26 de mai de 2009

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 26 de Maio de 2009
Terça-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Segundo o poder que Lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de Ele que dê a vida eterna a todos os que Lhe entregaste.»

Leituras

Actos 20,17-27.
De Mileto, Paulo mandou chamar os anciãos da igreja de Éfeso.
Quando chegaram junto dele, disse-lhes: «Sabeis como, desde o primeiro dia
em que cheguei à Ásia, procedi sempre convosco.
Tenho servido o Senhor com toda a humildade e com lágrimas, no meio das
provações, que as ciladas dos judeus me acarretaram.
Jamais recuei perante qualquer coisa que vos pudesse ser útil. Preguei e
instruí-vos, tanto publicamente como nas vossas casas,
afirmando a judeus e gregos a necessidade de se converterem a Deus e de
acreditarem em Nosso Senhor Jesus.
E agora, obedecendo ao Espírito, vou a Jerusalém, sem saber o que lá me
espera;
só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me avisa de que me
aguardam cadeias e tribulações.
Mas, a meus olhos, a vida não tem valor algum; basta-me poder concluir a
minha carreira e cumprir a missão que recebi do Senhor Jesus, dando
testemunho do Evangelho da graça de Deus.
Agora sei que não vereis mais o meu rosto, todos vós, no meio de quem
passei, proclamando o Reino.
Por isso, tomo-vos hoje por testemunhas de que estou limpo do sangue de
todos,
pois jamais recuei, quando era preciso anunciar-vos todos os desígnios de
Deus.


Salmos 68(67),10-11.20-21.
Fizeste cair, ó Deus, a chuva com abundância; restauraste as forças à tua
herança extenuada.
O teu povo ficou restabelecido, e Tu, ó Deus, reconfortaste o pobre com a
tua bondade.
Bendito seja o Senhor, dia após dia; Ele cuida de nós; Ele é o Deus da
nossa salvação.
Ele é o nosso Deus, é um Deus que salva. Na verdade, o SENHOR Deus é aquele
que nos livra da morte!


João 17,1-11.
Assim falou Jesus. Depois, levantando os olhos ao céu, exclamou: «Pai,
chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho
manifeste a tua glória,
segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a
vida eterna a todos os que lhe entregaste.
Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a
Jesus Cristo, a quem Tu enviaste.
Eu manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a
realizar.
E agora Tu, ó Pai, manifesta a minha glória junto de ti, aquela glória que
Eu tinha junto de ti, antes de o mundo existir.
Dei-te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, me deste. Eles eram
teus e Tu mos entregaste e têm guardado a tua palavra.
Agora ficaram a saber que tudo quanto me deste vem de ti,
pois as palavras que me transmitiste Eu lhas tenho transmitido. Eles
receberam-nas e reconheceram verdadeiramente que Eu vim de ti, e creram que
Tu me enviaste.
É por eles que Eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me
confiaste, porque são teus.
Tudo o que é meu é teu e o que é teu é meu; e neles se manifesta a minha
glória.
Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti.
Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como
Nós somos!


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Encíclica «Spe Salvi» §§ 41, 43

«Segundo o poder que Lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de Ele que dê a vida eterna a todos os que Lhe entregaste.»

No grande Credo da Igreja, a parte central – que trata do mistério de
Cristo a partir da Sua geração eterna no Pai e do Seu nascimento temporal
da Virgem Maria, passando pela cruz e pela ressurreição até ao Seu regresso
–, conclui com as palavras: «de novo há-de vir em Sua glória, para julgar
os vivos e os mortos». Já desde os primeiros tempos, a perspectiva do Juízo
influenciou os cristãos até na sua própria vida quotidiana, enquanto
critério segundo o qual deviam ordenar a vida presente, enquanto apelo à
sua consciência e, ao mesmo tempo, enquanto esperança na justiça de Deus. A
fé em Cristo nunca se limitou a olhar só para trás nem só para o alto, mas
olhou sempre também para a frente, para a hora da justiça que o Senhor
repetidas vezes preanunciara. [...]

N'Ele, o Crucificado, a negação das falsas imagens de Deus é levada ao
extremo. Agora, Deus revela a Sua Face precisamente na figura do servo
sofredor que partilha a condição do homem abandonado por Deus, tomando-a
sobre Si. Este sofredor inocente tornou-Se esperança-certeza: Deus existe,
e Deus sabe criar a justiça de um modo que nós não somos capazes de
conceber mas que, pela fé, podemos intuir. Sim, existe a ressurreição da
carne. Existe uma justiça. Existe a «revogação» do sofrimento passado, a
reparação que restabelece o direito.

Por isso, a fé no Juízo final é, primariamente e sobretudo, esperança –
aquela esperança cuja necessidade se tornou evidente justamente nas
convulsões dos últimos séculos. Estou convencido de que a questão da
justiça constitui o argumento essencial – em todo o caso, o argumento mais
forte – a favor da fé na vida eterna. A necessidade meramente individual de
uma satisfação que nos é negada nesta vida, da imortalidade do amor que
anelamos, é certamente um motivo importante para crer que o homem está
feito para a eternidade; mas só em conexão com a impossibilidade de a
injustiça da história ser a última palavra se torna plenamente convincente
a necessidade do retorno de Cristo e da nova vida.





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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.