15 de abr de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 15 de Abril de 2009
4ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

4ª-Feira na Oitava da PÁSCOA
S. Crescente, mártir, +354



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «Os seus olhos, porém, estavam impedidos de O reconhecer»

Leituras

Actos 3,1-10.
Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde.
Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os
dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola
àqueles que entravam.
Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola.
Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para
nós.»
O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles.
Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te
dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!»
E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o. No mesmo instante, os pés e os
artelhos se lhe tornaram firmes.
De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo,
caminhando, saltando e louvando a Deus.
Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus.
Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa
do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que
lhe acabava de suceder.


Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.8-9.
Louvai o SENHOR, aclamai o seu nome, anunciai entre os povos as suas obras.

Cantai-lhe hinos e salmos, proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo; alegre-se o coração dos que procuram o
SENHOR.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.
vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança, a promessa que jurou manter por mil
gerações,
pacto que fez com Abraão e aquele juramento que fez a Isaac.


Lucas 24,13-35.
Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada
Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém;
e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera.
Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e
pôs-se com eles a caminho;
os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer.
Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto
caminhais?» Pararam entristecidos.
E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em
Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!»
Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de
Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o
povo;
como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser
condenado à morte e crucificado.
Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo
isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas.
É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados,
porque foram ao sepulcro de madrugada
e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que
afirmavam que Ele vivia.
Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as
mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.»
Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito
para crer em tudo quanto os profetas anunciaram!
Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?»
E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em
todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito.
Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para
diante.
Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite
vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles.
E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o
partir, entregou-lho.
Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da
sua presença.
Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos
falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»
Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos
os Onze e os seus companheiros,
que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!»
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se
lhes dera a conhecer, ao partir o pão.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gregório Magno (c. 540-604), Papa, Doutor da Igreja
Homilia 23 sobre o Evangelho (a partir da trad. Barroux rev.)

«Os seus olhos, porém, estavam impedidos de O reconhecer»

Acabais de o ouvir, irmãos caríssimos: dois discípulos de Jesus caminhavam
na estrada e, não acreditando que era Ele, d'Ele falavam, porém. O Senhor
apareceu-lhes, sem contudo Se lhes mostrar sob uma forma por que O pudessem
reconhecer. O Senhor realizou portanto no exterior, aos olhos do corpo, o
que neles se cumpria no interior, aos olhos do coração. No seu próprio
interior, os discípulos amavam e duvidavam em simultâneo; no exterior, o
Senhor estava presente sem no entanto manifestar Quem era. Áqueles que d'
Ele falavam, oferecia a Sua presença; mas aos que duvidavam d'Ele, escondia
o aspecto habitual, que lhes teria permitido reconhecê-Lo. Trocou algumas
palavras com eles, reprovou-lhes a lentidão em compreender, explicou-lhes
os mistérios da Sagrada Escritura que Lhe diziam respeito. E, no entanto,
no coração deles continuava a ser um estranho, por falta de fé; fez então
menção de seguir para diante [...]. A Verdade, que é simples, nada fez com
duplicidade, mas manifestou-Se simplesmente aos discípulos no Seu corpo tal
como estava no espírito deles.

Com esta prova, o Senhor queria ver se os que ainda não O amavam como Deus
eram ao menos capazes de O amar como viajante. A Verdade caminhava com
eles; não podiam pois continuar estranhos ao amor; ofereceram-Lhe
hospitalidade, propondo-Lhe que pernoitasse com eles, como se costuma fazer
aos viajantes. Por que dizemos então que eles Lho propuseram, quando está
escrito: «Insistiram com Ele»? Este exemplo mostra-nos bem que não devemos
apenas oferecer hospitalidade aos viajantes, mas fazê-lo com
insistência.

Os discípulos puseram a mesa, ofereceram da sua ceia; e, não tendo
reconhecido a Deus quando da Sua explicação da Sagrada Escritura, eis que O
reconhecem agora, na fracção do pão. Não foi pois ao escutar os mandamentos
de Deus que ficaram iluminados, mas ao pô-los em prática.





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