19 de mai de 2009

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 19 de Maio de 2009
Terça-feira da 6ª semana da Páscoa

Santo Ivo, presbítero, +1303, padroeiro dos advogados, Santa Rafaela Maria, virgem, fundadora, +1925



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «É o Espírito que vivifica» (2Cor 3, 6)

Leituras

Actos 16,22-34.
A multidão amotinou-se contra eles; e os estrategos, arrancando-lhes as
vestes, mandaram-nos açoitar.
Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, lançaram-nos na prisão,
recomendando ao carcereiro que os tivesse sob atenta vigilância.
Ao receber tal ordem, este meteu-os no calabouço interior e prendeu-lhes os
pés no cepo.
Cerca da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus, e
os presos escutavam-nos.
De repente, sentiu-se um violento tremor de terra que abalou os alicerces
da prisão. Todas as portas se abriram e as cadeias de todos se
desprenderam.
Acordando em sobressalto, o carcereiro viu as portas da prisão abertas e
puxou da espada para se matar, pensando que os presos se tinham evadido.
Paulo, então, bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo,
porque nós estamos todos aqui.»
O carcereiro pediu luz, correu para dentro da masmorra e lançou-se a
tremer, aos pés de Paulo e de Silas.
Depois, trouxe-os para fora e perguntou: «Senhores, que devo fazer para ser
salvo?»
Eles responderam: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo tu e os teus.»
E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, assim como aos que estavam na sua
casa.
O carcereiro, tomando-os consigo, àquela hora da noite, lavou-lhes as
feridas e imediatamente se baptizou, ele e todos os seus.
Depois, levando-os para cima, para a sua casa, pôs-lhes a mesa e
entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus.


Salmos 138(137),1-2.3.7-8.
Dou-te graças, SENHOR, de todo o coração, na presença dos poderosos te
hei-de louvar.
Inclino-me voltado para o teu santo templo e louvarei o teu nome, pela tua
bondade e pela tua fidelidade, porque foste mais além das tuas promessas.
Quando te invoquei, atendeste-me e aumentaste as forças da minha alma.
Quando estou em angústia, conservas-me a vida; estendes a mão contra a ira
dos meus inimigos, e a tua mão direita me salva.
SENHOR tudo fará por mim! Ó SENHOR, o teu amor é eterno! Não abandones a
obra das tuas mãos!


João 16,5-11.
«Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: 'Para
onde vais?'
Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de
tristeza.
Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não
for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.
E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma
inocência e de um julgamento:
de uma culpa, pois não creram em mim;
de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis;
de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
Catequese baptismal n° 16 (trad. breviário)

«É o Espírito que vivifica» (2Cor 3, 6)

«A água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente de água a jorrar para
a vida eterna» (Jo 4, 14). É uma água completamente nova, viva e que jorra,
que jorra para aqueles que são dignos dela. Por que razão é o dom do
Espírito apelidado de «água»? É porque a água está na base de tudo; porque
a água produz a vegetação e a vida; porque a água desce do céu sob a forma
de chuva; porque, ao cair sob uma única forma, ela actua de uma maneira
multiforme. [...] Ela é diferente na palmeira, diferente na vinha, ela
dá-se inteiramente a todos. Tem apenas uma maneira de ser e não é diferente
de si mesma. A chuva não se transforma quando cai aqui ou ali mas, ao
adaptar-se à constituição dos seres que a recebem, produz em cada um deles
aquilo que lhe convém.

O Espírito Santo actua assim. Apesar de ser único, simples e indivisível,
«Ele distribui os seus dons a cada um conforme entende» (1Cor 12, 11). Da
mesma maneira que a lenha seca, associada à água, produz rebentos, a alma
que vivia no pecado, mas que a penitência torna capaz de receber o Espírito
Santo, produz frutos de justiça. Embora o Espírito seja simples, é Ele, por
ordem de Deus e em nome de Cristo, que anima numerosas virtudes.

Ele utiliza a língua deste ao serviço da sabedoria; ilumina pela profecia a
alma daquele; dá a outro o poder de expulsar os demónios; dá a outro ainda
o de interpretar as divinas Escrituras. Fortifica a castidade de um, ensina
a outro a arte da esmola, ensina àqueloutro o jejum e a ascese, a outro
ainda ensina a desprezar os interesses do corpo, prepara outro para o
martírio. Diferente nos diferentes homens, Ele não é diferente de si mesmo,
tal como está escrito: «Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um
para proveito comum» (1Cor 12, 7).





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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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