4), quer porque os frutos da vinha são recolhidos na
última estação do ano, quer porque, tal como acontece aos ramos da videira,
pobres e ricos, humildes e poderosos, servos e senhores, todos são, na
Igreja, de uma igualdade completa. [...]

Quando é ligada, a vinha endireita-se; se é podada, não é para a diminuir,
mas para fazê-la crescer. E o mesmo se passa com o povo santo: quando é
preso, liberta-se; quando é humilhado, eleva-se; quando é cortado, é uma
coroa que lhe é dada. Melhor ainda: tal como o rebento que é retirado de
uma árvore velha e enxertado noutra raiz, assim também este povo santo
[...] vem a desenvolver-se quando é alimentado na árvore da cruz [...]. E o
Espírito Santo, como que expandindo-Se nos sulcos de um terreno, derrama-Se
sobre o nosso corpo, lavando tudo o que é imundo e limpando-nos os membros,
para os dirigir para o céu.

O Vinhateiro tem por costume mondar esta vinha, ligá-la e apará-la (Jo 15,
2). [...] Ora inunda de sol os segredos do nosso corpo, ora os rega com a
chuva. Gosta de mondar o terreno, para que os espinheiros não perturbem os
rebentos; e vela para que as folhas não façam demasiada sombra [...],
privando-nos de luz as virtudes e impedindo os frutos de amadurecer.




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