16 de abr de 2009

Por que tanto estupro?

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É hora de se perguntar por que cresce essa violência

O Brasil ficou horrorizado com o caso da menina de 9 anos em Pernambuco, estuprada muitas vezes por seu padrasto, um jovem de 23 anos. Ela ficou grávida de dois gêmeos, assassinados em seu ventre materno. Muitos até se perderam na discussão sobre a excomunhão dos que fizeram o aborto dos gêmeos da garota grávida, algo que está previsto no Código de Direito Canônico da Igreja (cânon 1398), desde a sua aprovação em 1983, e que não deveria ser surpresa para ninguém, uma vez que não é algo novo. O Arcebispo de Olinda e Recife apenas deu ciência dessa norma da Igreja aos católicos.

Mas não podemos esquecer esse crime horrível que é o estupro, essa violência diabólica contra uma menina ou mesmo contra uma moça ou mulher desprotegida. É hora de perguntar por que cresce essa violência; não só no Brasil, mas também na Europa.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que – “O estupro designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade. O estupro lesa profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade, à integridade física e moral. Provoca um dano grave que pode marcar a vítima por toda a vida. É sempre um ato intrinsecamente mau. Mais grave ainda é o estupro cometido pelos pais (cf. incesto) ou educadores contra as crianças que lhes são confiadas” (CIC § 2356).

Conheci a palavra “estupro” já adulto, porque quando eu era criança, e mesmo jovem, nunca tinha ouvido falar dela; simplesmente porque os casos que existiam desse crime era raríssimo. Hoje, ao contrário, qualquer jovem e criança começam a saber do que se trata; por quê?

A resposta é muito simples: porque há um sexismo doentio que permeia a sociedade, levando as pessoas a buscar o prazer sexual a qualquer preço, mesmo que seja à custa do crime. Como cresce o número de assédios sexuais e de estupro! Por quê?

Sem a menor dúvida, porque estamos mergulhados até o nariz em uma perversa cultura, na qual o sexo é colocado simplesmente com um meio de prazer, independentemente de seu nobre sentido unitivo e procriador do casal, unido pelo sacramento do matrimônio.

Fora disso o sexo é perigoso, destruidor, causador de brigas, separações, gestações indesejadas, divórcios, estupros, doenças venéreas e outros males. Por isso a Igreja, “doutora em humanidade” (Paulo VI), repudia a vida sexual antes ou fora do matrimônio, e o tem como grave pecado.

“Guarda-te, meu filho, de toda a fornicação: fora de tua mulher, não te autorizes jamais um comércio criminoso” (Tobias 4,13).

“Mas o corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo” (I Coríntios 6,13).

“Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Coríntios 6,18).

Essa cultura medonha, suja, indecente, baixa, asquerosa, lastreada na profanação do corpo humano, esquecendo-se de que este é templo sagrado do Espírito Santo (cf. 1Cor 12,27; 3, 16; 6, 15-20) é a causa de tantos males e também dos estupros.

Como pode a juventude se comportar dentro dos padrões morais, que recomendam a castidade e o respeito ao corpo, quando ela assiste o Presidente da República, em pleno Carnaval, na Marquês de Sapucaí, distribuindo cartelas de “camisinhas” aos foliões? Que mensagem um jovem faz em sua mente? É esta: “O sexo é livre; não precisa de compromisso com o outro; é apenas uma curtição; e agora pago pelas autoridades...”. A partir daí vale tudo; inclusive o estupro, para aqueles que não conseguem por bem o prazer que procuram.

Que comportamento pode ter um jovem que vê o Ministério da “Educação” colocar máquinas de distribuir camisinhas nas escolas públicas, vendo a sociedade se calar e sem coragem de denunciar esse atentado à educação?

Que controle sobre suas paixões pode ter um jovem que vê o seu professor de Ciências entrar na sala de aula com um kit sexual (pênis de borracha, camisinha, DIU, pílula abortiva do dia seguinte, etc.), para ensinar seus alunos a fazerem “sexo seguro”? Na verdade, esse sexo livre, ensinado nas escolas, é inseguro, porque é sujo, pecaminoso e perverso. Pois o sexo ensinado pela lei de Deus não é inseguro; é belo, gera os filhos, aproxima o casal.

Os adolescentes estão aprendendo, então, na escola, que o sexo é apenas um meio de prazer, prazer e prazer, independente de seu sentido e de suas consequências. Isso tudo vai desembocar nas milhares de meninas grávidas, estupradas, jovens doentes, etc.

Dá para entender por que tanto estupro, assédio sexual, etc.?

Quem semeia vento colhe tempestade.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

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