4 de abr de 2009

PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA?

Pfr. Felipe Aquino:
Publico a seguir um importantíssimo artigo do amigo Pe. Francisco Faus, sobre esta terrível perseguição que se desencadeia contra a Igreja Católica e contra o Papa Bento XVI. Os católicos precisam saber que não se trata de algo esporádico, ocasional ou fortuito, não, é uma trama, um projeto orquestrado, muito bem preparado nos bastidores da ONU, para arrancar Cristo e a Igreja Católica deste mundo, como se isso fosse possível por meio de uma força humana.

O projeto é o da Nova Era, de implantar no mundo, por meio da ONU um único Governo, uma única Religião (mistura sincrética de todas que existem), e impor ao mundo uma moral não cristã. É lógico que o principal obstáculo a esse plano diabólico é a Igreja Católica. Dai os ataques que há muito ela vem sofrendo. Nós católicos não podemos ficar calados e de braços cruzados, pecando por omissão e medo. Leia o artigo abaixo para entende melhor o assunto.

Por: Pe. Francisco Faus

Fonte: site: http://padrefaus.googlepages.com :


Uma mudança sorrateira de todos os valores morais

Nestes últimos tempos, os católicos estamos assistindo com dor a uma progressão geométrica dos ataques, injúrias e calúnias da mídia contra a Igreja Católica e contra o Papa.

A seguir, transcrevo parte do texto de uma palestra dada a seminaristas em 2004 (está neste site com o título “Globalização, religiões e Igreja”), que talvez possa esclarecer - pelo menos em parte - o por que dessa campanha atual contra o Catolicismo.

Até há uns vinte ou trinta anos, a ONU e os organismos internacionais só se referiam à religião para falar do respeito devido ao princípio de liberdade religiosa, que figura como um dos “direitos fundamentais” na Declaração dos Direitos Humanos de 1948. De uns decênios para cá, este ângulo está mudando substancialmente, e a religião passa a ser vista como uma “preocupação”, um “perigo”, tanto pela a ONU como pelos organismos a ela ligados e, naturalmente, pela mídia laicista.

É interessante conhecer, neste sentido, a conferência – lúcida e “profética”– pronunciada há quase dez anos pelo Pe. Michel Schooyans, membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e Consultor do Pontifício Conselho para a Família, como parte de um Colóquio sobre a Globalização, promovido no Vaticano pelo Pontifício Conselho para a Família, de 27 a 29 de novembro de 2000. Um resumo da conferência foi publicado no n. 469 (Junho 2001), págs. 277 a 286, da revista Pergunte e Responderemos (www.osb.org.br).

O autor denuncia a ONU pelo seu projeto de globalização, que pretende chegar a instaurar, num futuro próximo, um Super-Estado com seu governo mundial e suas leis. Estas leis, ao invés de seguirem os princípios da lei natural (com os quais se identifica a Declaração dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 1948), se baseariam exclusivamente na vontade dos legisladores, no simples e mero consenso, sem nenhum princípio moral básico inviolável, que possa servir de fundamento, orientação ou limite.

Além do mais, esse Super-Estado teria direito de ingerência em cada nação do mundo, fazendo de tudo para impor as suas novas “normas éticas”, pelo sistema de forçar os Estados – alegando exigências e praxe do direito internacional: mediante sanções, ou exercendo coação com ameaças comerciais, etc.– a assinar acordos, a subscrever declarações de princípios, a aceitar “Cartas de princípios” diversas, que sacramentem esses novos “valores”, totalmente independentes da moral.

“A globalização – diz o Pe. Schooyans, expondo essa nova posição da ONU – deve ser reinterpretada à luz de uma nova visão do mundo e do lugar do homem no mundo”. Essa nova visão apresenta uma perspectiva totalmente materialista do ser humano, que seria apenas “um avatar da evolução da matéria” [o que significa que fica eliminada a aceitação de um Deus Criador, que tenha querido e criado o homem, que lhe tenha dado um sentido e uma finalidade, uma missão na terra, e uma Lei pela qual se guiar para um destino eterno]; a vida humana não passaria de uma conjunção cega de acasos da matéria, que veio a se tornar consciente de si mesma e da sua caducidade, pois seria apenas destinada a “desaparecer na Mãe-Terra, de onde nasceu”. [prestem atenção: "Terra"="Gaia": uma palavra-chave da nova visão do “pseudodeus-energia” da New Age]

Expressão deste pensamento dos que manipulam os cordéis da ONU e de seus organismos é a Carta da Terra, que a ONU vem preparando há tempo (pode ser achada na Internet, digitando apenas o nome), com o intuito de que suplante a antiga Declaração dos Direitos do Homem e jogue no cesto do lixo, como obsoleto, o próprio Decálogo, os Dez Mandamentos: “Formaremos – afirmam – uma sociedade global para cuidarmos da Terra e cuidarmos uns dos outros… Precisamos com urgência de uma visão compartilhada a respeito dos valores de base”.

Gravem bem que hoje essas pessoas estão mudando radicalmente o sentido das palavras “valor moral” : nenhum “valor” é considerado permanente. “Valor” só significaria aquilo que “a maioria valoriza” (vejam a passagem de algo objetivo – um valor ou princípio permanentemente válido – para o puro subjetivismo do que “agora” a maioria deseja, e por isso lhe dá “valor”). Se o novo valor for a maconha, será a maconha; se for o aborto, o aborto; se for o casamento homossexual, o casamento homossexual, etc; e, então, será um “contra-valor” condenável tudo o que se oponha à mentalidade dominante em certo momento histórico. Por exemplo, será um crime “moral” intolerável valorizar a família, se os novos “valores” a desprezam e a substituem pelas uniões mais bizarras. Querem criar, pois, chegando a um acordo de interesses, novos “valores de base, que – como dizem – ofereçam um fundamento ético (!) à comunidade mundial emergente…”.


continua amanhã...

Um comentário:

  1. A verdade é que NINGUÉM conece a YHWH DEUS.
    O seu Filho Unigénito YeSHUA é que o deu a conhecer,

    Veja isto no evangelho de João:

    (João 1,18)
    «A DEUS jamais alguém o viu; O Filho Unigénito que é Deus e que está no SEIO do PAI, foi ele que o deu a conhecer.»

    Os teólogos com a sua ciência especulativa ao longo dos séculos e dos milénios apenas criaram na sua imaginação e na imaginação uma imagem de um "deus" à sua maneira.

    A verdade é que todos apesar de procurarmos a nossa verdade ficamos com a convicção que só nós (eu, eu, EU, e EU) a posuimos e teimamos impigi-la aos outros, mesmo que para isso tenhamos que os atormentar com a pena de morte, caso aconteceu com o caso dos chamados «CRISTÃOS NOVOS». Isto foi uma verdadeira perseguição contra os judeus pelos católicos que arvoravam a bandeira do magistério. Em vez de lhes agradecer o facto de terem elevado a sua cultura religiosa libertando-os um pouco dos seus deuses que exigiam a morte de crianças obrigavam os pobres judeus a apostatar dos seus sagrados princípios religiosos, substituindo-os por uma forma de paganismo misturada com alguns condimentos de fé cristã, vinda do judaísmo.

    Amigos Católicos, os pregadores da »New Age» não sáo vossos perseguidores como fostes dos judeus, nem vossos adversários mas apenas vossos concorrentes, na sedução mental à mesma fatia da sociedade.

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