18 de abr de 2009

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 18 de Abril de 2009
SÁBADO NA OITAVA DA PÁSCOA

Sábado na Oitava de Páscoa
Santa Maria da Encarnação, viúva, +1618



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal John Henry Newman : Testemunhas da ressurreição

Leituras

Actos 4,13-21.
Ao verem o desassombro de Pedro e de João e percebendo que eram homens
iletrados e plebeus, ficaram espantados. Reconheciam-nos por terem andado
com Jesus,
mas, ao mesmo tempo, vendo de pé, junto deles, o homem que fora curado,
nada encontraram para replicar.
Mandaram-nos, então, sair do Sinédrio e começaram sozinhos a deliberar:
«Que havemos de fazer a estes homens? Que um milagre notável foi realizado
por eles é demasiado claro para todos os habitantes de Jerusalém e não
podemos negá-lo.
No entanto, para evitar que a notícia deste caso se espalhe ainda mais por
entre o povo, proibamo-los, com ameaças, de falar, doravante, a quem quer
que seja, nesse nome.»
Chamaram-nos, então, e impuseram-lhes a proibição formal de falar ou
ensinar em nome de Jesus.
Mas Pedro e João retorquiram: «Julgai vós mesmos se é justo, diante de
Deus, obedecer a vós primeiro do que a Deus.
Quanto a nós, não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos.»
Eles, então, com novas ameaças, mandaram-nos em liberdade, não encontrando
maneira de os castigar, por causa do povo; pois todos glorificavam a Deus
pelo que tinha acontecido.


Salmos 118,1.14-15.16-18.19-21.
Louvai o SENHOR, porque Ele é bom, porque o seu amor é eterno.
SENHOR é o meu refúgio e a minha força; Ele é a minha salvação.
Ouvem-se vozes de alegria e de vitória nas tendas dos justos: «A mão do
SENHOR fez maravilhas,
mão do SENHOR foi magnífica; a mão do SENHOR fez maravilhas.»
Não morrerei, antes viverei, para narrar as obras do SENHOR.
SENHOR castigou-me com dureza, mas não me deixou morrer.
Abri-me as portas da justiça: quero entrar para dar graças ao SENHOR.
Esta é a porta do SENHOR: os justos entrarão por ela.
Eu te darei graças, porque me respondeste, porque foste o meu salvador.


Marcos 16,9-15.
Tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, Jesus apareceu
primeiramente a Maria de Magdala, da qual expulsara sete demónios.
Ela foi anunciá-lo aos que tinham sido seus companheiros, que viviam em
luto e em pranto.
Mas eles, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não
acreditaram.
Depois disto, Jesus apareceu com um aspecto diferente a dois deles que iam
a caminho do campo.
Eles voltaram para trás a fim de o anunciar aos restantes. E também não
acreditaram neles.
Apareceu, finalmente, aos próprios Onze quando estavam à mesa, e
censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração em não acreditarem
naqueles que o tinham visto ressuscitado.
E disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a
criatura.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PS 1, 22 «Witnesses of the Ressurrection»

Testemunhas da ressurreição

Seria de esperar que Nosso Senhor, uma vez ressuscitado, aparecesse ao
maior número de pessoas possível, sobretudo aos que O tinham crucificado.
Pelo contrário, vemos pela história que Ele Se manifesta apenas a algumas
testemunhas escolhidas, e especialmente os Seus discípulos mais próximos.
Como diz São Pedro: «Deus ressuscitou-O, ao terceiro dia, e permitiu-Lhe
manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente
designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois da Sua
ressurreição dos mortos» (Act 10, 40-41).

À primeira vista, isto parece-nos estranho. Com efeito, temos uma ideia
muito diferente da Ressurreição, representamo-la como uma manifestação
deslumbrante e visível da glória Cristo. [...] Representando-a como um
triunfo público, somos levados a imaginar a confusão e o terror que se
teriam apoderado dos Seus carrascos se Jesus Se tivesse apresentado vivo
diante deles. Reconheçamos que tal raciocínio nos levaria a conceber o
Reino de Cristo como um reino deste mundo, o que não é correcto. Seria
supor que Cristo veio julgar o mundo nesse momento, quando tal só
acontecerá no último dia. [...]

Por que Se terá Ele mostrado apenas «a algumas testemunhas escolhidas
anteriormente»? Porque era este o meio mais eficaz de propagar a fé pelo
mundo inteiro. [...] Qual teria sido o fruto de uma manifestação pública
que se impusesse a todos? Esse novo milagre teria deixado a multidão como a
tinha encontrado, sem mudança eficaz. Os Seus milagres anteriores já não
tinham convencido a todos [...]; que teriam dito e sentido a mais do que
anteriormente, mesmo que «alguém ressuscitasse dentre os mortos»? (Lc 16,
31) [...] Cristo mostra-Se para suscitar testemunhos da Sua ressurreição,
ministros da Sua palavra, fundadores da Sua Igreja. Como poderia a
multidão, com a sua natureza inconstante, adivinhá-lo?




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