21 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 21 de Março de 2009
Sábado da 3ª semana da Quaresma

S. Nicolau de Flue, eremita, confessor, +1487



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «O cobrador de impostos [...] nem sequer ousava levantar os olhos ao céu»

Leituras

Oseias 6,1-6.
«Vinde, voltemos para o SENHOR; Ele feriu-nos, Ele nos curará; Ele fez a
ferida, Ele fará o penso.
Dar-nos-á de novo a vida em dois dias, ao terceiro dia nos levantará, e
viveremos na sua presença.
Conheçamos, esforcemo-nos por conhecer o SENHOR; iminente, como a aurora,
está a sua vinda; Ele virá para nós como a chuva, como a chuva da Primavera
que irriga a terra.»
Que posso fazer por ti, ó Efraim? Que posso fazer por ti, ó Judá? O vosso
amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho matutino que logo se dissipa.
Por isso os castiguei duramente pelos profetas, e os matei pelas palavras
da minha boca, e o meu julgamento resplandece como a luz.
Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus
mais que os holocaustos.


Salmos 51(50),3-4.18-19.20-21.
Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade; pela tua grande
misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava me de toda a iniquidade; purifica me dos meus delitos.
Não te comprazes nos sacrifícios nem te agrada qualquer holocausto que eu
te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito; ó Deus, não desprezes
um coração contrito e arrependido.
Pela tua bondade, trata bem a Sião; reconstrói os muros de Jerusalém.
Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos, os holocaustos e as
ofertas; então serão oferecidos novilhos n


Lucas 18,9-14.
Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito
em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais:
«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro,
cobrador de impostos.
O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças
por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros;
nem como este cobrador de impostos.
Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.'
O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar
os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim,
que sou pecador.'
Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo
aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 115

«O cobrador de impostos [...] nem sequer ousava levantar os olhos ao céu»

O fariseu dizia : «Não sou como certos homens.» Quem serão esses outros
homens? Não serão todos, com excepção dele próprio? «Eu sou justo, os
outros são pecadores; eu não sou como o resto dos homens, que são injustos,
ladrões, adúlteros.» E eis que a presença de um publicano, a seu lado, lhe
vem dar ocasião para se ensoberbecer ainda mais. «Eu, eu sou um homem à
parte; ele é como os outros. Não sou da sua espécie; não sou um pecador,
pois faço muitas obras justas. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo
de tudo quanto possuo.» Que pede este homem a Deus? Procurai nas suas
palavras, que nada encontrareis. Subia supostamente ao seu quarto para
orar: ora, nada pede a Deus; apenas se gaba de si próprio. E é na verdade
deveras pouco nada pedir a Deus, mas gabar-se: para além disso, insulta
aquele que a seu lado reza: é o cúmulo!

O publicano «mantinha-se à distância», e no entanto aproxima-se de Deus; as
reprovações do seu coração afastam-no d'Ele, mas o seu amor aproxima-o de
Deus. Este publicano mantém-se à distância, mas o Senhor aproxima-se dele
para o escutar. «O Senhor é excelso, mas repara no humilde», enquanto que
«àquele que se exalta», como o fariseu, «reconhece-o ao longe» (Sl 137, 6).
A todo o que se exalta, o Senhor olha-o de longe, mas não o ignora.

Vede, por contraste, a humildade deste publicano. Não só se mantém à
distância, como nem sequer levanta os olhos ao céu. Não ousa erguer os
olhos à procura de um olhar. Não ousa olhar para o alto, a sua consciência
humilha-o, mas a esperança exalta-o. Escutai ainda: «Batia no peito.» Para
si próprio pede um castigo; por isso Deus perdoa a tal homem que a sua
culpa confessa. «Senhor, sede-me propício, a mim, que sou pecador»: eis
alguém que ora, que pede! Por que te espantas que Deus ignore as faltas
deste homem, quando o próprio as reconhece? Ele faz-se juiz de si próprio e
Deus advoga a sua causa; acusa-se e Deus defende-o. «Em verdade vos digo» -
é a Verdade que fala, é Deus, é o Juiz - «foi o publicano que voltou para
casa justificado, e não o outro.» Diz-nos, Senhor, por quê? «Porque todo
aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado».




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