22 de mar de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 22 de Março de 2009
4º Domingo da Quaresma - Ano B

Quarto Domingo da Quaresma (semana IV do saltério)
Santa Catarina de Génova, viúva, +1510



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém : «É necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que Nele crê tenha a vida eterna»

Leituras

2 Crónicas 36,14-17.19-23.
Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as
suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs, e
profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém.
O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes
mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada.
Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras
e riam-se dos profetas, a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a
indignação do Senhor contra o seu povo.
Os caldeus incendiaram o templo de Deus, demoliram as muralhas de
Jerusalém. Lançaram fogo aos seus palácios e destruíram todos os objectos
preciosos.
O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos os que tinham escapado ao
fio da espada; e foram escravos deles e de seus filhos, até que se
estabeleceu o reino dos persas.
Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias: «Enquanto
o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante
todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos».
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para se cumprir a
palavra do Senhor, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia, que mandou
publicar, em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte
proclamação:
«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os
reinos da terra e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um
templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de entre vós fizer parte do seu
povo ponha-se a caminho e que Deus esteja com ele».


Salmos 137(136),1-2.3.4-5.6.
Junto aos rios da Babilónia nos sentámos a chorar, recordando-nos de Sião.
Nos salgueiros das suas margens pendurámos as nossas harpas.
Os que nos levaram para ali cativos pediam-nos um cântico; e os nossos
opressores, uma canção de alegria: «Cantai-nos um cântico de Sião.»
Como poderíamos nós cantar um cântico do SENHOR, estando numa terra
estranha?
Se me esquecer de ti, Jerusalém, fique ressequida a minha mão direita!
Pegue-se-me a língua ao paladar, se eu não me lembrar de ti, se não fizer
de Jerusalém a minha suprema alegria!


Efésios 2,4-10.
Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou,
precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida
com Cristo – é pela graça que vós estais salvos –
com Ele nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo.
Pela bondade que tem para connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar,
nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça.
Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de
vós; é dom de Deus;
não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na
prática das boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos.



João 3,14-21.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário
que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de
que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas
para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não
crer no Filho Unigénito de Deus.
E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as
trevas à Luz, porque as suas obras eram más.
De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que
as suas acções não sejam desmascaradas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro
que os seus actos são feitos segundo Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, Doutor da Igreja
Sermão atribuído a Santo Efrém, Sobre a Penitência (trad. Ir Isabelle de la Source, Lire la Bible, Mediaspaul 1990, t. 2, p. 143)

«É necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que Nele crê tenha a vida eterna»

Quando o povo pecou no deserto (Nm 21, 5ss.), Moisés, que era profeta,
ordenou aos israelitas que fixassem uma serpente a uma cruz, ou seja, que
matassem o pecado. [...] Eles tinham de olhar para a serpente, porque fora
por meio de serpentes que os filhos de Israel tinham sido castigados. E por
que razão o foram por meio de serpentes? Porque tinham renovado a conduta
dos nossos primeiros pais. Adão e Eva tinham ambos pecado, comendo o fruto
da árvore; os israelitas tinham murmurado por causa da comida. Proferir
queixas porque não se tem legumes é o cúmulo da murmuração. O salmo atesta:
«Eles revoltaram-se contra o Altíssimo no deserto» (Sl 77, 17). Ora, também
no Paraíso tinha sido a serpente a dar início à murmuração. [...]

Os filhos de Israel aprenderiam assim que a mesma serpente que tinha
conspirado para levar a morte a Adão conspirara igualmente para os matar a
ele. Por isso, Moisés suspendeu-a de um madeiro, a fim de que, ao vê-la,
eles fossem conduzidos, por semelhança, a recordarse da árvore. Com efeito,
aqueles que para ela voltavam os seus olhos eram salvos, não por causa da
serpente, naturalmente, mas por se terem convertido. Olhando para a
serpente, recordavam-se dos seus pecados. Por terem sido mordidos,
arrependiam-se e voltavam a ser salvos. A sua conversão transformava o
deserto em morada de Deus; o povo pecador tornava-se, pela penitência, uma
assembleia eclesial e, melhor ainda, apesar de si mesmo, adorava a cruz.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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