15 de mai de 2009

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 15 de Maio de 2009
Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I), S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»

Leituras

Actos 15,22-31.
Então, os Apóstolos e os Anciãos, de acordo com toda a Igreja, resolveram
escolher alguns de entre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé.
Foram Judas, chamado Barsabas, e Silas, homens respeitados entre os irmãos.

E mandaram a seguinte carta por intermédio deles: «Os Apóstolos e os
Anciãos, vossos irmãos, aos irmãos de origem pagã residentes em Antioquia,
na Síria e na Cilícia, saudações!
Tendo conhecimento de que, sem autorização da nossa parte, alguns dos
nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas
palavras,
resolvemos, de comum acordo, escolher delegados e enviar-vo-los com os
nossos queridos Barnabé e Paulo,
homens estes que expuseram as suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus
Cristo.
Enviamos, pois, Judas e Silas, que vos transmitirão verbalmente as mesmas
coisas.
O Espírito Santo e nós próprios resolvemos não vos impor outras obrigações
além destas, que são indispensáveis:
abster-vos de carnes imoladas a ídolos, do sangue, de carnes sufocadas e da
imoralidade. Procedereis bem, abstendo-vos destas coisas. Adeus.»
Eles, então, depois de se despedirem, desceram a Antioquia e, reunindo a
assembleia, entregaram a carta.
Depois de a lerem, todos ficaram satisfeitos com o encorajamento que lhes
trazia.


Salmos 57(56),8-9.10-12.
O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme; quero cantar e
salmodiar.
Ó minha alma, desperta! Despertai, harpa e cítara! Quero despertar a
aurora!
Hei-de louvar-te, Senhor, entre os povos, hei-de cantar-te salmos entre as
nações.
Pois o teu amor é tão grande que chega ao céu e a tua fidelidade chega até
às nuvens.
Ó Deus, revela nas alturas a tua grandeza, e, sobre toda a terra, a tua
glória.


João 15,12-17.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.
Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz
o seu senhor; mas a vós chamei- -vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo
o que ouvi ao meu Pai.
Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos
destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que
pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá.
É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Encíclica «Spe salvi» §§ 38-39

«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»

A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o
sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a
sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é
capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento
seja compartilhado e assumido, mesmo interiormente é uma sociedade cruel e
desumana. [...] A palavra latina «con-solatio», consolação, exprime isto de
forma muito bela, sugerindo um estar-com solidão, que então deixa de ser
solidão. Mas a capacidade de aceitar o sofrimento por amor do bem, da
verdade e da justiça é também constitutiva da grandeza da humanidade,
porque se, em definitivo, o meu bem-estar, a minha incolumidade é mais
importante que a verdade e a justiça, então vigora o domínio do mais forte;
então reinam a violência e a mentira. [...]

Sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça,
sofrer por causa do amor e para vir a ser uma pessoa que ama
verdadeiramente: estes são elementos fundamentais de humanidade; o seu
abandono destruiria o próprio ser humano. Entretanto, levanta-se uma vez
mais a questão: somos capazes disto? [...] Na história da humanidade, cabe
à fé cristã precisamente o mérito de ter suscitado no ser humano, de
maneira nova e com uma nova profundidade, a capacidade dos referidos modos
de sofrer que são decisivos para a sua humanidade. A fé cristã mostrou-nos
que verdade, justiça, amor não são simplesmente ideais, mas realidades de
imensa densidade. Com efeito, mostrou-nos que Deus - a Verdade e o Amor em
pessoa - quis sofrer por nós e connosco.





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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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