17 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 17 de Março de 2009
Terça-feira da 3ª semana da Quaresma

S. Patrício, bispo, +461



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Faustina Kowalska : «Não devias também ter piedade do teu companheiro, como Eu tive de ti?»

Leituras

Dan. 3,25.34-43.
Azarias, de pé no meio das chamas, fez esta prece:
Pelo teu nome, não nos abandones para sempre, não anules a aliança.
Não nos retires a tua misericórdia,em atenção a Abraão, teu amigo,a Isaac,
teu servo,
aos quais prometeste multiplicar a sua descendência como as estrelas do
céu,e como a areia das praias do mar.
Senhor, estamos reduzidos a nada diante das nações,estamos hoje humilhados
em face de toda a terra, por causa dos nossos pecados.
Agora não há nem príncipe,nem profeta, nem chefe,nem holocausto, nem
sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem um local para te oferecer as
primícias e encontrar misericórdia.
Que pela contrição de coraçãoe humilhação de espírito,sejamos acolhidos,
como se trouxéssemos holocaustos de carneiros e de touros e de milhares de
cordeiros gordos.
Que este seja hoje diante de ti o nosso sacrifício; possa ele
reconciliar-nos contigo,pois não têm que envergonhar-se aqueles que em ti
confiam.
É de todo o coração que agora te seguimos,te veneramos e procuramos a tua
face;não nos confundas.
Trata-nos com a tua doçura habitual e com todas as riquezas da tua
misericórdia.
Livra-nos pelos teus prodígios e cobre de glória o teu nome, Senhor.


Salmos 25(24),4-5.6-7.8-9.
Mostra me, SENHOR, os teus caminhos e ensina me as tuas veredas.
Dirige me na tua verdade e ensina me, porque Tu és o Deus meu salvador. Em
ti confio sempre.
Lembra te, SENHOR, da tua compaixão e do teu amor, pois eles existem desde
sempre.
Não recordes os meus pecados de juventude e os meus delitos. Lembra-te de
mim, SENHOR, pelo teu amor e pela tua bondade.
O SENHOR é bom e justo; por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça e dá lhes a conhecer o seu caminho.


Mateus 18,21-35.
Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me
ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com
os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher,
os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e
tudo te pagarei.'
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e
perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem
denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o
que me deves!'
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu
te pagarei.'
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe
devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados,
foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o
que me devias, porque assim mo suplicaste;
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?'
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que
devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao
seu irmão do íntimo do coração.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, § 1570 (trad. Eds. Parole et dialogue 2002, p. 521)

«Não devias também ter piedade do teu companheiro, como Eu tive de ti?»

Ó Deus de grande misericórdia, Bondade infinita, eis que hoje a humanidade
inteira clama, do abismo da sua miséria, pela Tua misericórdia, pela Tua
piedade, ó Deus; e clama com a voz poderosa da miséria. Deus benevolente,
não rejeites as orações dos que estão exilados nesta terra. Ó Senhor,
Bondade inconcebível, Tu conheces a fundo a nossa miséria e sabes que não
poderíamos, apenas com as nossas forças, elevar-nos até Ti. Por isso Te
suplicamos, dá-nos Tu primeiro a Tua graça e aumenta sem cessar em nós a
Tua misericórdia, para que cumpramos fielmente a Tua santa vontade ao longo
de toda a nossa vida e também na hora da morte. Que a Tua misericórdia
todo-poderosa nos proteja dos ataques dos inimigos da nossa salvação, a fim
de que possamos esperar com confiança, como filhos Teus, a Tua última
vinda, cujo dia só Tu conheces. Nós esperamos receber tudo o que Jesus nos
prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa esperança;
através do Seu coração misericordioso passamos pelas portas abertas do céu.




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